Vão me chamar de racista só porque sou teuto-brasileiro

17:01 | 23/01/08 | Marcelo Träsel

Um integrante do Conselho Universitário da UFRGS, Edílson Nabarro, comenta nessa matéria as ações judiciais prometidas contra o sistema de cotas:

— “O que muitas dessas pessoas querem não é Justiça, mas a manutenção do monopólio étnico.”

Esse é um rematado exemplo da mentalidade Pê Tê profundo que tomou conta das universidades. Obviamente, as pessoas não estão chateadas porque perderam um ano de estudo e agora terão de drenar ainda mais as próprias finanças pagando outros 12 meses de cursinho. Elas estão é reunidas em uma grande conspiração para impedir que os negros e pobres tenham acesso ao ensinopúblicogratuitoedequalidade.

Se esse é o melhor argumento do Consun para defender o sistema de cotas, qualquer cidadão consciente tem o dever de ser contra. E se preparar para ser tachado de racista, se não for negro, índio, mulato, mameluco, cafuzo ou qualquer outro tom de pardo.

Porque, é claro, se você se dá ao trabalho de procurar argumentos racionais para discutir as cotas, é porque faz parte da elite branca perversa e odeia afro-descendentes. E se faz parte da elite branca perversa, é porque explorou os negros e pobres a vida inteira, portanto nada mais justo que pague outro ano a babilônia cobrada pelos cursinhos pré-vestibular, depois de já ter pago o ensino fundamental e médio do próprio bolso.

Postado por Marcelo Träsel, 17:01, 23/01/08, na(s) categoria(s) Cara de pau, Povo Bovino. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

64 comentários para “Vão me chamar de racista só porque sou teuto-brasileiro”

  1. Capitão Cachaça diz:

    “Eu fico imaginando que muitas vezes nós sentamos aqui e parece a Santa Ceia, mas depois passamos um ano sem conversar”.

  2. Luís Felipe diz:

    “depois de já ter pago o ensino fundamental e médio do próprio bolso.”

    começou a trabalhar cedo, hein Träsel?

    piadinhas a parte, muito infeliz a declaração do Nabarro. Porém, repito o que disse anteriormente: pagou um ano de cursinho, bla bla bla, mas entrou sabendo das regras. Quero encontrar alguém que passou conforme as regras e está reclamando.

  3. träsel diz:

    sim, felipe, na verdade eu assinei carteira pela primeira vez aos 16 anos. trabalhava na empresa da minha mãe, mas trabalhava.

  4. Paulo diz:

    É tudo uma conspiração dazelite e da mídia mábobonaefeia.

    Quero minha cota.

    Sou minoria no Brasil e não tenho nenhuma entidade me apoiando: branco, católico, hétero, monogâmico, “crasse” média.

    Mr. Pê

  5. _anita_ diz:

    tá, a minha pergunta é a seguinte:
    se a gente paga um monte de imposto pra saúde, educação, segurança, blablabla, mas a gente tem que pagar instituições privadas pra conseguir tudo isso, pq o governo não dá pra gente. e os impostos onde vão parar? onde tá esse dinheiro?

  6. verdadeiro: vestibulando que caiu por causa das cotas diz:

    Consciencia:
    - Todos nos sabemos que há desigualdade sócio-economica entre brancos e negros no Brasil e, certamente, isto não é mero acaso:
    PNUD 2000
    populaçao negra/ pop. branca
    esperança vida: 66,15/ 71,53
    renda percapt: 162,75/ 406,53
    taxa alfabetz.: 80,32/ 91,22
    Vestibulando:
    - Mas, sabemos também que quem de fato merece estudar em uma universidade pública gratuíta sao aqueles que têm a capacidade para disputar e vencer numa prova de vestibular. Claro, capacidade, também, de se dedicar inteiramente, por um ano ou mais a estudar exclusivamente para essa prova (o que nao é facil, diga-se de passagem).
    Ah, e mais, sabemos que é de direito que aqueles que assim o façam e que tenham pago por um ensino de qualidade durante a vida, possam resgatar o investimento do cursinho, do ensino médio, fundamental e de todos os outros cursos complementares realizados durante a vida. Afinal de contas, os pais, após investirem tanto, tem o direito de se aposentar tranquilamente vendo os filhos se formando em uma boa universidade gratuíta, o que praticamente lhe garantirá uma posicao privilegiada na disputa no mercado de trabalho….Agora, eu não entendo como os negros, que até 1888 ainda eram escravos (inferiores), querem se meter nesse pequeno mundinho perfeito!

    concluindo a auto-análise do vestibulando tentando aceitar que não passou no vestibular e que nao é por isso que deve sair boicotando os negros:

    Vestibulando:
    - MAS, afinal de contas, somos ou não somos iguais?
    Consciencia:
    - Sim, somos iguais. Mas, historicamente demorou muito tempo para percebemos isso. Assim, o igualitarismo não significa que não haja desigualdade entre os homens no mundo real…
    Vestibulando:
    - Mas, é importante lutar contra as desigualdades?
    Consciencia:
    - Parece que a vida em sociedade depende disso.
    Vestibulando
    - Ah, por isso, uma das funçoes do estado liberal (como o brasileiro) é redistribuir e garantir a todos as mesmas condiçoes?
    Consciencia:
    - Sim. É certo que ele falha em ambas, mas a cota em universidades públicas responde a essas duas características… fazer o que?
    Vestibulando:
    - Estudar mais no ano que vem, né!

