Rola um surf legal em Capão da Canoa
13:29 | 24/04/08 | Rodrigo AlvaresTá meio desanimador tentar acompanhar de São Paulo a demência dessa CPI do Detran no Bovinão, mas a tal notícia do apartamento de R$ 750 mil que a desgovernadora que o deputado Paulo Azeredo (PDT) denunciou me deixou atiçado. Aos fatos.
O pedetista disse que teria sido parcialmente paga com resíduos da campanha política. Seria interessante ele mostrar os documentos, porque no site do TSE a diferença entre receita e despesa na prestação de contas da tucana mal chega a R$ 2 mil. Entretanto, a prestação dos valores do comitê financeiro não foi apresentada.
Para reagir, Yoda deu entrevista à Rádio Gaúcha e disse que reuniu o dinheiro da venda de um apartamento em Brasília, de um imóvel em Capão da Canoa, no norte do Estado, e de um carro e tomou um financiamento no Banrisul para fazer o negócio, informado nas declarações à Receita Federal. Acho brabo.

Será que o surf legal de Capão da Canoa durante o verão valorizou o imóvel?
Pouco depois que foi eleita, Yoda declarou que sairia de seu loft, no bairro Petrópolis (se alguém souber a rua, avise) para um lugar maior, mas negou o Palácio Piratini. A revista Cláudia relata o seguinte: “Na sexta, 5 de janeiro, a governadora lê e-mails desde as 6h10, em casa, na Bela Vista, bairro de classe média alta (hshshs)“. E vai além: “O loft antigo no bairro de Petrópolis, na capital gaúcha, continuará sendo o seu refúgio predileto”.
As prestações de contas em campanhas raramente são confiáveis - como os recursos não-contabilizados do Pê Tê. Mas Yoda teve um financiamento claudicante até outubro, isso é público. Se o PSDB quiser (ou não) se livrar dessa história, melhor agillizar uns dossiês antes que a oposição os faça.
Qualquer alternativa será ótima.
Tags: CPI, Detran, Falcatrua, Yoda
Postado por Rodrigo Alvares, 13:29, 24/04/08, na(s) categoria(s) Desgovernada Yeda. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.
14:23, 24/04/08
Não sei se era o tal loft, mas quando eu era piá… ela morava na Barão do Amazonas (Petrópolis).
15:01, 24/04/08
Muito fácil se livrar dessa acusação: basta mostrar o contrato de financiamento com do Banrisul.
15:55, 24/04/08
Mas e o valor desse financiamento, seria compativel com o valor que ela ainda teria que pagar da diferença dos imóveis que vendeu?
16:18, 24/04/08
O passatão tá super valorizado…
16:20, 24/04/08
Alisson: ou seja, simples de resolver. Daqui a pouco, vão emular o PT e fazer uma coisa dessas virar mais um tiro no pé.
16:39, 24/04/08
Um detalhe importante: a declaração dos bens, contabilmente falando, registra o imóvel pelo valor de aquisição, seja em que época for.
O Maluf foi acusado algumas vezes de declarar um valor irrisório pelos imóveis, mas, de fato, eram os valores de compra, há uns 30 anos atrás. Na hora da venda o sujeito paga IR pela diferença entre a compra e a venda.
Nessa história da venda vai ser interessante analisar a reação dela. Não basta ser honesta, tem que parecer honesta, não é mesmo?
10:09, 25/04/08
E o Arisostinho tomando um chopinho como o Lair ? “‘A mulher de César … ” Fim do governo Yeda !
15:35, 25/04/08
A denúncia foi feita pelo deputado estadual Fabiano Pereira, que é presidente da CPI do Detran. bancada do PT se abraçou se jogou para defender o amiguinho em seguida.
14:33, 26/04/08
Rodrigo, do mesmo lugar em que encontrou as informações de 2006 tem as de 2002 e 1998 onde consta o endereço do apê que é na rua Ferreira Viana, 475/901. Só note que a cada declaração os valores mudam quando legalmente e acompanhando o post do Ricardo A os valores dos bens devem ser sempre os mesmos todos os anos em que for declarado.
1998 era R$ 191.037,60, 2002 - R$ 200.000,00 e 2006 - R$ 191.000,00.
15:04, 24/09/09
O presidente da Assembleia Legislativa gaúcha Ivar Pavan (PT) tirou diárias em 2008 para dormir em casa. Foram 24 viagens para Erechim, sua terra-natal e domicílio eleitoral, pelo que recebeu mais de R$ 10 mil. Além das diárias, verba de gabinete e salários de mais de R$ 11 mil, Pavan recebeu, em 2008, perto de R$ 60 mil para custear despesas pelo uso do carro particular.
E faz parte do partido que se diz apto, por idoneidade, para conduzir uma CPI que se propõe a investigar supostos atos de improbidade administrativa.