O fracasso da TV digital brazileira II - a saga

21:05 | 28/04/08 | Leandro Demori

Depois da repercussão da entrevista com o diretor da Positivo, seguimos a série sobre a vergonhosa não-TV digital do Braziu. A Nova Corja conversa com André Pase, jornalista, doutor em Comunicação Social, professor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Sua tese foi sobre vídeo online como alternativa para a TV digital.

Antes de tudo, queria que tu explicasse (e exemplificasse) o que é TV digital além de melhor qualidade de imagem e som.
Tecnicamente, a TV Digital é um novo modo de transmitir o sinal de TV, desta vez aproveitando que tu manda dados (os bits em 0 e 1) para colocar mais coisas que apenas a imagem. Além disso, a imagem ou pega ou não pega, é diferente da TV de hoje que pegamos com chuviscos. Como o sinal não é mais simples como o de hoje, mas sim um fluxo de bits, tu podes escolher o que quer passar. Basicamente, a imagem e o som são melhorados, mas também é possível colocar alguma informação de texto e as instruções para funções de interatividade. Alguns sistemas, como o Europeu, preferem passar menos qualidade de imagem (mas já o dobro do que temos hoje) e permitir mais fluxos de vídeo ao mesmo tempo (multiprogramação). Esse recurso apenas a TV Cultura vai explorar aqui no país, as outras emissoras preferem usar a capacidade para mandar imagem na resolução máxima. Olha esse gráfico para entender, traduzi um que tem na Wikipédia.

Além disso que foi citado – vídeo muito bom e som muito bom – sobra um limbo chamado interatividade. Não tem muito o que exemplificar ainda, o tão falado Ginga está recém saindo, mas no final das contas vai dar alguns recursos de CD-ROM para tua TV. Quem já viu o que a Globo fez via Net na Copa ou no Carnaval pode ter uma idéia disso. Mas é preciso dizer: não teremos nada muito personalizado porque a lei brasileira ainda classifica transmissão direta e única para uma pessoa como alçada da telefonia, então as emissoras de TV não podem fazer isso porque estão sob outra lei. O Congresso estava por revisar isso, mas aí cai no buraco negro que é o Congresso e seus jogos de interesses.

Quanto tempo tu acha que essa TV digital leva para chegar no Brasil? Por que?
Complicado. O pessoal do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) que orientou parte do processo no país estipulou 20 anos, já as grandes emissoras apostam em 10. Acho que vai ser mais do que isso, porque o próprio cronograma do governo está com alguns leves atrasos e não vai ser fácil migrar a atual estrutura das emissoras pro novo sinal. Vai ter muita emissora mixando sinal digital vindo do Sudeste com coisa em baixa feita aqui, começando com pouca coisa. O Digital pede que haja uma nova estrutura de captação, edição e transmissão. Não é pouca coisa. Sem falar na estrutura de interatividade, se a emissora vai ter gente cuidando disso ou não. E existem pontos do país que o pessoal ainda olha TV pequena e preto-e-branco. É um desafio bem grande.

Para completar, emissoras como RedeTV! e Band estão driblando os próprios protocolos que assinaram e transmitindo em HD via antena parabólica para outras regiões do país que ainda não contam com o sinal “oficial” do SBTVD.

Além dos problemas citados pelo diretor da Positivo, quais outros? São problemas graves que mostram amadorismo no trato da questão ou os demais países passaram pelo mesmo ao implantar a TV digital? (talvez tu deva excluir países pioneiros, pois aí é covardia, já que foram os primeiros a enfrentar problemas que, hoje, já são conhecidos)
Não, nem os pioneiros estão salvos. Basta ver os EUA que adiaram 3 vezes o apagão analógico e agora bateram o martelo, o sinal analógico tem de morrer de vez em 2009. Lá a população usa bastante o TiVo e TV a cabo normal, então o sentimento de “preciso migrar” não atinge a todos. Japão e Austrália estavam com boa migração, Inglaterra e Alemanha também, mas aí é muito dos formatos de negócios, bem casados com a realidade. Pensar a Inglaterra, por exemplo, com uma BBC que tem como meta clara nos seus white papers informar ao público sobre as mudanças é covardia. E nem vou entrar aqui na briga pela escolha dos formatos, porque é uma outra história e bem mais torta, mas agora está “morta”. Então, o Brasil passa por vários problemas. Vou listar alguns:

- Lei — a atual lei que rege as rádios e TVs não permite uma comunicação personalizada. Emissão com recepção diferenciada para cada pessoa cai na lei da telefonia, então é preciso rever a parte legal.

