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EXCLUSIVO: @novacorja entrevista @yedacrusius

10:29 | 05/03/09 | Leandro Demori

No início desta semana, A Nova Corja foi surpreendida pela descoberta do twitter de Yeda Crusius, governadora do centro da terra Rio Grande do Sul. Inicialmente pensamos que Yeda, assim como Obama, havia resolvido entrar para a era da democracia digital. Depois, bateu aquela dúvida: “seria esta @yedacrusius mais um @vitorfasano em nossas vidas?”.

Após um trabalho intenso de xornalismu investchigatchivu, conseguimos um e-mail misterioso e uma entrevista exclusiva.

Leia.

Reflita.

Responda.

O twitter é fake ou estamos falando com a Rainha em pessoa?

///

@novacorja - Laquê, buquê, pavê, dossiê ou Maitê?
@yedacrusius - Tem que escolher um? Então laquê, que é uma coisa de que não prescindo. Buquê envolve romantismo e não estou disponível para isso, meu casamento agora é com o povo gaúcho. Pavê é uma coisa muito doce, estou tentando evitar. E tu sabes que dossiê, em política, é uma palavra muito feia, utilizada somente por oportunistas com intenções escusas. Se estão fazendo essa bagunça sem prova nenhuma, então imagina o que não fariam se tivessem material para montar um dossiê. Quanto à Maitê, adoro a Maitê Proença, mas as denúncias não me deixam tempo nem para governar, quanto mais para assistir televisão! Atualmente, aproveito todo o meu tempo livre no Twitter, o que não deixa de ser uma forma de trabalho. Aliás, peço a todos os que lerem essa matéria que me procurem no Twitter, meu usuário é @yedacrusius. Estou adicionando todas as pessoas que me seguem, para poder ter acesso ao que dizem e ouvir diretamente as sugestões dos gaúchos.

@novacorja - Explique o “novo jeito de governar” utilizando só frases conexas e com sentido (a senhora pode pular essa)
@yedacrusius - Não entendi tua ironia, Demori. Acusar uma governadora de não fazer sentido é um ato grave, porque fui escolhida e estou sendo aprovada pelo povo gaúcho. Isso pressupõe ser compreendida, que é o que acontece; se tu não entendes o que eu digo, ou tu tens um problema de interpretação ou estás acusando todos os gaúchos de serem uns lunáticos. Se eu já não tivesse me comprometido a te conceder essa entrevista, pararia por aqui, porque também não tenho tempo para ser insultada. Então vou ser curta e grossa, como diz o povo da fronteira. O novo jeito de governar é coragem para fazer o que nunca foi feito. Isso inclui a coragem para tomar medidas impopulares. Mas no futuro vão reconhecer meus esforços, é no futuro que o Déficit Zero e os Programas Estruturantes vão ter seus resultados mais visíveis, pois acabamos com um ciclo de décadas de dívidas e falta de investimentos.

@novacorja - Seu ex-marido Carlos Crusius tinha barba. Paulo Sant´Ana tem barba. E Lya Luft, gillette?
@yedacrusius - Vale lembrar que o homem forte da minha administração, que foi quem possibilitou nossa maior conquista que é o Déficit Zero, não tinha um só pelo facial que não fosse sobrancelha. 

@novacorja - Luciana Genro, Pedro Ruas e Roberto Robaína são como Simony, Jairzinho e Tob? Quem seria o Mike, Heloísa Helena?
@yedacrusius - Lembra quando os Beatles disseram ser mais famosos que Deus? Então, acredito que esse povo quer ser mais real do que o rei, acredita que pode acusar sem provas e que os gaúchos vão aceitar um despropósito desses. Então eu diria que a Heloísa Helena é o John Lennon, porque o PSOL não existe sem ela; a Luciana Genro é o McCartney tentando dividir os holofotes; o Pedro Ruas é o George Harrison e o Robaina é o Ringo, pois para conhecer o rosto dele, só se esforçando muito.

@novacorja - Defina a expressão “bêbados de porta de bar” utilizando só frases conexas e com sentido (a senhora pode pular essa também)
@yedacrusius - Na mesma linha da resposta anterior: você já viu briga de bêbado? Bêbado é brigão, acredita que pode tudo, acredita em tudo que ouve e qualquer coisa é motivo pra se esquentar. E quando os donos do bar precisam expulsar o bêbado pra rua, é porque ele já aprontou demais. Acho que me fiz clara aqui. O bêbado de porta de bar é o pior, pois não consegue nem se comportar o suficiente para conviver com os demais frequentadores do lugar. Eu aprendi a não ser assim, a não me rebaixar. Represento o povo gaúcho e acredito que discutir com bêbados de porta de bar seria indigno da minha parte, seria macular essa função tão importante que exerço.

