Arquivo para a categoria ‘Eleições 2006’

Exclu$ivo | O projeto secreto de Gilberto Kassab

1:22 | 15/10/08 | Leandro Demori

Gilberto Kassab é casado? A primeira-dama só se revela à noite? Pouco importa. A tática de Marta Suplicy só mostra o jeito PêTê de agir em momentos de pânico, mas não diz nada sobre o futuro do Fumaquistão. Para sua sorte, nobre leitor(a) fumaquistóide, esta Corja publica com exclu$ividade o projeto secreto de INLCUSÃO de Gilberto Kassab. Porque esse tipo de coisa SIM pode fazer você mudar o voto.

Analise. Discuta. Decida.
O futuro da cidade está no seu dedinho™.
™Campanha A Nova Corja pelo voto consciente.

ORELHÃO COM BRINCO
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MENOS TRUCULÊNCIA NAS PRISÕES
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BANHEIROS DA DIVERSIDADE
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FIM DO RODÍZIO | CARONA INCLUSIVA
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TERRA DA GAROA | TERRA DO ARCO-ÍRIS
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Olha que eu conto tudo

14:52 | 20/12/06 | Renato Parada

O repórter Rodrigo Vianna, da TV Globo, caiu atirando. Demitido na última terça-feira, Vianna divulgou uma carta contando os podres da cobertura eleitoral da Globo, que teria favorecido Geraldo Alckmin, seguindo orientações superiores. A carta é longa e os fatos descritos soam absolutamente plausíveis. Mas o tom emocional do texto tira um pouco o crédito da suposta indignação do repórter. Quer dizer, ninguém mais cai nesse papo do “injustiçado que foi afastado por querer fazer o bem em meio aos corruptos”. Se tiver paciência, leia a carta na íntegra aqui.

CORREÇÃO: Na primeira versão deste post, troquei as bolas e afirmei que Rodrigo Vianna era o repórter da Globo afastado pelo envolvimento com a máfia dos bingos. Não era ele. O repórter acusado pela Polícia Federal e afastado pela Globo é José Messias Xavier. Obrigado ao leitor Jorge Rocha pelo alerta do equívoco.

O Brasil precisava desse gerente?

12:12 | 18/12/06 | Marcelo Träsel

A turma do Serra presenteou a turma do Alckmin com um dossiê de 400 páginas desancando a gestão do ex-governador na área dos presídios, justamente a mais polêmica durante os oito anos de mandato. Antes de entregar o presente, porém, a tucanada cuidou de divulgá-lo com requintes para lá de sadomasoquistas. No catatau de fraudes, tem de tudo que se possa imaginar: desvio de combustível, notas frias, facilitação de fugas e até uma ONG ligada a membros do PCC recebendo dinheiro do Estado.

(…)

O Sherlock das investigações do dossiê dos presídios foi o secretário da Administração Peninteciária, Antonio Ferreira Pinto, que desmontou uma rede de ONGs ligadas aos tucanos responsável por manipular, durante as duas gestões de Alckmin, R$ 31,4 milhões em verbas de 16 presídios. Contratadas pelo ex-secretário Nagashi Furukawa, as entidades fizeram a farra com a grana pública.

Do jeito que a coisa anda, logo vamos descobrir o quanto as pessoas que pretendiam votar em Alckmin para eliminar a bandidagem do Planalto estavam equivocadas.

Esperança

21:36 | 13/12/06 | Renato Parada

Sai Helô, volta Elle.

Dica para as próximas eleições

10:51 | 01/12/06 | Marcelo Träsel

Juvenil, Valdebran e Gedimar, Cleuber, Feu, Helenildo, Ildeu, Jonival, Basílio, Cornélio, Eber, José Alekandro, Laíre, Magno, Aroldo e Arolde, Genebaldo

Incrível a quantidade de nomes bizarros envolvidos em escândalos. É claro que não chegam a ser maioria, mas têm uma representação estatística muito maior nas falcatruas públicas do que na população brasileira. Ou seja, se você quiser moralizar a política, um bom começo é não votar em nenhum candidato de nome idiota. Injustiças serão cometidas, é claro, e nem os escândalos deixarão de aparecer, mas de repente dá para diminuir em 1/3 ou 1/4 com essa medida. E manter nomes patéticos fora da mídia ainda tem a vantagem de não incentivar ninguém a dá-los a seus filhos.

Empresas de celulose financiaram campanha de Yeda

12:01 | 29/11/06 | Walter Valdevino

A campanha da governadora eleita do RS, Yeda Crusius (PSDB) teve sua receita declarada em R$ 3.613.207,72. Um quarto desse valor foi bancado por empresas de celulose que têm investimentos no Estado, com R$ 825.954,72. A Copesul investiu R$ 330 mil parcelados harmoniosamente conforme os resultados da eleição. A Braskem doou R$ 100 mil no dia 22 de agosto.

O curioso vem agora: a Aracruz depositou módicos R$ 11.954,72 em 18 de agosto. Depois, pulou da esmola de R$ 1 mil depositados no dia 21 de setembro para R$ 200 mil em 20 de outubro, com a eleição da tucana garantida. A Votorantim demorou um pouco mais para contribuir. Esperou até a última quinta-feira (23 de novembro) para depositar R$ 200 mil no caixa de Yeda.

