Camelódromo aéreo paira como um espelho

20:25 | 10/02/09 | Rodrigo Alvares

Leia como Porto Alegre livrou-se dos camelôs legalizando o banditismo desenfreado e ainda assim não vai limpar o centro da cidade. Na real, vai ficar pior. Mesmo assim, qualquer pessoa com o Tico e o Teco funcionando sabe que essa monstruosidade só vai servir para legitimar a sonegação de impostos, para ficar em algo leve.

Mais uma vez, a capital do Bovinão mostra toda a sua criatividade para solucionar problemas. Foi assim com o Tri - um bilhete único em pele de euro -, uma verdadeira engambelação para o bolso das pessoas. É uma vergonha que São Paulo tenha conseguido instituir o cartão e uma cidade como Porto Alegre não consiga resolver o problema do transporte público. Talvez seja a influência da máfia que impera no setor.

Aí anunciam a construção de um camelódromo aéreo. Fale isso em voz alta, porque o teu imposto pagou por essa biboca para que o banditismo continue tocando o horror no centro. Em São Paulo, a prefeitura fechou esses lugares na avenida Paulista e na rua 25 de Março. O que não é pouco.

Nem vou me dar ao trabalho de copiar todo o texto da ZH, porque esse fiasco deveria ficar restrito à província:

Estreia com produtos que são proibidos

Enquanto o secretário municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic), Idenir Cecchin, visitava o Centro Popular de Compras, uma equipe da RBS TV flagrava a venda de produtos piratas e contrabandeados nas bancas. Camisetas falsificadas de diversas marcas famosas estavam expostas sem constrangimento.

– Original, só na loja. Daí a gente vende a réplica – explicou uma camelô, que pedia R$ 30 por uma camisa Lacoste.”

Adoraria ver o Poeta caminhar do seu gabinete até esse lugar sem ser assaltado.

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Postado por Rodrigo Alvares, 20:25, 10/02/09, na(s) categoria(s) Povo Bovino. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

55 comentários para “Camelódromo aéreo paira como um espelho”

  1. André diz:

    Melhor post do ano ! Só falta enunciar as demais máfias ,além das duas citadas .

  2. Lucas diz:

    Passei pelo lugar hoje a tarde. Meio assustador. Mas não vejo jeito algum de piorar o Largo.

  3. André diz:

    “Vou te pegar …”

    Políbio Banner Público Braga :

    Saiba como Porto Alegre livrou-se dos camelôs

    O peso da economia informal pode ser melhor medido em Porto Alegre desde que começou a funcionar, nesta segunda-feira, o Camelódromo (Centro Popular de Compras), porque os 800 camelôs que se mudaram para os 8 mil m2 de construção, poderão faturar alguma coisa como R$ 90 milhões este ano.

    . Não é pouco.

    . O editor foi conversar nesta terça-feira a tarde com o idealizador e realizador do empreendimento, o secretário da Smic, Idenir Cecchin, porque em apenas dois dias ficou claro que é um sucesso o Camelódromo. No primeiro dia, passaram por ali 100 mil pessoas. Como se sabe, Porto Alegre possui 1,3 milhão de habitantes (3,5 milhões na Grande Porto Alegre).

    . ?Estão faturando, sim, e bem?, disse Idenir Cecchin ao editor. Na praça da alimentação, somente uma lancheria vendeu 700 sanduíches de mortadela paulista, ao preço de R$ 6,00 cada.

    . O prefeito José Fogaça resolveu um problema de 250 anos. Não há mais camelô na cidade. As exceções são os personagens que povoam qualquer metrópole. A lei autorizativa anterior, foi substituída por uma lei proibitiva, dura e implacável.

    . O CPC saiu em tempo recorde. Há três anos, 17 empresas participaram da licitação para a obtenção da concessão de uso. A Verdi Construções, de Erexim, venceu a disputa. Investiu R$ 25 milhões na obra. Os empreendedores vão se remunerar via pagamento de R$ 100,00 por m2 locado. Os estandes dos camelôs possuem 4 m2 de área. A maioria gastava mais do que isto quando estava na rua.

    - Além de ter destravancado as ruas e libertado o comércio de rua, o Camelódromo permitirá a revificação da zona central. É o que começará a ser feito imediatamente, com ênfase para as regiões do Mercado Público e da Praça da Alfândega.

    Abra$$$$$$$$$$$$$$$$o !

  4. Lucas diz:

    <>

    (Nenhum sentido)

  5. Lucas diz:

    “O prefeito José Fogaça resolveu um problema de 250 anos. Não há mais camelô na cidade. As exceções são os personagens que povoam qualquer metrópole. A lei autorizativa anterior, foi substituída por uma lei proibitiva, dura e implacável.”

    (Nenhum sentido)

  6. Lucas diz:

    (Gran finale da tal matéria) “A Brigada Militar prendeu à tarde um homem que tentava vender medicamentos no local. Ele foi denunciado pelo próprios camelôs. Foram encontrados cerca de 180 compridos contra impotência sexual.”

  7. Rodrigo Alvares diz:

    “O prefeito José Fogaça resolveu um problema de 250 anos. Não há mais camelô na cidade.”

    Por favor, se alguém tiver coragem, tirem uma foto das ruas sem camelôs no centro de Porto Alegre - especialmente à porta da prefeitura - e envie para nós.

  8. poi diz:

    Foi melhor assim, imagina se o foga$$a manda meter o cacete nos camelôs. Iria ser um saco - gritaria, Luciana Genro, campus do vale, cinco conversas cruzadas, 20 colunas do paulo santana, centenas de capas da ZH com “Calor leva gaúchos ao litoral e polêmica sobre camelôs continua”.

  9. Rodrigo Alvares diz:

    Se os gaúchos defendem o banditismo desenfreado, realmente é um problema a ser discutido.

