Arquivo para a categoria ‘Povo Bovino’

Camelódromo aéreo paira como um espelho

20:25 | 10/02/09 | Rodrigo Alvares

Leia como Porto Alegre livrou-se dos camelôs legalizando o banditismo desenfreado e ainda assim não vai limpar o centro da cidade. Na real, vai ficar pior. Mesmo assim, qualquer pessoa com o Tico e o Teco funcionando sabe que essa monstruosidade só vai servir para legitimar a sonegação de impostos, para ficar em algo leve.

Mais uma vez, a capital do Bovinão mostra toda a sua criatividade para solucionar problemas. Foi assim com o Tri - um bilhete único em pele de euro -, uma verdadeira engambelação para o bolso das pessoas. É uma vergonha que São Paulo tenha conseguido instituir o cartão e uma cidade como Porto Alegre não consiga resolver o problema do transporte público. Talvez seja a influência da máfia que impera no setor.

Aí anunciam a construção de um camelódromo aéreo. Fale isso em voz alta, porque o teu imposto pagou por essa biboca para que o banditismo continue tocando o horror no centro. Em São Paulo, a prefeitura fechou esses lugares na avenida Paulista e na rua 25 de Março. O que não é pouco.

Nem vou me dar ao trabalho de copiar todo o texto da ZH, porque esse fiasco deveria ficar restrito à província:

Estreia com produtos que são proibidos

Enquanto o secretário municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic), Idenir Cecchin, visitava o Centro Popular de Compras, uma equipe da RBS TV flagrava a venda de produtos piratas e contrabandeados nas bancas. Camisetas falsificadas de diversas marcas famosas estavam expostas sem constrangimento.

– Original, só na loja. Daí a gente vende a réplica – explicou uma camelô, que pedia R$ 30 por uma camisa Lacoste.”

Adoraria ver o Poeta caminhar do seu gabinete até esse lugar sem ser assaltado.

Peça um autógrafo de Bu$atto no seu celular

14:18 | 15/12/08 | Rodrigo Alvares

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Muitos erros justificam o Brasil

11:21 | 07/12/08 | Rodrigo Alvares

Eu a respeito e tal, mas vamos lá, a demência não pode ir tão longe:

“No mesmo ano (Rosane de Oliveira)

Uma fórmula para acabar com as eleições de dois em dois anos, criticadas por paralisarem o Executivo e o Legislativo, foi apresentada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, aos líderes do PMDB. A idéia é realizar a eleição nacional (presidente, governador, senador, deputado federal e estadual) e, seis meses depois, escolher prefeitos e vereadores. Tarso diz que o presidente do PMDB, Michel Temer, gostou da idéia“.

Claro que ninguém leva em consideração a inaptidão do brasileiro naquela coisa básica, assim, tipo, em combater o analfabetismo funcional. Outra: os gênios não perceberam que os milicos não vão voltar e que uma democracia decente te dá o direito de decidir se quer levantar a bunda gorda do sofá para votar no inútil da vez.

Mas não, temos esse cacareco da proclamada Constituinte Cidadã - valeu, Ulysses. A minha teoria de que o voto obrigatório serviria para embutir esse misterioso desejo de escolher quem vai nos enrabar mesmo que o ribeirinho do Amazonas reme 12 horas para não perder a chance de conseguir um emprego público é completamente irrelevante, embora tocante.

Ah, sim, para aproveitar, mais uma observação - e não, eu não gosto de fazer isso:

Excesso de candidatos

Quando fala nos nomes do PT que poderiam disputar o Piratini, o ministro Tarso Genro exagera:

“Nós temos vários nomes… Miguel Rossetto, Raul Pont, Olívio Dutra, eu e outros mais jovens que estão surgindo e não podemos descartar, como o Luiz Mainardi (prefeito de Bagé), o Pepe Vargas, a Maria do Rosário, o Henrique Fontana…”.

Tarso, desculpe, tu foi meu vizinho mas preciso te dar um update: o pessoal que não está em negrito deveria estar nas cabeças do partido - fora o nosso amigo Pont, claro - para qualquer cargo executivo desde 2002, quando tu conseguiu perder para o Guri Chorão o governo do Bovinão.

E os petistas não devem reclamar de nada. Tenho o escalpo do Marcos Valério.

