A imprensa brasileira precisa retroceder

17:15 | 01/11/08 | Rodrigo Alvares

As eleições americanas sempre me deixam deprimido. Pior que isso, acompanhar o jornalismo americano também me deprime. Por sinal, escrevo este post da minha cama, pois não consigo sair dela. Hooray for wi-fi.

Para começar, as faculdades de jornalismo no Brasil costumam motivar seus alunos a se tornarem imparciais. A opinião deles não interessa, só os fatos. Não à toa, boa parte deles mal sabe ler quando entram e até desaprendem durante a estadia por elas. Nesse contexto, os professores te condenam se tu te passa um pouco nas matérias, mas pagam pau para o jornalismo imparcial dos americanos.

Hum, vejamos: o número de publicações que declaram sua preferência presidencial é notícia em cada eleição. É aquela velha coisa de não tirar o leitor para idiota e, se ele quiser continuar comprando o jornal depois das eleições, o problema é dele. Felizmente, temos a lei eleitoral para impedir esses abusos por parte da Mídia Má brasileira.

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“Brasiu? Não irei”

E é aí onde entramos na questão da internet. Lembro até hoje quando, em 2003, sugeri em aula que blogs poderiam ser uma ferramenta jornalística e não apenas um diarinho. Todos riram da minha cara - inclusive a professora.

As eleições por lá bombavam na internet graças aos blogs, mas imagino que isso não fosse importante - assim como a dificuldde em encontrar um orientador para minha monografia sobre jornalismo gonzo, porque ninguém fazia idéia do que isso era, à época. Em 2008, Barack Obama angariou sua base de apoio através de redes sociais. Go figure.

A imprensa brasileira precisa retroceder.

Quando a vida ficou tão enfadonha? Perceba a lacuna entre a época da revista do pessoal do Casseta Popular e Planeta Diário e do começo do CQC, por exemplo. O fim da Ditadura também decretou o fim do bom jornalismo no Brasil. Instaurou-se o bundamolismo editorial, e quando o PT venceu a presidência, só piorou. Mesmo que não pareça.

O partido era querido pelos repórteres e detestado pelos patrões, mas o que se vai fazer, tomar posições e perder leitores está fora de questão. Mesmo com todos os escândalos, os políticos se acham no direito de acossar seus próprios eleitores. Eles não merecem esse tratamento, e sabem disso. Mas a herança patrimonialista brasileira dá a razão a eles.

Aí, tu acessa a internet ou assiste à TV a cabo. É deprimente. Não é possível imaginar programas como o Daily Show e o Saturday Night Live em versões brasileiras sem ver uma ameaça de processo logo depois do que apresentam. Ah, mas esqueci: jornalismo tem de ser factual. As cobranças são baseadas puramente na paranóia.

Não há qualquer cerimônia quanto aos políticos americanos. Ninguém é poupado. Investigar a vida pessoal do candidato é um atraso no debate democrático brasileiro, mas eu gostaria de saber se meu deputado é um pedófilo cocainômano. Ajuda a definir o voto, sabe.

O pior é que nos EUA, eles entram no jogo - até porque sabem que fazem parte dele. A vida de Sarah Palin foi escrutinada no SNL, mas ela foi lá participar do programa ao vivo. Barack Obama é satirizado pela New Yorker e brinca com isso. No paisdemocráticodubrasiu, isso não acontece. Afinal, pode fazer mal aos negócios dar as caras para os eleitores. Eles até podem mudar de idéia.

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Postado por Rodrigo Alvares, 17:15, 01/11/08, na(s) categoria(s) Demência moral. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

51 comentários para “A imprensa brasileira precisa retroceder”

  1. Aninha diz:

    Eu te digo o que acontece num “paisdemocráticubrasiu” :

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2278004.xml

  2. poi diz:

    Porra! o Lefty Rosenthal não é aquele mafioso que dirigia os cassinos em Las Vegas. O Robert De Niro fez ele no filme casino.