  10. Fábio Carvalho diz:

    Banditismo desenfreado se combate com ações policiais.

    http://www.youtube.com/watch?v=KqtWY6FN1yc

  11. adso diz:

    a máfia É O ESTADO.
    nossa polícia é, na prática, uma corporação privada. Eles só fazem alguma coisa se é pra proteger royalties da Nike ou interesses de quem paga imposto (mucho).

    Se acabasse com o estado AGORA não faria a menor diferença. Nunca ouvi falar de policial atendendo caso de assalto. A utilidade deles é só manter o status quo da máfia generalizada: bater em camelô (onde já se viu não pagar royaltie pra lacoste?), bater em manifestante (onde já se viu protestarem?) e cagar a pau morador de rua pra que não fiquem perto dos comércios dos ‘cidadãos de bem’.

    Ultimamente tenho adotado a prática de só comprar coisa pirateada. Não sou conivente com esta máfia.

  12. Fábio Carvalho diz:

    Adso,

    Não jogue a criança fora junto com a água suja da bacia. Eu não quero destruir Leviatã. Não mesmo. O discurso de que o Estado é o grande vilão da história é, aliás, bastante comum entre criminosos violentos (e tirânicos em seus julgamentos sumários). O protagonista daquelas cenas horríveis deveria ser punido. A BM o deslocou para o policiamento em outra área da cidade e ele não respondeu pela agressão cometida. Imagine você se a Polícia tivesse dado um tapa na Eliana Tracnhesi, da Daslu - que também é acusada de sonegação fiscal na venda de grifes legítimas. Obviamente, a Polícia estaria errada. E o ACM teria razão em ocupar a tribuna do Senado em sua defesa.

  13. adso diz:

    fábio:
    tu, sinceramente, já foi atendido num nível minimamente aceitável pela polícia em alguma eventual ocorrência? seja sincero.

  14. Ariela diz:

    Boa pauta, essa, e há décadas é.
    Fui ao Centro hoje, comprar peixe.
    Não vi os cremes importados na frente do mercado. Barraca alguma. Desertão. E daí vi 4 [eu disse quatro] carros da PM e mais 1 [um] da PC fazendo o maior escândalo. Claro, deve ser pela ‘inauguração’ do camelódromo, pensei. Dou SEIS MESES. A coisa volta, e é mais forte que o capitalismo de merda que se vive hoje.

  15. Fábio Carvalho diz:

    Adso,

    Não sou bom parâmetro, pois só rolou procedimento padrão e bagatelas para meu lado - além do que eu sou branco e isso, possivelmente, tem peso. Só fui abordado pela Polícia no trânsito, seja em perímetro urbano, seja em rodovias. Foi tranquilo. Uma única vez, percebi extorsão do motorista do carro que estava à minha frente na fila. Fiquei na minha - isto é, eu errei, deveria ter denunciado depois o lance que eu vi.

    Nas duas vezes que procurei policiais militares (para informar de um auê em curso num posto de gasolina e numa festa), percebi que eles se deslocaram na direção que eu dei. Fizeram, pois, aquilo que eu esperava que eles fizessem. Também já fiz registro de uma ocorrência de extravio de documento e fui bem atendido.

    Já fui assaltado sete vezes. Nunca cumpri com o dever de registrar ocorrência. Eu estou errado. Por conta de atitudes como a minha, a subnotificação de crimes dessa natureza é altíssima. Eu não ajudei a Polícia a conhecer os tipos físicos, os locais onde atuavam e o modus operandi dos criminosos. (Mas não deixei de bloquear meu celular, cartão de crédito e cheques roubados, entende minha autocrítica?)

    Acredito ser um desafio ENORME ser um bom policial. É uma profissão perigosa, Adso. E também uma profissão muito antipatizada junto a um expressivo segmento da opinião pública, pronta a apontar, genericamente, os policiais como os maiores responsáveis pelo crime, pela violência, pela falta de segurança etc e tal. Outra banda de opinião pública, ao contrário, decide aplaudir o Bope em Tropa de Elite, aparentemente sem compreender a crítica embutida ao Estado que o filme continha.

    A OIT afirma ser uma das profissões mais estressantes no mundo inteiro (imagina no Brasil). Já li alguma coisa sobre a alta média de dependentes químicos entre eles, se comparada com a média da população adulta em geral - não somente álccol, mas maconha e cocaína também. O número de surtados e com outros comprometimentos psiquiátricos é relevante. Possivelmente, é a profissão com o maior número de suicídios que temos.

    Não quero defender o brigadiano que “combate a bandidagem” naquele vídeo. Ele deveria ter sido punido - não foi. Mas estar constantemente exposto a níveis imprevisíveis de violência, sustenta um estudo da Fundacentro que li, pode interferir no julgamento da força necessária para reagir a essa violência.

  16. Ariela diz:

    Ai, tá.
    Antes de tudo, [URG] ler Piauí janeiro.
    Depois, falamo sobre a bandidage.

  17. adso diz:

    sem demagogia, fabio: eu não estou pondo em dúvida o caráter ou a competência dos soldados. O que eu estou falando é que aquela corporação SÓ EXISTE pra proteger interesses. Existe pra manter o governo de pé, pra manter as empresas que mandam mandando e a aristocracia intacta. O resto, caro, é BALELA.

    Ah, só pra citar um exemplo:
    fui agredido certa vez por um figurão (na real a briga nao era nem minha e eu entrei de gaiato no meio e apanhei sem sequer saber porque). Sendo claro: um cara da FARSUL. Dei queixa. Adivinha o que aconteceu? NADA. Próximo a esse dia o mesmo sujeito que me agrediu deu queixa duns colonos do MST por eles estarem gritando palavrões. Adivinha o que aconteceu? :)

    E isso é com tudo. Mobilizam 500 policiais pra conter manifestações de professores (com suas armas terríveis) mas homícidio só dá cadeia se o assassinado for um ‘cidadão de bem’. Se não eles usam as velhas excusas de “é guerra do tráfico, deixa se matarem”, mesmo que não seja. Roubo, furto e etc, idem, só da investigação se for grandão quem perdeu.