@novacorja - A senhora disse que as denúncias do PSOL são requentadas. Quem tem pressa come cru? O cru de quem?
@yedacrusius - Comer cru é uma questão de gosto pessoal.  Churrasco, por exemplo, uma iguaria que nos define. Tem quem goste da parte de fora, com o gosto do fogo. Mas tem quem prefira mal passado, também. O mais importante é: tu já viu um gaúcho comer churrasco requentado? Não, ou tu faz as coisas na hora certa, ou pega os restos e faz um carreteiro. Acho que nesse caso a carne acabou e os restos já estavam separados para os cachorros. O PSOL age como se a situação não tivesse sido resolvida já, as contas aprovadas; vai lá, pega o osso e tenta fazer uma sopa. Mas eu acredito na inteligência do gaúcho, eu sei que somos um povo inteligente que não engole qualquer coisa. Quanto à pressa, é importante ressaltar que tudo tem seu tempo. Se eu tivesse pressa, não teria conseguido organizar as contas do Estado. Foram necessários dois anos de sacrifício para que chegássemos ao Déficit Zero e ao um bilhão de reais que temos em caixa para investir.

@novacorja - A senhora disse que as mesmas denúncias são típicas de uma “direita golpista e uma esquerda pseudo-revolucionária”. Seria algo como Sandy & Jr., ela tentando fazer jazz americano e ele querendo dar uma de pseudo-rebelde do rock?
@yedacrusius - Gostei dessa tua metáfora, Demori. Sandy & Jr são os exemplos máximos dos sucessos mirins. E isso de extremismo, de necessitar pegar uma posição, agarrar-se a ela e recusar o diálogo, são coisas de adolescentes. Espero que um dia a extrema direita golpista e a esquerda pseudo-revolucionária cresçam e me deixem fazer o meu trabalho, trabalho para o qual os gaúchos escolheram meu nome porque acreditaram que tenho um ideal, um time, a competência e a vontade de fazer. Todos podem crescer, tanto é que até Sandy & Jr amadureceram. A Sandy até casada já está.

@novacorja - O que é imortal, não morre no final?
@yedacrusius - Taí uma questão interessante. O que é imortal pode morrer no final, sim. Tu já leste O Senhor dos Anéis, Demori? Deverias, é uma obra maravilhosa, cheia de coragem e fantasia, sobre como é necessário seguir em frente mesmo quando estamos sozinhos frente a um mal muito grande. Bem, no Senhor dos Anéis há um povo que eu gosto muito, os elfos, que são teoricamente imortais mas que podem perecer somente se forem atacados, assassinados. Então acredito que imortal somente o Grêmio, pois nunca nos matarão!

@novacorja - Fernando Collor sofreu um impeachment, voltou à política eleito como senador e hoje assumiu uma importante comissão em Brasília. A senhora gosta de Brasília? 
@yedacrusius - Já gostei muito de Brasília. Mas hoje prefiro o Celta, que é produzido aqui, com mão-de-obra e inteligência local.

@novacorja - Collor, ao vencer Ideli Salvatti (PT), disse muito respeitosamente que a senadora “cisca pra dentro”. Collor demonstra bom conhecimento avícola?
@yedacrusius - Isso eu não posso te afirmar, mas certamente ele não entende tanto de aves quanto os produtores daqui. Temos a Avipal, a Frangosul, grandes companhias que investem no setor e são reconhecidas internacionalmente. Collor é reconhecido principalmente por ter roubado dinheiro dos brasileiros. Um administrador sério e competente faz como eu: trata o dinheiro como se fosse seu, como se fosse o orçamento da sua casa (a minha, por sinal, está limpa, perguntem ao Ministério Público, ao Renner, que descartou todas as denúncias contra mim). Eu tive a coragem de pegar o dinheiro dos gaúchos e executar somente o que tínhamos em caixa para pagar. Hoje as contas estão todas corretas. Podemos dizer que o RS saiu do SPC/SERASA, perdeu o status de gastador irresponsável e ganhou até o direito de contrair novos empréstimos, como o do BID.

Collor: “Ideli congrega, reúne, cisca para dentro”

23:07 | 04/03/09 | Leandro Demori

CISCA PRA DENTRO?

salvatti_ideli.jpg
Cóóóóóóóóó…mo assim????

Vamos estar registrando para você estar sabendo

16:00 | 04/03/09 | Leandro Demori

zachia_free.jpg

Lembram disso?

Pois é.

Tudo mentira.

Ciao.

Você é um imbecil

7:06 | 02/03/09 | Leandro Demori

Vou abrir a semana com uma pequena história para aqueles que nasceram para brilhar. Isso mesmo: você, VOCÊ! que nasceu para o sucesso por que, afinal, ser um loser é para o perdedores, oh! redundância da existência. Deixe isso para os outros, aqueles que eram a má influência na “Infância Segundo Sua Mãe”.

Sinceramente? Não sou lá de me impressionar muito. Trabalhei em redação por anos, recebia fotos de pessoas completamente mutiladas por uma barbaridade qualquer da vida e, enfim, a gente acaba se acostumando. Como tenho meus limites pessoais e perder a humanidade não faz parte do meu projeto de vida decidi sair dessa. A política, por mais suja que possa ser, acaba virando uma imensa piada. Afinal de contas, se VOCÊ que é o interessado maior em melhorar as coisas não faz nada, eu é que não me sinto na obrigação de fazer.

Mas preste atenção nessa história.
Preste muita atenção nessa história.