  3. poi diz:

    *…os cassinos em Las Vegas? (interrogação)

  4. Francisco Luz diz:

    É deprimente comparar QUALQUER aspecto do Brasil com QUALQUER aspecto de qualquer outro país. Jornalismo e política são só os dois expoentes mais notáveis disso.

  5. marlon diz:

    e emqaumto isso an blogsfara…

    Olhem e xorem gurisadinha:

    http://www.thebobs.com/index.php?w=1157215689043855MHTOXSAW

    (detahle) comtuedo plitoico e nau e ecsrita ppr feedlios

  6. marlon diz:

    imprensa brasileira = oduj

  7. Manuel Amaral Bueno diz:

    A New Yorker satirizou as críticas ao Obama

  8. adso diz:

    lembro de ter visto um letterman onde ele dizia 10 coisas (era praticamente um quadro do programa) pra Sarah Palin NÃO FAZER se quiser realmente ser VP. Tranquilamente 4 das 10 dariam processo no braziu.

    sério, o pior do braziuzão é a justi$$a. Se parassem der dar dano moral pra qualquer bosta já melhorava bastante.

  9. João Carlos Cembranel diz:

    Eu que acompanho concordo em gênero e º com o posto ali.

  10. Paulistinha diz:

    JORNALISMO NÃO É PROPAGANDA. E O COMPROMISSO COM A VERDADE? E O COMPROMISSO COM OS LEITORES? QUANDO VOCÊ COMPRA UM JORNAL, VOCÊ ESTÁ PAGANDO PARA SER INFORMADO E NÃO PARA SER MANIPULADO. UMA FORMA DE CENSURA É O PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO FEITO PELOS PRÓPRIOS JORNALISTAS. DEPOIS NÃO ENTENDEM PORQUE AS TIRAGENS DE TODOS OS JORNALÕES AMERICANOS ESTÃO DESPENCANDO.

  11. charlie foxtrot diz:

    Pois é. Esse cuidado que existe em manter a vida do candidato dentro de um cofre é no mínimo suspeito. Nem mesmo o currículo policial do sujeito temos acesso…

  12. Marcos Fiori diz:

    Tenho um problema pra resolver e pelo site da Anatel não me dão acesso ao fale conosco…pensei..vou na corja..denuncio e pronto….qual minha surpresa!!! aqui também não tem um acesso a um “mande uma barbaridade”….

  13. Marcos Fiori diz:

    Detalhes: Cheguei em casa e tinha um recado na secretária do meu claro…liguei…paguei a ligação e era um telemarketing automático….paguei para ouvir propaganda!!!!

  14. Marcos Fiori diz:

    Como todos aqui eu devo ter a propriedade de ser estranho e nunca atender telefonemas de pessoas que não sejam “confirmadas”. Mas quando chego em casa e me deparo com uma “mesagem” que a pessoa se deu ao trabalho de “gravar”…acho que é importante…isto não etá certo!!!!!!

  15. Marcelo Amorim diz:

    Cada vez tenho mais certeza que o antiamericanismo profundo existente no Brasil é fruto principalmente da velha e má inveja.
    Entre a imprensa estadunidense e a cubana, pagamos pau pra segunda. Sabe como é, imprensa estatal é sempre imparcial. Afinal, o Estado é o paizão que só quer o bem dos seus filhinhos.

  16. Marcos Fiori diz:

    What?! Cuba? Eua? pelamordedeus é apenas um problema de telecomunicação….

  17. adso diz:

    o muro de berlim já caiu, amorim.

  18. Marcelo Amorim diz:

    Bah, sério?
    Tem uns jurássicos aí que querem ressucitá-lo

  19. Nitrium diz:

    Ótimo post. Não esquece também de conferir o Countdown with Keith Olbermann (tem para baixar no iTunes, é diário) e o Real Time with Bill Maher, da HBO (torrents, só em sextas).

    É interessante ver como uma briga entre o Olbermann e o Bill O’Reilly, por exemplo, nunca aconteceria aqui, por “bunda-molice” dos jornalistas.

