Entrevista com Onyx Lorenzoni - Parte II

14:58 | 26/03/08 | A Nova Corja

Na segunda parte da entrevista (a primeira está aqui), o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEMO-RS) continua falando sobre as mudanças em seu partido, se declara fã da Nova Corja e faz uma revelação inédita sobre os bastidores da formação de alianças na campanha eleitoral de 2006 (clique no “Continue lendo…” abaixo).

Na seqüência da entrevista, a ser publicada nos próximos dias, Onyx fala de sua candidatura a prefeito de Porto Alegre.

(… continua)

O PSDB está na fila e, na eventualidade, do Democratas sair, o PSDB entraria. O que aconteceu? Começou, a partir de 2002, quando o Jorge assumiu a presidência do partido, a possibilidade de fazer uma refundação do PFL. Em 2003, quando fui eleito deputado federal e comecei a participar ativamente da vida política em Brasília - até porque eu entrei no PFL pela mão do Jorge, em 1997 - o Jorge nos falava que nós tínhamos que reformar o partido, reconstruir as bases do partido e que a saída da Internacional Liberal e a ida para a Internacional Democracia de Centro junto com o PP espanhol, a CDU alemã e o Partido Conservador britânico não poderia ser apenas uma mera troca, tinha que ser dentro do projeto de refundação. Então nomearam uma comissão que trabalhou nos anos de 2003, 2004 e 2005, composta pelo Gustavo Krause, César Maia, o próprio Gilberto Kassab, o Everardo Maciel, o Paulo de Castro…. Tinha gente do partido e gente contratada que fizeram todo esse reestudo. Então o partido se transformava de perfil liberal para centro-reformista - o centro como campo político na mesma linha da CDU e o do PP espanhol - um centro que propõe um Estado que seja eficiente, que seja suficiente, mas que não pese no ombro das pessoas, um Estado que acredite mais na sociedade e menos no Estado, mas sem chegar naquela coisa do Estado mínimo.

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“Vocês, por exemplo, têm um trabalho extraordinário (…) sou fanzoca.”

Em 2005, no Rio, nós fizemos um congresso (e o Aznar veio), no qual foi apresentado o ideário do partido, o reposicionamento, um programa, que foi aprovado em 2005. Em 2006, nós aprovamos os estatutos novos e em 2007 foi a troca de nome. Então foi um processo que demorou quase 4 anos. E no meio desse processo, o que o Jorge fez? Foi uma coisa visionária do Jorge: o Brasil carece de um partido centro-reformista. O PT chegou ao poder guinando para o centro, o PSDB hoje é uma coisa que ninguém sabe direito o que é, o PMDB é uma federação partidária, o PP inexiste como forma ideológica no país, o PTB tá uma geléia geral. Onde tem um partido aí que possa apontar um rumo para o Brasil? Nós estamos achando que pode ser a gente. Com toda a humildade do mundo, mas sabendo que tem um espaço para nós construirmos. Então o partido, que historicamente nos 20 anos do PFL foi um partido de base de comando senatorial… o Jorge fez uma ruptura. Além de pular uma geração, do Agripino, do Aleluia, ele veio para uma geração mais jovem: Rodrigo Maia, Efraim [Morais], ACM Neto, eu - que não sou tão etariamente jovem, mas sou do grupo mais novo do PFL, estou no 5.0, não dá para falar que sou jovem -, mas com um jeito de fazer política diferente, que é o nosso jeito daqui, que é diferente sem dúvida nenhuma. Então o poder trocou de lugar e foi do Senado para a Câmara. A Câmara é mais efervescente, tem mais permeabilidade na sociedade, responde mais rapidamente ao debate político. Então teve um reposicionamento programático, um reposicionamento ideológico e uma troca geracional. Muitas pessoas nos acusavam: “o PFL só trocou de nome.” Não é verdade. Trocamos de nome, de prática, de cara. Eu fui, em 20 anos, o primeiro líder de São Paulo para baixo, isso não é pouco.

Träsel: Então a saída do ACM foi uma coincidência?

Onyx: Uma coincidência.

Leandro: Mas ele não gostava da idéia de mudar, como um tradicional…

Onyx: É, ele achava que não estava bem, mas como ele tinha o [ACM] Neto, com a perda do Luís Eduardo, ele dava uma vacilada entre manter, que não estava servindo mais, e o Neto. Então o Neto cumpriu um papel importante de atenuar isso. A Bahia estava muito dividida e quando o Jorge montou o quebra-cabeça no período de transição no ano passado, ele deu poder para o grupo que era antagônico dentro da Bahia ao ACM.

