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Viagem às entranhas do PP gaúcho

17:31 | 31/03/08 | Gabriel Brust

E de novo o excelente Vide Versus escancara a podridão da política bovina. Desta vez, o site se sai com uma reportagem sobre os detalhes de um processo na Justiça Federal contra o ex-presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi. O site promete mais detalhes ao longo da semana. Esta segunda-feira deve ser apenas o início de uma seqüência de dias pavorosos para o PP gaúcho _ principalmente para um grande cacique. Aguarde as cenas dos próximos capítulos. Aí vai uma amostra da reportagem de hoje:

“Celso Bernardi, ex-deputado estadual, federal e também ex-presidente do PP do Rio Grande do Sul, está com um grande problema na sua vida pública. Cotado para assumir a presidência do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), ou uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, ele se vê às voltas com o processo nº 2006.71.00.051377-0, que tramita na 2ª Vara Federal de Porto Alegre. Ele é réu nesse processo junto com Carlos Dirnei Fogaça Maidana. O processo foi ajuizado no dia 19 de dezembro de 2006 pela Advocacia Geral da União, que cobra a restituição de R$ 253.685,06 (valores históricos) aos cofres do Erário Público.”

DOR E DESOLAÇÃO NO CAMPUS DO VALE

11:05 | 19/02/08 | Gabriel Brust

Após 49 anos, ditador Fidel Castro renuncia ao poder em Cuba

da Folha Online

Após quase meio século à frente do poder em Cuba e aos 81 anos de idade, o ditador Fidel Castro renunciou nesta terça-feira, dizendo que não aceitará cumprir um novo mandato na Presidência após a reunião do Parlamento cubano, prevista para domingo (24).

Bom dia, Rio Grande

11:43 | 28/01/08 | Gabriel Brust

Quinta fuga de Papagaio desmoraliza sistema penal

Um dos recordistas de fugas no Rio Grande do Sul, o assaltante Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, escapou ontem pela quinta vez do sistema penitenciário do sul do país e voltou a expor a fragilidade penal. (Zero Hora)

Essas fugas de Papagaio compõem um bom resumo do buraco moral em que o Rio Grande do Sul se meteu. Tudo virou ziriguidum e sambarilove, da educação ao sistema penal, passando pelas finanças públicas, pela previdência e pela segurança. O Rio Grande do Sul é a verdadeira Bahia.

Celso Daniel morreu? Não.

0:33 | 26/01/08 | Gabriel Brust

Com todas as restrições que se possa ter a Arnaldo Jabor, a verdade é que ele vem arrasando nas últimas semanas, em seus comentários no Jornal da Globo. Poder de síntese e dedo na ferida sempre. Reproduzo, mais uma vez, seu comentário. Este foi veiculado na noite de quinta-feira. Quando assisti, me lembrei na hora do pessoal do blog Amigos do Presidente Lula. Segundo eles, José Dirceu é um homem injustiçado, apesar de ter sido “muito infeliz em alguns trechos da entrevista na Revista Piauí“. O “muito infeliz”, no caso, foi Dirceu ter assumido o crime. Chega a ser engraçado! Até o autor do crime, José Dirceu, assumiu o mensalão, mas as ovelhinhas petistas continuam preferindo não acreditar. São mais fiéis do que o bispo pede que sejam! À miopia dos “amigos do presidente Lula”, dedico este post. Segue o comentário de Jabor:

Uma das maiores obras do governo Lula foi a invenção da palavra não. “O senhor sabia?” Não. “O senhor levou propina?” Não. “Mas a grana esta na sua mão.” Não. O dinheiro está passando pela minha mão, mas vai continuar a viagem.

Ou num nível mais prosaico: o sujeito sai correndo do galinheiro com uma galinha. “O senhor roubou a galinha?” Não. “Como? Está com ela ai debaixo do braço.” Estou levando ela para passear.