- DRM — a TV Digital brasileira não tem flag de DRM (digital rights management), vulgo proteção contra direito autoral. Assim, dá para ligar um DVD-R no set-top box e gravar as coisas em DVD para vender na rua no outro dia. Fácil que vai ter DVD pirata gravado das finais do Paulistão na Santa Ifigênia, por exemplo. É um assunto pouco comentado, mas tem um receio de produzir conteúdo em HD se ele pode ser gravado e vendido depois, meio que um “efeito Tropa de Elite”.

- Estímulo de conteúdo — tirando a qualidade, que é matadora, eu não perco nada se não olhar um programa em HD. Aí fica um artigo de luxo pagar mais de R$ 1000 por um aparelho. E parte do público que tem TV Digital tem Net, mal sabe que vai precisar pagar mais R$ 900 (preço estimado) por um conversor HD da TV por assinatura que não tem nada a ver com o outro, e que vai trazer o sinal que a TV aberta passa hoje também com qualidade melhorada.

- Falta de uniformidade dos aparelhos, falta de explicação — É FullHD, HD Ready, UpScale…. aí pegam uma TV com aquele DVD gravado do jogo de futebol ou das imagens de SP em HD e ficam passando nas TVs das lojas para “encantar” o público, sem explicar direito pro cara que não entende nada o que é entrada HDMI e que o DVD comum mal instalado pode resultar em uma imagem escalonada e pior que a atual. Vendem aparelhos que estão prontos para receber o HD, mas exibindo a imagem sem todo o potencial de qualidade dela, caso das HD Ready. E o público compra achando que já pode ver a TV Digital só ligando na tomada em casa. Não há uma cartilha básica das emissoras de TV, indústria ou governo explicando isso, as fábricas passam a informação pros vendedores e a imprensa também acaba pegando esses mesmos dados, não há explicação do que ocorre realmente. Quem melhor faz isso é a Philips, mas é uma empresa privada que quer vender o seu produto, não as empresas de conteúdo que querem ser vistas. O próprio processo das escolhas de formatos, outra batalha bem longa, também não foi claro. Sem falar que ainda temos emissoras transmitindo em formato de tela 4:3 (tradicional) e quem tem aparelho widescreen acaba vendo a imagem “achatada” por nem ter uma idéia de como configurar a TV.

- Estimular a TV — estive em São Paulo em janeiro e fevereiro e pensei que chegaria lá e veria um estímulo, uma propaganda da TV Digital. Andei pelos dois aeroportos, metrô e Terminal do Tietê e não vi um único totem ou display da TV Digital. Pior, em Guarulhos tinha uma propaganda de TV de alguma marca (não lembro se Panasonic ou Samsung), mas nada da TV Digital brasileira, nada que faça o consumidor ver a “nova TV”, não há uma degustação. Até mesmo na Santa Ifigênia, paraíso dos eletrônicos no país, é preciso caminhar para achar a TV Digital. Se você for numa loja grande de shopping, em muitas delas preferem vender TV de plasma ou LCD exibindo o show da Ivete ou dos Bee Gees, mas nada de mostrar para as pessoas essa imagem nova. A cultura de ver TV digital não vai brotar, é preciso criar ela, estimular.

- Conversores — Há uma bela confusão. O público mal sabe que os conversores mais baratos não tem interatividade e que alguns nem permitem o upgrade do firmware depois, sem falar no preço. Criticaram muito o padrão brasileiro, o produzido pelas universidades, mas o conversor teria até comunicação com a Internet. Esse ponto já começou com problemas quando, um dia depois do lançamento da TV digital, o vice-presidente mandou o público não comprar para fazer com que o preço baixasse. Sem falar que as tão prometidas fábricas de supercondutores não estão saindo do papel.

- Interatividade — a tão falada interatividade do Ginga por enquanto é só um guia de programação que a Net ou o jornal já têm. Parte das pessoas imagina que assim a TV terá vídeo sob demanda e outras coisas, mas a longo prazo teremos uma TV com cara de CD-ROM, comércio pela tela e enquetes a partir do controle. Recém o Ginga foi colocado para o uso dos produtores de conteúdo, mas ainda é um grande mistério como usar.