Você que está aí pensando em como se integrar ao mondo capitalista que irá lhe trazer a felicidade, o mondo capitalista que fantasia na sua existência doente. Você que não “mede esforços”, que “veste a camisa”, que faz hora-extra sem receber porcaria alguma e que passa por cima de tudo e de todos porque, “Ei, o mercado de trabalho é Thomas Hobbes, merrmão”.

Pois saiba que você é um idiota.

Leia este e-mail que recebi durante o final de semana e tenha certeza disso: VOCÊ é um tremendo, um imenso, o maior idiota de toda a existência.

“Então, fui pro curso sozinha, pois é assim que tem que ser. Não pode ir com seu carro, não pode conhecer ninguém lá dentro. E assim foi. Ah! 1.500 reais. Por dois dias. Tem que ser levada por alguém que já fez o curso.

O lugar é paradisíaco. Em meio à campos de golfe, chalés e flores e mais flores, se esconde um barracão sem janelas de uns 7×5 m. Um contrato é assinado: a obediência às regras é condição sinequanon. Fazer o quê? você. já tá lá mesmo…

122 pessoas agrupadas no barracão, cadeiras rigorosamente enfileiradas, palco na frente. É feita uma palestra para apresentação da chefia. Uns dois médicos, vários terapeutas, cada cara mais esquisita. (Começo a desconfiar que entrei numa roubada). Depois de uma leve palestra introdutória, cheia de recomendações e regras, começa o workshop. Retiram-se as cadeiras. Nós que temos que arrumar e desarrumar tudo. Quando se entra no barração não pode sair. Nem se você. tiver morrendo por falta de ar, nem com crise epilética. Ir ao banheiro então, nem pensar!

Celulares e outras mordomias são terminantemente proibidos. Conversas ou risos, forget it. Eles dizem o que tem que ser feito e você. repete. Detalhe: além da cara de mal encarados, eles todos se vestem de preto total. Os homens de terno.

1º exercício: uma fila parada e a outra andando olhando e gritando para quem estava parado, de um a um, coisas meigas como: COVARDE, IMPOTENTE, BOSTA, PREPOTENTE, ETC. Assim de um em um todos eram expostos a ouvir por 121 vezes, e a dizer 121 impropérios. Algumas pessoas, Leandro, choravam muito. Desesperadas. Outras pareciam o Hanibal em dia de festa. Não podia rir, por todos os lados havia um deles te fiscalizando e SURPRISE, te castigavam por qualquer coisa que achassem merecedora de. Eu, essa criatura selvagem que você. já conhece, me rebelei nos primeiros 5 minutos e levei um balde de água fria na cabeça. Depois do quinto balde e encharcada, fui levada por dois torturadores para fora e convidada a me retirar. “Agora eu vou ficar. E vocês. parem de pegar no meu pé”. E eles: “Pelo contrário, vamos pegar muito no seu pé”. OK.

Isso durou das 19:56 até às 4:32 da manhã. Os horários são assim. Tinhamos q. voltar ao barracão às 7:00. Detalhe: tinha que voltar com um texto decorado sobre vencedores e perdedores. “E, aí de quem não souber tudo na ponta da língua, os castigos vão ser tão terríveis que vocês. nunca mais se recuperarão. Coisas inimagináveis poderão ocorrer” - Imagina, tava todo mundo fragilizado, cansado, só escutando grito, confinado, o ar condicionado ora muito frio, ora muito quente, sem poder tomar nem água, nem ir ao banheiro, sem poder falar com a pessoa ao lado, BIZARRO, SINISTRO -

Aí, pequeno, que eu tava com uma enxaqueca de matar e como não podia tomar remédio, fiquei
numa fila que eles me colocaram para conversar com o médico, que me disse com grande tédio que minha dor de cabeça era uma muleta e era bom eu desafiá-la.

Saí dali atordoada e procurando meu chalé. Só via as pessoas sonambulando, robotizadas, tentando decorar aquela jóia de literatura:… “Se você. pensa que é um derrotado você. será derrotado . Se não pensar, quero a qualquer custo, não conseguirá nada.”…

O quarto era minúsculo e tinha 4 camas. Isso era o q. menos importava, porque a última coisa a fazer era dormir. Fiquei debaixo do chuveiro por muito tempo, tentando recobrar minha sanidade. E pensei “fucsia” com esses versos de merda, “sucesso a qualquer custo” não é minha praia. Saí de lá melhorzinha e mal tive tempo de engolir um suco e já escutei os acordes de “Assim Falava Zaratrusta” que era o sinal de que faltava um minuto para entrar no barracão.

Quase ninguém decorou e quem decorou o fez com erros. Daí fomos todos castigados. Nos levaram para um corredor de 3 m. de largura por 10 de comprimento. Formamos filas e tinhamos que ficar estáticos com distancia de um palmo entre um e outro. Vigiados de perto não podíamos fechar os olhos, nada. Ficamos assim por umas 3 horas. Eles iam chamando um por vez, e podíamos escutar os gritos vindos do barracão. É incrível a fragilidade do ser humano. Naquelas horas tudo passava na minha cabeça. De choque elétrico a torturas inimagináveis. Era isso que eles se referiam quando disseram que nunca poderíamos imaginar etc. A nossa imaginação bate qualquer realidade: o medo, o pânico te assombra de tal forma que nenhuma realidade pode ser pior.

