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Yo! MTV Raps

17:40 | 17/07/09 | Jones Rossi

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“Vida loka, mano”

A Petrobras é nossa

18:59 | 08/06/09 | Jones Rossi

Muito legal essa história de blog da Petrobras. Quem melhor pode ensinar jornalismo ao Brasil que profissionais de assessoria de imprensa? Lembro dos tempos de faculdade, quando todos nós almejávamos o cargo mais alto do jornalismo: assessoria de imprensa. Correspondente de guerra, jornalismo científico? Isso era para os sem ambição, os fracassados.

Ninguém entendeu melhor a internet que eles. Mal posso esperar pelos novos e estimulantes passos dessa galera da pesada que vai aprontar altas confusões contra os malvadões da velha mídia. Imaginem só quando sair o twitter da Petrobras? Falta o Facebook da Petrobras e um perfil no Orkut com fotos do churrasco do fim de semana na plataforma P-alguma coisa, devidamente cheia de comentários dos mil e lá vai cacetada funcionários da comunicação: “KI FOTU BUNITA”. “ME ADD”. “OLHA A CLAUDINHA MAMADA, RSRSRS”.

Na real, achei ótima a iniciativa. Eu tenho o humilde costume de gravar não só minhas entrevistas, mas também o contato com as assessorias de imprensa. Então, nada mais justo que divulgar a conversa inteira. Certa vez, outra estatal de energia simplesmente mandou um email à minha editora na época negando ter dado uma entrevista para mim, simplesmente por não gostarem do que foi publicado. Em vez de refutar com argumentos, o que não poderiam fazer, já que a matéria estava correta, resolveram negar tudo. O problema é que eu tinha tudo gravado, em MP3, disponível via iTunes, RSS e o que mais quisessem.

Então, aproveitando este espírito de transparência suprema, comemoro a nova era estabelecida pela assessoria da Petrobras, que jamais teve a intenção de acossar jornalistas e estragar a apuração prévia. Afinal, se você é jornalista, trabalha sério e consegue informações exclusivas, por que não torná-las públicas via blog da Petrobras, para toda a concorrência ver? Esse negócio de sigilo é tão pré-twitter, tão pré-iPhone apps. Vamos evoluir, gente.

Sent from my BlackBerry Wireless Handheld

Policial é expulso por causa de desinfetante

8:40 | 06/02/09 | Jones Rossi

Cabo levou para casa o produto. Devolveu intacto, mas foi expulso quatro anos depois

Um desinfetante de 500 ml, que custa menos de R$ 2 em qualquer supermercado, fez o cabo Gildásio Silva dos Santos, de 36 anos, ser expulso da Polícia Militar. No dia 13 de fevereiro de 2004, quando  era do serviço de administração do 23º Batalhão da PM, Santos levou um frasco do desinfetante Pinho Brill, pertencente ao Estado, para casa. Foi denunciado por duas policiais militares e transferido para o 36º Batalhão. Depois de um processo de quatro anos, em julho passado Santos foi expulso pelo comando da Polícia Militar de São Paulo  “pelo cometimento de atos desonrosos, atentatórios à Instituição e incompatíveis com a função policial-militar”, conforme foi informado no Diário Oficial do Estado, do dia 25 de agosto de 2008*.

No primeiro interrogatório, o cabo Santos se declarou inocente e disse que o desinfetante foi dado a ele pelo ex-soldado temporário Kléber Ferreira. Mesmo tendo devolvido o produto intacto depois que a história veio à tona e ter sido considerado apto a continuar na Polícia pelo Conselho de Disciplina, que optou por uma “sanção não exclusória” , a PM não levou nada disso em conta.

“Houve uma remessa de material para a unidade e eu estava ajudando a descarregar. O desinfetante foi dado a título de doação, como já tinha acontecido antes e com objetos de valores até maiores. Eu peguei o produto, na frente de todo mundo, e levei para a administração. Nem estava precisando, tanto que depois devolvi sem uso”, contou Gildásio. Depois da denúncia das policiais, o comandante do Batalhão no qual Silva trabalhava pediu a devolução do produto e foi atendido no dia seguinte.