  7. Anonymous diz:

    Mais um comment Pê Tê e otário do Luís Felipe.

  8. Anonymous diz:

    ou do Eduardo…

  9. Anonymous diz:

    viva as cotas!
    viva os negros do brasil!

  10. Gabriel B diz:

    Viva os negros do Brasil!
    Abaixo as cotas, que os tratam como idiotas.

  11. Gabriel B diz:

    Viva os negros do Brasil!
    Abaixo as cotas, que os tratam como idiotas.

  12. Anonymous diz:

    Por que nunca se insurgiram dessa forma contra as cotas para deficientes que existem, há anos, em TODOS os concursos públicos - e também, em alguns estados, nas empresas privadas?

  13. Anonymous diz:

    Luís Felipe a todo vapor para avacalhar o Nova Corja.

  14. marcelo diz:

    “trabalhava na empresa da minha mãe, mas trabalhava.”

    como é mesmo que vocês dizem?

    “MORRI”

  15. Gerson, ou 189.6.163.92 diz:

    Traesel = Irton Marx

    Que choradeira… pagou colégio particular a vida inteira e agora não consegue passar nem com cursinho?

    Incompetência ou morte!
    Sugiro com veemência introduzir os dedos no cu e rasgar em formato de cruz.

    OBS: é por casua desta jaguarada que “começa a trabalhar com 16 anos na empresa da mãe” (leia-se: assinou carteira para poder se aposentar com 40 e mamar nas tetas atrofiadas da previdência social, que foi uma invenção comunista) que Gerson é brasileiro.

  16. Patricio diz:

    “(leia-se: assinou carteira para poder se aposentar com 40 e mamar nas tetas atrofiadas da previdência social, que foi uma invenção comunista)”

    FATALITY.

  17. Gustavo diz:

    Inacreditável. Imbecis que AFIRMAM que Träsel só assinou carteira para ganhar aposentadoria mais cedo, retardado usando um pseudo diálogo entre o vestibulando e sua consciência para justificar o absurdo sistema de cotas.

    Nessas horas, a gente vê que a educação é, sem dúvida, a principal mazela da sociedade brasileira, mas não é a solução para todos os problemas (A/C CRISTÓVAM BUARQUE), pois muito provavelmente as pessoas que fizeram tais comentários são bem instruídas, talvez até mestres ou doutorandos da UFRGS.

  18. Paulo diz:

    Vixi… que penca de comentários descabidos.

    Acionaram a GESTAPO aí é?

    Vá tentar doutrinação assim lá na casa da mãe joana.

    Mr . Pê

  19. träsel diz:

    covarde anônimo, você estaria implicando que os negros e pobres têm alguma deficiência e por isso merecem cotas tanto quanto os deficientes?

  20. Olair diz:

    O que eu não entendo, e se alguém souber me informe, porquê o pessoal que tem dinheiro e faz cursinho não estuda em universidade privada onde o ensino deve ser muito melhor (por ser privado) e deixa a universidade pública (pior qualidade por ser pública) para as pessoas menos favorecidas.

  21. Willian Wallace diz:

    http://yedda.com/

    “Actively finding the best answers from the most relevant people.
    Just for you.”

    DescuLLpa. Não Re$isti.

  22. toka diz:

    quem trabalha com a mãe e assina a carteira com 16 É porque quer mamar na teta da previdência mais cedo, SIM.

  23. Carmencita diz:

    Eu nunca precisei de quotas, mesmo sendo assim moreninha.

  24. Pablo diz:

    tem msn carmencita?

  25. Carmencita diz:

    Qualquer dia inventam quotas para cantadas pobres.

  26. Luís Felipe diz:

    o mais inacreditável é que eu sou acusado de avacalhar com a coisa - e não entro no site desde ontem!

    o nível foi pra banha por aqui.

  27. Dionatas Poloniato diz:

    Seguinte:

    Universidade publica é privilegio de filinho de papai que passou a vida estudando em escola particular onde o ensino é milhões de vezes superior aos das escolas publicas.

    Aos 16 ou 17 anos esse filinho de papai começa a trabalhar na empresa da mamãe. Não faz nada. Mas fica pagando uma de trabalhador pros incautos!