Safenados e safadinhos

16:03 | 28/11/08 | Rodrigo Alvares

Essas coisas sobre o PSDB bovino eu não recebo pelos e-mails do Tomaz Wonghon e preciso ler no Painel, da Folha:

Contraponto

Fala mínima

Em encontro do PSDB gaúcho, no final (sic) de semana passado, um dos participantes mais festejados foi o prefeito de Uruguaiana, Sanchotene Felice, reeleito aos 73 anos. Também chamado de “imperador”, o veterano é conhecido pelos longos discursos, e na reunião não deixou por menos. Discorreu demoradamente sobre sua trajetória política e suas realizações à frente do município.

Encerrada a intervenção, foi chamado a falar o deputado Gustavo Fruet, tucano do Paraná. Diante do visível cansaço da platéia, ele achou por bem prometer:

‘Fiquem tranqüilos porque vou eu fazer um discurso minissaia: curto, justo e provocante!‘.”

Poesia precisa de tradução

20:36 | 26/11/08 | Rodrigo Alvares

Bem que o Walter me alertou, mas foi impossível escapar da entrevista do prefeito reeleito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), ao Jornal Já sobre o Pontal do Estaleiro. Abaixo, alguns trechos do que os bovinenses vão aturar pelos próximos quatro anos não apenas sobre esse assunto, mas que mostra a disposição esfuziante do Poeta para qualquer coisa:

Fogaça: ‘Sobre o Pontal eu não posso e não quero responder’

Já - Esse projeto tramita há bastante tempo a Secretaria Municipal de Planejamento. Em 2006, foi avaliado pela Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento, formada por todas as secretarias do município. Também foi alvo um estudo prévio de viabilidade urbana. No entanto ele não foi encaminhado pelo Executivo. Por quê?

Fogaça - Porque eu precisava de uma audiência à população e à comunidade, uma vez que isso mexe com valores que são históricos na vida da cidade. Eu inclusive disse aos mentores do projeto que eles precisavam formar massa crítica. Ou seja, fazer a população conhecer, debater e se manifestar a respeito dessa idéia. Não poderia ser algo assim, partindo de uma empresa e o poder público, simplesmente por uma opção técnica toma uma decisão. Precisava - e precisa - de uma ampla manifestação da cidade a esse respeito.

Tradução: “Ou seja, estou aqui há quatro anos, enrolei vocês para ficar mais quatro e ainda não sei como convocar nossa população politizada para tratar de um assunto que, no fim das contas, uma construtora vai decidir o que fazer”.

Já - Mas o senhor sabia que apresentar esse tipo de projeto é competência do Executivo?

Fogaça - Evidente que sabia! Tanto que pedi ao Secretario de Planejamento que fosse à Comissão na Câmara e dizer que eu, Prefeito, precisava de muito espaço e tempo porque precisava ouvir muito a comunidade. Isso está registrado. (…)

Tradução: “Que saudades do Bu$atto”.

Já - O senhor disse que em 2006 não encaminhou o projeto por falta de tempo para análise. Agora o senhor acredita conseguirá ouvir todos os lados?

Fogaça - É difícil dizer, muito difícil. Realmente o tempo não é suficiente para uma ampla e consistente formação de lastro de opinião. É óbvio, não é preciso dizer isso com muita ênfase.

Tradução: “Eu vou ter oito anos para não conseguir decidir o que fazer sobre o Estaleiro. Imagine para governar essa cidade”.

Já - Uma audiência pública está nos seus planos?

Fogaça - É uma avaliação que tenho que fazer para tomar essa decisão. Mas não quero emitir opinião agora. Eu ainda não assumi nem decidi nada. E só depois de ter comunicado aos vereadores, vou falar com a imprensa.

Tradução: “Que saudades do Bu$atto”.

Já - Depois da decisão do Legislativo – e se for o caso, com a sanção da Prefeitura – o terreno de propriedade da BM Par Empreendimentos será muito valorizado. A ação do poder público vai beneficiar economicamente um empreendedor privado. Qual sua opinião sobre isso?