    O meu ponto é esse: porque diabos as pessoas devem pagar por uma polícia que na prática é um sistema de segurança privado? Não sei quanto a ti, mas eu me sinto mal sabendo que o dinheiro que pago em impostos é utilizado pra bater TODO DIA em morador de rua. Aquilo que tu viu no vídeo certamente é raro durante o dia no centro, mas é bem comum na madrugada. Acabemos com a polícia. Não mudará nada pra ninguém: quem não tem grana pagará menos impostos e quem tem vai continuar contratando segurança privada com a vantagem de não precisar fingir que presta serviço aos outros, o que economiza. Todo mundo ganha.

  18. Fábio Carvalho diz:

    Ariela,

    Eu li a Piauí de janeiro - e não fiquei com azia. Muito boa matéria da bandidagem de colarinho branco na Islândia, país cujo povo não me pareceu bovino. Lá, cercaram os prédios públicos com gente nas ruas e acuaram os poderosos em audiência pública. Possivelmente, isso foi feito sem que a imprensa de lá defendesse (ou registrasse assepticamente) porrada em manifestantes que usam carro de som na praça ou que atrapalham o trânsito.

    Adso,

    Não quero acabar com a Polícia, porque ela existe para proteger direitos e garantias democráticas - e tem legitimidade para reprimir, empregando a força adequada, quando existe violência em curso. Não é porque o “Seco” roubava banco e carro-forte que vou aplaudi-lo como Robin Hood: é um criminoso muito perigoso.

    Infelizmente, a Polícia muitas vezes é orientada a agir como cadela de guarda do poder econômico - ou sob as ordens de um comandante que combina com um denunciado de corrupção uma nota contra o MST em site com… opinião própria. Esse desvio da Polícia é nocivo à própria ordem que alguns dizem estar defendendo. O teu relato é a identificação de que a lei não é igual para todos.

    Mas a barbárie do salve-se quem puder não é solução de paz: a bandidagem, em suas diversas manifestações, sai ganhando com isso.

  19. Leandro Demori diz:

    O que eu estou falando é que aquela corporação SÓ EXISTE pra proteger interesses. Existe pra manter o governo de pé, pra manter as empresas que mandam mandando e a aristocracia intacta. O resto, caro, é BALELA.

    Mais absoluta verdade jamais dita em todo o universo. Acho que temos aqui um novo paradigma do pensamento, pessoal.

    Sugiro também, depois de acabar com a polícia, destituirmos a burguesia. Vamos enforcar as elites em praça pública.

    E quanto ao Judiciário, NADA? Esse poder só serve pra garantir o direito dos aristocratas! Vamos acabar com ele também, vamos poupar dinheiro com promotor, juiz, tribunais. Pra mim não vai mudar nada. Quer ver um exemplo? Uma vez uma amiga minha, pobre, entrou na justiça contra um amigo meu, rico. Adivinha o que aconteceu? :)

    Por fim, é claro, vamos dar o poder às CLASSES TRABALHADORAS (explico essa parte do novo pensamento político-filosófico em um post mais detalhado). Sugiro um partido bem à esquerda, CONTRA TUDO ISSO O QUE ESTÁ AÍ!

  20. Tiele diz:

    HAGSGDAS. morro, @Demori!

    Total Zimbábue. ONU nunca mais! ajsgdasds.

    ADEOS MUNDO!

  21. GBRL diz:

    Dou 1 ano pra começarem as reinvidicações da ampliação do camelódromo, “para abrigar o aumento dos vendedores ambulantes e solucionar o problema no Centro de Porto Alegre”.

  22. Adam Smith diz:

    NA av pta o stand center ta la firmao e forte, la na esquina da pamplona vendendo tudo pirata.

  23. Fabrício diz:

    Hm, sou meio novo em Porto Alegre, mas qual exatamente o problema com o TRI? Eu não uso (moro no Vale do Sinos, e quando venho trabalhar em POA, compro a passagem integrada, e creio que o TRI ainda não serve pra isso - se é que vai servir um dia), mas me parece uma boa solução para alguns problemas como troco, circulação de dinheiro nos ônibus (diminui o interesse em assalto) e “moeda paralela” (vulgo “Compro vale vendo valêêê! Vale vale valêêê”). Eu li uma reclamação sobre que, com as fichas, quando a passagem subia, o “trabaiadô” não era prejudicado porque já tinha as fichinhas… mas, nesse caso, quem paga a diferença é a Prefeitura, então, melhor que o “trabaiadô” mesmo pague a sua passagem (francamente, não quero EU ter que financiar AINDA MAIS esse pessoal - já financio os “istudante” com sua meia-passagem, obrigado).

  24. Leandro Demori diz:

    Fabrício:

    Aqui na Itália pago 30 euros por mês e posso pegar quantos ônibus quiser em toda a região de Marche. Seria como se tu gastasse, GROSSO MODO, 100 reais por mês e pudesse andar por todo o Rio Grande do Sul, sem nenhum limite.

    E converter moeda assim é covardia. 30 euros aqui é quase o preço de um jantar em um restaurante médio.

    TRI = COMBO FAIL.

  25. Alex diz:

    Acho que entrei num blog de extrema direita sem querer…

  26. adso diz:

    fabio: a bárbarie já está instaurada. eu entendo teu ponto do ‘utopicamente deveria ser assim’, mas o que eu estou falando é que, do jeito que está, se a polícia acabasse e a segurança fosse privada, ia ser exatamente a mesma coisa que atualmente. O seco ia continuar preso porque ele é perigoso pras pessoas que iam contratar a segurança. simples.

    demori: favor reler.

    fabricio: a ‘moeda paralela’ não é moeda paralela. O vale era emitido pelo próprio sistema e funcionava exatamente como financiamento pro sistema de transporte público. O trabalhador que tinha delay de um mes no aumento da passagem (por ter um mes de fichinhas no bolso) era exatamente o cara que financiou. É a mesma coisa que tu colocar dinheiro no banco: quanto antes tu colocar, mais tu ganha a medio-longo prazo.