Mas a espera, o sofrimento te detonam de tal forma que bagaço é pouco. Quando você. sai dali tem uns minutos para comer e uma nova chance de memorizar o texto. Só pra não te dar um segundo de paz. Soa o Zaratrusta e volta pro barracão. Entra o Tadashi. Pede o texto. Grita, Berra, e muda de assunto: “Terapia da Raiva”: explica uma formação esdrúxula e um círculo se forma no centro. Todos temos que respirar de uma determinada maneira, em determinada posição. Isso com ele aos gritos, num microfone, e os “torturadores” andando entre nós, fiscalizando. Daí que o bicho pega. É inacreditável. Se eu não tivesse visto acho que não acreditaria, pois ninguém que sai de lá conta o que viu ou o que se passou. Só de te contar, já estou passando mal. Por isso parei antes.

A reação das pessoas varia muito: alguns fazem que vão vomitar, outros vomitam… detalhe: fica tudo lá. Outros começam a estrebuchar, tipo Igreja Universal ou Terreiro. A gente tem que ficar com os olhos abertos, respirando olhando pra frente. Mas o q. você. não vê nem pela visão periférica, você. pressente pelos ruídos. É macabro.

Os torturadores vão avisando pro Tadashi quem está pronto (surtado), e a pessoa é encaminhada para o centro onde TODOS assistem aquela pessoa gemer, urrar, e o Tadashi vai botando pilha pra pessoa surtar mais um pouquinho. Quando em frangalhos, um torturador recolhe aquele ser que vai para uma parte do recinto, onde guarnecidos com bastões de madeira, batem em almofadas, ensandecidos, ou se atiram pelas paredes, uma coisa. Eu vi isso acontecer 121 vezes e só pensava: ‘Somos animais e selvagens. Um leão não faria isso, nem um elefante. Qual a explicação disso? Nunca mais confiarei em ninguém da minha espécie.”

Eu estava nessa onda quando Tadashi, him himself personifica ao meu lado, segura meu braço e manda: “Agora você” Eu disse: “Mais tarde eu vou, ainda não estou preparada” E ele, malvado: “Você vai!” Eu praticamente berrei: “NÃO VOU”. Ele: “Ou vai ou saí agora” Eu disse: “Saio com prazer”.

Se você. me perguntar o sentido de tudo isso, talvez você. possa me dizer. O que sei é que já são 180 mil pessoas que participaram desse treinamento e pertencem à “Família Silva” e existem muitos outros cursos “avancé”. Tem um em que a pessoa é obrigada a andar num caminho em brasas. Ele é referenciado e tratado como “Tadashi, meu rei”. É tipo um reverendo moon dos trópicos. O que sobrou disso tudo foi uma descrença enorme na racionalidade do ser humano.

Sabe, eu fiquei durante bastante tempo chocada. Escrevi pro XXX, redação da XXX, ele me respondeu, pessoalmente, dizendo até o nome do repórter que mandaria lá. Acontece que o cara, Tadashi, é muito inteligente, muita gente viu a entrevista na Marília G. e senso comum, “ele é o cara”. Acontece que a partir de então passei a acreditar que ela leva bola, pois é impossível, como uma jornalista séria, não checar, não investigar. O mais sinistro é que mesmo sem conversar com “os colegas”, você. percebe que tem muita gente póbre, digamos assim. Com o tempo, conversando com pessoas que já ouviram falar dele, soube que muitas empresas mandam empregados. Vamos imaginar, por hipótese, você. é empregado e seu chefe manda você. fazer um curso desse: “leadership trainning”, no mínimo é pra te preparar pra alguma função de maior responsabilidade, certo? Em chegando lá, você. desistiria, ou passaria por cima dos outros que nem um trator pra mostrar pro seu chefe que você. é um fodão?

Agora, pra mim, o que realmente pegou foi o fato de minha filha e meu genro terem ido, cada um na sua vez, terem insistido muuuiiito pra eu ir e continuarem frequentando e amando o Tadashi. Não entendo de jeito nenhum. Ela é arquiteta, mas sofre de paulistice, vai ver que é isso. Resultado dois pontinhos, estamos sem nos falar. Isso é grave.

Claro que pode publicar, vai ser um prazer! Acho que nem tem a ver citar nomes. Vou gostar de ler sua versão. Quem sabe tu não me ajuda a entender? Nós estamos aqui pra acrescentar, não é mesmo?

Manda ver.
Bjo.”

Recordar é morrer

20:27 | 27/02/09 | Leandro Demori

Pra passar o tempo enquanto as revistas semanais não chegam (zz.zzz).

Vamos ao que interessa

12:58 | 20/02/09 | Leandro Demori

Como o iceberg do Psol, que precisará parar na aduana até a quarta-feira de cinzas, este jornalista também fará um retiro político-telectuau durante o maior feriado santo do Braziu.