No Boletim Geral da Polícia Militar, publicado quatro dias após a portaria no Diário Oficial, o texto diz que “sua experiência profissional na Instituição não lhe permitia cometer erro tão banal”. Em 2004, Santos contabilizava cerca de 12 anos como policial. A Corregedoria também questionou o fato de Santos não ter questionado por que a “doação” estava lhe sendo feita e “como o produto havia chegado a suas mãos (do ex-soldado).” Para a Corregedoria, o cabo “agiu de má-fé” e “ludibriou” a administração militar. No boletim também consta a informação de que “houve a doação de alguns produtos aos policiais militares da sub-unidade a que pertencia o acusado”.

O baixo valor do produto não serviu como argumento. “Não importa se o valor do produto era ínfimo ou não”, diz o texto do processo, “o que está em discussão é a probidade, a legalidade, a moralidade e a honra policial-militar, valores estes que não têm preço”, continua. Por fim, foi definida a expulsão de Gildásio Silva dos Santos, por “incompatibilidade com a função policial-militar”, pelo “atentado contra a Instituição, que alcançou a seara da desonra” e “pelo acusado não ter justificado a transgressão disciplinar cometida.”

A advogada que defende Gildásio, Luciana Tales dos Santos, disse que o ex-cabo, que atualmente trabalha como segurança, deve entrar na Justiça para voltar ser reintegrado à PM. “Embora a gente respeite a decisão da Polícia, certos procedimentos constitucionais e outros que estão inclusive no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar não foram adotados. Existem atenuantes que não foram levados em conta.”

Procurada pela reportagem para comentar o caso, a Polícia Militar informou que o cabo foi expulso por ter se comprovado “a prática de atos que contrariam os valores e deveres éticos para o exercício da profissão policial-militar.” Kléber, o temporário que deu o desinfetante para o cabo Gildásio, pediu demissão pouco tempo depois do inquérito da polícia.

GILDÁSIO FALA

- O que aconteceu no dia 13 de fevereiro de 2004?

Houve uma remessa de material para a unidade. Seria a título de doação, como aconteceu antes, algumas até de valor mais alto, como lâmpadas fluorescentes. O temporário Kléber (Ferreira) me deu um desinfetante. Peguei, levei até a administração e deixei lá, e depois levei para casa.

- Como o desaparecimento do desinfetante veio à tona?

Duas policiais me denunciaram. O Comandante me chamou quase um mês depois. Eu nem estava precisando. Devolvi o produto intacto, no dia seguinte depois dele me pedir.

- O que aconteceu depois?

Ele instaurou uma investigação preliminar e depois me transferiu para outra unidade. (Gildásio foi para o 36 Batalhão)

- O que você está fazendo agora?

Uns bicos como segurança.

- Quer voltar para a polícia?

Claro, com certeza. Quando eu comecei não existia SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a PM fazia de tudo. Atendia parturientes, atropelamentos, mendigos. Meu interesse não é dinheiro. Quando entrei, a gente ganhava 10 salários mínimos, hoje ganha quatro.

*Matéria publicada em novembro de 2008 no Jornal da Tarde (SP)

Concur$o cultural fotográfico

22:14 | 03/02/09 | Jones Rossi

Banrisul

Just taking a a little nap, tchê

São Paulo é uma cidade de muitas belezas, várias delas simplesmente ignoradas pelo grande público. Rodrigo Alvares, CEO deste garboso blog, fez um click à la Sebastião Salgado da fachada da agência de um banco gaúcho na Avenida Paulista.

Mas, pouco sensibilizado com a causa social que urge em um país carente como o nosso, o segurança da referida instituição bancária não foi muito cordial com o lado artista de Alvares.