  20. Cahê Gündel Machado diz:

    Parabéns pelo ótimo post. Disseste tudo. A lei eleitoral do Brasil é anacrônica, o jornalismo sempre foi puxa-saco dos políticos e os leitores são semi-analfabetos, e compram jornal apenas para ler o horóscopo. Como disse Fernando Pessoa em relação à imprensa portuguesa:

    Ora porra!
    Então a imprensa portuguesa é
    que é a imprensa portuguesa?
    Então é esta merda que temos
    que beber com os olhos?
    Filhos da puta! Não, que nem
    há puta que os parisse.

  21. Carmencita Freifrau von Fernsehglotzen diz:

    o muro de berlim já caiu

    Em alemão mesmo há a expressão “(die) Mauer im Kopf”.
    “(O) muro na/dentro da cabeça”.
    Muitos ainda o tem.

  22. idoso :: Tópicos pra poupar tempo :: November :: 2008 diz:

    […] Aliás, como bem ilustrou o Rodrigo Alvares, as eleições americanas têm sido um prato cheio, sobretudo, pra quem se […]

  23. Thais diz:

    Eu aprendi, na faculdade de jornalismo, que os jornais brasileiros deveriam sim ser mais opinativos. Mas isso é só a opinião de um professor, não é? De qq forma, minha faculdade me ensinou isso… ou seja, nem todas estão nessa onda de ensinar a ser imparcial. Até porque temos aulas voltadas ao jornalismo opinativo, escrevemos artigos, crônicas, etc. Mas de que adianta? O espaço opinativo dos jornais é só pra peixe grande. A opinião dos jovens não importa. E se entramos em um grande veículo, ficaremos condenados a fazer reportagens, porque novamente, opinar é pra peixe grande. E quem vai mudar essa tendência? Quem vai quebrar esse paradigma? Deveriam ser os próprios jovens. Vai ver é essa geração mesmo que não mexe a bunda. Vai ver é porque no Brasil as coisas são assim mesmo. Sei lá. De qualquer forma, seu post vale pela reflexão. :)

  24. ESQUERDA NÃO SABE USAR A INTERNET NEM FAZER MÍDIA ALTERNATIVA « HELIOPAZ diz:

    […] IMPERDÍVEL: LEIAM JÁ!!! […]

  25. ESQUERDA NÃO SABE USAR A INTERNET NEM FAZER MÍDIA ALTERNATIVA « HELIOPAZ diz:

    […] IMPERDÍVEL: LEIAM JÁ!!! […]

  26. marcelo diz:

    acho que o tema do post é instigante, mas é difícil tentar interpretar a função e o significado social da imprensa em países centrais e periféricos, um à luz do outro. a idéia de democracia, de sociedade civil, de relação entre público e privado, etc. é tão distinta que fica parecendo uma comparação entre bananas e pêras.

  27. Talita A. diz:

    Mais que provencial o post.

  28. Godoy diz:

    Como é? “assim como a dificuldde em encontrar um orientador para minha monografia sobre jornalismo gonzo”… Você fez sua monografia quando, nos anos 70? Tá bom.

  29. Bruno Maestrini diz:

    O tchê, tenho que descordar redondamente de ti. Eu estudo jornalismo aqui nos EUA e os caras querem ser muito mais objetivos que a gente aí no Brasil. No meu primeiro semestre de jornalismo no brasil o meu professor já me ensinou que a imparcialidade é balela.

    Aqui, dentro da academia, muito apóiam a parcialidade explícita, mas te digo que a grande esmagadora maioria dos jornais “erra” e manipula o seus leitores com falsa objetividade.

  30. Aloir diz:

    Então o Políbio que tá certo?

  31. Alisson diz:

    Realmente, Poli é bem explicito nas posições políticas dele.

    Nesse ponto, E APENAS NESSE PONTO, ele é melhor do que muitos outros blogs que opinam e depois dizem: Não estou dizendo para votar em A, mas B é muito ruim!