    Apos o ensino medio a mamãe paga um cursinho e o bonitão entra na federal. Se forma na universidade publica que deveria ser o lugar de quem não tem grana pra pagar e depois com enorme hiprocrisia o cidadão quer criticar a politica de ensino do estado…

    Mas foi esse proprio sistema que deu a ele a oportunidade de estudar em uma boa universidade publica enquanto quem realmente prescisava estudar de graça está trabalhando igual louco pra fazer uma cadeira por semestre!!!!!

    E viva a igualdade de oportunidades! Viva a demagogia!!!!

  28. Dionatas Poloniato diz:

    Seguinte:

    Universidade publica é privilegio de filinho de papai que passou a vida estudando em escola particular onde o ensino é milhões de vezes superior aos das escolas publicas.

    Aos 16 ou 17 anos esse filinho de papai começa a trabalhar na empresa da mamãe. Não faz nada. Mas fica pagando uma de trabalhador pros incautos!

    Apos o ensino medio a mamãe paga um cursinho e o bonitão entra na federal. Se forma na universidade publica que deveria ser o lugar de quem não tem grana pra pagar e depois com enorme hiprocrisia o cidadão quer criticar a politica de ensino do estado…

    Mas foi esse proprio sistema que deu a ele a oportunidade de estudar em uma boa universidade publica enquanto quem realmente prescisava estudar de graça está trabalhando igual louco pra fazer uma cadeira por semestre!!!!!

    E viva a igualdade de oportunidades! Viva a demagogia!!!!

  29. B diz:

    FUCK U WHITE TRASH

  30. Luís Felipe diz:

    “Universidade publica é privilegio de filinho de papai que passou a vida estudando em escola particular onde o ensino é milhões de vezes superior aos das escolas publicas.”

    generalizar é ruim para os dois lados…as pesquisas também comprovam o contrário, a maior parte dos estudantes das univ.públicas é de classe média-baixa, segundo o último censo do MEC. Não vou colocar aqui pq links devem ser moderados e o comentário demora muito para entrar, mas é só procurar no google.

  31. PILANTRA do Léo diz:

    Na boa. trouxa (com todo o respeito Trasel, tu vai entender) é a mãe do Trasel que assinou a carteira dele aos 16 e teve que pagar dois salários: o dele e o do governo.

  32. Carmencita diz:

    Para mostrar o link é só deixar de fora o WWW e o que vem antes.

    Agora, vá lá. Prove que tem link para mostrar.

    É uma sociedade muito injusta, muito machista. Só falam nos filhinhos de papai. Nunca mencionam os filhos da mãe.

  33. Caue diz:

    As vagas em universidades federais são escassas demais para que sejam usadas para dar ensino superior a quem não pode pagar. Se houvesse vagas em federais para todos os formandos do ensino médio público, esse raciocínio até faria algum sentido, mas a realidade está muito longe disso.

    Para massificar o ensino superior serve o Prouni, e o governo tem feito um bom trabalho nesse campo.

    O sistema de cotas, tanto para estudantes de escolas públicas quanto para negros, pelo universo pífio de vagas que abrange, serve apenas para fazer demagogia. O resultado prático dessa inclusão é estatisticamente irrelevante.

    O preocupante do sistema de cotas é comprometer o que restava do caráter de excelência das universidades federais, que deveria ser sim um privilégio para premiar e formar a elite intelectual do país (xi, usei as palavrinhas proibidas). A única forma desse caráter ser mantido, entretanto, é uma dura e fria meritocracia desde o ingresso.

    Tristemente, em nome dessa demagogia de massificar o ensino supior com migalhas dele, em poucas décadas as universidades federais estarão tão sucateadas quanto as escolas de Ensino Médio e Fundamental.

  34. Luís Felipe diz:

    bom, eu já perdi o maldito comentário, mas assim ó: procurem “desempenho cotistas universidade” no google e observem as notícias das primeiras páginas. Rapidamente temos dados da Bahia, do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Paraná sobre o bom desempenho e a baixa evasão escolar dos cotistas.

    Tem outras bobagens que foram colocadas.

    1 - existiram cotas nos EUA sim senhor. Ver no Wikipedia “affirmative action in the United States” para mais informações.

    2 - o Aplicação não seleciona seus alunos há quase 30 anos. Eles são selecionados por sorteio.

    3 - “O preocupante do sistema de cotas é comprometer o que restava do caráter de excelência das universidades federais”

    puro preconceito. Como pode ser comprovado pelas pesquisas - e novamente incito-os a pesquisar no google - o caráter de excelência não se perde pela entrada de pretos e pobres. Assim como não se perdeu quando aboliram a nota de corte em 1998.

    4 - “Ah, sim, claro, veja bem, um aluno de teve média 480 COM CERTEZA terá o mesmo desempenho que um com média 560, óbvio.”

    o idiota que fez esse comentário ainda disse que eu não sei somar. Desafio-o a demonstrar quais são os estudantes que passaram nos primeiros lugares do vestibular que mantiveram o mesmo desempenho, com notas irretocáveis, durante toda a universidade. Se forem pelo menos 80%, eu me calo. É muito fácil falar sem saber. Agora na FABICO, por exemplo, a única aluna laureada não estava nem entre as 25 primeiras do seu curso no vestibular. E daí?