O ‘não’ tem um poder de convencimento profundo. Ajudado pelo seu companheiro o tempo e ajudado por seu camarada a falta de memória da gente. O não vai impondo a nós, espectadores, a progressiva sensação de irrealidade. Aos poucos, nada aconteceu. Estávamos todos loucos e somos uns maldosos. E o não de um esquerdista de carteirinha, de um bolchevista como o Zé Dirceu, tem um peso maior porque eles sabem dizer não sem um tremor. Pois acham que lutam por uma causa nobre. Se acham melhores que a justiça, melhores que nós e estão acima de roubos e delitos da burguesia. O ‘não’ foi quem construiu a grandeza de um Stalin e de um Mao Tse Tung. Tudo pode ser negado. O ’sim’ é coisa de fracos. Celso Daniel morreu? Não.

Injustiça para corrigir injustiça

12:07 | 23/01/08 | Gabriel Brust

Para quem vinha achando a idéia de cotas na universidade muito boa em tese, vale a pena conhecer as primeiras histórias reais do que restou do primeiro vestibular da UFRGS com cotas. Corrigir injustiça com um método injusto lembra o “olho por olho, dente por dente”. E não conheço sociedade civilizada que tenha dado certo sendo guiada por este tipo de moral. Leiam o depoimento de Cibele Corbellini da Silva Rosa, 19 anos, reprovada em Medicina (publicado na Zero Hora de hoje):

Há um ano, me mudei de Lajeado para Porto Alegre para fazer cursinho e me preparar para o vestibular de Medicina. Estudei de manhã, de tarde e de noite, não tive feriado ou final de semana, abdiquei de namorar e sair com os amigos. Depois de tudo isso, consegui a nota que era necessária, mas não ganhei a vaga. Pelo boletim de desempenho, meu lugar foi o 126, e havia 140 vagas. Mas fui discriminada por não ser negra ou estudante de escola pública. Isso dá uma mistura de revolta e frustração. Minha mãe se esforçou para pagar escola particular a vida toda para que eu conseguisse vaga em uma universidade pública. Não temos dinheiro para que eu estude em uma instituição particular. Pagamos impostos que ajudam a manter a universidade, e agora não vão me aceitar? Vim com a minha mãe e a nossa advogada ao Ministério Público Federal para iniciar uma ação contra essa discriminação. Esse sistema é injusto porque discrimina quem alcançou o índice necessário.”

O show da Esquerda

11:29 | 15/01/08 | Gabriel Brust

Comentário de Arnaldo Jabor sobre Chávez e as Farc no Jornal de Globo de ontem à noite:

“A esquerda mundial já teve um momento de beleza: Che Guevara, Fidel Castro jovem, Cienfuegos, até mesmo o Mao da longa marcha. Era uma bandeira de coragem, da luta por um novo homem. A esquerda já foi esperança. Mas o tempo passou. Depois ela se mostrou incompetente, se corrompeu por dentro, criou uma classe privilegiada, matou milhões em nome da vida, reprimiu milhões em nome da liberdade, mata milhões de fome na Coréia do Norte até hoje. Foi tudo um fracasso histórico e acabou. Só existe na América Latina, como show, e na mente de intelectuais medíocres como um sonho infantil. O show de Chávez se limpando do vexame depois que o rei da Espanha lhe mandou calar a boca foi patético. Aquele arrogante ditadorzão bancando o bonzinho com as crianças. Depois diz que os terroristas das Farc não são terroristas, mas “grupos de insurgentes”. Na hora os terroristas o refutaram: “somos terroristas sim, e financiados pela cocaína. Matamos com grana da droga e seqüestramos mais seis ontem”. E vocês acham que intelectuais europeus e brasileiros têm coragem de denunciar Chávez e as Farc? Eles têm medo de serem chamados de reacionários. Aqueles criminosos na floresta da Colômbia não são os heróis cubanos em Sierra Maesta, não. São traficantes de drogas em nome de um sonho que virou um pesadelo para a América Latina.”