Träsel: Vocês não pensaram que o apelido “DEMO” poderia gerar brincadeiras, piadas com esse apelido?

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“Tenho muito respeito pelo trabalho de vocês. E se tiverem que me malhar vão me malhar.”

Onyx: Essa foi uma discussão de como seria nossa sigla, nosso diminutivo, e acabou em DEM. Eu fui voto vencido, não gostei do tal do DEM. Gosto de “Democratas”, mas não gosto da sigla DEM. E eu disse: isso vai acabar em DEMO ligeirinho. Então a gente brinca: “nós somos os capetinhas contra o PT, contra Lula”, então a gente leva na gozação, fazer o quê… Não é o estereótipo que vai nos balizar. Mas nós estamos trabalhando para construir, já pedimos o registro e está na mão do STE para ter uma outra conformação com o diminutivo.

Walter: E sobre a estratégia do Democratas em relação aos jovens, vocês têm alguma estatística precisa de filiados ou de novos candidatos? Aumentou, teve efeito?

Onyx: Quando a gente mudou de PFL para Democratas, 9 entre 10 formadores de opinião ligados ao PT disseram que nós estávamos fazendo uma bobagem… trocar de nome, uma barbaridade, abrir mão do nome. E 10 em cada 10 formadores de opinião ligados ao PSDB disseram que nós iríamos fazer um grande erro. Então nós começamos a achar que estávamos no caminho certo. Se 9 em cada 10 ligados ao PT - quer dizer, já está errando - e 10 em cada 10 ligados ao PSDB diziam que seria uma grande erro, era porque nós acertamos. Para nós, o nome se consolidou em 1 ano. Para nós foi uma surpresa. Conseguimos vencer uma coisa que era muito complicada para nossa cabeça lá atrás, por força da energia que a gente conduziu na Câmara e no Senado. A gente até perdeu algumas oportunidades, como no caso do apagão, nós juntamos milhares de assinaturas, isso criou um link legal com as pessoas. Depois com a CPMF, nós ajudamos a botar milhares de assinaturas em praça pública com a gurizada com camiseta lutando para tirar o imposto. Então foram dois episódios que, do ponto de vista de contato com a sociedade, nos deram uma boa oportunidade que fomos competentes para aproveitar. Os jovens olham para o Democratas hoje…. antes tinha todo encantamento com o PT, a coisa da ética e tal, a preocupação social, durante muito tempo construíram aquele discurso de que só eles eram capazes de olhar para o pobre, para o miserável, com atenção, com respeito, com qualidade. Hoje a gente sabe que não é verdadeiro. E, além disso, tinha aquela coisa que servia à ética católica, à coisa da culpa: antes vamos cuidar dos pobres, somos os barbudinhos simpáticos, todo aquele estereótipo que foi construído. Bom, hoje tudo isso erodiu, como a gente sabe… mensalão e quetais. A partir daí, uma boa parte da juventude diz: “é tudo igual, é tudo sem-vergonha, tudo ladrão, tudo bandido.”

Tenho andado por certas universidades, por colégios - eu tenho uma boa troca com os jovens - e digo: “não, peraí, nem todo mundo é bandido, nem todo mundo é ladrão”. A gente tem notado nas escolas de segundo grau, nas universidades, que hoje a maioria dos jovens não tem uma opção político-partidária clara, um posicionamento ideológico mais complicado, [são] menos pró-ativos do que eram há uns 7, 8 anos atrás, e começam a olhar para a gente com outros olhos. A gente começa a perceber, cada vez que vai em uma universidade, vai em uma escola - inclusive no ano passado estimulamos muito nossos deputados a fazerem isso -, chegávamos na Universidade do Mato Grosso, na universidade de Goiás, e a gurizada me cercou no final, queriam conhecer o trabalho do Democratas. Então tem um processo… É uma coisa que a gente não sabe medir ainda, vou te dizer com toda a humildade. Mas eu acho que a gente está conseguindo um link de identificação que o PFL não iria conseguir nunca, nem em 200 anos, mas o Democratas está conseguindo. Acho que só por isso já está valendo a pena toda a transformação pela qual estamos passando.