Vou aproveitar o carnaval para fazer um estudo aprofundado sobre a política bovina e seus desdobramentos mais ou menos previsíveis. Preciso, obviamente, de algumas leituras para dar a base moral ao ensaio. Começarei mergulhando nisso:

450px-friedrich_nietzsche_drawn_by_hans_olde.jpg

Digo, nisso:
carnaval.jpg

Boas puladas.

Iceberg do tamanho da Lagoa Mirim se desprende da Antártica

8:36 | 19/02/09 | Leandro Demori

Um iceberg de 3,5 mil quilômetros quadrados — pouco menor que a Lagoa Mirim, no Rio Grande do Sul — se desprendeu da Plataforma de Gelo Wilkins, na Antárica. O bloco representa 25% da área de Wilkins, de 14 mil quilômetros quadrados. Segundo o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), situado na Espanha, o aquecimento global é a causa do incidente.

Icebergs gigantes que se fragmentaram a partir deste bloco começam a se espalhar pelo Oceano Austral. Uma equipe de pesquisadores do CSIC analisa desde o último domingo, a bordo de uma embarcação de pesquisa oceanográfica, o impacto do fenômeno sobre o ecossistema do Mar de Bellingshausen.

(…)

Segundo os pesquisadores, o desprendimento e a fragmentação do enorme bloco de gelo provocará um aumento no nível do mar.

/ / /

Divulgada na terça-feira pelo Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha (CSIC), a notícia do desprendimento de um bloco de gelo com cerca de 3,5 mil quilômetros quadrados na Península Antártica foi contestada ontem por pesquisadores alemães.

Segundo Angelika Humbert, da Universidade de Münster, o satélite alemão Terrasar e o europeu Envisat não registraram provas de que parte da Plataforma Wilkins realmente se desprendeu do continente, como afirmou o CSIC.

(…)

A organização ambientalista Greenpeace também desmentiu as informações dos cientistas espanhóis. Assim como o professor Heinrich Miller, do Instituto Alfred-Wegener de Bremerhaven.

Magoou

11:47 | 17/02/09 | Leandro Demori

Aproveitando a enorme audiência, aceitação popular a aclamação da crítica mondial que esta Corja conquistou nos últimos anos, dou uma pausa em meu segundo dia de sol desde novembro para AMPLIFICAR a coluna de Paulo Sant´Ana.

Confesso que chorei, teria milhões de comentário$ tristes para fazer mas não, amigos, não - vou me ater a negreteiar alguns trechos mais CHAVES. Afinal, façamos deste espaço algo mais HUMANO, vamos juntos DAR AS MÃOS e conviver em paz nesta NAVE TERRA.

Com vocês, a carta enviada ao colunista de ZH escrita de próprio punho (quiçá com SANGUE!) pela desgovernadora do Estado do Rio Grande do Sul, Dona Yeda Rorato Crusius:

“Querido Paulo Sant’Ana. Bom dia!

E que lindo dia, o primeiro sem horário de verão deste ano.

Amo o horário de verão, o dia mais longo, a noite mais curta, o calor.

Amo tanta coisa

Acordei com a garganta meio ‘pegada’, o corpo me indicando que ainda não consegui ‘pegar leve’.

Esta será uma mensagem para eu não adiar mais o que queria: te contar coisas escrevendo à mão, como é do meu tempo, o tempo do respeito, do selo na carta, do envelope chegando pelas mãos do carteiro, tão aguardado envelope, tão especial mensagem, tão pessoal ‘tua letra’, às vezes com um pingo de perfume lá em cima, na data, ou mesmo uma folha de alguma árvore ou flor da estação… Pessoal, como é esta mensagem, entenda.

Não tenho conseguido esse tempo. Então não vou mais adiar.

Como você tem acompanhado, não me permitem esse tempo.

Quando me perguntam ‘como você aguenta’ respondo de dentro do coração. Pois quando tomei em 2005 a decisão de buscar governar o Rio Grande foi porque havia:

uma ideia

um projeto

um grupo de pessoas afinadas

um Estado

um povo

uma política

uma boa política no tempo das tão más políticas.

A ideia continua viva, muito viva. O grupo de pessoas desafinou, desmanchou, quem sabe pelo tamanho do empreendimento e a dedicação absolutamente total e integral que exigia o projeto. Como você tanto acompanha, o projeto tem cara sim, é bonito, coletivo, construtivo, respeitoso, doador. O Estado é o nosso, esse Rio Grande que não se definiu logo ao nascer, se platino, se brasileiro, diferente. O povo é esse povo que amo, meio caudilha que sou, e a quem pude somar filhos e netos, infelizmente esses que terão que ver os cartazes dantescos de sua vó pregados em cada tapume onde fiquem pessoas paradas esperando ônibus. Como tiveram que ver meus filhos nos tempos da faculdade porque a mãe decidiu ir para a tribuna fazer política como ‘uma ingênua tucana’ que queria fazer a política da igualdade (a da bandeira, a do gênero) em Porto Alegre. Nos cartazes pregados nas paredes internas da UFRGS estava a foto e ‘traidora do povo’. Eles, meus filhos, se foram em agosto de 1996, viver em outras terras sem essa cultura que crescia por aqui, e que tanto prejudicou o Rio Grande.