  35. Tosco diz:

    Aqui na minha terra, quando um sujeito de origem germânica não sabe jogar bola, ou é meio desajeitado, a gurizada não perde tempo: mas é um COLONO, tchê!! Mas quando querem ofender mesmo, é assim: mas é um ALEMÃO COLONO, tchê!

    rsrs

  36. Leonardo diz:

    Luís Felipe:
    Eu primeiro lugar, idiota é tu. Não vou começar a bater boca, já deu pra ver que o nível tá baixando e não quero alimentar uma espiral de baixaria.

    Em segundo, o desempenho universitário depende do grau de educação do calouro, é por isto que se pede comprovante de conclusão do segundo grau para a matrícula.
    ENTÃO, um aluno que tenha tido um desempenho inferior não tem o mesmo nível de educação que outro com um escore mais alto no vestibular. O que isto significa ? Que o aluno terá que recuperar a matéria que não teve no ensino médio além de adquirir a que está sendo ministrada na universidade. Ele terá um desafio duplo, o que deve levar a um desempenho inferior por parte deste aluno. Simples assim.
    “Desafio-o a demonstrar quais são os estudantes que passaram nos primeiros lugares do vestibular que mantiveram o mesmo desempenho, com notas irretocáveis, durante toda a universidade”
    Eu. E mais alguns outros que se formaram comigo. Além de mais alguns laureados. Estranho, os alunos que tiveram notas mais altas no vestibular, via de regra, se saíam melhor nas cadeiras. Com certeza isto não quer dizer uma relação causa-efeito, é só a minha imaginação doentia de nazista dazelite.
    OBVIAMENTE que isto não é válido em todos os casos. O ÚLTIMO colocado no meu vestibular é, com certeza, bem mais inteligente que eu. Só muito vagabundo e preferia ficar tomando cerveja que estudando para uma prova por que não admitia uma nota menor que A no semestre. Estudava o suficiente para passar com C ( de Contente ).

  37. Cris diz:

    “Agora na FABICO, por exemplo, a única aluna laureada não estava nem entre as 25 primeiras do seu curso no vestibular.”

    Mas a Fabico não pode ser usada como exemplo, meu Deus. Fabicanos sabem que muito pouco conhecimento é produzido ali de fato. Só os alunos da biblio e da arquivo se salvam por ali.

    PS: Faço Jornalismo na Fabico, só pra esclarecer.

  38. Leonardo diz:

    Luís, do teu artigo na Wikipédia:

    “In order to avoid a system of racial quotas, the State of Texas passed a law guaranteeing entry to any state university of a student’s choice if they finished in the top 10% of their graduating class. Florida and California have also replaced racial quotas with class rank and other programs. ”
    Legal, né ? Eu sugiro que tu leias o artigo, ele é bem interessante e ponderado e mostra que o resultado das ações afirmativas não é fácil de verificar:

    “Just how much progress has been made by African-Americans as a consequence of AA remains a matter of great dispute.”

    Ou seja, AA não são a salvação da lavoura. Novamente, as cotas:

    1) Afetam a meritocracia, isto diminui a qualidade dos calouros.

    2) Visam corrigir distorções que são devidas ao abandono do sistema de ensino público.

    3) São inconstitucionais. A isonomia é princípio constitucional.

    Pessoalmente, acho mais palatável cotas para minorias raciais, como negros e índios, do que as cotas para o ensino público. Pelo menos com estas minorias há uma dívida histórica.

  39. Willian Wallace diz:

    Dívida histórica é conversa para boi dormir. Se continuarmos nessas de indenizar deu$ e todo mundo ao invés de prover soluções para os problemas que temos, só vai acontecer uma coisa: adeus Brazil. Daqui a pouco sem-terra vai pedir indenização e cotas porque é excluído, assim como sem-teto, sem-emprego, etc.

    Tem um erro lógico grosseiro na política de compensação. Sim, sabemos que os negros são a maioria da população pobre (sim, por razões históricas) e por isso não conseguem chegar a universidade devido ao custo inerente à preparação para tal empreitada. Mas ao invés de desenvolvermos o país economicamente para que daqui a 20 ou 30 anos (chute grosseiro) grande parte dessa população possa por meios próprios atingir seu objetivo de formação superior, alguém teve a idéia de ligar o Star Travel Time Warp e já colocá-los na universidade através de reserva de vagas. O problema com isso é óbvio.