A decadência dos professores gaúchos

14:25 | 27/11/07 | Gabriel Brust

Há tempos me espanto com o baixo nível intelectual dos professores da rede pública estadual. Quem puder ter uma relação mais próxima com a classe, vai perceber isso com facilidade. É indiscutível a pobreza cultural, flagrada não apenas nos erros ao falar, mas também no completo vazio em relação a conhecimentos gerais, arte e pensamento atual. Não espanta que o respeito dos alunos por professores hoje seja praticamente nulo: é impossível chamar de mestre alguém em quem você reconhece a mesma pobreza intelectual da maioria que o cerca em uma vila. A explicação para isso tudo é simples: anos e anos de salários ridículos, compatíveis com os de quem de fato vive em uma vila. Os bons professores ficaram no passado e os que vieram depois já surgiram nesta realidade favelizada.

Lembrei disso quando li a nota que reproduzo abaixo, sobre o Cpers. Sem nenhum constrangimento, a entidade se diz contra a meritocracia. Isso extrapola o posicionamento político e deixa transparecer pura e simplesmente ignorância.

“O boicote do Cpers ao sistema de avaliação adotado pela Secretaria da Educação não é uma atitude isolada contra o governo de Yeda Crusius. O Cpers é contra toda e qualquer avaliação de desempenho dos alunos, inclusive os testes aplicados pelo Ministério da Educação. Foi isso o que a presidente do Cpers, Simone Goldschmidt, disse há pouco no Gaúcha Atualidade. Simone criticou o governo Yeda por querer medir o grau de aprendizagem dos alunos da 5ª série do Ensino Fundamental e do 1º ano do Ensino Médio. Atribuiu a iniciativa ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Gerencial, que na avaliação do Cpers “é quem está governando o Estado”. (Leia mais no Blog da Rosane).

A lógica bovina

23:42 | 25/11/07 | Gabriel Brust

Como eu comentava com o Walter hoje pela manhã, o artigo O Brete é Político, publicado na Zero Hora de domingo, é excelente se você conseguir abstrair a autoria. O ex-governador Antônio Britto, sem muito crédito para tanto, ressurge das cinzas e versa sobre a dificuldade bovina de produzir consenso, mesmo quando ele é realmente a única saída. Vale o registro.

Nossa categoria só nos orgulha. Parabén$, colegas!

0:52 | 14/11/07 | Gabriel Brust

Na terça-feira, às 16h, na linha de tiro da Brigada Militar, foi realizada uma prova de tiro para jornalistas, dentro da programação dos 170 anos da Brigada Militar. Antes da prova, os jornalistas tiveram uma instrução de tiro com o Chefe do Centro de Material Bélico, Maj Arlindo Rego, que coordenou a prova, com o apoio do Cap Érico Marcelo Flores.

Atenção para os vencedores:

Na categoria masculina:

1º lugar - Castor Luiz Becker Jr. do Jornal ABC Domingo e Roberto Vinícius, do Correio do Povo, ambos com 99 pontos
2º lugar - Cláudio Brasil, do O Sul, com 85 pontos
3º lugar – Samuel, da Rádio Guaíba, com 78 pontos

Na categoria feminina:

1º lugar – Carla Bezerra, da Natacenter, com 87 pontos
2º lugar – Paloma Vargas, do Diário de Canoas, com 82 pontos
3º lugar – Thais D’Ávila, do Canal Rural da RBS TV, com 64 pontos

No dia em que a imprensa bovina for tão boa em investigar quanto é no cur$inho de tiro da Brigada, certamente não teremos o escândalo de Enio Bacci ficando por isso mesmo e o escândalo do Detran sendo detonado pela Polícia Federal, e não por ela, a imprensa, que sabia das falcatruas há muito tempo.