Eu fiquei. Por uma ideia. Por uma intensa necessidade de comunicação, pela vida como ela é para cada um, por fazer política, que é bom fazer quando se tem ética, responsabilidade, sem medo da mudança, de estar à frente do batalhão, porque confio em cada dia, e vivo sem ficar na janela vendo a banda passar esperando a sorte, esperando a morte… como diz a música.

No giro pelo Brasil duas coisas me deixaram feliz: primeiro com o orgulho dos outros brasileiros porque o Rio Grande saiu das manchetes nacionais negativas, e a governadora, que eles conhecem antes de ser governadora, estar sorrindo, mostrando que o Estado já paga suas contas em dia, que deu a virada na situação que contradizia com o Rio Grande histórico e presente que eles conhecem. Segundo, porque a honestidade da Yeda que eles conhecem foi provada, olhado documento por documento, rastreado cheque por cheque, a casa é limpa!

Depois, uma dificuldade que se repete pois todos me perguntaram: por que tudo isso? Por que te batem tanto, ao ponto do massacre? Dificuldade para eu responder porque não é de meu feitio falar dos outros, mesmo que mereçam. Humanidade (a da bandeira) é coletiva mas também individual. Lembro-me da tua pergunta naquele Jornal do Almoço que, com tua sensibilidade, perguntavas o que era central: por que a senhora não fala deste ou daquele secretário? E eu te respondi: “São pessoas caídas, Paulo, pessoas caídas”. E quanta coisa já se fez, quanta vida já se viveu!

Só que até este momento, mesmo com o alucinante caráter deste nosso governo, vivi o que dois filmes retratam. A arte consegue dizer em duas horas o que uma vida inteira custou para criar. Sei que não temos tempo de ver filmes, tudo hoje na vida é VT, não filme, rápido, desmanchando no ar. Então te falo deles na esperança de que você os tenha visto quando passaram nos cinemas.

O primeiro é A Letra Escarlate. A mulher de que trata o filme teve que desfilar com a marca ‘A’ de adúltera pela aldeia onde vivia, porque se casou de novo, pois havia ficado ‘viúva’ até o marido aparecer de novo da floresta, depois de praticar maldades inomináveis. Ela desfilou, chorou, perdeu, com a infinita paciência que tem a mulher para entender como o ‘homem’ da nossa civilização age quando se trata de posse, poder e sexo. Ao final, tudo se esclareceu. E ela não estava amarga, não havia feito nada que considerasse errado durante todo aquele período de provação, e viveram na mesma aldeia depois do pedido de desculpas público, da restauração, do líder da mesma.

Considero a coletiva do Dr. Mauro Renner quando provou a idoneidade da casa como o ‘The End’ do meu filme. Pude tirar o colar da Letra Escarlate. E continuar governando o Rio Grande, eleita que fui para honrar compromissos e fazer a roda virar para a frente. O povo sentiu-se aliviado, a sombra carregada da dúvida, para os que seguem a política, foi afastada. Brilhou o sol de novo, a alegria podia ser mostrada à luz do dia. Este o 2008, o ano que terminou com Déficit Zero e a honestidade provada da governadora.

O segundo filme é mais recente O Escafandro e a Borboleta. Raras vezes me permito chorar no cinema. Mas nesse filme o fiz por muitas vezes. Pois é ele que me referencia durante esse período de governo, desde a famigerada Operação Rodin aos 10 meses de governo e uma derrota inacreditável na Assembleia do projeto de restauração do Estado, por todas as razões que não interessa aqui descrever mas que tem a ver com a tua pergunta naquele Jornal do Almoço. Eu fiquei no escafandro. De certa forma, estarei nele até que possa ter o produto final por aquela terapeuta e seu método de escrever o livro ditado pelo único pedaço do homem no escafandro que se movia: o olho.

E quando estiver escrito, poderei voar como a borboleta.

Arrisco que muito não seja percebido desta longa mensagem, Paulo. Se os filmes foram vistos então sim, muito será entendido. Mas não desisto, não vou entregar prus ôme de jeito nenhum, amigo e cumpanhêro.

E para te dizer da minha admiração, da minha companhia através das tuas colunas (TV não vejo mais e rádio também não ouço, foi demais nesse período, um pouco de proteção criei), sempre, do meu amor pela vida que te inclui de modo afirmativo e de tanto tempo. Nunca dou de ombros. Só entenda o escafandro. Não me deram nenhuma folga até hoje. Esta é da decisão de escrever, é num lindo domingo, uma mensagem pessoal – entenda, não deve ser pública.

E para te presentear com o que não aconteceu, vou te remeter o Manifesto da Marca do Governo Yeda. Não é nem será público. Por isso, vai com selo. Creio que o Luciano do GAD é um dos que, como a fisioterapeuta do livro, entendeu. Mas por enquanto não há condições de mérito para eu dar esse upgrade nem ao meu governo nem ao Rio Grande que não quer ser sacudido a cada dia com uma ‘crise de governo’.

Algum dia mais adiante sim.