Fogaça - Posso falar sobre isso em tese e sobre outras situações. Sempre que uma empresa tem um projeto aprovado, quando vai desenvolver precisa fazer compensações à cidade. Ou seja, adotar uma série de medidas e empreendimentos voltados principalmente para obras públicas de infraestrutura: sistema viário, saneamento, projetos sócio-habitacionais. Isso – em tese – vale para várias situações que a Prefeitura adotou.

Tradução: “Não tá ligada na supersecretaria da Copa de 2014? Vou deixar muitas teses e retóricas de legado para Porto Alegre”.

Já - O senhor quer dizer que os benefícios públicos realizados pelo empreendedor justificariam a valorização de seu patrimônio?

Fogaça - Não foi isso que eu disse. Não respondi a respeito do Pontal, mas sobre várias outras situações. Quando um construtor gera valor imobiliário para determinada região, ele gera também conseqüências – mais gente circula, utiliza redes de águia e esgotos, precisa ter creches, escolas… Sobrecarrega. Logo, ele tem que produzir uma compensação equivalente à repercussão e conseqüências que ele produz.

Tradução: “É que eu…putz, cadê o Bu$atto quando eu preciso?”.

Já - O senhor pode dar um exemplo?

Fogaça - O Internacional acaba de ganhar da cidade uma doação, uma cessão de uso do estacionamento lateral. Em contrapartida, está cuidando de 150 crianças durante quatro horas por dia. É como se estivéssemos fundando uma escola no Beira Rio. E ainda paga um valor de 25 mil reais por mês para a cidade, para os fundos de investimento. Para tu ver que toda a vez que algo é valorizado, existe uma compensação. (…)

Tradução: “Imagina o que não poderemos fazer se outras empresas pagarem essa fortuna para a cidade, em troca de um terreno enorme”.

Já - Entre esses critérios estão os problemas ambientais e legais levantados pelo Fórum de Entidades?

Fogaça - Mas tu vai fazer um cerco a respeito desse assunto do Pontal? Assim fica muito difícil te responder!

Tradução: Fósforo aceso…ssssss…

Já - Só estou tentando ser clara…

Fogaça - A clareza é a seguinte: eu não posso falar sobre esse assunto, gostaria de não ficar respondendo sobre questões laterais. É altamente delicado, seria inclusive um desrespeito à Câmara e aos vereadores. Depois que a minha decisão for tomada e anunciada ao presidente da Câmara Municipal é que vou me manifestar para a imprensa“.

Tradução: “CABUUUM”.

Cartinha dominical

11:37 | 23/11/08 | Rodrigo Alvares

Pena que não chamaram ninguém do Ministério Público:

De: gastao.muri
Para: anovacorja@gmail.com
Data: 21 de novembro de 2008 11:36
Assunto: Palestra$ do PMDB no Litoral

OBSERVEM ISTO: Eliseu Padilha vai falar sobre fundamentos da Ge$tão Pública. Já Alceu Moreira falará aos seus pupilos sobre “Modelos de administraçõe$ e mandatos Peemedebista$”

ESTE É O PMDB REALIZANDO EVENTO AQUI NO LITORAL NORTE DO RS

Acompanhe:

Seminário de capacitação do PMDB.

Dia 22 de novembro – sábado – às 09h15min, no Hotel Samburá, à Avenida Beira Mar, 150, em Imbé-RS.

Programação do evento:

09h15min – Abertura oficial e análise do desempenho do PMDB nas eleições

09h30min – “Marketing e comunicação para o gestor público”

- José Luiz Fuscaldo, jornalista e publicitário.

10h30min – “Fundamentos da Gestão Pública”

- Dep. Federal Eliseu Padilha, Presidente FUG/Nacional e Sec. Geral do PMDB-RS.

11h30min – “Gestão de pessoas com ênfase em gestão de competências”

- Professor Joel Maciel, pesquisador em gestão de pessoas e conferencista.

12h00min – “Almoço”

13h30min – “Metodologia para captação de recursos públicos”

- Profª. Dóris Couto, orientadora da FAMURS na àrea.

15h00min – “Modelos de administrações e mandatos Peemedebistas

- Dep. Estadual Alceu Moreira, Presidente da Assembléia Legislativa do RS.

O público alvo são Prefeitos, Vice-prefeitos, Vereador, secretários municipais, assessores e demais partidários. Ao final do evento será entregue Certificado de Participação.

