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“Falência do jornalismo”

11:07 | 25/09/07 | Gabriel Brust

O carola do Reinaldo Azevedo acerta na mosca, mais uma vez, ao falar sobre a participação de Mano Brown no programa Roda Viva, na última segunda-feira – e sobre o patético desempenho da bancada de jornalistas. Quero ver é encarar os mano agora, prayboy hehehe.

Mano Brown é só um Macunaíma com cara marrenta, um espertalhão que diz barbaridades na certeza de que uma certa aura de mistério o protege. Era como se o povo ele-mesmo tivesse sido chamado a sentar naquela cadeira, com todas as suas cicatrizes e suas histórias de privações. Esse é o mito mais caro e mais vagabundo da esquerda: a suposição de que o humilde adquire uma voz, assume a força de uma representação, e continua ainda a ser o… humilde que serve de modelo aos devaneios do burguês culpado, que sonha com o “bom rústico”, variante urbana do bom selvagem de Roussseau, o tonto.” Leia o texto na íntegra.

Cloclô entre os religio$os

15:07 | 24/09/07 | Gabriel Brust

Clodovil não pertence mais ao Partido Trabalhista Cristão. Eleito pelo PTC com 423.511 votos em 2006, o deputado federal Clodovil Hernandez vai formalizar nesta terça-feira, sua mudança para o Partido da República (PR), do vice-presidente da República, José Alencar. A mudança, segundo a assessoria do deputado, é motivada por sua insatisfação com o PTC. A assessoria diz que o ex-apresentador ficou chateado com a falta de solidariedade dos dirigentes do partido quando sofreu um acidente vascular cerebral e precisou ficar afastado por dois meses. Na nova legenda, Clodovil vai conviver com religiosos, mas dessa vez, com lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus, que pertece à base governista.”

As informações são do Atitude, o canal de notícias “sério” do site de fofocas Vírgula.

Constrangedor

11:47 | 20/09/07 | Gabriel Brust

Cheguei no finalzinho, a tempo apenas de ver um sujeito com uma camiseta estampada com a cara de Marx onde se lia “proletário”, mas já foi o suficiente para entender o festival do ridículo que os alunos de História da PUCRS protagonizaram no debate entre Diogo Mainardi e Juremir Machado da Silva, na segunda-feira, em Porto Alegre. O tal da camiseta “proletária” bradava:

– E! Fora! E! Fora!

Segundo relata Mainardi em seu podcast da Veja, o grupo se manifestou durante o debate gritando a frase:

– Diogo, traíra, da América Latina!

Depois do encontro, uma professora da Faculdade de Jornalismo comentou comigo “bem, estamos em uma universidade, normal acontecer isso”. Concordo com ela, não tem melhor coisa do que ver um convidado ser desafiado e questionado, e é só o que se espera em uma universidade. O problema é que a manifestação dos universitários brasileiros – especialmente no Rio Grande do Sul –, quando ocorre, é de um anacronismo que chega a doer. Junte camiseta do Marx + invocações à América Latina + hippies estudantes de História e temos a manifestação mais patética e sem crédito que se pode fazer. Não há mais o que argumentar, a discussão está encerrada, definida por algum soviete lá do Centro Acadêmico.

Deus do céu, o muro caiu, alguém avise os universitários gaúchos.

Balanço da derrota

1:04 | 13/09/07 | Gabriel Brust

O Brasil vai dormir esta noite com uma sensação de derrota à qual já está se acostumando. O abatimento quase não é sentido, falar em desilusão agora seria pura demagogia. A absolvição de Renan Calheiros seguiu quase um protocolo - teve amigo meu que celebrava, no final da tarde, por ter apostado uma cerveja pela cara-de-pau do senado.

- Apostar contra o Brasil sempre é um bom negócio - comentou ele.

Apesar de tudo, há sim considerações a serem feitas. Acabo de assistir à cobertura feita pelo Jornal da Globo, e a equipe de William Waack, desfrutando de mais tempo para apuração e de uma maior liberdade crítica que a do Jornal Nacional, trouxe detalhes interessantes sobre os bastidores da votação secreta. Entre eles, uma entrevista exclusiva com o petista Aloizio Mercadante, que revelou ter sido dele um dos seis votos “em branco” - os seis votos que faltaram para cassar Renan. Os argumentos de Mercadante são um deboche sem precedentes: afirma que não havia provas suficientes para condenção, mas, por outro lado, havia muita coisa mal explicada. Há quem diga que o senador foi, na verdade, o grande articulador da absolvição. Nem entro na questão. Essa explicação estapafúrdia dada ao Jornal da Globo já basta para que o senador encarne para todo o sempre a desfaçatez estratosférica a que chegou a classe política brasileira em 2007.