Abraço muito afetuoso

(ass.) Yeda Crusius, governadora do Estado.”

Emoticon GYodai

12:38 | 13/02/09 | Leandro Demori

Caro(a) leitor(a), você lembra dos “Changeman, o ESQUADRÃO RELÂMPAGO“?

changeman.jpg

Pois.

Ontem, depois que os prófis gaúchus afirmaram que a desgovernada Yoda é “a face da DESTRUIÇÃO do RS“, esta Corja resolveu botar para fora seus dotes artísticos [pior frase] e fazer uma pequena homenagem à vilã-em-chefe dos bovinóides.

Bem.

Lembram do GYODAI? Segundo a wikipedia, ele “era um animal espacial irracional - tanto que só sabia falar o próprio nome e gemer de dor quando usava seu poder para reviver os monstros vencidos - e fiel a seus donos mesmo quando sofria maus tratos”. [estou morrendo, liguem para a Cruz Vermelha]

Seu grito de HORROR era “Gyodai, dai dai dai dai daiiiiiiiiiii!”, uma obra-prima.

gyodai.jpg

Pois II Bem II.

Como o espírito maligno se manifesta quando não se tem nada para fazer (hoje, por exemplo, só preciso levar o lixo para fora e comprar leite), resolvi criar um pequeno EMOTICON PARA MSN inspirado na junção entre monstros.

Clique no botão direito e salve em seu computador. Depois, mande para us amiguinhus, preferencialmente para algum filho de professor:

yodai.gif

É um governo gozado

11:39 | 11/02/09 | Leandro Demori

“Lula diz que corta “batom da dona Dilma” para manter obras do PAC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (10) que nenhuma obra do PAC será paralisada “seja ela do tamanho que ela for” por conta da crise financeira. “Nós cortaremos o batom da dona Dilma, cortaremos o meu corte de unha, mas não cortaremos uma obra do PAC nesse país”, afirmou durante o Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.”

dilma_beija_lula.jpg
Sem batom + olhos abertos = muita fibra

dilma_beija_serra.jpg
“Você tem que entender que é uma questão de saúde pública”

dilma_beija_chavez.jpg
Batom é coisa de capitalista

APÊNDICE EXPLICATIVO:

“Unhas de Zé do Caixão levam mulheres ao orgasmo duplo”

ze_caixao.jpg
“Nunca precisei ir além das pontas, presidente”

12h05 - UPDATE INDISPENSÁVEL:

dilma_batom.jpg
Ao leite

Cada um leva seu fardinho !!!

17:06 | 05/02/09 | Leandro Demori

Convite para churrasco aparece em processo judicial no RS

Uma nota de expediente, parte de processo em tramitação na 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, surpreendeu os advogados. Um dos parágrafos do texto, expedido em 5 de dezembro de 2008, destoava do assunto do processo: era o convite para um churrasco.

A nota dizia:

“Churrasco de ‘Amigos’ na casa da Morgana. Dia: 06/12/2008. Horário: 12 Hs O que levar??? Bebidas !!! Cada um leva seu fardinho !!! E a Carne ??? R$ 10,00 por pessoa, criança não paga. Quem vai ??? Favor confirmar presença por email e $$$ até dia 05/12, certo !!!??? Bem, mais uma vez um encontro de amigos, para colocar a conversa em dia, e desopilar fora da ‘santa’!!!”.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul, a hipótese mais provável é que a nota tenha sido colocada no corpo do processo por um funcionário que estava com várias janelas abertas em seu computador.

O processo, de acordo com a assessoria, não será alterado por causa da nota e as partes não sofrerão prejuízos. Entretanto, por questões de segurança judicial, o texto não pode ser apagado.

Após tomar conhecimento da falha, o TJ abriu procedimento administrativo para investigar o ocorrido. O tribunal, por meio da assessoria de imprensa, declarou ser “inadmissível a ocorrência de um fato como este”.

O TJ afirmou que aguarda a conclusão do procedimento administrativo e deve orientar seus funcionários para evitar que erros similares ocorram novamente.”


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:

- Fardinho? O coração do churrasco é a CEVA, como assim FARDINHO?
- ‘Amigos’, escrito assim, entre aspas, é bem elucidativo pra catchiguria divogatícia
- 10 contos de carne por pessoa = roubo
- Quem é a sssssssanta?

E OUTRA COISA !!!

POR QUE DIABOS ??? !!!

ESSA GENTE PRECISA ESCREVER ASSIM ??? SEPARANDO OS PONTOS ???

E SEMPRE EMPILHANDO TRÊS DE CADA UM DELES ???

!!!

???

$$$

€€€

A/C Berlu$coni (currículo anexo)

12:06 | 30/01/09 | Leandro Demori

Eu poderia estar por aí mentindo, matando, roubando ou fazendo mussarela com leite vencido. E bem que eu poderia estar por aí difundindo coisas do mal e dizendo, por exemplo, que este documento é autêntico:

dilma_terrorista.jpg
Tudo mentira

Mas não, não e NÃO, porque se fosse realmente verdade eu até que poderia dizer pro primeiro-ministro da Pizza: “ah, vai, deixa o Battisti no Brasil e pega a Dilma pra ti. Terrorista por terrorista, ao menos o italiano não pode concorrer à presidência do meu país”.

