Vou morrer e vou ver tudo

15:42 | 11/07/08 | Rodrigo Alvares

Lá estava eu na banca de revistas para comprar minha dose semanal de quadrinhos quando chega um senhor e pergunta se tem a Zero Hora. Ele está há uns 40 anos longe do Bovinão. Colocamos a conversa gaudéria em dia - ele ficou chocado quando eu disse que Porto Alegre ainda não tem metrô, por exemplo.

Papo vai, papo vem, ele começa a falar da Ética  Jornalística das antigas, especialmente do Assis Chateaubriand:

“Esse cara era esperto. Ele ia lá e investigava a vida dos políticos, dos empresários e ameaçava divulgar os podres deles para que eles sempre anunciassem no jornal dele. Achacava mesmo. E os caras não tinham opção, por que naquela época ele era o Roberto Marinho e podia destruir qualquer um. Ainda bem que hoje em dia não tem mais jornalista que faça isso”, disse.

Respondi: “O senhor acredita que ainda se faz isso? Especialmente no Rio Grande do Sul. Eles chegam a investigar os processos criminais das pessoas com cargos para elas fazerem exatamente isso que o Chatô fazia. Mas era o Chatô, pelo menos”.

“Mas tu vê só. Não adianta: as pessoas sempre vão ser safadas”.

Tags: , , ,

Postado por Rodrigo Alvares, 15:42, 11/07/08, na(s) categoria(s) Aloprando. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

18 comentários para “Vou morrer e vou ver tudo”

  1. Max-Colorati diz:

    ahá! então você estava na banca em Porto Alegre/RS??? e comprando gibi!!?? bah! que regressão!!!! Se pelo menos fosse o gibizon do Radicci… !!

    Enton me pode encerrar la polilogia “eu vou te achar cara?”

    Tá achado o sumido. Te cuida o processado!!!!

  2. Patrick diz:

    Max, releia.

    :E

  3. Fróid diz:

    Agora o Max viajou….

  4. Rodrigo Alvares diz:

    Em nenhum momento escrevi que estava em Porto Alegre, Max.

    E gibi porra nenhuma. É HQ. Não acho que seja propriamente uma regressão. Junto com o Wii, tá mais para minha versão de fumar crack de terno atualmente.

  5. Max-Colorati diz:

    Tá bom non si fala mais em gibi? Enton parlemo comics. Que nojo…

  6. Max-Colorati diz:

    Ma non me é em Tiqrite nem no tal murro das lamentação que me compro questos comiquis.

  7. Gabriel Quaresma diz:

    Quais hq que são vendidas nas bancas de havana???

  8. Gabriel Quaresma diz:

    … HQ’[b]s[/b]…

  9. Max-Colorati diz:

    Ma che Havana. Foi o primeiro lugar que o Monolíbio procurou ele.

  10. Coorioso diz:

    Diz que o próprio Chatô contou pra esse tio aí da banca: “certa vez, eu cobrei um milhão e meeeiô”