    O mais engraçado é que discuti e argumentei essa mesma ladainha com um dos maiores defensores das cotas da UFRGS, que concordou com isso tudo, mas a resposta veio ligeira:

    “Quem já sofreu por tantos anos não pode mais esperar nem um segundo”

    (em relação ao tempo necessário para desenvolver o país e assim prover mais empregos, desenvolvimento industrial, blah blah blah para que tenhamos uma sociedade com mais recursos e assim cada um ter co ndições de disputar colocações e blah blah blah)

    ou seja, como diz o pessoal da NovaCorja, mentalidade PêTê.

  40. Caue diz:

    Caro Luis

    O desempenho dos cotistas é semelhante aos demais e te digo mais: será cada vez mais, pois o efeito colateral das cotas, como foram aplicadas, é nivelar o ensino (que já está se deteriorando) por baixo.

    Botar a Fabico na jogada só reforça meu argumento e não o teu, ou tu vê naquele ensino qualquer resquício de excelência acadêmica? Com aquele nível de exigência, qualquer um é capaz de tirar qualquer nota.

    Sou favorável que se crie um sistema de ingresso para privilegiar quem mostra capacidade e bom desempenho no Ensino Médio, mas que não pode pagar um cursinho milionário, uma ferramenta subestimada no sistema de cotas.

    Um acompanhamento de desempenho ao longo do segundo grau, como é descrito naquele artigo americano, resolveria a questão aliando cotas e meritocracia.

    Mas isso nunca vai acontecer no Brasil, pois é preciso mais que um canetaço para aplicá-lo.

    PS: Ser chamado de preconceituoso, pela tua pobreza de argumentos, é exatamente o que eu esperava vindo de ti.

  41. Alexsander diz:

    Cotas são inconstitucionais.

    Se nossa CF/88 valesse alguma coisa, as cotas nem teriam sido cogitadas.

    Êita Braziu!

    PS: Eu acho muito melhor pagar um cursinho de inglês do que pré-vestibular. Meu conselho para os jovens é: fujam para um país decente.

  42. Joao diz:

    Caro Willian, o erro lógico é teu e está na premissa de que o “desenvolvimento” inevitavelmente dissolverá as desigualdades entre pobres e ricos ou negros e brancos. Se você acredita que o modelo de desenvolvimento proverá naturalmente todos os individuos com a capacidade de compartilhar igualmente dos mesmos recursos, ok, as desigualdades economicas serão diminuídas. Eu nao acredito. Isso dependeria de um processo de distribuiçao das riquezas, afinal somos um país marcado pela concentraçao do capital (por isso somos uma das nacoes de maior desigualdade do mundo). De qualquer forma, o teu argumento nao funciona para responder a necessidade de inserçao do negro no modelo de desenvolvimento, isto é, investir no desenvolvimento economico nao irá acabar com o racismo, que também é uma das causas da desigualdade economica… inserir os negros em boas universidades significa incentivar a inserçao na sociedade e o reconhecimento, nao como jogador de futebol, dançarino ou musico, mas como profissional qualificado, intelectual, etc… ou seja, formar uma elite negra que faça o mesmo papel da eterna elite branca, servir de modelo. Isso nao é o ideal… mas o possível dentro da nossa realidade. E, enfim, nao há contradiçao em incentivar a inserçao do negro e o desenvolvimento economico simultaneamente!

  43. Anonymous diz:

    LF apanhou e sumiu.

  44. Luís Felipe diz:

    um de cada vez:

    Caue:

    “O desempenho dos cotistas é semelhante aos demais e te digo mais: será cada vez mais, pois o efeito colateral das cotas, como foram aplicadas, é nivelar o ensino (que já está se deteriorando) por baixo.”

    ah sim, como num passe de mágica, o ensino público começou a descer de nível justamente no ano em que apareceram as cotas. Tens razão, os meus argumentos são muito pobres: eles poderiam ser, assim, mais transcedentais.

    “Botar a Fabico na jogada só reforça meu argumento e não o teu, ou tu vê naquele ensino qualquer resquício de excelência acadêmica? Com aquele nível de exigência, qualquer um é capaz de tirar qualquer nota.”

    e veja você que as cotas só entraram na Fabico agora! Mas não eram elas que estragavam tudo?!?!?

    “Um acompanhamento de desempenho ao longo do segundo grau, como é descrito naquele artigo americano, resolveria a questão aliando cotas e meritocracia.”

    aham. Mas isso nada tem a ver com a questão das cotas por que é uma abolição…do vestibular. O Trasel no momento poderia discutir contigo e dizer que este não é um critério isônomo, pois a entrevista (utilizada nos EUA) traz muito mais critérios subjetivos do que uma folha ótica. Tudo bem. Eu penso o mesmo que tu. Isso não quer dizer, porém, que a entrada de pretos e pobres estraga a universidade.

    “PS: Ser chamado de preconceituoso, pela tua pobreza de argumentos, é exatamente o que eu esperava vindo de ti.”

    o ataque pessoal é geralmente como termina esse tipo de discussão. Mas aqui ó: eu nem sou tão a favor das cotas. Só acho que a discussão, nos moldes que acontece aqui, está errada.