Mas deixo disso, estou realmente ocupado e [não] eu não voLLtei ao blog (é que lá no meu eu prefiro postar um PHOTOXXXOP PEGADO).

Distinti saluti,

O Leão Covarde vs. A Internet

21:51 | 28/01/09 | Leandro Demori

cowardly_lion_cover.jpg

No livro O Maravilhoso Mágico de Oz, o Leão Covarde é um dos personagens que acompanha Dorothy Gale pelo caminho até a Cidade das Esmeraldas. O Leão Covarde se junta ao grupo para pedir ao Mágico, justamente, coragem (mesmo que ele não precise chegar até lá para descobri-la).

Alguns intérpretes da obra de L. Frank Baum acreditam que Cowardly Lion tenha sido inspirado no político americano William Jennings Bryan. Bryan tem extensa biografia política e jurídica em que se destacam três tentativas frustradas de se tornar presidente dos Estados Unidos, apoio total à Lei Seca durante os anos 20 e uma polêmica que ainda hoje ronda aquele país: o ensino da Teoria da Evolução das Espécies.

William Jennings Bryan era abertamente contra os estudos de Charles Darwin - defendeu que nada deveria ser ensinado nas escolas além do criacionismo e refutava a idéia de que o homem era descendente de qualquer outra espécie. Em 1925, Bryan venceu um importante processo que entrou para a história como Monkey Trial. Neste caso, o fundamentalista presbiteriano chegou a levar um professor à prisão por embasar em aula as idéias de Darwin.

Cinco dias depois de vencer o processo, William Jennings Bryan morreu enquanto dormia, como se sua vida fosse destinada somente a encerrar aquele caso.

Bryan era contra a Teoria da Evolução provavelmente porque tinha medo dela. Revoluções e evoluções causam instabilidades e ninguém que está em uma posição confortável quer sentir o chão tremer.

Este blog, assim como toda a internet, talvez ainda hoje representem alguma evolução em relação à velha maneira de se fazer as coisas. Nesta “evolução” não há efeitos maniqueístas ou comparações de qualidade, não somos melhores e nem piores porque, de fato, não há como saber. A única garantia que podemos dar com certeza é que aqui NESTE blog as coisas não podem ser mais claras do que já são. Tratamos todos os assuntos abertamente, vamos até onde nosso conhecimento sobre os casos nos permite ir, damos nomes aos bois, publicamos documentos, não moderamos comentários de nenhum tipo, tornamos públicos até mesmo os autos de processos nos quais nós somos os réus.

É este o caminho que escolhemos por acreditarmos que, para existir imprensa minimamente livre e confiável, é preciso abrir todas as cartas na mesa.

Hoje, este blog saiu do ar mais uma vez. Misteriosamente. Simplesmente. Assim. Pela segunda vez em menos de um mês nosso host diz que não há defeitos técnicos - nem com o blog, tampouco com o provedor - não há manutenção prevista, nada. Obviamente temos backup de tudo e o blog está de volta com todos os arquivos desde 2004.

Algumas histórias que aconteceram nos últimos dias nos levam a crer que fomos hackeados. Há muita gente interessada em ver A Nova Corja fora do ar para sempre. Essas pessoas, assim como William Jennings Bryan, não conseguem aceitar a evolução, não querem sentir o chão tremer, têm medo porque, assim, seus castelos de cartas podem começar a ruir. Ou podem ruir ainda mais. Ninguém tem interesse em balançar a primeira peça do trilho de dominós. Nós temos.

Esperamos sinceramente que tudo não passe de um engano e que não estejam tentando nos derrubar. Isso pode ser a atitude mais imbecil a ser feita em qualquer situação. Repensem o universo.

Esta última queda fez com que 27 comentários do post abaixo - e sabe-se lá quantos de outros posts - fossem perdidos. Pedimos desculpas por não recuperá-los.

Ciao

1:06 | 05/01/09 | Leandro Demori

Caros,

É fatídico o momento, mas se faz necessário.
Estou deixando A Nova Corja.

cane.jpg

Depois de dois meses na Europa é hora de curar a ressaca mortal, parar de brincar na neve, encerrar as festas de final de ano e partir para algo realmente útil. A quem interessar possa [oi, mamãe] passarei uma temporada na Faculdade de Sociologia da Universidade de Urbino, Itália, cursando especialização sobre Editoria, Mídias e Jornalismo. O foco será a nossa tão amada tenéti (Braziu, 2045).

Obrigado a todos, um abraço aos amigos e a PONTA DA MINHA ADAGA aos rastejantes. Quem quiser pode me acompanhar em meu novo blog pessoal, ainda inicial, mas já operante.

http://leandrodemori.com

Cordiali Saluti,

Retro$pectiva 2008 em banners - parte III

20:23 | 01/01/09 | Leandro Demori

Porque nós somos A Nova Corja e vamos continuar com nossa retro$pectiva mesmo que 2009 já tenha começado.

retrospectiva03.jpg