O tempo não passa no PT

9:44 | 11/10/07 | Rodrigo Alvares

Do Blog da Rosane, na ZH:

Briga de foice

“Chega a ser engraçado. Um grupo do PT ligado ao ex-ministro Miguel Rossetto divulgou nota com o título ‘Executiva do PT decide prévias para novembro’.

Praticamente na mesma hora, o presidente do PT de Porto Alegre, Cícero Balestro, ligou para a redação informando que a prévia só será realizada a partir de 15 de janeiro de 2008.

Quem está falando a verdade?

Depende da interpretação: os partidários de Rossetto se baseiam numa votação em que oito membros da executiva municipal decidiram pela prévia em novembro e quatro opinaram que a o candidato a prefeito da Capital deve ser escolhido apenas em 2007. Seriam os dois terços (dos presentes) exigidos pelo estatuto do PT.

A versão de Balestro, ligado à candidata Maria do Rosário, é de que deveriam ser dois terços dos membros da executiva, como estabelece uma resolução do diretório nacional.

O grupo de Rossetto vai encaminhar recurso ao diretório nacional, tentando fazer valer a vontade da maioria dos participantes da reunião de hoje.

Nesse ritmo, dá para imaginar o que será a guerra das correntes para escolher o candidato. O PT rachado será a alegria do prefeito José Fogaça.”

A Nova Corja, em novembro de 2004:

O PT mereceu perder

E nada melhor para ilustrar isso do que falar em voz alta para um petista a frase do título deste post. Todos a quem me dirigi reagiram estupefatos à avaliação, o que denota grande parte do problema.

Os petistas acreditam que são a Seleção Brasileira do Galvão Bueno. Nunca perdem por causa de seus erros. Sempre tem um bandeirinha, a chuva, ou algo que o valha.
Por que Deus puniria os petistas, Escolhidos por vocação?

A miopia do PT acontece em nível nacional, mas o diretório gaúcho tem conseguido se superar há pelo menos quatro anos. Errou de avaliação na escolha dos últimos candidatos a cargos executivos – leia-se Tarso Genro.

Acreditavam que Olívio sucumbiria em um terceiro confronto com Antônio Britto em razão do desgaste de ser governo. E quantos votos o candidato do PPS recebeu em 2002? Britto era um candidato decadente e teve votação medíocre. O PT deveria saber disso e deixou Tarso entregar o governo estadual em uma bandeja de prata para o PMDB.

Em Porto Alegre, todos dentro do partido admitiam que a última gestão estava longe de ser satisfatória. Aí, fizeram outro erro.

Maria do Rosário foi a deputada federal mais votada no Estado em 2002. Estava em ascensão e era a candidata ideal para o PT vencer no primeiro turno. Mas o diretório foi míope novamente e sucumbiu às pressões da corrente DS e escalou Raul Pont, um ex-prefeito com alto índice de rejeição que estava na lavoura estéril da Assembléia Legislativa.

Não adiantou. Tropeçaram nas próprias pernas e desabaram da estratosfera.

Postado por Rodrigo Alvares, 9:44, 11/10/07, na(s) categoria(s) Eleições 2008. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

Comente