    Na realidade o jornalismo brasileiro é extremamente hipócrita. A questão da opinião e do posicionamento não é uma escolha do jornalista e sim do patrão.

    De nada adianta a minha faculdade me mandar exercer a opinião, ser claro e direto com os leitores se o meu patrão não tem INTERESSE nessa transparência toda.

  32. fernando diz:

    Discordo veementemente (com muita gritaria) do “descordo”.

  33. Luís Felipe diz:

    achei muito bom o texto e concordo, com uma exceção:

    “nvestigar a vida pessoal do candidato é um atraso no debate democrático brasileiro, mas eu gostaria de saber se meu deputado é um pedófilo cocainômano. Ajuda a definir o voto, sabe.”

    Olha o caso Marta-Kassab. Aí eu sou muito a favor do método brasileiro. A vida pessoal que se dane, quero saber da competência.

  34. Gralha diz:

    A imparcialidade existe pq há muito jogo de interesses com governos, empresas, etc. “Melhor não se queimar com A, B ou C pq um dia poderemos precisar dele…”

  35. Jock diz:

    Eles dão uma aula de liberdade da imprensa. Aqui no Brasil a hipocrisia rola solta, com jornalecos “tendendo” a certos candidatos, sem declarar apoio aberto.

    Isso dos jornais e TVs no EUA declararem apoio aos seus cadidatos é do caralho.

  36. prof.jackie diz:

    a cólera da imprensa brasileira é esconder-se na cortina da “imparcialidade”. nenhum veículo de comunicação assume sua posição política publicamente. é o mesmo que acontece com o racismo, tudo muito velado, pra fazer de conta que o brasil é um país “justo e coerente”.

  37. Pablo Vilarnovo diz:

    Um carinha muito inteligente chamado Thomas Jefferson afirmou certa vez: ’se tivesse de decidir se devíamos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, eu nem por um momento hesitaria em preferir estes últimos’.

    Aqui os meios de comunicação mesmo privados são controlados pelo Estado por meio de concessões eminentemente políticas.

    E a galera que fala sobre “democratização da mídia” ao invés de ir contra essas concessões não, querem é ter o controle dessa concessões, forçar a mídia a se tornar um braço do Estado. Logicamente só para fazer o “bem” social.

    O outro controle da mídia realizada pelo Estado é por meio do sustento de revistas que sem o dinheiro de propaganda do Estado já estariam falidos. Como é o caso da Carta Capital, que chega ao desparate de dar desconto nas assinaturas para militantes do PT.

    Qualquer lugar civilizado do mundo, já haveria tido uma investigação sobre o assunto. Visto o dinheiro gasto pelo Governo Federal em uma revista de tiragem ridícula como a Carta Capital.

  38. Edinho diz:

    Perfeito!

  39. PG diz:

    Onde é que eu assino embaixo?

    Minha dúvida:
    A imprensa e a comédia brasileiras são bundas-moles porque o Judiciário é plenipotente
    OU
    O Judiciário é plenipotente porque a imprensa e a comédia brasileiras são bundas-moles?

  40. Gustavo diz:

    Alisson faz menção ao que a própria NC fez recentemente.

  41. Luiz Valério diz:

    Sou professor de jornalismo e tenho essa mesma opinião. A imprensa tupiniquim posa de imparcial, mas a cada nova edição dos nossos jornais diários ou revistas semanais ficamos sabendo de qual lado eles estão. Ou seja, tudo fachada, hipocrisia. Acredito que é possível fazer jornalismo sério sem essa hipocrisia da objetividade e imparcialidade.