MÁRCIO RODRIGUES

Coordenador Regional do PMDB”

Esconder por quê?

9:04 | 19/11/08 | Rodrigo Alvares

MP decreta sigilo sobre Caso Pontal (Zero Hora)

Responsável pela averiguação de suspeitas de propina a vereadores para votarem favoravelmente ao projeto do Pontal do Estaleiro, o promotor de Defesa do Patrimônio Público, César Faccioli, decretou na manhã de ontem sigilo sobre as investigações. A decisão, explicou, tem o propósito de preservar a identidade das testemunhas.

Ainda pela manhã, Faccioli ouviu o vereador Beto Moesch (PP). À tarde, foi a vez da vereadora Neuza Canabarro (PDT) falar ao Ministério Público. Os dois falaram à imprensa sobre rumores a respeito de propina. Segundo Faccioli, Neuza teria confirmado o que disse em entrevistas.

“Nenhum dos vereadores testemunhou pessoalmente qualquer ato ilícito. Eles ouviram dizer. Moesch indicou algumas pessoas que podem contribuir com a investigação”, declarou Faccioli.

Moesch informou que entregou ao promotor o nome de seis testemunhas. Elas devem ser intimadas ainda esta semana para comparecer ao MP.

Saiba, ligue, pergunte

16:49 | 13/11/08 | Rodrigo Alvares

Já que ninguém sabe direito para o que os vereadores de Porto Alegre servem, confira a lista abaixo e veja com o que eles se importam. Uma ligadinha para eles não deve custar muito, também.

Votos a favor do Pontal do Estaleiro:

Alceu Brasinha (PTB) - 3220-4236

Almerindo Filho (PTB) - 3220-4245

Bernardino Vendruscolo (PMDB) - 3226-5629

Dr. Goulart (PTB) - 3220-4293

Elias Vidal (PPS) - 3220-4248

Ervino Besson (PDT) - 3220-4278

Haroldo de Souza (PMDB) - 3220-4203

João Carlos Nedel (PP) - 3226-5994/ Celular: (51) 9942.0193

João Antônio Dib (PP) - 3226-9078

João Bosco Vaz (PDT) - Não divulga o telefone

José Ismael Heinen (DEM) - 3226-7758

Luiz Braz (PSDB) - 3226-2218

Maria Luiza (PTB) - 3220-4281

Maristela Meneghetti (DEM) - Não divulga o telefone

Maurício Dziedricki (PTB) - Não divulga o telefone

Mauro Zacher (PDT) - 3220-4227

Nereu D´Avila (PDT) - 3226-3467

Nilo Santos (PTB) - Não divulga o telefone

Sebastião Melo (PMDB) - 3220-4209

Valdir Caetano (PR) - 3220-4221

Contrários ao projeto:

Adeli Sell (PT) - 3220 4254/ Celular: 9933-5309

Aldacir Oliboni (PT) - 32204266 / 32204268

Beto Moesch (PP) - Não divulga o telefone

Carlos Todeschini (PT) - 3226-4313

Cláudio Sebenelo (PSDB) - 3226-4079

Dr. Raul (PMDB) - 3220-4299

Guilherme Barbosa (PT) - Não divulga o telefone

José Valdir (PT) - Não está na lista do site da Câmara

Marcelo Danéris (PT) - Não divulga o telefone

Margarete Moraes (PT) - 3220-4251

Maria Celeste (PT) - 3220-4284

Mauro Pinheiro (PT) - Não está na lista do site da Câmara

Neuza Canabarro (PDT) - 3220-4242

Professor Garcia (PMDB) - 3226-2686

Abstenções:

Elói Guimarães (PTB) - 3227-5089

Maristela Maffei (PCdoB) - 3226-0696

Agora, parte da nota oficial da Câmara:

“Arquitetônico

Com a alteração do regime urbanístico daquela região, um escritório de arquitetura projetou para o local a construção de quatro prédios residenciais com 12 metros de altura cada um, com estacionamento subterrâneo, um edifício comercial de 12 andares com 195 salas e um flat também de 12 andares, com 90 apartamentos. Todas estas construções terão acesso privativo.”

Uau, me parece que eles estavam com tudo pronto e nos cascos mesmo. Aposto que agora tu estás orgulhoso de não se lembrar em quem votou há um mês.