Agora sim eu acredito

12:42 | 12/11/07 | Gabriel Brust

Se alguém tinha alguma dúvida sobre a inocência do Padre Júlio Lancellotti, acusado de pagar um carro importado a um ex-interno da Febem em troca de favores sexuais, agora pode ficar tranqüilo. Outro pilar moral da nação garante a inocência do padre:

Sobel defende Lancellotti: ‘Ninguém é culpado por antecipação’

O padre Júlio Lancellotti foi homenageado neste domingo por aproximadamente 250 pessoas na Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, Zona Leste, onde foi realizado um ato em solidariedade ao sacerdote. Em um culto ecumênico que reuniu representantes de várias religiões, inclusive o rabino Henry Sobel, Lancellotti se emocionou e reafirmou sua inocência. Notícia do Estadão completa aqui.

Grande desafio de fotojornalismo Nova Corja

13:58 | 11/11/07 | Gabriel Brust

Do Blog da Rosane de Oliveira:
“A crise no PP derrubou, literalmente, o ex-presidente do partido Francisco Turra, hoje diretor do BRDE. Com fortes dores no peito e sintomas de estresse, Turra foi internado no Instituto de Cardiologia.(…) No deputado José Otávio Germano o estresse dos últimos dias provocou um espasmo facial que o deixou com a boca levemente torta.

Vamos lá, leitor desocupado, pegue seu celular com câmera e vá à caça da boca torta de José Otávio Germano. A melhor foto ganhará a capa do blog e também uma das disputadíssimas camisetas Nova Corja, que terão nova e limitadíssima tiragem nos próximos dias.

Sobre Tropa de Elite

22:19 | 14/10/07 | Gabriel Brust

É provável que o caro leitor já não agüente mais ler sobre o longa-metragem de José Padilha, Tropa de Elite, sucesso de pirataria e, agora, de bilheterias. O filme, enquanto obra, é bom, não há o que discutir. Quanto aos desdobramentos, bem, a discussão vai longe. Estou entre os que acham uma piada classificar o longa de fascista. Obviamente, ele apenas revela um olhar fascista, que é o dos policiais do Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro. Olhar que, a julgar pela reação entusiasmada do público diante das cenas de tortura, é compartilhado por boa parte da população brasileira.

Mas, como eu disse, não acho que a discussão neste quesito mereça muito mais palpite. Decidi, no entanto, tocar no assunto aqui na Nova Corja após ler o artigo de Marcos Rolim na Zero Hora deste domingo. Como sempre, Rolim apresenta uma argumentação que foge do óbvio para sustentar uma posição inicialmente óbvia. É o primeiro artigo razoável que li até agora argumentando por que a estrutura do filme de Padilha tem sim uma parcela de culpa na imagem de fascista que lhe é atribuída. O artigo não me convenceu, principalmente porque compara Tropa de Elite a Notícias de uma Guerra Particular, de João Moreira Salles. Não tem sentido comparar uma obra de ficção com um documentário. O primeiro tem o direito de ser mais descompromissado, ao contrário do segundo. Mas Rolim tem um bom ponto. Reproduzo abaixo o trecho principal. Para ler na íntegra, clique aqui.

Na pré-estréia em Porto Alegre, algumas pessoas riram durante as cenas de tortura e, por certo, parte do público gostaria que tivéssemos um Bope na cidade. Bem, o filme não criou esse público e não pode ser culpado pelo fato de o Brasil possuir pouco mais de 30% de retardados morais que apóiam a tortura. Mas não me parece um acidente o fato de o filme permitir uma “leitura autoritária”. Talvez, o ponto central seja a humanidade dos demais personagens - policiais convencionais, estudantes e traficantes. Para o narrador, eles são apenas “inimigos” - está claro. O problema é que o filme os mostra assim, o que os transforma em pouco mais que caricaturas. Nesta equação mal resolvida, Tropa de Elite não criou os “antídotos” presentes, por exemplo, em Notícias de uma Guerra Particular; o extraordinário documentário que, a rigor, está no início de toda a história.”