Sendo assim, a Nova Corja convoca os leitores paulistas (e quem porventura estiver por aqui de passagem) a fazer um click maroto da maravilha gaúcha incrustada no coração financeiro da capital paulista, tão cheia de maravilhas a serem descobertas. Mandem para a gente no e-mail de contato (está aí ao lado, na barra da direita). Teremos prazer em publicar. Mas lembrem-se  de pedir autorização ao $eguran$$a antes. Ele pode não gostar…

Quer andar de carro velho, amor? Que venha!

3:06 | 19/01/09 | Jones Rossi

Protogenes está cada dia mais xarope, como dizem os manos daqui. O radioador do carro estoura e já vira atentado, como direito a post choroso no blog e a inevitável comparação com Jesus em uma mensagem totalmente “delusional”, como diriam os manos do Barack. Abaixo, o tom do delírio na íntegra.

“ATENTADO AO PROTÓGENES

Comunicamos ao povo brasileiro e aos internautas que no dia 15 de janeiro de 2009, por volta das 15:00hs, o Delegado Protógenes foi vítima de um possível atentado quando dirigia um automóvel deslocando-se do bairro Jardim Botânico-RJ com destino a cidade de Niterói-RJ, ato contíuno ainda no JB o radiador de água quente explodiu causando uma nuvem de fumaça muito grande e explosão do painel do veículo. Resultado: sofreu queimaduras de primeiro grau nos pés e lesões pelo corpo. Por medida de segurança ele se deslocou no dia 16 de janeiro do corrente ano, com destino a São Paulo, a fim de se encontrar com seus familiares, bem como buscar atendimento médico seguro. No momento está descansando em casa para se recuperar do trauma. Agradecemos o apoio inicial dos fraternos amigos Silvia Calmon e Helton , os populares que lhe socorreram, os padrinhos Jose Zelman e Nelia Maria Zelman, a madrinha Guimar, bem como a diligente atenção especial dispensada pelo estimado Agente de Polícia Federal De Lucca, lotado no Aeroporto Santos Dumont. A nossa resposta a este fato buscamos conforto na mensagem do Professor Agenor Miranda Rocha, que é a seguinte:

CIRENEU

” EU CARREGO, NOS OMBROS, O PESO DOS MUNDOS !

SIM, DOS MUNDOS, QUE OS OUTROS ENTREGAM A MIM:

MUITAS DORES, ANGUSTIAS, SOFRERES PROFUNDOS,

PESAM MENOS SE ENCONTRAM UM ABRIGO POR FIM.

 

CIRENEU PELA VIDA, EU CAMINHO CONTENTE,

POR FAZER DE MINHA ALMA UM APOIO SEGURO:

QUANDO POSSO, EM SOCORRO DE ALGUEM, LEALMENTE,

TORNO LEVE O PESADO E SUAVE O QUE É DURO.

 

SE ME PEDEM CONSELHOS, OS DESORIENTADOS

A VIVÊNCIA QUE TENHO ME AJUDA A SOLVER

OS PROBLEMAS TRAZIDOS, OS MAIS COMPLICADOS,

MESMO QUE, PARA ISTO, EU, TAMBÉM, VÁ SOFRER.

 

SE É DIREITO MISTER MINERAR MUITAS DORES,

PARA ISTO É QUE, UM DIA, EU TORNEI-ME DOUTOR:

POIS O MESMO JESUS, O SENHOR DOS SENHORES,

É EXEMPLO QUE EU SIGO, COM TODO FERVOR.

 

NÂO QUERO JAMAIS RECOMPENSA AO QUE FAÇO

E SE EM MUITA OCASIÃO, EU RECEBO MAL PAGA,

OUTRAS VEZES, ME DÃO GRATO BEIJO, UM ABRAÇO

OU SINCERA CARICIA DE MÃO QUE ME AFAGA.