Gente pulitizada

14:49 | 13/11/08 | Rodrigo Alvares

Leia e não esqueça:

Política e cidadania na visão dos gaúchos (ZH)

O gaúcho pouco gosta de política e desconhece os projetos aprovados pela Assembléia Legislativa, mas reconhece a importância da democracia. Esses são alguns dos resultados da pesquisa de opinião pública ‘Os Gaúchos e a Política’, divulgada ontem pela Assembléia.”

Dá uma lida no pdf da pesquisa. Esclarecedor.

Povo sem virtude acaba por ser opaco

14:47 | 12/11/08 | Rodrigo Alvares

Seria interessante entrar nos pensamentos do deputado estadual Alceu Moreira (PMDB). O atual presidente da Assembléia Legislativa do Bovinão foi ao Gaúcha Atualidade e se mostrou surpreso com o fato de que 56% da população acha que os deputados devem fazer as leis, fiscalizar o governo e tratar de temas importantes para a sociedade. Quanta ingenuidade.

Ainda arranjou tempo para falar coisas como essa: “De cada 100 pessoas que entram na Assembléia, 94 querem pedir algo. E os deputados trabalham muito para atender essas pessoas, pois é uma questão humanitária, social e nobre. Mas na avaliação da pesquisa, não foi isso que deu”.

Ficou surpreso, é? Eu, não. No pouco tempo em que trabalhei na AL, cansei de ver gente fazendo fila para mendigar qualquer coisa nos gabinetes de qualquer deputado. Agora, entrar no plenário? Fique feliz se chegar perto da ante-sala, onde os parlamentares fazem seu biriri diário com empresários e jornalistas e depois encenam antagonismos.

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Ca$a da Tran$parência? Nauuummm tendemus

Mas eu entendo a reação de Alceu. Quando se é investigado pelo STF por causa da falcatrua das merendas em Canoas, é normal se espantar com algo que deveria ser sua primeira obrigação de mudar. “Não tenho nenhuma relação com Canoas. A única possibilidade que vejo é ter falado ao telefone com alguém que esteja sendo investigado“, ele disse, à época.

Falando em falcatrua, continuamos esperando resposta para os e-mails enviados ao nobre deputado sobre a Transparência da AL. Tu deves te lembrar como estamos interessados em saber quanto a Casa gasta com a publicidade oficial de nossos queridos legisladores, mas até agora, nada.

Para que eu não tenha de arrancar isso de alguém na próxima vez em que for a Porto Alegre - até porque já tenho as fontes, mas prefiro gastar meu parco tempo aí tomando uma ceva com meus amigos e com um protesto planejado em frente ao Piratini - peço aos leitores que voltem a enviar este e-mail a Alceu Moreira e, claro, mande uma cópia para nói$:

transparencia@al.rs.gov.br
alceu.moreira@al.rs.gov.br

“Prezado deputado Alceu Moreira, presidente da Assembléia Legislativa do RS:

Como cidadão(a) gaúcho(a), gostaria de obter algumas informações sobre gastos com publicidade da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

1) Quais são os gastos detalhados que a Assembléia Legislativa realiza com publicidade (incluindo a do Programa Sociedade Convergente)?

2) Há uma agência responsável pela publicidade da Assembléia e, se sim, qual o nome e contato dessa agência?

3) Qual o gasto individual que a Assembléia tem com banners publicitários em todos os blogs e sites em que anuncia?

Agradeço desde já”.

Outra alternativa seria simplesmente ligar para ele no (51) 3210-2380. Pena que depois de alguns probleminhas com celulares de gabinete, todos os deputados tenham retirado seus respectivos números dos seus perfis no site. Estava muito fácil falar com eles do orelhão a cobrar, melhor ir lá mendigar em pessoa.

PMDB Fight (política de segurança)

16:11 | 27/10/08 | Leandro Demori

O goLLpe finaLL da campanha de José Fogaça dado ontem em um repórter da Folha (Petista-Rosarista-malvada) acalmou a bovinagem. Pela primeira vez na história da capital melhor em tudo um prefeito mostra que tem condições de assumir a segurança da cidade. No melhor estilo Cel. Mendes, o PMDB gaúcho deu sinais de que está disposto a resolver tudo de forma democraticamente esbofeteada.