Una Quilmes por tus idiotices

14:15 | 10/10/07 | Gabriel Brust

de Buenos Aires

Pelas ruas da capital da Argentina outdoors do governo fazem uma contagem regressiva para as eleições: faltam 10 dias para o pleito que elegerá presidente e vice-presidente, além de 24 senadores e 130 deputados. As placas, que são poucas - à exceção da famosa Avenida 9 de Julio, a propaganda visual é habitualmente discreta em toda a cidade -, também são praticamente as únicas alusões às eleições que estão por vir. Nos arredores da Plaza de Mayo, centro da cidade e onde está localizada a Casa Rosada, os únicos a estampar uma meia-dúzia de cartazes colados principalmente nas entradas do subte (o metrô local) são Néstor Pitrola e Gabriela Arroyo, candidatos pelo Partido Obreiro - “operários e socialistas como você”, diz o anúncio, de uma simplicidade espantosa se comparado à sofisticação publicitária a que chegaram as eleições brasileiras com seus dudasmendonças.

De Cristina Fernández de Kirchner, mulher do atual presidente e candidata favorita, não se vê nada pelas ruas. Nas bancas de jornais, a coisa é diferente. A visita de CFK, como a chamam os argentinos, ao Brasil estampou a capa dos principais diários, como Clarin, La Nacion e La Prensa. Todos eles destacam a preocupação dos empresários brasileiros em relação à taxa de inflação da Argentina e a calorosa recepção de Lula à candidata. Segundo os jornais locais, o encontro teve ares de apoio à candidatura, mas, segundo Marco Aurélio Garcia - sim, o petista é considerado fonte quente pelos enviados especiais argentinos -, não há nenhum apoio formalizado.

Se as eleições não estão na pauta do dia, outras manifestações típicas da política latino-americana marcaram o último final de semana em Buenos Aires. Contando com o suporte de algumas garrafas de Quilmes do tipo Staut - uma cerveja escura boa, coisa rara -, enfrentei o frio e o vento gelado que se abateram sobre a cidade caminhando pelos principais pontos de mobilização política. As mobilizações não são poucas em Buenos Aires. As causas, quase sempre antigas. (Continue lendo…)


Manifestação na Plaza de Mayo. Foto: Gabriel Brust

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Essa é a mídia dazelite golpista

0:36 | 27/09/07 | Gabriel Brust

Um a um, os jornalistas chapa branca do governo Lula vão mostrando a sua cara. Franklin Martins insistiu em dizer que as acusações de Diogo Mainardi contra ele, de ser adesista, eram uma delírio. Até que aceitou ser o chefe da comunicação do governo e não tocar mais no assunto. Nem precisava.

Agora, Teresa Cruvinel, colunista política do O Globo, aceitou uma boquinha para presidir a nova TV pública que será criada por Lulla. A cara de pau do país não se manifesta apenas no senado, mas também em quem deveria fiscalizar a canalhada do senado. As que não conseguem fazer um filho com o poder, arranjam um emprego junto a ele.

Essa mídia golpista dazelite é muito má mesmo, sempre querendo derrubar Lulla.

O cadáver é nosso

17:43 | 26/09/07 | Gabriel Brust

Como tudo aqui na província, a transferência dos restos mortais do ex-presidente João Goulart de São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, para Brasília, em um novo memorial desenhado por Oscar Niemeyer, já virou episódio de anedotário. A cada dia é uma nova manifestação digna de folclore. A última foi a do deputado e comentarista esportivo Cassiá Carpes (PTB). Em discurso na Assembléia Legislativa hoje à tarde, o deputado manifestou assim a sua indignação:

Não podemos abrir mão de mantê-lo aqui. Brasília não merece João Goulart. É uma cidade fria, sem nenhuma ligação com o ex-presidente. Lá se fará uma festa momentânea e depois ele será esquecido. Peço o apoio desta Casa para mantermos o corpo de Jango em São Borja. Foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio e está sepultado em sua cidade natal.

Toque dado pelo colega Cauê Fonseca.