  42. Van diz:

    “O fim da ditadura, decretou o fim do bom jornalismo no Brasil” Rodrigo, li essa frase zilhões de vezes e não entendi. Não queria dar uma de burra ou naive, mas realmente não entendi. Pensei: Será que ele está se referindo à publicações como o Pasquim, que tentavam driblar o status quo e justamente por causa disso aliada a velha e boa imaginação surgiam pérolas hilárias, aos textos de Henfil, às letras de Chico, Caetano, Gil, Gilbeto Vandré, última hora… e tantos outros. É claro q. quando a ditadura foi pra casa, nossos líderes, intelectuais, formadores de opinião estavam lavados, cansados, mortos e exilados. Esse foi o fim? Ou foi o reinício da reconstrução?

  43. Carmencita Freifrau von Fernsehglotzen diz:

    Geraldo.

  44. Rodrigo Alvares diz:

    Van: foi o fim. Quando a ditadura terminou, em 1985, levou com ela um inimigo comum. O outro inimigo foi o Muro de Berlim. Mas aí era tarde. As redações estavam infestadas de jornalistas esquerdistas que estavam embevecidos com essa liberdade e tomados por vingança.

    “É claro q. quando a ditadura foi pra casa, nossos líderes, intelectuais, formadores de opinião estavam lavados, cansados, mortos e exilados.” Nope. É nessas horas que se vê quem não estava lá para se promover dentro das regras do jogo.

    O jeito foi encontrar outro culpar os EUA por tudo que há de pior no país e ser condescendente ao regime de mercado, o que os fez crer que o PT seria a solução para o universo porque era um partido honesto.

    O Pasquim nunca quis driblar o status quo. Se o auge deles foi nos anos 70, a partir de 1982 as brigas internas que sempre tiveram ficou escancarada porque cada um tentou levar seu partido de preferência para a linha editorial da publicação.

    Tanto é que não conseguiram criticar o governo Lula, mas sempre escreveram para o nicho de mercado do “Fora FHC”. Nem vou mencionar a revista Bundas ou o Pasquim 21 porque até eles notaram que jornalismo engajado não tem mais espaço.

  45. RM diz:

    Eleições Americanas 2008

    Sugestão para acompanhar online e de forma gratuita os principais canais de informação internacionais…(CNN, Sky News,BBC World, Euronews, France 24, SIC notícias)

    http://tinyurl.com/eleicoesamericanas2008

    uma boa sugestão para quem não tem TVcabo ou tv por satélite

    Cumprimentos,

  46. Tiago Medina diz:

    Excelente post. Muito bom, pois cria a oportunidade do debate sobre isso.
    Acredito que nós - no meu caso formando - jornalistas, deveríamos ser mais claros com nosso público. Sejamos francos: imparcialidade não existe.
    Entretanto, o compromisso com a verdade ainda é - e deve ser sempre - a máxima do jornalista. Ele deve levar isso consigo. É tênue a linha entre opinião e manipulação. Mas esse, ao meu ver, deve ser o objetivo de um veículo.

  47. VanVon diz:

    Cada vez mais acho q. o bom jornalismo não é aquele q. te entrega tudo de bandeja, mas te instiga a fazer tuas próprias pesquisas e reflexões.
    O jornalista não precisa ser didático. Cabe a ele detonar a notícia, sem medo. Cabe a ele “ver” o q. o cidadão comum ainda não viu. Tem q. ser premonitório, astuto e como queria Platão intuitivo. O resto é com o bom senso e a cultura de cada um. Adoro vc. Rodrigo, pois me faz pensar, obrigada!

  48. Marilyn diz:

    concordo com tudo.
    tu vê.

  49. Marcos Fiori diz:

    Venho por meio desta….blablabla…sorry ..eu tava bêbado…como toda esta corja….Até porque tem um email ali no fim da coluna da direita…hahaha…bêbado até a morte. Sorry…e é sincero…hahaha…como não seria…

  50. Meu Google Reader - [31/10 - 09/11] | 30 & Alguns diz:

    […] A imprensa brasileira precisa retroceder - Nova Corja […]

  51. A Nova Corja » Blog Archive » Dose diária de demência - 30/06/2009 diz:

    […] internet jamaisvai chegar ao Brasil. Sorte que simplesmente não há tempo hábil para votarem uma aberração […]

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