Mercadante não foi o único petista dando a alma por Renan. Na sessão secreta de hoje à tarde, 14 senadores discursaram contra o presidente da casa. Apenas quatro a favor. Um destes foi Ideli Salvatti. Não contente em articular o apoio a Renan nos bastidores, Ideli se humilhou ao ir à tribuna implorar pela absolvição. Poucas vezes se viu alguém descer tanto, tão ao fundo do poço, quanto Ideli Salvatti fez hoje à tarde - como aliás vem fazendo ao longo de todo o governo Lula. Faço essa crítica não como um antipetista, mas como um ex-petista que, apesar de cinco anos de governo Lula permeados por este tipo de coisa, não consegue se acostumar à incoerência dessa gente e que também não consegue ver outra explicação para que alguém se humilhe tanto e se contradiga tanto, a não ser a sede pelo poder ou por dinheiro público. Os petistas do Fora Collor não apenas articularam a absolvição de um dos braços direitos de Collor, como deram a cara a tapa para defendê-lo.

Há alguns anos - não muitos - em uma conversa rápida no pátio da faculdade de comunicação da PUCRS, comentei com a então vereadora Manuela D’Ávila (PCdoB) como podia ela estar compactuando com as incoerências do governo Lula, especialmente no que tange às alianças com Sarneys e Renans que, naquela época, já se desenhavam. A resposta de Manuela me deixou intrigado, depois preocupado.

- Se não formos acreditar no Lula, em quem vamos acreditar? - resumiu ela.

Lembro dessa conversa com a Manuela porque a estimo - sempre próxima de seus eleitores ou críticos, nunca negou um bom debate, inclusive aqui neste blog. Lembro da Manuela nesta noite em que Renan Calheiros foi absolvido e o país dorme mais uma vez derrotado porque não consigo deixar de me preocupar ao traçar um paralelo entre ela e Ideli Salvatti. Uma ainda jovem, ainda merecedora de alguma confiança, ainda tentando manter alguma coerência - apesar de estar no limite, ao apoiar o governo Lula. A outra, afundada em uma miséria e contradição ética que envergonharia qualquer ser humano. As trajetórias de ambas carregam algumas semelhanças em sua origem - espero que não no destino. A tropa de choque de Lula conseguiu desmoralizar a esquerda brasileira por muitos anos, a partir de agora. Resta saber se jovens políticos como Manuela D’Ávila assistiram ao espetáculo de hoje à tarde tão estarrecidos quanto qualquer cidadão brasileiro. Se sim, então talvez tenhamos a reconstrução de uma esquerda minimamente digna no Brasil. Se não, Ideli Salvatti se tornará referência na política brasileira em poucos anos.

PS.: O Terra traz um bom levantamento de como votou cada um dos senadores. O detalhe, como bem observou o amigo Eduardo Lorea, é que 38 senadores dizem ter votado pela cassação. Mas o placar marcou apenas 35.

Viva o Bra$iu

17:28 | 12/09/07 | Gabriel Brust

Está lá: com 40 votos a favor, Renan Calheiros acaba de ser absolvido por seus pares. Não chega a surpreender, considerando que qualquer um daqueles que votaram hoje também mantêm relações escusas com lobistas - uma das acusações contra Calheiros. No momento em que se definiu o caráter top secret da sessão, ficou claro que o canalha escaparia.

Existem, no entanto, outras representações contra o presidente do senado. O calvário pode estar apenas começando. Resta saber se a oposição terá fôlego para levar isso adiante.

Petistas para 2010

2:07 | 03/09/07 | Gabriel Brust

As opções do PT para escolher um candidato à sucessão de Lulla em 2010 são uma piada. Entre os nomes cogitados durante o congresso do partido que acabou neste domingo, o único que teria alguma chance é o de Jaques Wagner. Responsável pela versão petista do coronelismo baiano - uma espécie de ACM socialista -, Wagner governa um Estado relevante, mostrou força política ao derrotar os antigos grupos políticos locais e aparentemente goza de popularidade entre a população da Bahia (se bem que, cá entre nós, já houve em algum momento da história um governador baiano reprovado pela população?).

O resto é piada: Marta Suplicy, Patrus Ananias e Fernando Pimentel (prefeito de Belo Horizonte). Outros dois nomes cogitáveis, os dos ministros Tarso Genro e Dilma Rousseff, não passam pela cabeça das principais tendências petistas, informa a Folha Online. Afinal, Tarso encabeça o grupo que responsabiliza a antiga cúpula do PT pelos escândalos recentes em que o partido se envolveu. E para um petista que se preza, o mensalão nunca existiu, claro.

