Ela foi a candidata a deputada federal com mais votos no Rio Grande do Sul, mais de 270 mil. Nada desprezível para uma novata, ainda mais sendo do PCdoB. A Nova Corja entrevistou a vereadora há alguns meses e agora, com a mudança da paisagem política, faz mais algumas perguntas.
Esse questionário foi enviado no encerrar da contagem no primeiro turno. No entanto, a deputada eleita estave engajada na campanha do Partido dos Trabalhadores e só pôde responder ontem. Manuela nega que sua beleza tenha sido o principal motivo das aparições constantes em palanques — suposição que considera “machista” —, promete se focar nas questões do ensino em seu primeiro mandato e se esquiva quando perguntada se pretende sempre seguir o governo Lula nas votações.
Você saltou de vereadora estreante e mais jovem integrante da Câmara Municipal para a deputada federal mais votada no Rio Grande do Sul, com 70 mil votos a mais que o segundo colocado, e isso sendo candidata do PCdoB, um partido que não costuma fazer votação tão expressiva assim por aqui. A que você atribui esse sucesso?
São vários motivos. Em parte é um grande reconhecimento de nosso trabalho na Câmara. A prova é que em Porto Alegre fiz 7 vezes mais votos do que havia feito para vereadora. Aqui não sou novidade. Já testaram o meu trabalho. E acredito que 65 mil votos seja a aprovação dele. Durante estes dois anos, dialogamos com a população não só da capital, mas de todo o Estado. Fiz mais de trezentos debates em escolas e universidades sobe diversos temas: Reforma Universitária, Protagonismo Juvenil, Movimento Estudantil, etc; dialogamos com a população levando o nosso Gabinete Itinerante a praças, parques, feiras da cidade; aprovamos leis interessantes à juventude, como o dia da inclusão digital, a meia-entrada, semana da juventude, inúmeras emendas ao orçamento.
O bom espaço no horário eleitoral também foi importante para que os eleitores conhecessem nossas propostas e associá-las às propostas do Governo Lula. Além disso, os eleitores tinham um desejo de renovação, mas não só uma renovação nos nomes e sim na forma de fazer política. O respeito político do PCdoB também pesou muito. São 84 anos de lutas, nenhum envolvimento em nenhum mal uso do que é público e é, portanto, do povo.
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