    Quanto ao tri: a piada do tri é justamente não integrar nada com porra nenhuma. Tu continua pagando a segunda passagem (mas agora é só a metade e só pra quem paga integral). Parece um desconto bem intencionado, mas na prática é uma tentativa desesperada de aumentar demanda em linhas de itinerário curto. Pra tu ter uma idéia, nos últimos 10 anos a demanda por ônibus em poa caiu mais de 20%.

  27. Leandro Demori diz:

    “demori: favor reler.”

    Não, obrigado. Já li esse mesmo comentário 7,54 milhões de vezes desde o início do século passado.

    Revise o universo.

  28. André carvalho diz:

    Trago a vocês a prova de como a polícia só funciona para uma grande minoria:

    Desde pequeno, costumava passar os verões na praia de Quintão. Quem conhece, sabe que lá é praticamente uma terra sem lei. Confesso que se haviam duas viaturas, com dois policiais dentro de cada uma, cobrindo todos as extensões dessa “maravilhosa” praia, era muito. Enfim, como se pode imaginar, lá o pau rolava solto.

    Após muitos anos, abandonei aquela praia, por se tornar a capital da violência e do assalto do litoral norte, passando a ir a Torres. Nem parecia que eu estava na mesma região do litoral norte. Parecia sim, outro mundo. Dois policiais a cada esquina, protegendo a turistada da Argentina e a grande burguesada gaúcha.

    Volta e meia, saia de Torres e ia a praias como Rainha do Mar (Uma pequeníssima praia, mas que tem casa de grandes políticos do Bovinão, tais como: Raulzito Pont e Simon) além claro, de uma grande massa de pessoas que não sabem mais o que fazer com tanto dinheiro. Bem, essa praia, que com certeza é MUITO menor que Quintão, tem, pelo menos, uma viatura, com quatro policiais dentro, rondando a praça central, umas quatro, que cobrem a Paraguaçu ao longo da extensão da cidade, e no mínimo, duas pelo calçadão e outras duas por outras vias, atrás daqueles famosos maconherinhos que tudo que querem, é puxar um fuminho em paz.

    Não contente, no útlimo feriado, fui conhecer a famosa noite da praia de Atlantida. Santa Paciência. Policiais rondavam as principais casas da cidade. Aquelas casas com, pelo menos 3 andares, que exibem seus carros importados na frente, sem nem ter que se preocupar com muros ou grades. Afinal, sabe que a polícia estará lá para lhes proteger.
    E se não bastasse, eu e meus amigos tomamos um atraque, pois como temos pinta de veranista de Quintão e não de Atlantida, eramos considerados suspeitos de qualquer coisa.

    Enquanto isso, em Quintão: Só no feriado, o número de assaltos a carros, casas e pessoas, além das eventuais brigas no chafariz, só não bateram o recorde dos feriados de natal e ano novo. Mas claro, isso não é noticiado, já que lá, não tem ninguém que interesse a sociedade e que mereça a devida proteção da polícia.

  29. André carvalho diz:

    Tiele:

    Total Zimbabue???

    o.O

  30. Fabrício diz:

    Leandro:

    O ideal seria que fosse assim mesmo, mas é menos culpa da prefeitura e mais de como funciona o transporte coletivo no Brasil. Em qual lugar do país o sistema funciona nesse modelo italiano? Curitiba, até um tempo atrás, era a capital com melhor transporte coletivo (não sei se ainda é), mas duvido que seja tão bom assim.

    Dentro das possibilidades, o TRI é uma boa idéia, e nada impede que, um dia, quem sabe (ou seja: nunca), ele seja facilmente adaptado a esse sistema. Digamos que ele vem de encontro a algumas necessidades imediatas do transporte coletivo brasileiro: diminui o comércio ilegal de VT, diminui a atratividade dos ônibus para assaltos, e diminui os incômodos com relação a troco (até porque: muita gente abusar da Lei do Troco = passagem mais cara, as empresas vão repassar o preju CERTO para as tarifas). Se o negócio não é europeu, pelo menos tem alguns méritos (e convenhamos, comparar qualquer serviço público brasileiro com qualquer serviço público europeu é provalecimento, é bater com porrete em guriazinha de fraldas). Chamar de “fail” só porque não é como o sistema italiano, ou inglês, ou francês é ser birrento.

  31. adreson diz:

    Quero ver se aquele “Centro de Pirataria e Crimes” estará em pé daqui 6 meses e se as ruas ainda estarão livres dos camelôs.

    Quero que as ruas estejam livres, assim como estarão os donos das máfias da pirataria.

    Quanto ao TRI.

    - vc paga caro e em reais. Vêm um aumento e ao invés de ter garantidas as N viagens que vc pagou, agora tem N - aumento. Se podia fazer 30, de uma hora pra outra passa a ter 25 viagens.

    Em SP, vc tem até duas horas pra trocar de onibus sem pagar nova tarifa.
    Na maioria das vezes é suficiente, aqui faltam linhas e terminais e paga-se mais caro.

  32. Fabrício diz:

    Adso: Tem certeza? Porque, se eu não me engano, quem financia a diferença do que falta nos VTs (porque boa parte é desviado, com deságio, para o mercado paralelo) é a prefeitura. Vou buscar a fonte disso pra confirmar.

    Sem falar que VT em fichas é uma péssima idéia justamente por ter essa possibilidade de mercado paralelo. Isso é chamariz pra assalto, todos nós sabemos. Um cartão contendo valor X que pode ser cancelado por telefone e cujo valor contido não pode ser gasto em nenhum lugar exceto ônibus é muito menos interessante do ponto de vista do “miliante”. Só por isso, já acho que o TRI tem seus méritos (apesar do nome idiota).