 

E, POR FIM, VOU VIVENDO CONFORME DESEJO,

PENHORADO AO MEU DEUS E COM MUITO PRAZER,

NO FINAL DESTA VIDA, DIZER EU ALMEJO:

TERMINADA A TAREFA, CUMPRIR MEU DEVER.

( Agenor Miranda Rocha )

Recomendação aos incautos: Não pratiquem nada contra Protógenes, não adianta os individuos do mal virem contra um cidadão de bem, vão ter que praticar atentados em mais de duzentos milhões de brasileiros indignados e façam bem feito, para não ocorrer da forma como aconteceu com ele no dia 15 de Janeiro do corrente ano.”

Bi, bi. Mas não descartemos a versão do atentado tão prontamente. Mas qual o carro do Dr. Jesus Protogenes?

Ivete Sangalo responde.

Extreme makeover

19:10 | 12/01/09 | Jones Rossi

Dilma exibe novo visual em abertura de feira de calçados em São Paulo

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Zzzzzzzzzzz…

20:48 | 09/01/09 | Jones Rossi

“Diante do agravamento do conflito entre Israel e os Territórios Ocupados da Palestina, a Comissão Teotônio Vilela (CTV) crê ser oportuno a expressão de apoio da sociedade civil brasileira ao cessar fogo, à proteção das populações civis e o acesso à ajuda humanitária, essenciais à retomada do diálogo na região.

Contando com a presença de Marilena Chauí (musa), Eduardo Suplicy (sono), Fernando Gabeira (unzito), Maria Helena e José Gregori, Margarida Genevois e Paulo Sérgio Pinheiro, entre outros membros da CTV, convidamos para uma reunião e coletiva à imprensa.

Durante a reunião, será lançado um documento contra a violência e de apoio à paz. Durante o ato, o documento será aberto para assinaturas.

Data: 13 de janeiro de 2009 (terça feira)

Horário: 14h

Local: Memorial da América Latina Anexo dos Congressistas - CBEAL

Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 Portão 13

Barra Funda São Paulo SP”

Feliz 2009, by Kassab

20:15 | 02/01/09 | Jones Rossi

Kassab 2009

Delta City

16:42 | 12/12/08 | Jones Rossi

Bairro da Luz

Parece Bagdá, mas é o bairro de Santa Ifigênia, São Paulo. Na Rua dos Gusmões, quase esquina com a Rua dos Protestantes, uma guerra parece ter se abatido sobre duas quadras inteiras. Resta em pé apenas o hotel Iberia, um edifício de três andares e 22 apartamentos que, após quatro décadas de funcionamento, foi interditado em novembro do ano passado pela subprefeitura da Sé, que alegou falta de segurança.

A população do hotel, que mesmo após a região ganhar a alcunha de Cracolândia ainda mantinha lotação quase total, hoje se resume a duas gatas malhadas que ficam na janela, em andares diferentes, contemplando um ou outro pedestre que passa por ali. Dos 58 imóveis que ficavam naquelas duas quadras, 56 foram desapropriados e demolidos pelo projeto de revitalização da Prefeitura iniciado em 2005, que rebatizou uma área de mais de dois milhões de metros quadrados como Nova Luz.

Estão previstas para funcionar no local a nova sede da Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo) e, na quadra da frente, da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Perto dali, também deveriam haver dois prédios da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Por enquanto só escombros ocupam os terrenos. E das 23 empresas que se habilitaram para receber incentivo fiscal para se instalarem em 154.911 m2 da Nova Luz apenas uma agência de publicidade está funcionando.

Atraída pelos incentivos fiscais anunciados pela Prefeitura, que poderiam abater até 80% do que seria investido, a Fess’Kobi mudou-se para a Rua do Triunfo já em 2005. Hoje, três anos depois, não recebeu os esperados incentivos fiscais e não viu nenhuma outra empresa seguir seu exemplo.