- Celular — em virtude do padrão japonês com pitadas de brasileiro, as empresas que produzem telefones com sede na Europa (como a Nokia) já avisaram que não farão aparelhos para o sistema brasileiro em um primeiro momento. Temos alguns poucos aparelhos por enquanto, mas estão com preço estimado em R$ 1.500. Ou seja, mais caro que um Nokia N95 ou iPhone no Mercado Livre, por exemplo.

- Além da TV — enquanto as TVs ainda pensam na TV digital como TV convencional, para citar a frase clássica do Nicholas Negroponte, aparelhos como o computador e o telefone celular interligados pela rede acabam por “patrolar” alternativas que demoram. Minha tese de doutorado investigou isso, estamos no começo das coisas, mas hoje o vídeo na rede já está em tela cheia (Miro, Joost, Hulu…). Daqui a pouco fica tela cheia e HD, aí a coisa complica. Até porque já tem pessoas gravando o sinal da TV Digital e colocando on line. Não há uma grande melhora, mas é sinal desse canibalismo de mídias violento. Quem quiser ir além nisso pode acompanhar a produção de um pesquisador do MIT chamado Henry Jenkins. E vídeo sob demanda, na hora que eu quero, só no on line mesmo.

O que tu acha desse possível relançamento do sistema? Como ele deveria ser feito agora e o que foi feito de errado em dezembro do ano passado?
Dar reboot em uma iniciativa repleta de fogos de artifício é sinal claro de que o “tiro feriu mas não matou”, como diria o Tom Jobim. Acho que erraram ao simplesmente colocar a modernidade no ar em dezembro do ano passado, apenas para não perder mais ainda o trem da história (como no caso da Rádio Digital), sem estimular o uso da TV. Eu costumo dizer que pensaram em como lançar um meio com a mentalidade do século passado sem observar que hoje o público tem uma voz maior que anteriormente, é outro contexto (temos celulares, computadores, videogames… uma cultura digital). Falta informar certo o público, colocar na cabeça que é preciso ter essa TV nova e alardear isso, estimular essa nova cultura e não apenas achar que Dance, Dance, Dance, Pânico na TV ou o Futebol com aquele selinho de DIGITAL no canto da tela vão convencer o público. Tem de produzir conteúdo que faça a pessoa precisar da TV e perder se não tiver o aparelho necessário, nem que seja alguma informação em texto ou um recurso legal à la CD-ROM nas Olimpíadas, por exemplo.

Por que o Brasil tem tanta dificuldade em lidar com tecnologias como TV digital, telefonia 3G e a própria internet, a exemplo de decisões judiciais absurdas como tirar TODOS os blogs Wordpress do ar, ou o Youtube, ou o Orkut? Não entendemos a modernidade?
Porque é Brasil, dói mas é isso. Se nós temos trocentos jogos de interesses em leis tradicionais, o olhar sobre os meios novos é carregado de confusão, e aí só piora esse jogo de tensões. É marketing chamar os diretores do Google pra CPI no Congresso em pleno ano de eleição e pescar eleitorado que também desconhece as coisas. Falta não apenas compreensão desse novo status, mas entender o que acontece na prática. Os poderes “patinam” nesses casos também porque há uma perda do controle da comunicação. Não falo controle como aquela coisa dos marionetes, “dominação”, mas sim saber quem fez tal coisa e como ela vai ser assimilada pelo público, aí qualquer deslize dá para ir atrás de quem falou as coisas. O caso do Google e do Orkut procede um pouquinho, é esse pouquinho que pode fazer o site ficar um pouco mais sério em algumas coisas e não um grande limbo da internet onde qualquer pessoa faz qualquer coisa, mas pena que a discussão foi por um caminho que não o correto. O problema da pedofilia é a peça entre a cadeira e o micro, não o que tem no micro.

É como o caso das normas eleitorais, o receio de ter um eleitor ativo é muito maior que qualquer idéia de compreensão. Critiquem ou odeiem, mas um cara como o Cururu “sacou” as ferramentas de publicar material na Internet driblando o atual controle muito antes de outros políticos. Uma coisa é impedir publicidade extrema e oficial, cuidando de casos de fraude ou políticos se passando como leitores, mas não dá para impedir que as pessoas façam campanha on line para seus seus candidatos. Seria a mesma coisa que sair regulando a quantidade de cabos eleitorais pelas ruas. Há um forte receio de “perder a compreensão do processo” que pode ser fraqueza para muitas pessoas.