    Se não integra porra nenhuma, é algo que tem que ser corrigido - e quanto mais cedo, melhor. Mas, convenhamos, atualmente seria integrado com o que? Lotações? Táxis? Não temos metrô (só o trensurb, e pelo visto pra integrar o TRI com isso, o processo é burrocrático - leia-se Prefeitura TO Ministério dos Transportes), nem bondes (nem como atração turística… em Los Angeles ainda tem, não tem?), nem aerotrem (hahahaha). Para integrar com as passagens intermunicipais, não sei o quão burocrático seria - mas podia ser um bom Passo Dois pra essa coisa de TRI (o Passo Um e Meio seria trocar esse nome…).

    Se a Prefeitura usa como peça de propaganda - bom, é isso que os políticos fazem, enquanto el pueblo não se juntar e reclamar a respeito. mas, repito, a idéia do TRI não é ruim, e pode ser aprimorada se gente séria se debruçar em cima e dizer “Vamos fazer isso, isso e isso”. Chamar de “combo fail” ou considerar a idéia um fracasso é exagerado.

  33. André carvalho diz:

    “Se a Prefeitura usa como peça de propaganda - bom, é isso que os políticos fazem, enquanto el pueblo não se juntar e reclamar a respeito.”

    Fabricio, leia o que acontece com o povo que se junta e reclama de qualquer coisa: http://www.zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2383858.xml

  34. André carvalho diz:

    Me parece que o link acima não abre. Quem sabe agora:

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2383858.xml

  35. MigosRS diz:

    Querem ficar ricos? Peguem uma concessão pública (a/c táxistas, táxi lotação, cartório, CFC detran,…).

    Põe meu nome no bolão SEIS MESES. novacorja, por favor, banner com contagem regressiva (a/c rede globo, cco: hans donner).

    TRI > VT, mas TRI <<<<>>>> prefeitura (a/c poeta).

  36. Fabrício diz:

    Pela foto que eu vejo, o “protesto” é do pessoal baderneiro de sempre. Não coloco minha mão no fogo por eles, a ponto de dizer que estavam fazendo um protesto “pacífico” (se estivessem mesmo, seria uma surpresa).

    Além do que, manifestação nenhuma tem o direito de trancar uma rua (principalmente em dia de semana, atrapalhando quem está trabalhando). Qual a finalidade de trancar a Salgado Filho pra protestar? A prefeitura é lá pra baixo, descendo a Borges. Eles queriam era trancar a saída dos ônibus dos terminais dali - e quem é que sai prejudicado nesse caso? As empresas? A prefeitura? Ou quem precisa do ônibus?

    Ao invés desses protestos inúteis e manjados, deveriam ir lá para a frente da prefeitura e exigir uma audiência pública (ou coisa que valha) mostrando o porquê do aumento ser de quase 10% - número a número, mostrar quanto desse percentual se deve a aumento nos custos, quanto é para reajuste dos salários dos cobradores e dos motoristas, e quanto é para fazer a alegria dos donos das empresas. Se bem que, conhecendo o pessoal universitário que vai nesses protestos, nenhum deles tem lá muita habilidade com números (Letras, Sociologia, Filosofia, etc. etc. - nunca tem um engenheiro no meio desse pessoal pra cobrar e entender os números?). Pode serque tenha coisa que não bate, mas é indispensável cobrar mais transparência - e não sair gritando aquela coisa de “NÃO AO AUMENTO DAS PASSAGENS”, á que as passagens SEMPRE vão aumentar de um ano para o outro - no mínimo, para cobrir o custo do reajuste no salário dos funcionários, mesmo que seja de alguns MR$ (merréis, a moeda oficial do sofred… trabalhador brasileiro. Quem recebe em Reais é a casta Real).

  37. Fabrício diz:

    Adreson:

    No caso de aumento das passagens (idealmente, só acontece em um mês do ano mesmo, então não é lá um problema tão grande assim - pelo menos por enquanto), você não pagou X passagens. Você pagou X MR$ (merréis) para viajar Y vezes de ônibus. Todo mundo que não usa VT vai pagar MR$ X + aumento para viajar Y vezes. Quem não recebe VT vai pagar MR$ + aumento para viajar Y vezes. Por que os trabalhadores vão ter esse privilégio?

    Se quer se evitar que esse problema aconteça, teria que se mudar a maneira como o VT é pago: pra todo mundo no mesmo dia do mês, correspondente ao mês seguinte e não ao anterior, e o aumento de passagem passa a vigorar só após o pagamento dos VTs, já reajustados. Mas isso envolveria muitas voltas na lei e acho que não vai acontecer.

    E insisto que isso passa a ser um detalhe periférico em comparação com os benefícios de sumir com as fichas. Na MAIS-PEOR-O-VEOLINO das hipóteses, se essa diferença está ferrando MESMO com a população, que se converta os créditos do cartão em número de passagens ao invés de Merréis. Mas não, não voltem com as fichas nunca mais. Os transtornos, as roubalheiras e o “vale vale valêêêê” precisam acabar.

  38. André diz:

    A manifestação citada acima foi organizada por aquele PSOaL . A propósito, esta corja nos deve uma entrevista com a paty doida, eleita em primeiro mandato para nosso pasto, forte candidata a superar a manu no nível de demência .

  39. adso diz:

    fabrício: mercado paralelo = BOM. (não confundir com falsificação de fichinhas).
    De uma forma simples: tu tendo mercado paralelo tu tem quase que uma moeda circulante (moeda social, é o conceito). Tu tendo uma moeda social tu tende a aumentar a liquidez e, com isso, aumentar o consumo dela. Se não houvesse mercado paralelo as pessoas tenderiam a comprar o mínimo possível de fichas, financiando menos o sistema. Com liquidez alta o contrário ocorre, as pessoas compram mais sabendo que haverá liquidez garantida (ou necessidade de locomoção ou mercado paralelo).
    Resumindo: entra mais faturamento antes do custo.
    Acho que a única coisa que o cartão melhora pro sistema é a questão da falsificação. Não estou certo, mas acho que é quase impossível falsificar aquele cartão (e provavelmente mais rastreável caso falsificado).