Ainda estamos esperando que aconteça alguma coisa, mas já não estamos tão otimistas”, diz Celene Nolla Marrega, diretora administrativa da agência. A empolgação que tomou conta dos sócios e funcionários da agência há três anos foi substituída pela decepção com o projeto. “Depois que derrubaram e interditaram estacionamentos e o comércio que tinha aqui em frente ficou pior”, reclama.

Perto dali, de frente para os terrenos vazios, no final da Gusmões, fica um prédio da Guarda Civil Metropolitana, que abrigará um centro de monitoramento, onde são operadas as câmeras que vigiam o Centro da Cidade. Por enquanto, dois guardas da GCM limitam-se a imitar os vizinhos felinos e observar os passantes.

Na frente do Ibéria, José Carlos, que administrava o hotel com seu pai, e José Maria Espino Souto, espanhol radicado no Brasil há 52 anos, apontam para bares, bancas e postos de gasolina que existiam até um ano antes, mas que agora só eles conseguem enxergar. “Nestes quarteirões havia 150 pessoas trabalhando”, afirma José Carlos. Ele mesmo, com o fechamento do hotel, dispensou sete funcionários.

Sem a fonte de renda que o hotel lhe proporcionava, José Carlos acumulou dívidas e já está tendo dificuldades em pagar a faculdade dos filhos . Como não era o proprietário do prédio onde ficava o Ibéria, não recebeu indenização pela perda do ponto. Entrou na justiça, junto com outros comerciantes da região e ganhou em primeira instância. Mas o caminho para receber o dinheiro ainda é longo. Espino Souto, o espanhol que tinha um bar ao lado do Ibéria, vive apenas da aposentadoria. “O rendimento caiu a zero”, diz José Carlos. Clóvis, o dono do posto que ficava na esquina, também não se recuperou do fechamento de seu negócio. “Me tiraram daqui. Estou trabalhando de empregado. Minha vida mudou 1000%. Estou com o nome sujo.”

Francisco Molina, de 56 anos, é um dos poucos ex-empresários da região que não tem medo de se identificar com nome e sobrenome. A maioria teme a reação da Prefeitura. “A Prefeitura fechou meu estacionamento por que eu não tinha alvará. Mas fecharam 15 dias antes de vencer a requisição. Se eu era clandestino, que me devolvam os impostos que paguei por 14 anos.” Seu estacionamento foi fechado por alegado “interesse público”, e foi lacrado com uma parede de tijolos com um aviso da Subprefeitura da Sé, como tantos outros da região.

O Secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, prepara uma última cartada para agilizar o processo que se arrasta por todos estes anos. É o projeto de lei que prevê a concessão urbanística, que, se for aprovado na Câmara Municipal, vai dar a empresas o direito de desapropriar imóveis na região da Nova Luz. Segundo o secretário, mesmo que o proprietário não queira sair,  o resultado será positivo, pois as empresas que que ganharem a licitação para desapropriar poderão oferecer valores acima de mercado. “O governo não pode pagar acima”, disse. “Vai ser mais fácil chegar a um acordo.”

Tudo pelo social

17:06 | 10/12/08 | Jones Rossi

 Dono do mar

Foram gastos R$ 5 milhões – mais R$ 500 mil de verba para distribuição – e seis anos para que o filme “O dono do mar”, adaptação para o cinema do livro homônimo escrito pelo senador José Sarney (PMDB-AP), ficasse pronto. Segundo o diretor, Odoryco Mendes (com Y mesmo, embora apareça grifado com “i” no material de divulgação do filme), a demora se deveu ao cuidado com os efeitos especiais. “Foram dois anos fazendo e várias vezes jogando fora”, afirmou.

O atraso causou constrangimentos aos atores. “Nos primeiros meses [após as filmagens] havia uma expectativa grande de ver o filme. Eu avisava minha mãe que estava para sair. Depois da décima vez, ela dava risada”, disse Jackyson Costa, que vive o pescador Antão Cristório, protagonista do filme. “Eu passava por mentirosa quando falava que tinha um filme no currículo”, afirmou Daniela Escobar, que faz Camborina, mulher de Cristório.