    Veja que nos EUA, como diz o artigo, acabaram com as cotas quando viram que elas não traziam a efetividade necessária para a inclusão do negro. Talvez aqui, seja diferente. O que está se tentando dizer por aqui é que as cotas não podem acontecer não por que não dão certo, mas por que elas vão contra os valores da “civilização ocidental”. Isso é sim, um argumento preconceituoso, pois não traz dado nenhum, apenas uma idéia pré-concebida e que já foi comprovada como errada.

    Agora tu pode me chamar do que tu quiser.

  45. Luís Felipe diz:

    Leonardo:

    o teu eemplo (a maldita letra entre os dois Es não funciona mais no meu teclado) não vale da nada para mim. Não basta dizer “eu e outros colegas meus”. Tem que me comprovar que isso acontece na maior parte dos cursos, que é uma regra. Se é tão certa a afirmativa de que a nota boa no vestibular significa boa qualidade no decorrer da faculdade, bem, me prove que isso acontece.

    O que acontece, porém, é muito chute. Tu acha, por uma questão puramente ideológica, que funciona assim. Porém, nem sempre a tua ideologia corresponde à realidade factual.

    Segundo lugar: afeta a meritocracia até certo ponto. Boa parte da meritocracia está em jogar conforme as regras estabelecidas - e todos os alunos passaram no vestibular conforme as regras. Aí eu retorno para a questão da nota de corte. Quantos alunos poderiam ser aprovados nos seus cursos e não o foram por que não fizeram uma nota apenas acima de 9? Isso é uma afronta à meritocracia, aos valores da civilização ocidental? Não. É uma regra do jogo. Todo mundo que quer jogar sabe das regras.

    Em suma, a minha argumentação vai nesses três aspectos:

    1 uma nota 540 ou 460 no vestibular não quer dizer nada para o desempenho do aluno. A pesquisa no google que indiquei comprova isso, a partir do desempenho dos cotistas. Se tu acha que é o contrário, comprova o contrário.

    2 - não adianta entrar na justiça para buscar uma vaga que nunca foi sua. No momento que foi feita a inscrição no vestibular se sabia das regras do vestibular. Agora, aguente as consequências. O que dá para argumentar é que a regra é confusa. Tudo bem. Mas isso não vai mudar em nada o teu desempenho.

    3 - o cerne dessa discussão das cotas, a meu ver, está errado. No meio de um mar de preconceito e desinformação, se perdeu a essência da coisa: afinal, os negros são incluídos mesmo? ou melhor: os negros precisam ser incluídos? Sò se resolve isso com muita pesquisa. Se comprovarem que a igualdade racial desejada com as cotas não foi atingida, eliminem-se as cotas, uma vez que elas servem apenas para isso. Se comprovarem que a inclusão dos jovens formados no ensino público não colocou os pobres na universidade, eliminem-se as cotas para ensino público. Não adianta é opinar baseado no que se acha, não no que acontece de fato.

  46. Caue diz:

    Luis, quem me chamou de preconceituoso foi tu, meu caro. Não te fiz ofensa alguma.

    Outra coisa que eu não disse: que as cotas pioraram a universidade num “passe de mágica”. É óbvio que o ensino vem se deteriorando por uma série de outros motivos, a cota é só mais um dentre uma série de canetaços.

    Acho que essa parte tu até entendeu, só preferiu brincar de fazer ironia.

    Por fim, a terceira coisa que eu não disse foi que “preto e pobre estraga a universidade”. É esse simplismo que irrita. Eu disse que a universidade deve privilegair meritocracia desde o ingresso. Quando tu determina APENAS uma raça ou uma escola de origem como pré-requisito, isso cai por terra.

    Resumindo a coisa toda, o sistema de cotas da UFRGS acabou privilegiando alunos de escola pública que, sob muito esforço, conseguiram pagar um cursinho.

    Os negros continuam com parcela pífia das vagas e insignificantes, repito, para a massificação do ensino superior que o sistema de cotas discursa fazer.

  47. Willian Wallace diz:

    João,

    Criar elite negra? Eu aposto em educação ao invés de politicagens raciais. Se a idéia é forçar um ambiente que é predominantemente ocupado por brancos (a universidade) a conviver com negros, inferindo que é a priori um lugar racista (e por isso não tem negros), só posso dizer que é uma coisa demente.
    (e se for assim quero passe livre para os clubes de jazz exclusivos para negros).

    Ou se a história é prover os meios para ascenção social (nível superior, que nem de perto é fator determinante) e assim incrementar a proporção de negros em camadas sociais mais “abastadas”,a tal elite negra, ela sim, formaria-se de qualquer maneira com um desenvolvimento econômico e distribuição de renda racional, que é o mínimo que se pode esperar de um estado. Eu sei que estamos no Brasil, mas ficar fazendo gambiarras políticas é o erro cometido por aqui faz muitos anos, e vão deixar o país nessa condição miserável para todo o sempre.