    Mudando de assunto: até hoje não entendi essa idéia de ‘manifestação não PODE trancar a rua’. Me parece meio óbvio que se tu pode trancar com um carro, uma cambada pode trancar a pé. Tenho a ligeira impressão que essa frase bem famosa é reminiscencia da ditadura. Toda vez que eu ouço “VAGABUNDOS NÃO PODEM TRANCAR A RUA” eu imagino um general atrás sussurando pro interlocutor em questão.

    Demori: tu ta com sérios problemas pra entender ironia. Talvez o teu senso aguçado de ‘nozoropa tudo seja mais mió de bom’ tenha deixado tua percepção sarcástica atrofiada. Sorte.

  40. Ariela diz:

    Fábio Carvalho diz:
    Eu li a Piauí de janeiro - e não fiquei com azia. Muito boa matéria da bandidagem de colarinho branco na Islândia, país cujo povo não me pareceu bovino […].

    Fábio, errei. É a Piauí de dezembro: “O caçador de milícias”, sobre a DRACO [Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado]. Corrupção, precariedade, chumbo grosso na favela e certa “birra de menino para caçar bandido”, tudo sem a menor estrutura. É o retrato de uma polícia falida. E no Le Monde Diplô Brasil também tem uma análise da polícia brasileira e suhgestões sobre como fazer a dedetização das ratazanas da ditadura, como sanear estas polícias e torná-las de fato para o que servem: proteção do cidadão.

    Mas a matéria da Islândia, de janeiro, ô: tava muito bacana mesmo.

  41. Leandro Demori diz:

    Favor destacar ironia neste trecho:

    “O que eu estou falando é que aquela corporação SÓ EXISTE pra proteger interesses. Existe pra manter o governo de pé, pra manter as empresas que mandam mandando e a aristocracia intacta. O resto, caro, é BALELA.”

    Tive sérios problemas para encontrá-la.
    Se puder, favor destacar ironia neste trecho também:

    “Acabemos com a polícia. Não mudará nada pra ninguém: quem não tem grana pagará menos impostos e quem tem vai continuar contratando segurança privada com a vantagem de não precisar fingir que presta serviço aos outros, o que economiza. Todo mundo ganha.”

    IRONIA MUITU FINA INTELIJENTI NAUM INENDUU.

  42. dante diz:

    “Se bem que, conhecendo o pessoal universitário que vai nesses protestos, nenhum deles tem lá muita habilidade com números (Letras, Sociologia, Filosofia, etc. etc. - nunca tem um engenheiro no meio desse pessoal pra cobrar e entender os números?)”

    ÚNICA VERDADE.

  43. André diz:

    Porto Alegre é demais … : http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2402465.xml&template=3898.dwt&edition=11694&section=1042

    12 de fevereiro de 2009 | N° 15877AlertaVoltar para a edição de hoje
    CAPITAL
    Vandalismo atinge o Camelódromo
    Subestação de energia foi invadida e teve roubados disjuntores, fios e chaves

    Quatro dias depois da inauguração, o Camelódromo da Capital precisa superar dois entraves que surgiram pelo caminho: o vandalismo e a chuva – esta que tenta ser contornada há um mês.

    Achaga que assola toda a cidade chegou ao Centro Popular de Compras na madrugada de ontem. O ataque ocorreu na subestação de energia, que fica no acesso térreo à Praça de Alimentação.

    Sem indício de arrombamento, os ladrões abriram a porta da sala e furtaram componentes da rede elétrica. A invasão só foi percebida na manhã de ontem, quando os funcionários tentaram ligar o sistema. Segundo o secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Idenir Cecchim, o problema não afetou o funcionamento do complexo.

    – A porta tem uma fechadura simples, para facilitar o acesso da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica). A rede de emergência teve de ser acionada até que a subestação fosse consertada – apontou.

    Cecchim lamentou o ataque que vem se tornando comum:

    – Roubaram chaves, disjuntores e fios, provavelmente para vender os metais. Esse tipo de crime virou uma epidemia na cidade.

    Noedi Casagrande, gerente da Verdi Construções, que administra o Camelódromo, disse que até a noite o prejuízo não havia sido contabilizado e que o crime está sob investigação.

    Chuva causou goteiras no segundo andar

    Além do vandalismo, o complexo de compras ainda não está imune à chuva. A precipitação de ontem gerou goteiras no primeiro andar, onde estão os boxes dos comerciantes populares, que temiam por suas mercadorias.

    É o segundo caso de infiltrações verificado no complexo. Em janeiro, uma chuva forte também resultou em goteiras e ajudou a atrasar o cronograma de inauguração da obra.

    Ontem, o vendedor Alberto Correa Rodrigues, 57 anos, instalou baldes e removeu a mercadoria de perto da parede do box 261, por onde escorria água. No box 223, a água se acumulava na entrada da banca.

    – Caminhando, a gente vê que tem bastante goteira – relatou o comerciante Fabrício da Silva Soares, 18 anos.

    Em nota oficial, Noedi Casagrande afirmou que o fato ocorreu porque a chuva atingiu dois pontos de passagem de luz, chamadas claraboias, que ficam do terceiro para o segundo.

    – Está sendo colocada uma manta de fibra de vidro em toda a área do estacionamento, o que evitará que o problema ocorra novamente – destacou Casagrande, informando que o serviço deve ser concluído em até 20 dias.

  44. adso diz:

    é por isso que te falei, demori, relê. tudo. dez vezes, se for preciso.
    tu consegue.