Abaixo, um furo de reportagem: trecho exclu$ivo de um vídeo em que o prefeito reeleito José Fogaça mostra para o coordenador-de-campanha-caído (culpa da Folha, obviamente) Fernando Záchia como o partido pretende tratar os jornalistas du centru du país que descem até o Pampa para atiçar os melhores políticos do mondo. Foram poucos segundos de filmagem antes de nosso câmera…

Veja contra o 20 de setembro

15:42 | 20/09/08 | Walter Valdevino

Desse jeito o Tico e o Teco ideológico vão entrar em colap$o irreversível. Uma semana depois da denúncias sobre o caixa dois do Pê Tê bovino, a revista Veja (má, feia, bobona, golpista, petista, neoliberal, monstruosa e tucana) volta à tona com a bandidagem bovina, essa coisa que não acaba nunca jamais em hipótese alguma porque gaúcho é melhor em tudo sem limites.

Só faltou avisar para a Veja que a publicação da matéria ocorre em um dia inoportuno. Hoje é 20 de setembro, a maior data patriótica do universo. Nós bovinóides estamos ocupados comemorando nossa superioridade moral em relação à todos os povos do universo. Nos deixem em paz.

Matéria na íntegra com grifo$ e links meu$:

“Rio Grande do Sul

Os tucanos também têm sua caixinha

Assessores do governo gaúcho recebem complemento salarial de empresários

Alexandre Oltramari

Na semana passada, VEJA revelou que uma das alas mais radicais do PT, a Democracia Socialista, manteve um esquema ilegal de financiamento político no Rio Grande do Sul. A denúncia partiu de um ex-arrecadador petista, Paulo Roberto Salazar. Na última quinta-feira, em depoimento ao Ministério Público, ele confirmou ter recolhido dinheiro para a caixinha clandestina. Nos pampas, ao que parece, as caixinhas extrapolam as ideologias. Na gestão da tucana Yeda Crusius, por exemplo, há duas autoridades do governo que recorreram a um “por fora” básico para complementar os salários. Uma delas é Ronei Ferrigolo, presidente da estatal Procergs, a maior empresa de informática gaúcha. A outra é Erik Camarano, secretário-geral do governo. Pagamentos recebidos pelos dois, mas ocultos em seus holerites funcionais, têm tudo para se tornar a mais nova dor de cabeça da governadora Yeda Crusius.

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“RENDA MÍNIMA O presidente da Procergs, Ronei Ferrigolo (à esq.), e o secretário Erik Camarano: remuneração “por fora”" (Fotos Mauro Mattos/Palácio Piratini e Jefferson Bernardes/Palácio Piratini)

O complemento salarial não envolve dinheiro público, mas nem por isso é menos grave. Foi, aparentemente, uma forma que os servidores encontraram para viabilizar financeiramente a participação no governo. Em abril de 2007, Erik Camarano foi convidado para trabalhar no gabinete da governadora. Na época, ele era executivo da ONG Pólo RS, patrocinada pelos maiores empresários gaúchos. Mas havia um problema: seu salário cairia de 20 000 para 6 120 reais. A solução foi receber um complemento salarial por meio de sua empresa de consultoria. “Entrei no governo e minha empresa continuou prestando consultoria à Pólo RS. Mas isso não era complemento”, diz Camarano. A empresa, chamada Camarano & Sardelli, não tem sede nem empregados e funciona na residência do secretário. A pedido dele, os pagamentos mensais foram suspensos no mês passado, quando Camarano foi promovido a secretário-geral. Já Ronei Ferrigolo, presidente da Procergs, foi indicado pela Federasul, entidade que representa as associações comerciais gaúchas. Até o mês passado seu complemento salarial era de 15 000 reais mensais, pagos pela entidade que o indicou para o governo. O PSOL, que descobriu as PPPs da dupla há duas semanas, vai à Justiça. “Vamos denunciá-los por improbidade administrativa”, diz a deputada federal Luciana Genro.”

UPDATE (20/09/08 - 16h19): tem notinha explicativa do Camarano no blog do André Machado. O melhor momento é o seguinte:

A chamada no índice da revista faz referência aos “tucanos”, o que deixa claro o viés de interesse político no trato da questão, pois não tenho filiação partidária.”