A TV Digital foi um processo que estas tensões ficaram bem claras. O governo namorou um protocolo brasileiro, bem mais ágil que os outros do mundo, mas as pressões e informações provocaram um novo foco, com preferência para o padrão europeu que priorizava a distribuição do sinal para dispositivos móveis pelas empresas de telefonia celular. A reação das emissoras de TV veio na hora, com um contra-ataque bem forte favorável ao padrão japonês. Basta lembrar que o próprio governo foi adiando esse processo e a escolha foi bem no ano de eleição. Não precisa de pesquisa muito profunda para recordar que o tratamento do governo federal pela mídia foi um antes da escolha e outro bem distinto depois que foi definido o “casamento” com o japonês, priorizando outros interesses. O Brasil não pensa na cultura ou no que é possível fazer para o progresso e avanço da sociedade (sem ser demagogo, por favor), mas sempre vai pelo caminho “do que dá pra fazer melhorando o que temos sem muita mudança pro meu cantinho”.

Sem falar que o caso do Wordpress é medonho. Era bem mais fácil pegar o cara que fez o blog — e que era conhecido — e fazer um inquérito por ali. Isola o problema e deixa o resto seguir em frente. Essa cultura do proibir as coisas, até mesmo os jogos como Bully e Counter-Strike, provoca pequenas censuras no cotidiano que as pessoas não notam. Custa pôr um selo de “proibido para menores” e cuidar a venda nas lojas? É mais fácil proibir, mas aí a liberdade é tolhida de uma maneira que as pessoas não notam, é censura.

Não é que não entendemos o novo horizonte, a modernidade. Temos massa crítica muito boa nessa área, mas infelizmente toda a decisão não compreende o processo. Vivemos numa época de estruturas tradicionais e bem burocráticas que são transformadas todos os dias pelo uso muito rápido das pessoas comuns, que acabam se apropriando das tecnologias. Casos como esses são choques dessas realidades.

Quem tiver mais interesse no assunto pode conferir o blog TV+Internet, mantido pelos professores de novas mídias da Famecos e que discute essas questões

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Postado por Leandro Demori, 21:05, 28/04/08, na(s) categoria(s) Demência seletiva. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

11 comentários para “O fracasso da TV digital brazileira II - a saga”

  1. Walter Valdevino diz:

    “Uma coisa é impedir publicidade extrema e oficial, cuidando de casos de fraude ou políticos se passando como leitores, mas não dá para impedir que as pessoas façam campanha on line para seus seus candidatos. Seria a mesma coisa que sair regulando a quantidade de cabos eleitorais pelas ruas. Há um forte receio de “perder a compreensão do processo” que pode ser fraqueza para muitas pessoas.”

    Genial. Tapa na cara de mentalidade Pê Tê que domina o universo.

  2. Fróid diz:

    Discussão inútil. Nada substituirá o velho Bom Bril na ponta da antena!!

  3. Alisson Coelho diz:

    Lei — a atual lei que rege as rádios e TVs não permite uma comunicação personalizada. Emissão com recepção diferenciada para cada pessoa cai na lei da telefonia, então é preciso rever a parte legal.

    Esse é o problema maior. Conflito de interesses. O processo de mudança na telefonia e na TV no Brasil passa por um processo de “caça” a politicos envolvidos em empresas de comunicação e telefonia. Passa também pela questão do financiamento das campanhas eleitorais, pelo lobby das empresas de comunicação e telefonia.

    É preciso formar bases para que a TV digital de certo por aqui…

    Enfim, estamos na m*… essa Estória de TV digital no Brasil vai continuar servindo para os encautos dos cursos de comunicação continuar organizando debates e palestras e para que o pessoal que está fazendo mono tenha assunto!!!