Leandro: Vocês notam isso na internet, por exemplo? Os blogs divulgaram fortemente a questão dos cartões corporativos e gastos muitas vezes antes dos jornais por uma questão de agilidade, porque era uma questão que está na rede, mas não se tinha dado conta. Como é a presença dos Democratas na internet?

Träsel: Vocês são o partido que tem uma das melhores presenças na internet, um dos melhores sites de partidos, tem blog, tem podcast, sede no Second Life. Isso também é uma forma de chegar nos jovens?

Onyx: Nós temos uma grande preocupação com isso. Quem está coordenando esse trabalho é o Paulo Bornhausen, que é o vice-presidente de comunicação do partido, e nós vamos continuar com essa comunicação que a gente precisa aprimorar, ganhar credibilidade, o que é uma coisa complicada. Vocês, por exemplo, têm um trabalho extraordinário. Eu comecei a conhecer através da Deysi [assessora] e agora acesso direto, sou fanzoca.

Leandro: Não se sente constrangido às vezes?

Onyx: Não! Acho que faz parte do jogo. Acho que vocês ajudam as pessoas a pensar, o que é o mais importante de tudo. No Brasil, o que eu vi, no décimo sexto ano de mandato, dois de deputado estadual, no segundo de federal (quero ver se interrompo com a Prefeitura de Porto Alegre), é muito importante que no processo político apareça espaço que vocês conquistaram de crítica inteligente, espirituosa, bem-humorada mas que, no fundo no fundo, fazem o cara que está lá pensar. Eu acho que isso é vital. Tenho muito respeito pelo trabalho de vocês. E se tiverem que me malhar vão me malhar; se tiverem que me gozar, vão gozar, faz parte do jogo.

Leandro: Você é daqueles políticos que acredita que o poder se exerce só no executivo? Quer dizer… há que se ceder muito e se pedir pouco às vezes, e no executivo, não: o Lula vai lá e edita uma medida provisória e está valendo. O senhor acredita que o poder no Brasil é exercido só no executivo?

Onyx
: Lamentavelmente, no Brasil primeiro vem o Estado, depois o povo. Esse é um dos problemas do país. Começamos a ver o “América, América, América” que os italianos cantavam, que era fazer a América, vir para a América, ser americano, refazer a vida, fazer a vida, foi uma coisa que nós fomos conhecer a partir de meados do século XIX. Antes, os caras só passavam por aqui e deitavam o cabelo. Quem vinha queria só tirar as coisas que dessem daqui e ir embora. Então o que primeiro se enraizou no Brasil foi essa coisa poderosa do Estado, de que o poder executivo é brutal no Brasil. Eu sou parlamentarista. O caminho para começar a resolver esses problemas é por aí. Sou um crítico dentro da Câmara e do Senado. Dizem que o poder executivo extrapola suas funções - e é verdade - mas também a Câmara e o Senado não se dão ao respeito. Se tivesse um presidente literalmente com coragem para dizer: “isso aqui não é relevante, isso aqui não é urgente, eu não vou aceitar” e manda de volta. Ele pode fazer. As mesas diretoras da Câmara e do Senado podem fazer, mas nunca fizeram porque hoje, na verdade, o poder na Câmara e no Senado, e os que detêm o comando são prepostos de quem está no poder. Foi assim no Fernando Henrique e foi assim no governo Lula. A construção de maioria no Brasil, no atual sistema, é uma tragédia para o país porque ela não está em torno de um programa de ideais e de um conjunto de conceitos, ela está apenas no “muito bem”: “eu vou ocupar e vou me locupletar”. É isso. Então, porra, é uma tragédia. É duro, hoje, fazer política com seriedade, com espírito público, na Câmara e no Senado, porque o padrão de comportamento não é esse. Dói para mim dizer isso. Eu gostaria que fosse diferente. Mas o padrão de comportamento é esse: “qual é o negócio do dia, qual o negócio da semana?” Bom, vamos perder a esperança e acabar com a democracia? Claro que não. A democracia é um processo lento, mas ruim com ela, terrível sem ela. A gente vai ter que continuar lutando, avançando, tentando mostrar que dá para ir pelo caminho correto, sem que isso queira dizer que a pessoa não é imune a erro. De jeito nenhum. Todo mundo erra. Mas pô… valores… não mentir, não roubar, ter respeito pelo patrimônio público, pelo dinheiro público, saber que tu estás lá com honra, cumprindo valores de representação. Essa coisa dos valores que são muito arraigados na nossa sociedade…. quer a gente queria, quer a gente não queira, o Brasil é um país que tem diferenças culturais, históricas, muito fortes. Pô, dei minha palavra… não tem que recuar. Do meio do Brasil para cima, a palavra está até relativizada. Isso não existe. Deu a palavra, cumpriu.