UPDATE II (21/09/08 - 11h17): “Federasul confirma pagamento ao presidente da Procergs

UPDATE III (22/09/08 - 01h07): “Presidente da Procergs se defende sobre acusação publicadas na Revista Veja - Ronei Ferrigolo admitiu que recebeu pagamento da Federasul por serviços de consultoria”:

A tentativa de tornar esta relação desabonatória tem um claro viés político, ao tentar vincular a palavra “tucanos” ou mesmo pelo período eleitoral da matéria.”

Povu

7:01 | 16/09/08 | Walter Valdevino

Você sabe, querido(a) leitor(a), que compulsão por internet é uma doença grave. No meu caso, por exemplo, o problema está ligado principalmente à checagem, de segundo em segundo, de dois feeds, o de um blog por aí e o do Desgoverno do Estado do Bovinão.

Não ganho absolutamente nada com isso, mas a diversão é garantida. Por exemplo, preste bastante atenção nesta notícia publicada no site do desgoverno e na foto que foi utilizada para ilustrá-la (grifo$ meu$):

Governadora conversa com populares sobre déficit zero e os Programas Estruturantes

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“Grupo elogia determinação de Yeda” (Foto: Jefferson Bernardes/Palácio Piratini)

Ao deixar a Assembléia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (15), após a entrega da proposta orçamentária para 2009 aos parlamentares gaúchos, a governadora Yeda Crusius foi saudada por populares, defronte ao Palácio Piratini.”

Não é uma beleza viver no €stadu mais pulitizadu du Braziu? Nossos “populares” são melhores em tudo: mais pulitizadus, mais limpinhos, mais organizadinhos, mais sorridentes e ainda usam uniforme do desgoverno.

Adoru.

Ensaio da bosta de cavalo

16:11 | 15/09/08 | A Nova Corja

Com $audade de nossos ensaios insuperáveis?

Pois ontem deslocamos uma equipe volante do blog para afundar o pé na lama e na bosta que tomam conta do Acampamento Farroupilha, no Parque da Harmonia Maurício Sirotsky Sobrinho.

Para quem não é bovinense, não custa lembrar que o Acampamento é levantado todos os anos durante o mês de setembro. Por causa do 07 de setembro? Claro que não (data irrelevante). Por causa do 20 de setembro e da Semana Farroupilha. A festança consiste em ficar enchendo a cara e comendo churrasco sem parar durante um mês.

Vá lá no nosso Flickr e confira as fotos. Encontramos até a segunda colocada na disputa pela prefeitura da capital da bosta moral bovina.

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Fraude na LIC de R$ 3 mião = coisa pá pobre

11:40 | 12/09/08 | Rodrigo Alvares

Não dá para evitar escrever que A Nova Corja avisou antes. Mas para dar credibilidade à coisa, do blog do Giovanni Grizotti:

Golpe na Cultura é de pelo menos R$ 3 milhões

“Estou neste momento no carro de reportagem, retornando de uma mega-operação do Ministério Público deflagrada a partir de uma descoberta que fizemos. Participaram 78 policiais em 31 viaturas que cumprem 13 mandados de busca e apreensão.

É um esquema de fraude contra a Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Uma produtora, a F&F, é suspeita de falsificar guias autorizando empresas a patrocinar eventos culturias, com direito a abater 75% destes valores sobre o ICMS devido ao Estado.

Entre os eventos envolvidos, estão as duas últimas edições do Porto Alegre em Dança, orçados em mais de R$ 800 mil. Uma consulta ao site da secretaria da Cultura nos mostrou que os projetos dos dois eventos não foram aprovadas pelo Conselho Estadual da Cultura, que autoriza os patrcínios pela LIC.

Mas com documentos falsos aos quais tivemos acesso, a produtora consegui captar o dinheiro de pelo menos cinco empresas. Até a assinatura da secretária da Cultura Mônica Leal foi falsificada. O rombo pode passar de R$ 3 milhões.

A papelada obtida pela reportagem é vasta e mostra que existem outros produtores culturais no rolo. Também descobrimos outros tipos de fraudes envolvendo eventos culturais, que vamos mostrar nos próximos dias. É um verdadeiro mar de lama.”