Para quem sentiu falta da empresa finlandesa Stora Enso na lista, não precisa se preocupar. Ela está lá. Ao Menos, o seu CNPJ (02424298000192). Nas contas da tucana, uma empresa inexistente chamada Stora Guso Brasil Ltda. doou R$ 1 mil à campanha. Pena que é só comparar com os CNPJs que a empresa forneceu a outros candidatos – Germano Rigotto (PMDB) e Francisco Turra (PP), por exemplo – e sem precisar escamotear o nome jurídico. Mas deve ter sido erro de digitação de algum estagiário. Naughty, naughty, Yeda.

O preço do pago

16:53 | 28/11/06 | Walter Valdevino

Como era esperado, os deputados gaúchos que fizeram o Tour da Celulose na Finlândia receberam doações das três maiores empresas de celulose que estão em fase de expansão no Estado. O único que ficou de fora da lista da finlandesa Stora Enso foi Berfran Rosado (PPS). São eles:

Vieira da Cunha (PDT)

Aracruz: R$ 11.225,27
Stora Enso: R$ 21.026,88

Edson Brum (PMDB)

Aracruz: R$ 12.872,79
Stora Enso: R$ 8.045,36
Votorantim: R$ 10.000,00

Berfran Rosado (PPS)

Aracruz: R$ 24.521,66
Votorantim: R$ 14.416,48

José Sperotto (PFL)

Aracruz: R$ 17.831,19
Stora Enso: R$ 7.996,9

Marco Peixoto (PP)

Aracruz: R$ 14.434,99
Stora Enso: R$ 8.014,89
Votorantim: R$ 9.610,99

Pedro Wesphalen (PP)

Aracruz: R$ 18,249,24
Stora Enso: R$ 8.033,17
Votorantim: R$ 9.135,01

No acumulado, as empresas doaram cerca de R$ 1,360 milhão para 75 candidatos a deputado e governador na última eleição. Os dados estão abertos ao público no site do TSE. Vale lembrar que hoje é o último dia para Yeda Crusius (PSDB/ RS) e Olívio Dutra apresentarem suas contas de campanha. Até o presidente já divulgou a sua lista.

Saudade do Edir Oliveira

16:03 | 20/11/06 | Walter Valdevino

Qual não foi a minha surpresa no Jantar da Nações da Sociedade dos Amigos de Cassino, nesse sábado, quando descobri que a simpática senhora que servia massa ao molho de nozes na temperatura ambiente do Balneário na banca italiana era mãe de uma assessora de imprensa do deputado Edir Oliveira (PTB/ RS). Ela que deve ter respondido os e-mails que enviei à epoca ao deputado sobre seu envolvimento na Máfia das Sanguessugas.

A Nova Corja: Ah, então a filha da senhora estudou na Famecos? E onde ela está trabalhando?

Mãe da assessora: Com o deputado Edir Oliveira (orgulhosa).

A Nova Corja: O que não se reelegeu por causa de todos aqueles rolos?

Mãe da assessora: É, pois é (acabrunhada). Acontece.

A Nova Corja: Mas ao menos ele pagou pelo serviço dela nas eleições, espero.

Mãe da assessora: Ah, isso ele fez.

A Nova Corja: Bom saber. Tchau.

Conexão Paris—Bom Fim

11:04 | 17/11/06 | Marcelo Träsel

Reentrevistamos Manuela D’Ávila

11:07 | 13/11/06 | Marcelo Träsel

Ela foi a candidata a deputada federal com mais votos no Rio Grande do Sul, mais de 270 mil. Nada desprezível para uma novata, ainda mais sendo do PCdoB. A Nova Corja entrevistou a vereadora há alguns meses e agora, com a mudança da paisagem política, faz mais algumas perguntas.

Esse questionário foi enviado no encerrar da contagem no primeiro turno. No entanto, a deputada eleita estave engajada na campanha do Partido dos Trabalhadores e só pôde responder ontem. Manuela nega que sua beleza tenha sido o principal motivo das aparições constantes em palanques — suposição que considera “machista” —, promete se focar nas questões do ensino em seu primeiro mandato e se esquiva quando perguntada se pretende sempre seguir o governo Lula nas votações.

Você saltou de vereadora estreante e mais jovem integrante da Câmara Municipal para a deputada federal mais votada no Rio Grande do Sul, com 70 mil votos a mais que o segundo colocado, e isso sendo candidata do PCdoB, um partido que não costuma fazer votação tão expressiva assim por aqui. A que você atribui esse sucesso?

São vários motivos. Em parte é um grande reconhecimento de nosso trabalho na Câmara. A prova é que em Porto Alegre fiz 7 vezes mais votos do que havia feito para vereadora. Aqui não sou novidade. Já testaram o meu trabalho. E acredito que 65 mil votos seja a aprovação dele. Durante estes dois anos, dialogamos com a população não só da capital, mas de todo o Estado. Fiz mais de trezentos debates em escolas e universidades sobe diversos temas: Reforma Universitária, Protagonismo Juvenil, Movimento Estudantil, etc; dialogamos com a população levando o nosso Gabinete Itinerante a praças, parques, feiras da cidade; aprovamos leis interessantes à juventude, como o dia da inclusão digital, a meia-entrada, semana da juventude, inúmeras emendas ao orçamento.