  4. ariela diz:

    Continuo afirmando que é bobagem a publicidade querer meter televisão de 7 mil reais em cima das pessoas apenas com o argumento de que a imagem será hipernítida. Quem vai querer pagar esse preço só para ver em alta definição o Faustão durante todo o domingo? As pessoas não são burras. Sim, é preciso repensar conteúdos, mas isso cu$ta muito. Já tem gente sacando que é mais interessante botar TV, DVD, aparelho de som e outras bugigangas no lixo, e colocar em seu lugar um computador com banda larguíssima. Em pouco tempo, alguns entenderão que é muito importante ter seu próprio servidor e passarão a produzir eles mesmos conteúdos e a oferecer serviços hoje restritos a provedores. O meu pai não se daria conta disso, mas meu irmão de 20 anos está ligado. Esse processo não tem volta. E não adianta querer dominar processos culturais associados à Web com recursos do século passado, como censura.
    Um pentelho alega que alguém fez bobagem em seu blog locado no Wordpress e o governo bloqueia o serviço todo? não tem problema, o cara do blog pega a sua página e hospeda em outro serviço, em outra e assim por diante, até que TODOS os serviços de blogs tenham que ser censurados. Então, os amigos do cara e simpatizantes começam a replicar a página banida, o artigo maldito, em outros blogs. A coisa não tem fim. Não há mais como bloquear informação. É trabalho de Sísifo. O modelo de sistemas de controle faliu. O modelo capitalista de fabricação e venda de produtos de cultura de massa também. É a era do caos. E isso é muito bom.

  5. velha retrógada prevendo mais alienação diz:

    “com preferência para o padrão europeu que priorizava a distribuição do sinal para dispositivos móveis pelas empresas de telefonia celular.”

    Não sei o que é pior: Faustão e BBB em alta definição (miérda) ou todo mundo boboguiado vendo tv pelo celular o tempo inteiro. Tenho que escolher? ah nao, esqueci, quem decide será a mega corporation q barganhar melhor com nossos setores (des)governantes…

    Tem faculdade de medicina onde os alunos jogam truco no meio da aula e as alunas vêem coluna social no jornal… Atender ao celular no meio da aula, nem é novidade mais.

    Qdo a TV entrar no celular, aí, pronto, Braziu iu iu… e na bandeira “desordem e ingresso (perpétuo) no mundo da Rede Bobo - full time.”

  6. A Nova Corja » Blog Archive » TV digital? Não, obrigado diz:

    […] MóóiTO e de mostrar que não temos a cara-de-pau para inventar declarações, publicamos mais uma entrevista, dessa vez com André Pase, que defendeu tese de doutorado sobre vídeo online como alternativa para a TV digital. Era mais […]

  7. Gr?fica CDC - Salvador, Bahia diz:

    Parabens pelo artigo!

  8. Ginga, só no natal. « Simulações diz:

    […] com o Professor da PUCRS Eduardo Pellanda sobre o aniversário de um ano da tv digital brasileira. Aqui entrevista do pessoal do Nova Corja com o Professor da PUCRS André Pase sobre a TV […]

  9. Andre diz:

    Esses envolvidos com a implantação e produção de TV Digital são uns canalhas. Só pensam no dinheiro e fazem questão de não mencionar o principal: cadê o conteúdo da TV? Cadê a qualidade da programação? Pra que eu quero ver o Gugu, o SS, as asneiras do Nelson Rubens, o telejornal, as porcarias de novelas numa TV de alta definição? Qual o propósito? Se a programação não presta, não vou me interessar em comprar equipamento moderno. Não é um pensamento lógico??!

    Minha TV tem 15 anos e não pretendo trocar. E mais: só ligo pra ver filmes e shows gravados do meu acervo, já que nem TV por assinatura se salva.

  10. vitor diz:

    Andei pesquisando sobre a TV Digital nos EUA e eles tem o mesmo problema de alcance de sinal e as mesmas reclamações que os brasileiros. Eu comprei uma tv com conversor digital integrado e gostaria de assistir a todos os canais em alta qualidade e somente 3 canais possuem sinal bom/forte que é o caso da REDE TV, SBT e a Record. Globo nem aparece na lista de canais digitais….Não sei se a TV digital foi uma jogada de marketing para vender TV e conversores ou antenas VHF/UHF ou se foi culpa do modelo japones, ou das emissoras ou do governo….Pra mim foi uma coisa muito mal feita.

  11. Leonardo - Claro TV diz:

    Acho que o problema mesmo é a falta de seriedade dos brasileiros para implantar novas tecnologias, tudo acaba sendo barrado nas burocracias que acaba prejudicando a população

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