Empresas de celulose financiaram campanha de Yeda

12:01 | 29/11/06 | Walter Valdevino

A campanha da governadora eleita do RS, Yeda Crusius (PSDB) teve sua receita declarada em R$ 3.613.207,72. Um quarto desse valor foi bancado por empresas de celulose que têm investimentos no Estado, com R$ 825.954,72. A Copesul investiu R$ 330 mil parcelados harmoniosamente conforme os resultados da eleição. A Braskem doou R$ 100 mil no dia 22 de agosto.

O curioso vem agora: a Aracruz depositou módicos R$ 11.954,72 em 18 de agosto. Depois, pulou da esmola de R$ 1 mil depositados no dia 21 de setembro para R$ 200 mil em 20 de outubro, com a eleição da tucana garantida. A Votorantim demorou um pouco mais para contribuir. Esperou até a última quinta-feira (23 de novembro) para depositar R$ 200 mil no caixa de Yeda.

Para quem sentiu falta da empresa finlandesa Stora Enso na lista, não precisa se preocupar. Ela está lá. Ao Menos, o seu CNPJ (02424298000192). Nas contas da tucana, uma empresa inexistente chamada Stora Guso Brasil Ltda. doou R$ 1 mil à campanha. Pena que é só comparar com os CNPJs que a empresa forneceu a outros candidatos – Germano Rigotto (PMDB) e Francisco Turra (PP), por exemplo – e sem precisar escamotear o nome jurídico. Mas deve ter sido erro de digitação de algum estagiário. Naughty, naughty, Yeda.

Postado por Walter Valdevino, 12:01, 29/11/06, na(s) categoria(s) Eleições 2006. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

8 comentários para “Empresas de celulose financiaram campanha de Yeda”

  1. GBRL diz:

    Na boa? Que derrubem tudo e plantem eucaliptos por toda parte.

    Aliás, que asfaltem tudo de uma vez.

  2. Lucas C. diz:

    guri de apartamento…

    Mas a Yoda sempre foi da turminha financiada pelo eucalipto no rabo, nao?

  3. Alvaro diz:

    Até parece que os Olívios e as Manuelas não levaram nada das mesmas empresas. Empresa doar e declarar é algo que ainda incomoda, embora a lei permita. O certo seria alimentar caixa 2.

    Mas como o negócio aqui é tocar pau em quem tá no governo, pau na Yeda.

  4. Rodrigo diz:

    Ah, mas a pesquisa foi feita do mesmo jeito. De fato, Olívio recebeu R$ 134.798,49 da Aracruz, R$ 250 mil da Braskem e R$ 350 mil da Copesul, numa soma de R$ 734.798,49.

    O petista teve uma campanha mais cara (R$ 4.121.537,23) que a de Yeda e recebeu menos das empresas de celulose.

    Como eu esperava, Olívio teve muito mais doações de pessoas físicas – diga-se: ligadas ao PT.

  5. Alvaro diz:

    Sim, só o Gerbase deu cem reais.

  6. Rodrigo diz:

    Justiça seja feita: Olívio também recebeu grana da Stora Enso. R$ 25 mil, segundo o TSE.

  7. Ed diz:

    Adiós pampa querido.

  8. Ed diz:

    Adiós pampa querido.

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