O bom espaço no horário eleitoral também foi importante para que os eleitores conhecessem nossas propostas e associá-las às propostas do Governo Lula. Além disso, os eleitores tinham um desejo de renovação, mas não só uma renovação nos nomes e sim na forma de fazer política. O respeito político do PCdoB também pesou muito. São 84 anos de lutas, nenhum envolvimento em nenhum mal uso do que é público e é, portanto, do povo.

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Bolsa-Família influenciou voto

10:15 | 05/11/06 | Marcelo Träsel

Mas é o conjunto dos indicadores sintetizados no Índice de Exclusão Social que tem o melhor desempenho nas estatísticas. Ou seja, os eleitores de uma cidade em que as deficiências sociais são múltiplas e grandes tenderam a votar mais em Lula.
Causas? O Bolsa Família é um motivo forte (veja gráfico acima) nos municípios. Na avaliação de Timothy Powers, o declínio da miséria entre 2003 e 2005 explica 64% da variação dos votos estaduais de Lula.

A Folha de São Paulo produziu um estudo sociológico para averigüar os motivos do voto em Lula e descobriu o que já se esperava: o Bolsa-Família foi um dos motivos mais fortes para o voto dos pobres.

Daí a dizer que Lula “comprou votos” dos miseráveis com o Bolsa-Família, como gostam de alardear os tucanos, é cair em um raciocínio cínico e falacioso. Na verdade, como se depreende da matéria (íntegra abaixo), o importante mesmo foi a redução da miséria. Se o motivo foi o Bolsa-Família ou qualquer outro, não interessa: Lula reduziu a miséria, ganhou votos. Só a classe-média branca e perversa pode achar que isso não é importante. Se Lula distribuiu dinheiro por estar sensibilizado com as mazelas sociais, ou para ganhar votos, não importa. A miséria caiu. Ponto.

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À procura dos financiadores das campanhas

15:49 | 31/10/06 | Rodrigo Alvares

Enquanto os candidatos vencedores e derrotados não fornecem informações sobre os doadores da campanha de 2006, resta pesquisar os financiadores da eleição de 2002 para depois comparar quem continuou a acreditar nos financiados de quatro anos atrás. A governadora eleita do RS, Yeda Crusius (PSDB), por exemplo, recebeu a maior quantia de dinheiro da Copesul: R$ 60 mil. Defendeu os interesses do pólo petroquímico em audiência pública no dia 7/10/2004, destinada a discutir a evolução dos preços dos produtos derivados de petróleo e royalties. Yeda também recebeu R$ 6.857,37 da Klabin Riocell na sua campanha para deputada federal. Em 2004, integrou a Bancada da Celulose e fez lobby no Congresso para a defesa dos interesses da empresa.

O site doTSE mostra que a campanha de Yeda fechou o mês de agosto com um déficit de quase R$ 8 mil. Em setembro, a receita quadruplicou e ainda encerrou as despesas com R$ 113 mil sobrando na conta. Estou curioso para saber quem apostou no milagre tucano, dado o calote anunciado por Chico Santa Rita.

Fim de uma era?

10:17 | 31/10/06 | Marcelo Träsel

O Jornal da Globo desta segunda-feira veiculou matéria em clima de obituário sobre as perdas do PFL, evidentes com o balanço final das urnas. As mais simbólicas talvez tenham sido o fim dos 16 anos de carlismo na Bahia e de 40 anos de sarnismo no Maranhão, com a derrota de Roseana Sarney. Além disso, a bancada pefelista na Câmara de Deputados encolheu.

O que mudou da última eleição para cá? O povo que tem dado votos ao PFL continua o mesmo, os candidatos continuam os mesmos. A única mudança é que, pela primeira vez em 500 anos, os coronéis se viram na oposição frente ao governo federal. A única conclusão a que se pode chegar é que em toda sua história o PFL usou a máquina federal para manter o poder. Sendo mais claro: é um partido que só se sustentava pelo fisiologismo. Demonstra ainda que algum nível de aparelhamento do Estado também aconteceu nos governos tucanos, apesar do que as carpideiras de Alckmin gostam de pensar. Afinal, agora que perdeu a influência sobre o presidente, o PFL perdeu votos.

O pefelê já vai tarde. O lado irônico da história toda é que o William Waack tentou dar uma força e classificou o partido na “centro-direita”. A paixão pela Fabiana Scaranzi deve estar cegando o apresentador.

Quem te viu, quem te vê

17:02 | 30/10/06 | Marcelo Träsel

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Yeda, nos bons tempos de ministra do Planejamento, pelo traço de Angeli.

Choque de gestão

10:31 | 30/10/06 | Rodrigo Alvares

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“Governadora eleita do RS, Yeda Crusius começa a compor sua equipe de governo”