A demência petista faz com que Marta Relaxa e Goza Suplicy tenha preferência a Tarso Genro. Nem é preciso dizer, então, que o sonho de Lulla - ter Ciro Gomes ou Nelson Jobim encabeçando a chapa - já está mais do que confirmado. Lulla, sensato, treme só de ouvir falar em um petista na presidência.

Entre o ruim e o pior

12:10 | 30/07/07 | Gabriel Brust

Poucas vezes se viu um movimento cujos detratores e apoiadores se igualassem tanto em sua miséria. O Cansei!, que se diz um “movimento cívico pelo direito dos brasileiros”, é composto por uma laia de entidades paulistas tradicionalmente conservadoras, ou “empresários e mauricinhos paulistas”, como chamou Fernando Canzian em bom artigo na FolhaOnline. O ridículo do movimento foi bem ilustrado pelo post do Träsel, ontem. Por outro lado, temos Mino-mensalão-não-existiu-Carta afirmando que trata-se de mais uma pressão da elite para derrubar o governo popular e socialista de Lulla. Em seu blog, Mino diz que “estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade“.

Chegamos a um grau de hipocrisia sem precedentes na história do país. A elite cara de pau, que resolve protestar quando os aviões caem ou a segurança em Campos do Jordão está precária, sempre esteve aí. A diferença agora parece estar no contraponto: a máfia sindicalista que tomou o poder no país - e é defendida por Mino Carta - não tem nada de trabalhadora ou proletária. Ela não é e nem nunca foi prejudicada pela cara de pau da elite. E quem realmente deveria estar cansado disso tudo não se encontra nem em um grupo nem no outro. Não está representado por ninguém, mas segue acordando as 4h para ganhar R$ 300 no fim do mês.

Luto?

18:32 | 20/07/07 | Gabriel Brust

Tá certo que o cara morreu e ninguém deve tripudiar sobre ninguém numa hora dessas. Mas a “Nota à Imprensa” divulgada pelo PSDB exagerando nos elogios a ACM é um deboche. A única parte razoável é a que diz “Ainda é muito cedo para avaliar a exata dimensão do que foi Antonio Carlos para a política brasileira.” De fato, é cedo. Espero que, quando for o tempo de avaliar, todo mundo se lembre das farras das concessões no Ministério das Comunicações durante a gestão de Toninho Malvadeza, além de um dos episódios mais vergonhosos da história do parlamento no Brasil: a violação do painel do senado para impedir a cassação de Luiz Estevão, em 2001. A morte de qualquer ser humano é lamentável, mas a forma de fazer política de ACM não faz falta o Brasil.

Abaixo, a carta do PSDB

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Agilidade

15:11 | 18/06/07 | Gabriel Brust

As novas normas para a aviação civil estipuladas pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, já estão valendo, como comprova o painel eletrônico do aeroporto Santos Dumont. Uma demonstração clara de eficiência e sintonia de discursos entre as instituições sob comando lulista, para desespero da oposição golpista.

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Da ocupação da UFRGS

16:53 | 05/06/07 | Gabriel Brust

Uma rápida passagem pela reitoria da UFRGS, agora há pouco, me permitiu confirmar todos os clichês que eu já imaginava a respeito desta ocupação, que ocorreu hoje de manhã. O movimento não reúne mais do que duas dezenas de estudantes, em sua maioria meus colegas da faculdade Ciências Sociais. Nessas horas lembro nitidamente porque não me animo a destrancar a matrícula: o mesmo cara que estava lá pregando um cartaz “contra a reforma universitária” era aquele que interrompia a aula, faltando ainda meia hora para o fim, convocando os colegas a participar de uma “mobilização pela universidadepúblicagratuitaedequalidade”. As aulas, bem, estas podiam sempre esperar. E os professores achavam ótimo quando os alunos preferiam sair para uma “mobilização pela universidadepúblicagratuitaedequalidade” e eles podiam sair mais cedo.

Embora não seja representativa da maioria dos estudantes da universidade – depois do governo Lula, estas mobilizações não encontram apoio integral nem mesmo entre estudantes de Ciências Sociais –, acho a manifestação válida, como todas, em uma democracia. A única pulga atrás da orelha que tenho com relação a este grupo de estudantes – e seus apoiadores, como os sindicalistas do funcionalismo público, PSOL e PSTU – é saber que transformações são essas que eles pretendem para o país, considerando que, nos últimos anos, optaram por se posicionar sistematicamente contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista, contra a reforma sindical e, agora, contra a reforma universitária – constituindo uma força conservadora como poucas já vistas na história do Brasil. E estamos falando de reformas básicas, que já foram feitas – com êxito – por todos os países desenvolvidos. Suponho que, no mínimo, eles tenham uma idéia melhor. Prefiro não crer que o objetivo seja, unicamente, defender seus próprios interesses.