  45. Fabrício diz:

    Adso:

    Qualquer coisa que é “paralela” é ruim para a economia. Quem vende a fichinha, ou usa ela pra comprar churros (”dois vale transporte ou um reau!”) está perdendo dinheiro (o deságio da ficha em relação ao valor que ela “compra” é alto, talvez nem tanto quanto o spread bancário, mas isso é outra história). Além disso, incentiva os assaltos a ônibus (porque alguém tem que suprir a demanda por “vale vale valêêê” 20 centavos mais barato do que a passagem…). E, bem lembrado, incentiva a falsificação, porque é bem mais fácil falsificar fichas de plástico do que dinheiro (não sei quanto ao cartão do TRI, se é fácil de falsificar ou não, mas SUPONHO que os gênios que bolaram o sistema pensaram nisso. É meu “Polyanna way of life”).

    Sobre trancar a rua nas manifestações: o que é que as pessoas que estão trabalhando têm a ver com o protesto de X pessoas (mesmo que X = 1 milhão)? Por que trancar a Salgado Filho, ao invés de ir pra frente da prefeitura - que é o ALVO do protesto? Quem estava na Salgado Filho pode ser transtornado porque alguém que protestar contra a prefeitura? Por que não fazer a manifestação na frente da prefeitura e deixar um pessoal e explicando a manifestação para quem está em outros lugares e convidando essas pessoas a participar? Não é questão da ditadura, é questão de bom senso. Quem faz a manifestação tem que saber que há uma inversamente proporcional entre apoio popular e a quantidade de transtorno que a manifestação causa. E isso é muito necessário para legitimizar uma manifestação - apoio popular. Porque aí fica difícil reprimir a manifestação com a desculpa de estar mantendo a ordem.

    Os “porta-vozes do povo” costumam ignorar o que o povo realmente quer, porque eles leram em determinado autor que o povo quer isso, isso e isso. A falta de compreensão e respeito a regras simples - incluindo ao direito das pessoas de não se interessarem nem um pouco por determinado assunto, por mais que os engajados queiram que seja diferente - acaba tornando essas manifestações um pé no saco.

  46. Fabrício diz:

    André:

    Só por curiosidade, o camelódromo tem ar condicionado? Porque pelas fotos que eu vi, o negócio tem corredores apertados e as lojas/bancas são pequenas. O pessoal deve torrar lá dentro nesses dias de calor. Se não tiver, é chinelagem monstra da prefeitura.

    E dizer o que mais? Projetaram e construíram um prédio com INFILTRAÇÕES e GOTEIRAS. Qual a dificuldade de construir seguindo esse padrão mais moderno (vanguarda, sem dúvida) que determina que a água fica do lado de fora do edifício? Não só tem que multar a empresa que construiu essa estrovenga, mas cassar o diploma do engenheiro que projetou.

  47. Fabrício diz:

    Sugestão ao Cecchim: caminhe até o Palácio Piratini e diga para a Exma. Sra. Crusius que o furto de metais para revenda virou “epidemia” na cidade. Teoricamente, ela é a responsável por cuidar dessa área. Se, Deus queira que não, ela não fizer nada a respeito (pequena chance), sugiro a ele subir até a sala do Exmo. Sr. Fogaça e sugerir que a Guarda Municipal fique de vigia - afinal, o Centro Popular de Goteiras é patrimônio do município, construído com R$ do município, e não pode se depredado e roubado dia sim, outro também. Ser roubado quatro dias depois da inauguração, deve ser um novo recorde (sugestão: inscrever-se no Guiness Book e usar o prêmio do recorde para tapar as goteiras. De nada, viu?).

  48. Fábio Carvalho diz:

    Sobre a porrada da BM no protesto contra o aumento da passagem, gostaria de pontuar um acréscimo para quem entende que a juventude do PSOL (ou qualquer outra massa de manobra, blábláblá) estava tumultuando o trânsito e a Polícia, portanto, agiu corretamente.

    1° ponto - Aconteceu que “pessoas que não tinham nada a ver com o protesto”, mas estavam simplesmente em paradas de ônibus no meio da correria PROVOCADA PELA POLÍCIA, tomaram porrada também. Quem mandou ser pobre e estar no lugar errado e na hora errada, néam? Efeito colateral, néam.

    2° ponto - A BM, no dia 17/10/2008, NÃO desceu porrada nos estudantes de medicina que trancaram rua, nas imediações do túnel Conceição, em protesto contra o diploma de bacharel do MEC. Não, não deveriam apanhar, nada disso. Afirmo que eles cometeram o mesmo “crime” da juventude do PSOL que se insurgiu contra o aumento da passagem. A Polícia? Estava lá, mas só acompanhou com os olhos. Olha só a reportagem da ClicRBS:

    “Um protesto de estudantes de Medicina dificultou o trânsito, entre 12h e 13h10min desta sexta-feira, no entorno do Túnel da Conceição, próximo ao centro de Porto Alegre. Cerca de 20 policiais militares, além de agentes da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), acompanharam a manifestação”.

    Pois bem.

    É dessa seletividade que muitos, com muita razão, falam. E essa seletividade é apenas um recorte, pequeno, de como a lei É DIFERENTE para uns e outros. O pé na porta, sem mandado judicial, é sempre num barraco de uma vila. Como já comentou o Caco Barcellos, nunca tem playboyzinho maconheiro com saco plástico na cabeça para confessar sei lá o quê.

    Já passei pela fase de estudante que fazia protestos na rua (anos 80). Igualzinho o PSOAL faz hoje. Mas eram tempos mais democráticos. Nunca tomei gás lacrimogênio na cara e cacetete no lombo porque eu estava, supostamente, comentendo o crime de trancar as ruas.

    Protestos de rua precisam de visibilidade - não dá para protestar onde não existe movimento. Liberdade de expressão é isso aí. É como na Islândia: cerca prédio público, sim, e exige que as autoridades prestem contas da ladroagem dos bancos de lá.