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“O PSDB hoje é uma coisa que ninguém sabe direito o que é.”

Tem um episódio, na candidatura Yeda e Alckmin. Eu e o Júlio Redecker fomos retidos em uma sala na qual estava o ex-presidente do PSDB que disse: “foi fechado um acordo com o PSDB, o PMDB e o PFL de então, em Santa Catarina, pelo Bornhausen, e nós queríamos saber se topariam reavaliar a candidatura Yeda para fazer acordo com o Rigotto, porque, na nossa concepção, [vocês] estão lá distantes e a candidatura é batida para o governo do estado do Rio Grande do Sul. E seria importantíssimo para o Alckmin fazer essa aliança: Rigotto/Alckmin, Luiz Enrique/Alckmin.” Como eles pensavam que não tínhamos chance alguma, eles achavam que, se fechasse aqui, eles poderiam ter espaço de ajuste com o Quércia e com o Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, que era a idéia que eles estavam fazendo do Brasil. Aí o Júlio me olhou e eu disse: “olha, primeiro, eu discordo da tese. Acho que, ao contrário, nós temos uma candidatura capaz de vencer a eleição. Segundo, eu tenho que reconhecer com realidade que, hoje, o palanque que o Rigotto pode oferecer aos partidos que compõem o governo Rigotto é um palanque aparentemente muito mais forte política e eleitoralmente. Agora, nosso palanque é menor? É. Nosso palanque não é tão forte? Não é. Mas eu tenho certeza de que nosso palanque vai ser leal do primeiro ao último minuto, e o outro lado eu não posso dizer a mesma coisa. Depois, eu já dei a minha palavra e o Júlio sabe disso. E, na nossa terra, quem dá palavra cumpre e eu vou cumprir. Primeiro, porque eu estava lá. E, segundo, porque eu acredito que, mesmo achando que, nacionalmente, haja uma série de questões que o PSDB olha para o Rio Grande do Sul e acha que nós não temos força para chegar lá, eu acho que nós vamos chegar.”

Eu usei esse exemplo do governo Yeda, que pouca gente conhece - publicamente eu nunca falei isso - para mostrar como são as coisas. Eu não vou nem explicitar a argumentação que fizeram comigo, até por respeito às pessoas. Conosco não tem conversa: tu deu a palavra, tu vai honrar. É diferente.

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Postado por A Nova Corja, 14:58, 26/03/08, na(s) categoria(s) Eleições 2008. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

20 comentários para “Entrevista com Onyx Lorenzoni - Parte II”

  1. André diz:

    E o a$$e$$or do Ônix envolvido até o pescoço com falcatrua$ ? Nova Corja = DIário Oficial do Ônix 2009

  2. Walter Valdevino diz:

    Semana que vem seremos o Diário Oficial da Manuela 2009.

    Ki confuzaumm, naum?

  3. André diz:

    Segue o silêncio sobre o a$$e$$or enrolado até o pescoço. Feliz casamento com Veja, Walter !

  4. Walter Valdevino diz:

    Obrigado!

    Semana que vem me separo e caso com o vermelho.org.br

  5. Alisson Coelho diz:

    Diário oficial da Manú….
    Isso tah ficando interessante!

    Bom sobre o Onix: Não gosto do DEMO, aliás eu não gosto de nenhum partido em especial…mas o PFL embrião do DEMO sempre teve minha antipatia…
    Mas o Onix pelo espirito de mudança partidária e pela busca por uma ideologia mais equilibrada merece pelo menos meu respeito…

    Recebeu ainda mais meu respeito agora que disse não gostar do nome DEMO, tbm não gostei…

    Acho interessante um partido como o democratas, ele traz um equilibrio à democracia brasileira que ultimamente tem partidos ou de esquerda ou de geléia que ficam balançando de um lado para o outro…

    Então ter um partido assumidamente de centro direita e que tem preocupação em externar sua ideologia partidaria enriquesse o jogo politico.