Campanha pelo voto nu toma as ruas

23:28 | 28/10/06 | Gabriel Brust

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Para quem duvidou da força da campanha Insanus pelo VOTO NU, aí está um registro feito no sábado à tarde, no viaduto da Avenida Borges de Medeiros, em Porto Alegre. Amanhã, faça a sua parte: não vote em Lula, não vote em Alckmin, não vote nulo. VOTE NU.

Live blogging pela metade

22:57 | 26/10/06 | Gabriel Brust

Só consegui chegar em casa agora, então começo um live blogging bem pela metade. Trata-se do debate mais importante do segundo turno no Rio Grande do Sul, Olívio Dutra versus Yeda Crusius. O debate ganhou outra dimensão ao longo do dia de hoje depois da divulgação da pesquisa Voto/Methodus, que indica que a diferença entre os dois candidatos caiu em mais de 25%. A disputa será emocionante nestes últimos três dias de campanha. Mesmo atrasado (perdi um bloco inteiro) e sem os comentários dos outros colegas, começo este live bloging:

23h02min: enquanto eu entrava em casa e colocava a cerveja na geladeira, ouvi a briga sobre a política de segurança. Yeda disse que associar o PSDB ao PCC (por casa do governo Alckmin) é “forçar a barra”. Outra coisa que meu ouvido conseguia captar lá da cozinha sem parar era a voz mala do Lasier dizendo “tempo, candidato, tempo, tempo…”. MALA.

23h06min. “Essa é uma falácia, dona Yeda”, falando da irrigação para o campo. Yeda diz que o PT não quer irrigação. O chato de morar no RS é ter que aguentar mais da metade dos debates centrados no campo. Para um porto-alegrense, isso fica bem chato. Mas ok, é justo. Vamos lá.

23h13min: “Eu vou contar o que eu fiz no caso do Polão!” Yeda ameaça abrir o jogo. Ela afirma que recebeu três projetos diferentes, na verdade não aprovou nenhum. Na verdade optou pelo menos ruim. Muito mal explicado. Para quem é de fora: o Polão é um sistema de estradas na região metropolitana que aumentaria a quantidade de pedágios.

23h15min: Finalmente a Ford entra no debate! A perda da fábrica da Ford é a questão política mais importante no Rio Grande do Sul nos útimos 20 e nos próximos 20 anos. Yeda diz que não votou a tal emenda na congresso que ajudaria a Ford a sair do RS e ir pra Bahia. “A senhora votou a favor das oligarquias da Bahia! Nós estávamos CHINCHANDO a Ford pra ela ficar aqui.” Olívio impagável.

23h18min: “Nós queremos a Toyota!”, acredite, frase de Olívio Dutra.

23h23min: “Queremos metas com indicadores de resultado”. Precisa dizer de quem é a frase? Ela estava falando sobre educação, agricultura ou saúde? A frase serve pra todos.

23h26min: Lasier entra no clima terrorismo que deve tomar conta dos próximos três dias aqui na província: COMEÇAMOS MAIS UM BLOCO, SUA ÚLTIMA CHANCE DE DEFINIR O SEU VOTO.

23h28min: Yeda parte pra cima: “Que oportunismo, candidato!”. A conversa é sobre aumento de impostos. A Nova Corja simplifica para o leitor: Olívio tentou aumentar impostos. Yeda e seu partido aprovaram o aumento de impostos no governo Rigotto. TODOS OS POLÍTICOS SÃO A FAVOR DO AUMENTO DE IMPOSTOS. De nada.

23h31min: “Esse seu economês o povo não entende”, afirma Olívio. Se dependesse o “papo que o povo entende”, esse país tava perdido, Olívio.

23h35min: Há uma mulher (que não quer ser identificada) ao meu lado, e ela faz uma análise sobre o cabelo de Yeda. Diz ela que, no primeiro debate, o cabelo de Yeda parecia o de uma AVE DE RAPINA. Agora está menos armado, não chama a atenção. Pelo menos em alguma coisa a desastrosa equipe de marqueting de Yeda acertou.

23h41min: Sobre a Aracruz e as empresas de florestamento, Olívio diz que quer uma relação HOLÍSTICA com a natureza. Que lindo. Um comunista hippie.