  11. Gringo diz:

    Consegui a última degravação!
    Lá vai:
    HNI – Oi, já chegaste?
    MNI – Péraí, não posso falar agora porque aquele véio babaca… ahnn é tu amorzinho, não reconheci o número…
    HNI – Tive que trocar de celular porque a Polícia Federal anda… ahnn não posso falar por telefone, mas acho que estou com o telefone grampeado.
    MNI – Uéééé, grampeado porquê? Tu me disse que todas as falcatruas são feitas com a maior segurança e que até os homi tavam sabendo???
    HNI – Psssst! Não fala isso por telefone! Quantas vezes tenho que te dizer que os meus rolo por fora e os esquema de grana do Detran não é pra comentar por telefone!!!
    MNI – Tá bom, tá bom…
    HNI – E o esquema aquele da Fenaseg, pior – nunca menciona nada sobre Fenaseg.
    MNI – Tudo bem, gato! Não vou falar…
    HNI – E nem sobre Fundae, Fundatec, cuida hein?! Por telefone não!
    MNI – Tudo bem, já disse! Não falo nada.
    HNI – Pensant, Zé Otávio, João Luiz…
    MNI – Tá, entendi, pára de falar!
    HNI – Tribunal de Contas…
    MNI – Cala a boca, imbecil!
    HNI – E aí, depilaste?
    MNI – Depilei, ficou uma gracinha. Optei pelo estilo Busatto…
    HNI – Tesão!
    MNI – Vai passar aqui em casa?
    HNI – Vou, mas só pra te fazer um carinho. Sabe cumé, hoje é terça-feira e a patroa sempre dá uma bimbada no domingo… não posso levantar suspeita em casa…
    MNI – Tudo bem, meu amor! Não esquece de passar no caixa eletrônico antes.
    HNI – Não precisa, to com uma maleta aqui comigo. Tem uns cento e cinqüenta mil.
    MNI – Uhhh! Quanto?
    HNI – Cento e cinqüenta, porra já te disse prá não falar em dinheiro por telefone! Não sei do que tu tá falando!!!
    MNI – Tudo bem! Lembra de dar um toque no celular quando estiver chegando. Buzina na garagem, depois avisa o porteiro prá ele interfonar. Toca bastante a campainha, hein amor! Posso estar no banho…
    HNI – Tá, daqui a pouco estou aí.
    MNI – Amor, mais uma coisinha: sabe aquela tua pantufa? Já estava com quase um mês e eu troquei por um tamanco de madeira. Tudo bem?
    HNI - Tudo bem, só não entendi porquê.
    MNI - Amor, tenho que desligar pois o Ricard… ahnn quer dizer, o entregador de pizza está batendo aqui.
    HNI - Pizza, as quinze pras dez da manhã?
    MNI - Ando com uma fome, gato!
    tooo, tooo, tooo, tooo, tooo

  12. Max-Colorati diz:

    Bá que nojo!!!!

  13. Max-Colorati diz:

    Alô??? o gibilomaníaco??? tá por aí??? Estamos esperrando que a new corja parle algumas coisas a respeito das declarações do Sr. Aderbal Torres de Amorin na página 18 da ZH de hoje. Seria ele o novo Feijó??

  14. DANTAS, DIREITO, ESTADO, CIBERCULTURA « HELIOPAZ diz:

    […] que a tiragem dos jornais está caindo vertiginosamente PRATICAMENTE NO MUNDO INTEIRO; quarto: quase sempre, o consumidor padrão do bem simbólico crítico-noticioso pertenceu às classes A e B,…; quinto: a cultura pós-moderna é audiovisual, dinâmica, ubíqüa, fragmentada, inconstante - uma […]

  15. DANTAS, JORNALISMO, DIREITO, ESTADO, CIBERCULTURA « HELIOPAZ diz:

    […] que a tiragem dos jornais está caindo vertiginosamente PRATICAMENTE NO MUNDO INTEIRO; quarto: quase sempre, o consumidor padrão do bem simbólico crítico-noticioso pertenceu às classes A e B,…; quinto: a cultura pós-moderna é audiovisual, dinâmica, ubíqüa, fragmentada, inconstante - uma […]

  16. Meu Nome Não é Johny diz:

    Ã?

  17. marlon diz:

    vovô gaúcho que acha metrô a coisa mais natural do mundo e consegue comprar uma zh na banca da esquina.

    SURUBA ESTÁ EM BUENOS AIRES
    jfklsdjfsdjfkls

  18. spoiledwhitegirl diz:

    “Ele é jornalista, mas é também dono de um site de economia. A função de jornalista não é inteiramente compatível com a de empresário. O empresário Nassif lucra com o patrocínio oferecido por uma empreiteira em seu site. O jornalista Nassif elogia a empreiteira em sua coluna, citando-a como exemplo de ‘gestão inovadora’.”

    trecho de “O empresário Nassif”, de Diogo Mainardi, publicado na Veja em 24 de agosto de 2005

    Poligrafo, é você?!

Comente