Outro problema, segundo Odoryco, era a concorrência nas salas de cinema com as grandes produções americanas. “Não adianta lançar ‘O dono do mar’ junto com ‘Homem-Aranha’. Todo mundo vai ver ‘Homem-Aranha‘. Até eu.”

Mas, pelo menos na pré-estréia realizada em São Paulo*, as três salas do HSBC Belas Artes lotaram com convidados (embora gente sem convite também tenha entrado nas sessões), inclusive o governador de São Paulo, José Serra.

Acompanhado do secretário de cultura, João Sayad, foi abordado pouco antes do início da sessão por Isadora Ribeiro, que pedia ajuda para ter sua filha inscrita em um programa do governo que dá um leite especial – que chega, segundo Isadora, a custar R$ 400 - a crianças com alergia. Serra pediu para que ela falasse com um assessor. Depois, na hora de se apresentar com o resto do elenco para o público, a atriz não esqueceu de agradecer ao “digníssimo e excelentíssimo” governador José Serra.

Poucos minutos depois, o próprio governador e o senador José Sarney estariam vendo Isadora, no papel de Maria das Águas, mostrando sua genitália para o pescador Antão Cristório, em uma cena de “O dono do mar”. Cristório é o personagem principal do filme, que retrata sua vida como pescador no litoral do Maranhão, cercado de mulheres e espíritos. Depois do assassinato do filho, Jerumenho (Sérgio Marone), Cristório fica desgostoso com a vida e passa a relembrar o passado.

Mesmo sem se tratar de uma pornochanchada, o protagonista mantém relações sexuais com todas as mulheres que possuem algum linha de diálogo no filme. Nem Pepita Rodriguez, mãe do ator Dado Dolabella, que interpreta uma anciã “velha, gorda e com os dentes estragados” – como a própria atriz definiu seu personagem – escapou da sanha de Cristório.

O pescador também rouba Camborina e a leva para morar com ele. Sem ser virgem, Camborina decide dar sua irmã Germana (Regiane Alves) como “dote” ao marido na noite de núpcias.

A amante de seu filho, vivida pela atriz Paula Franco, também é atacada por Cristório, que, em flashback, mantém relações com Quertide (Sâmara Felippo), seu primeiro amor. Isso sem contar a personagem de Isadora Ribeiro, que foi convidada a participar do filme por Odoryco durante o aniversário da cantora Débora Blando. “Maria das Águas é a inspiração das noites solitárias dos pescadores”, disse.

Alexandre Paternost (de “O quatrilho”) e Odilon Wagner compõem o “núcleo de realidade fantástica” do filme. Paternost é Querente, um pescador que não envelhece e volta e meia se transforma em um navegador português do século XVI. E Wagner é Aquimundo, um espírito que aparece para Cristório em alto-mar. Os efeitos especiais que “levaram dois anos” para serem feitos são mostrados quando os dois estão em cena, e lembram episódios antigos do Chapolin, daqueles em que ele “voava” em cena.

“É um filme difícil para o público. Papo cabeça de montão. Mas é sensual e engraçado”, resumiu o diretor Odoryco Mendes.

Depois de ver sua obra nas telas, José Sarney não parecia muito satisfeito. “Acho que fizeram um bom trabalho, mas a linguagem é outra. Não tem como comparar literatura com cinema”, afirmou.

*O filme foi lançado em 2007

O trailer você vê aqui

Novo header oi!

19:37 | 04/12/08 | Jones Rossi

lulavaleska

Valeska Popozuda conhece Lula

Bônus track
Veja ensaio da funkeira Valeska Popozuda em um mercado de frutas

Correio Braziliense? Evite.