23h47min: Laiser anuncia o último bloco. Po, eu tava recém aquecendo. E vamos para as considerações finais. Yeda diz que o debate está apelando para a depreciação da pessoa. Agora Olívio: queremos ampliar o protagonismo do povo, e bla bla bla bla.. de sempre.

Acabou meio sem pé nem cabeça. O clima tava quente, mas o Lasier, seguindo a sua vocação de velho corta-clima caretão, acabou com a festa. Uh, fracasso. Mas os próximos dias serão quentes aqui no Rio Grande do Sul. Acompanhe pela Nova Corja, caro leitor, e não perca nenhum detalhe.

Existimos

2:17 | 24/10/06 | Gabriel Brust

Nestes poucos anos de existência de A Nova Corja já fomos acusados de tudo: tucanos, petistas, veados, machistas e até, acredite, já fomos acusados de não existir. Sabiamente, o Rodrigo Alvares fez um álbum de fotos com alguns momentos de A Nova Corja. Este site está agora disponível. Vejam nossas caras, não somos pseudônimos, acreditem.

A Nova Corja é:

Walter Valdevino (filósofo, radicado em Porto Alegre, atualmente cursa doutorado em Paris. Mantém um blog pessoal).
Rodrigo Alvares (jornalista, radicado em Porto Alegre)
Gabriel Brust (jornalista, radicado em Porto Alegre, cursa pós-graduação em Economia na UFRGS)
Marcelo Träsel (jornalista, radicado em Porto Alegre, cursa mestrado em Comunicação na UFRGS. Mantém um blog pessoal).
Renato Parada (jornalista, radicado em Campinas -SP. Mantém um blog pessoal.)

Não é possível votar em Lula

14:44 | 23/10/06 | Gabriel Brust

Desisto. Passei as últimas três semanas me confrontando com o dilema: votar em Lula ou não? Uma dúvida que, certamente, deve estar sendo compartilhada por muitos eleitores que se consideram de esquerda, que sempre votaram na esquerda e que sempre rechaçaram o tipo de política representada pelo PSDB e, principalmente, pelo PFL. Fui tendencioso, confesso. Todos os meus esforços mentais foram para me convencer de que, sim, era possível, mais uma vez votar em Lula. O argumento mais forte: a roubalheira sempre existiu e vai continuar existindo – talvez pior – com os tucanos e com o PFL no poder. E o povo foi mais beneficiado com o governo Lula. De fato, as políticas públicas do governo petista me pareceram – e em muitos casos isso é comprovado por números isentos – mais eficientes que as do governo anterior. São visíveis os avanços do país no que diz respeito à redução das desigualdades sociais, além das quantidades de dinheiro aplicados em setores como educação e proteção social serem proporcionalmente muito superiores às do governo Fernando Henrique. Sendo pragmático, fica fácil votar em Lula.

Mas a questão é um pouco mais complicada. Existem sacrifícios que devem ser feitos em nome do futuro do país, em nome de uma política minimamente ética que será herdada por nossos netos. E, senhores, este sacrifício, para o povo brasileiro, significa ser governado durante quatro anos pelo PSDB e pelo PFL.

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Manuela compromete casamentos de prefeitos

12:18 | 18/10/06 | Gabriel Brust

A vereadora de Porto Alegre e deputada federal eleita Manuela D’Ávila (PCdoB) não acredita que sua votação expressiva (a candidata mais votada no primeiro turno) tenha algo a ver com o fato de ser atraente (pelo menos se comparada ao padrão das mulheres na política brasileira), mas os fatos mostram que teve. No segundo turno, ela está sendo utilizada pela Frente Popular para tentar alavancar a candidatura de Olívio. Em todos os eventos de apoio ao candidato, Manu está lá. O que já começa a causar desconforto, pelo menos entre algumas esposas de prefeitos do interior do Estado. Em sua coluna de ontem em Zero Hora, Rosane de Oliveira registrou o assédio de alguns prefeitos sobre Manuela em um encontro que selava o apoio de centenas de administradores municipais à candidatura da Frente Popular. A repercussão nos municípios não foi boa. Na coluna de hoje, Rosane afirma que várias primeiras-damas, especialmente da região do Alto Uruguai, se sentiram incomodadas. Uma delas, que não quis se identificar, diz que foi motivo de chacota em sua cidade, por conta do suposto assédio de seu marido à deputada eleita. É bom Manuela começar a pensar em políticas de apoio à região do Alto Uruguai para serem aplicadas durante o seu mandato em Brasília.