    E se para ti o desenvolvimento econômico parece insuficiente para acabar com as injustiças sociais, assim também parece para mim as cotas em relação as questões raciais no Brasil. A diferença é que exemplos onde desenvolvimento econômico=welfare temos muitos pelo mundo, enquanto que para as cotas não.

    É facilmente perceptível a intenção política e não social que tange a implementação das cotas. Isso é mais um fator que me repugna em tal ação. Estamos implantando oficialmente a competição racial, não-meritocrática e discriminatória, baseada também em um fator que sequer temos como mensurar acuradamente. Veja só, a herança genética de uma pessoa de pele negra pode ser em maior parte européia e uma pessoa de pele clara pode ser mais “negra” que um mulato. Vide as pesquisas do Dr. Sérgio Pena. No entanto, o critério “cor da pele” é definitivo para a aceitação nas cotas.

  48. Willian Wallace diz:

    e antes que eu esqueça…

    caí, rolei, chorei e morri 3 vezes vendo o Cururu ontem no SuperPop.

    alguns links (os vídeos estão uma droga, o cara filmou a TV, espero que logo essa pérola esteja com melhor qualidade) :

    http://www.youtube.com/watch?v=1Rx6Mu4wNbI

    http://www.youtube.com/watch?v=ChuyETCNfwM

    http://www.youtube.com/watch?v=yTu-yoZAr4g

    http://www.youtube.com/watch?v=Gl5nDSHK6Eg

  49. Cotista diz:

    Caraca, fica até difícil postar neste espaço depois da quantidade de comentários publicados, mas lá ai minha opinião.
    Estudei em escola pública, fiz universidade particular, me phodo todo mês prá pagar o crédito educativo e sem perspectivas de uma melhor colocação no mercado, fiz vestibular prá UFRGS e passei como egresso escola pública. Acompanhando o nível das discussões, cheguei a conclusão de que os cotistas que não tiverem preparo suficiente, vão ficar pelo meio do caminho, aumentando o índice de evasão, o que também é uma merda. Tornar o ensino público tão bom quanto o privado é a única solução a longo prazo para deixar o sistema de cotas de lado.

  50. Alexsander diz:

    Luís Felipe:
    “Veja que nos EUA, como diz o artigo, acabaram com as cotas quando viram que elas não traziam a efetividade necessária para a inclusão do negro.”

    NEGATIVO.

    Nos EUA acabaram com as cotas porque lá, como aqui, elas são inconstitucionais. No Brasil ferem vários artigos da Constituição de 1988, como o 3º (inciso IV) e o 5º (inciso XLII), pra ficar em apenas dois.

    Cotas são preconceituosas.

  51. Luís Felipe diz:

    “NEGATIVO.

    Nos EUA acabaram com as cotas porque lá, como aqui, elas são inconstitucionais. ”

    demoraram 30 anos para descobrir que elas são inconstitucionais?!?

    que gente desatenta!

  52. Tássia diz:

    “Meu conselho para os jovens é: fujam para um país decente.”

    Eu fugirei depois dos 7 ou 8 anos que levarei pra me formar na UCS, pagando 3 cadeiras por semestre, já que estudei em escola particular com o sacrifício do meu pai, sou branquela e não tenho dinheiro pra pagar cursinho e entrar na ufrgs mas também não ganho bolsa em lugar nenhum :D

  53. Tássia diz:

    “Meu conselho para os jovens é: fujam para um país decente.”

    Eu fugirei depois dos 7 ou 8 anos que levarei pra me formar na UCS, pagando 3 cadeiras por semestre, já que estudei em escola particular com o sacrifício do meu pai, sou branquela e não tenho dinheiro pra pagar cursinho e entrar na ufrgs mas também não ganho bolsa em lugar nenhum :D

  54. Alexsander diz:

    Foi a Suprema Corte dos EUA que acabou com elas. Lá a Lei funciona de forma diferente daqui.

    Em 1954 houve uma decisão (conhecida como “Brown v. Board of Education”) da Suprema Corte que acabou com a segregação “oficial” que havia na época.

    Depois, em 1961, Kennedy promulgou a famosa “Executive Order 10925″, que requer que o governo “tome ações afirmativas para garantir que candidatos e empregados sejam tratados sem levar em conta raça, credo, cor ou nacionalidade”. Essa Lei criou o “Comitê para Igualdade de Oportunidades” e foi a origem das cotas raciais.

    Agora, em 2007, a Suprema Corte julgou o caso “Parents Involved In Community Schools v. Seattle School District No. 1″, que na prática baniu programas de integração racial, restringiu enormemente programas governamentais com base em raça e preparou o terreno para banir outros programas como o “Affirmative Action” de Kennedy.

    E mesmo assim, a Suprema Corte está atrasada; em muitos estados as cotas já tinham sido legalmente extintas há anos.