    é isso

  6. Diogo diz:

    “E, na nossa terra, quem dá palavra cumpre e eu vou cumprir.”

    yeah, right

  7. Andreas diz:

    A real é que, por mais irritante que isso possa parecer, o Onyx se saiu muito bem na entrevista. Não fugiu das perguntas e foi muito ponderado nos “demagogismos” - a não ser no finalzinho, agora, quando começou a falar sobre cumprir promessas.

    Quero ver a Manu, agora.

  8. LS diz:

    DEMO “apontando um futuro para o Brasil”???
    Hahahahaha

    O PFL nunca teve um projeto para o Brasil, a não ser sempre estar no governo.

  9. Barba diz:

    “O PFL nunca teve um projeto para o Brasil, a não ser sempre estar no governo.”

    True. Pena que fizeram escola… acho que todo esse é o plano de todo partido do Brésiu.

  10. Alisson Coelho diz:

    Concordo com o Andreas….

    Se não fosse o final e as exaustivas fotos com o chimarrão, eu diria que ele foi bem na entrevista

  11. LS diz:

    Pois é, Barba. O PT, por exemplo, aprendeu direitinho com o pfl a subir ao poder e não largar mais.

  12. Willian Wallace diz:

    Mas que implicação os brasileiros tem com o chimarrão.

  13. goiaba diz:

    Não sei não se essa “mudança” DEMonística tem alguma profundidade, mudar nome é fácil, mudar ideologia oficial é fácil, mas na prática, como fazer uma transformação verdadeira mantendo quase os mesmos quadros? Ou alguém com um pouco de cérebro já levou o PFL a sério alguma vez?

  14. fernanda diz:

    o grande problema que eu percebi nos posts que li é que vcs estão atolados de preconceitos e isto nunca é bom. impede de ver o todo com clareza e obriga todo o discurso feito a se enquadrar no que vcs previamente acreditam. principalmente o tal André. parece daqueles que “compra” a ideologia, o discurso e as chaves explicatrivas de esquerda todas prontinhas e nem reflete a respeito. do tipo que lê O capital mas não entende porque ” Marx é muito denso, muito fechado”. hahahahahahahahah (mas é de doer, é mais fácil aceitar do que pensar por sí mesmo)

  15. Alisson Coelho diz:

    Realmente os quadros do PFL mudaram muito pouco.
    Mas a boa noticia para quem espera alguma coisa do DEMO é que o ACM morreu. ACM era uma má influencia para o DEMO…
    (Esse nome é muito bom hahahahahahaha)

    Mas as lideranças do DEMO são agora bem mais jovens, espera-se que tenham voz e idéias menos coronelistas que os antigos poderosos…

  16. Flávio diz:

    Repito o que escrevi em outro post: um partido, quando está na oposição, parece muito melhor do que realmente é. Vide o PT… Mas concordo que é bom para a pluralidade ideológica ter um partido que se assuma como de direita, ou, vá lá, centro-direita. Tá certo que o ex-PFL ainda tem quadros como Jorge Borhausen, César Maia, Arruda… O filho do Edson Lobão só foi expulso de suas fileiras porque ia assumir como suplente no lugar do pai… Roberto Brant, outro pefelista, esteve envolvido no mensalão - e escapou da cassação… Mas, para um partido que parecia irremediavelmente governista, não ter embarcado no Governo Lulla já é um avanço. Mas não vamos nos iludir muito. Dias desses li uma entrevista do Rodrigo Maia, um dos líderes demo, falando que o DEM poderia apoiar Ciro Gomes (um dos candidatos da base lullista!) em 2010…

  17. dante diz:

    “o grande problema que eu percebi nos posts que li é que vcs estão atolados de preconceitos”

    fernanda, TODOS OS SERES HUMANOS DO MUNDO “estão atolados de preconceitos”.

    assuma isto e seja feliz como nós todos.

  18. Fernanda diz:

    Vocês sabiam que um dos criadores do TucanUFRGS é parente do Onyx?

  19. Walter Valdevino diz:

    khdkhdja

    Eu, pelo menos, não sabia.

    Isso só torna as coisas mais divertidas, já que “o PSDB hoje é uma coisa que ninguém sabe direito o que é.”

  20. A Nova Corja » Blog Archive » Entrevista com Onyx Lorenzoni - Parte III e final diz:

    […] Vamos nós à terceira e última parte da entrevista com o deputado federal e candidato a prefeito de Porto Alegre Onyx Lorenzoni (DEMO-RS). A primeira parte da entrevista está aqui e a segunda, aqui. […]

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