Exclusivo: Bradesco financiou Eduardo Azeredo
16:49 | 07/11/06 | Rodrigo AlvaresBanco brasileiro é um dos principais interessados em identificação na internet
No texto do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar intitulado “As Cabeças do Congresso”, de 2003, o senador Eduardo Azeredo (PSDB/ MG) é descrito da seguinte forma: “É especialista em tecnologia da informação, tendo sido presidente da Empresa de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais, superintendente da DATAMEC, da Empresa de Processamento de Dados de Belo Horizonte, além de presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados – SERPRO”. O senador teve o financiamento de R$ 150 mil para sua campanha de 2002 da Scorpus Tecnologia S.A.
Pois bem. Veja o que uma pesquisa de cinco minutos descobre sobre a terceira maior financiadora da campanha de Azeredo em 2002. No documento estratégico “Building an Information Society”, de janeiro de 2003, está escrito na página 221 que:
“Ao estabelecer links diretos com os provedores de Telecomunicações do Brasil (ao invés de comprar assinaturas de ISPs e distribuí-los entre os clientes do banco, embutindo os custos da assinatura na forma de tarifas mais altas), o Bradesco pôde evitar negociações com intermediários e estruturar o crescimento de uma rede de dados a um custo baixíssimo. Com sua base de usuários em crescimento, o Bradesco avançou em direção ao comércio on-line. O Scorpus é o braço eletrônico do banco e desenvolveu estratégicamente uma carteira on-line. Resumindo: onde ficam os dados de transações on-line, número de cartão de crédito, etc”.
Com os intermediários fora do caminho, adivinhe para quê vai servir ao Bradesco o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet nessa tungada na liberdade individual das pessoas que será votado amanhã.
Update: Senado retira da pauta discussão sobre controle da Web. O tema só deve voltar à discussão daqui a duas semanas. O relator do projeto, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), concordou com o adiamento da discussão. “Não há da minha parte nenhum interesse em controlar a internet”, afirmou.
Postado por Rodrigo Alvares, 16:49, 07/11/06, na(s) categoria(s) Dose diária de demência. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.
17:32, 07/11/06
Buscaaaaaaaa
18:49, 07/11/06
Que saudade de meter pau na demência tucana, por deus.
Vollta, FHC.
19:20, 07/11/06
Em matéria de demência política o páreo está disputadísimo.
Quando se pensa que o PT já aprontou de tudo, me aparece sse tucano aí.
Só falta exigirem CPF no Correio: adeus, cartas anônimas…
19:27, 07/11/06
realmente. tinha esquecido o gostinho de depenar um tucano.
21:18, 07/11/06
parabéns, nova corja
21:46, 07/11/06
entrevistem esse homem
22:41, 07/11/06
volta FHC… mesmo.
23:34, 07/11/06
Ele deu pra trás. Culpa do Walter que encheu o lôco de mail.
rererere
23:35, 07/11/06
Digo, Trasel…
8:45, 08/11/06
Este seria o ultimo golpe contra a nossa liberdade…
11:10, 08/11/06
Achei que isso de interesses financeiros por trás era coisa de SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL ou RAPPER FEMINISTA…
11:48, 08/11/06
Esse Diogo deve ser um defensor do grande capital especulativo, da Alca e do FMI.
14:08, 08/11/06
Nada como espancar um Tucano para começar bem o dia… saudades
Com o PT a gente só pega a sobra, pois o próprio pessoal se encarrega do canibalismo de cada dia…
14:48, 08/11/06
Sou um mero caçador de contradições e equívocos, mas tomem como elogio, é pq gosto dos textos de vcs, embora ainda tenha ficado uma mancha com aquela história da Polícia Federal.
16:30, 08/11/06
Que nada, Diogo, você está é mancomundado com as elites nacionais!
ASS: Funcionário Público Federal.
22:24, 28/07/08
bicho, esse link do update aí é velho.
23:05, 28/07/08
[…] editando: Mais sobre a Scopus - bemlembradamente “braço eletrônico” do Bradesco - no novacorja.org […]
2:17, 03/08/08
[…] outro lado, ficam os mesmos interesses políticos e econômicos que criaram, e hoje sustentam, os muros e grades que nos fragmentam. São bancos, empresas de […]