  55. Luís Felipe diz:

    bom, acho que qualquer coisa adiante disso é chover no molhado. Continuo achando que a essência da discussão está errada, uma vez que já está comprovado que os cotistas não estragam a universidade pública tanto quanto se imaginava. Assim como o princípio da autonomia universitária pode fazer com que critérios de ingresso ultrapassem as normas constitucionais - e isso não sou eu quem está dizendo, mas sim o juiz Daniel Barbosa, que negou a liminar anti-cotas ontem.

    Aliás, na campanha (agora aberta e declarada) de ZH contra as cotas, os argumentos do juiz catarinense Davy Rocha colocados hoje são de uma profundidade comovedora.

    Como esse debate é absolutamente truncado por ideologias diversas, o que está acontecendo é um cenário fantasioso. Na cabeça de alguns, os pobres branquinhos conseguem passar no vestibular e a UFRGS tira eles de dentro de si para colocar qualquer preto e egresso de escola pública que encontrou ali na esquina. Na cabeça de outros, os pretos sempre ecluídos da universidade só agora têm o direito de entrar nesse círculo do mal da elite branca chamado UFRGS.

    Para mim, não é uma coisa nem outra. E agora que as cotas já estão aí, cabe analisar os resultados da ação. Se forem favoráveis, será bom para todos nós, como sociedade. Se forem desfavoráveis, as cotas devem ser eliminadas sem olhar pra trás. Só para encerrar a minha opinião.

  56. Luís Felipe diz:

    Alesander, de 1961 até 2007 são 46 anos de avanços na integração racial, que agora eu entendo perfeitamente que estejam obsoletos.

    De certa forma parece claro que, entre a política de ação afirmativa e a inconstitucionalidade, eles optaram pela primeira por quase cinco décadas. Agora, provavelmente não é mais necessário.

  57. Luís Felipe diz:

    Alesander, de 1961 até 2007 são 46 anos de avanços na integração racial, que agora eu entendo perfeitamente que estejam obsoletos.

    De certa forma parece claro que, entre a política de ação afirmativa e a inconstitucionalidade, eles optaram pela primeira por quase cinco décadas. Agora, provavelmente não é mais necessário.

  58. Alexsander diz:

    De qualquer forma, há inúmeras evidências (em nível mundial) de que as Cotas Raciais em Universidades são prejudiciais para todos, tanto brancos quanto negros. Há um livro muito bom sobre o assunto:

    Affirmative Action Around the World: An Empirical Study (Thomas Sowell)

    O autor fez um levantamento e apurou que as cotas:

    - encorajam não-negros a se declarar como negros;
    - tendem a beneficiar os negros ricos em detrimento dos brancos pobres;
    - reduzem vontade de “dar o máximo de si” de ambos os lados: os negros, por ser desnecessário, os brancos por ser potencialmente inútil;
    - criam animosidades entre os grupos, especialmente contra os que, sem as cotas, teriam sido superados;

    Ele também observa que depois que as cotas foram eliminadas na Califórnia, o número de estudantes negros aumentou.

  59. Anonymous diz:

    “ma vez que já está comprovado que os cotistas não estragam a universidade pública tanto quanto se imaginava.”

    WTF ?! Eles acabaram de passar no vestibular, como é que tu mediu o desempenho deles ? Bola de cristal pra ver o futuro ?

    “Assim como o princípio da autonomia universitária pode fazer com que critérios de ingresso ultrapassem as normas constitucionais”
    COMO É QUE É ? Deixa eu expiicar por que a Constituição é chamada de Carta Magna, por que ela é o conjunto de leis MÁXIMO do país. Nada, legalmente, poderia ser inconstitucional. Se alguém cria uma norma, lei, instrução normativa, etc, que seja inconstitucional, ela provavelmente será derrubada judicialmente. Desculpa, mas esta parte do teu comentário foi uma MERDA.

  60. Cris diz:

    “Na cabeça de alguns, os pobres branquinhos conseguem passar no vestibular.”

    “Branquinhos”, Luís Felipe? Isso não seria, ahm, racismo?

  61. Biggles diz:

    Que se abra a universidade pública somente para alunos egressos do segundo grau em escola pública. Simples.

  62. Leonardo diz:

    Po, não assinei o meu post! O opst do ‘WTF’ é meu.

  63. Régis Marques diz:

    Entrar em uma faculdade por conta da política de cotas e confirmar que o tom de sua pele interefere em sua capacidade intelectual.

    Livros estão à disposição de todos, existem telecentros, bibliotecas públicas e a escola, por mais medíocre que seja, lhe dá as pistas do que deve pesquisar.

    Alegar que é negro e “furar a fila” do vestibular e atitude de pessoas que aceitam a derrota e esmolas governamentais.

  64. A Nova Corja » Blog Archive » Cocóta diz:

    […] essa história de cotas virou o samba do crioulo doido (ops), prevejo já para o ano que vem a votação de uma lei para garantir cotas a quem não tem […]

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