16:51 | 03/12/08 | Jones Rossi

“Para descobrir a identidade de servidores que fizeram críticas à instituição na internet, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) recorreu à Polícia Federal para obter dados sigilosos de usuários de um fórum virtual de debates e os repassou à agência.
Sem autorização judicial, a PF pediu ao portal CorreioWeb - mantido pela S.A. Correio Braziliense, que edita o jornal “Correio Braziliense”- dados que revelaram as identidades de internautas que se identificaram apenas por apelidos.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2911200811.htm 

Passando o dia com os deputados

16:16 | 25/11/08 | Jones Rossi

08h42 - Setor de turismo debate preparação para a Copa do Mundo

09h18 - Comissão debate imigração de profissionais estrangeiros

09h40 - Primeiro-ministro de Cingapura visita a Câmara

09h43 - Amazônia discute Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas

09h46 - Parlamentares brasileiros e europeus debatem preservação ambiental

10h18 - Deputados participam de congresso contra exploração infantil

11h54 - Frente avalia sugestões da sociedade sobre política climática

13h44 - Plenário encerra sessão extraordinária sem votações

(Cortesia da ‘Agência Câmara’)

Esclarecendo a linda obra abaixo

8:45 | 20/11/08 | Jones Rossi

Falei com o vereador Agnaldo Timóteo (PR), que circulou esses dias pela Câmara Municipal com um retrato deveras intrigante (como vocês podem conferir no post abaixo) do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Mostrou a vários colegas e até para um programa da TV Câmara. O motivo? Quer ajudar o autor da obra, o angolano Bantu Tabasisa (melhor nome),  que, segundo Timóteo, está “enfrentando muitas dificuldades e não recebeu nenhum apoio do consulado angolano.”

Por intermédio do próprio vereador, os quadros de Tabasisa estão em exposição na entrada da Câmara, provocando a curiosidade dos transeuntes. Mas Timóteo quer mais: vai comprar dois quadros (inclusive o de Obama) assim que voltar de Manau$, onde fará um show (”no momento estou sem dinheiro”), e também vai mandar um e-mail para José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, relatando a difícil situação de seu compatriota. A certeza de que o e-mail será lido? “O presidente sempre se hospedava em um hotel na frente da minha casa. E ele conhece minha música.”

“A Mancha apóia Serra. E vice-versa”

15:07 | 16/11/08 | Jones Rossi

16/10 - Polícia Civil e Polícia Militar se enfrentam nas proximidades do Governo Estadual. José Serra não negocia com os grevistas (policiais civis).

02/11 - Depois de ser recebido pelo governador José Serra, o presidente da torcida organizada Mancha Alviverde, Paulo Serdan (um sujeito pacífico que quebrou duas costelas de um treinador das categorias de base do Palmeiras por tirar seu filho de campo), ficou todo gabola e colocou no site da torcida: “Serra é palmeirense de verdade. Não recebeu a polícia, mas recebeu a Mancha”.

Foto: Carlos Padeiro/ UOL
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“Quem, eu, favorecer o Palmeiras? Isso é invenção. Próxima pergunta”

04/11 -  A notícia é tirada do site da Mancha. “Foi um equívoco. A Mancha apóia Serra desde 94, e vice-versa”, disse Paulo Serdan, amigão do Serra.

09/11 -  O Palmeiras é derrotado pelo Grêmio no Parque Antártica e fica mais longe do título brasileiro. O prestígio de Vanderlei Luxemburgo fica abalado. A Mancha já pensa em tirar satisfação de modo amigável com o ilustre CHAPA do Marcelinho Carioca.

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“O Vanderlei partiu pra cima pra tirar satisfação”. Muito a aprender com o Serra

14/11 - Luxemburgo é agredido pela torcida Mancha Verde em pleno saguão do Aeroporto de Congonhas, com direito a bomba e tudo. Não se sabe se Serra receberá Luxemburgo em seu gabinete.