    Depois vem o coronel Paulo Mendes defender que a praça da Matriz não deve ser palco para manifestações e alguns se dizem surpreendidos. Um deputado endossou essa tese imediatamente. “Causa muito transtorno”. Hã-hã. Bater em estudante desarmado… (ou “munido de bandeira” como reportou a imprensa… munido vem de munição, acho legal ver a escolha de palavras da reportági).

    É por isso que relativizo minha perplexidade quando vejo alguém defender o fim da Polícia. E até tento argumentar (em vão) que o que é ruim hoje ficaria muito pior.

  49. Fábio Carvalho diz:

    Ariela,

    Vi também, muito boa. Ficou sabendo que o delegado Ferraz foi afastado da Draco? Em janeiro, segundo li, ele estava “de férias”, mas estava rolando o papo que sairia da Draco por causa da edição de dezembro da Piauí.

  50. adso diz:

    Fabricio:

    “Qualquer coisa que é “paralela” é ruim para a economia. Quem vende a fichinha, ou usa ela pra comprar churros (”dois vale transporte ou um reau!”) está perdendo dinheiro”
    errado. quem tá vendendo fichinha acha que isso é melhor negócio do que se obrigar a pegar um ônibus para gastar. simples como parece. quem compra está ganhando porque paga menos. o sistema ganha com capital de giro. ‘mercado paralelo’ é o nome de qualquer coisa que tende a naturalmente se regulamentar enquanto há uma regulamentação artificial. É benéfica.
    quanto a questão da segurança, concordo. provavelmente vai ser um grande ganho do cartão, embora a questão da clonagem só vamos descobrir mais pra frente (também acredito, como tu, que alguém pensou nisso. mas nunca duvide de quão idiota algo possa ser).

    quanto ao protesto: concordo que o melhor lugar pra protestar contra a prefeitura é na frente da prefeitura. plenamente. mas isso não dá o direito da brigada de ser violenta. Do mesmo jeito que o imbecil que dobrou a esquina a esquerda estando na faixa da direita ontem fez eu perder uns 10 minutos no maldito horário de pico, a brigada não tem o direito de cagar a pau ninguém. Violência estatizada é a última coisa de que precisamos.
    Mas quando me referi a pessoas rançosas que usualmente gritam chavões ditadura-friendly eu me referia a uma cultura. há pouco tempo atrás rolou várias manifestações na frente do piratini e muita, mas muita gente mesmo, apoiou a truculencia da brigada contra professores, bancários e o escambau. E aí o argumento do ‘protestar em local correto’ cai por terra. estavam onde deviam. protestavam no local ‘correto’ com poucos efeitos colaterais pra cidade.
    Concordo contigo, ainda, que esse pessoal (especialmente psol, pstu e antigamente o pt) se acha o ‘porta-voz do povo’ sem sequer conhecer as necessidades e muito menos respeitá-las. E acho, como tu falou, que é isso que torna as manifestações (tão necessárias) tão ridículas, já que se o governo tem pouco crédito, esses manifestantes tem menos ainda. Mas de novo: isso não da novos direitos a brigada.

    Só pra te colocar o ponto do dogma de defender truculencia e coerção contra gente que fecha rua: vamos supor daqui a pouco um site pequeno num servidor grande recebe acessos gigantescos por causa de um vídeo onde o sujeito fala algo contra alguém (opinião). o servidor cai e deixa inúmeros sites parados e o sujeito que foi criticado processa o criticador por parar boa parte da rede. Censura, coerção estatal utilizada em prol de um ou poucos. Percebe? Tu pode utilizar exatamente os mesmos argumentos em nome da censura desse site: fez trabalhador perder tempo, fez site perder dinheiro, etc, etc, etc.

  51. Ariela diz:

    >Fábio Carvalho diz:
    >[…] Ficou sabendo que o delegado Ferraz foi afastado da Draco? Em janeiro, segundo li, ele estava “de férias”, mas estava rolando o papo que sairia da Draco por causa da edição de dezembro da Piauí.

    Uche, não sabia!
    Pode ser um pretexto, a reportagem, já que o cara estava levando mais a sério a sua função. Há um tempo atrás, a mesma revista publicou uma matéria sobre como o Lula abdicou de seguranças para lançar o PAC numa favela do RJ. E de que modo a “negociação” se deu entre Presidência e traficantes. A noção que passa é que tá tudo dominado. Chokieren!

  52. marlon diz:

    a Polícia, como instituição, sempre me cheirou mal. lembrando o étimo, que é o mesmo de Política, é como se a existência da Polícia fosse uma lembrança tangível da incapacidade dos Estados e dos indivíduos de serem políticos (i.e., terem voz e decidirem seus destinos e os da polis em consenso e por meio do discurso) sem coação. quanto menos há espaço para a Política, nesse sentido grego e arendtiano, mais a sociedade tende a substituí-la pela Polícia, sempre muito disposta a abandonar sua função original e abraçar o poder sem limites. não é à toa que nos totalitarismos os meios de violência do Estado são transferidos para a Polícia. não só nos totalitarismos, aliás; as polícias européias (francesa, espanhola, holandesa) formaram uma espécie de rede de colaboração com os nazis, pois viram a oportunidade de poder e status… além disso, quem se presta a essa função de coação não pode ser muito amigo da liberdade in the first place. a afinidade ontológica da polícia com os carrascos e com o crime torna-se mais visível à medida em que o Estado perde ou comprime ou oblitera o espaço político: no Rio, inúmeros policiais são iguais aos piores traficantes; no nazismo, as SS etc.

    isso infelizmente não quer dizer que se deva acabar com a polícia, como prega o adso. as coisas obviamente ficariam muito piores.

  53. sergio diz:

    Gostaria de reclamar sobre a segurança do camelódromo de Porto Alegre, é uma vergonha, pessoas transitam lá roubando pessoas idôneas, se dizendo terem lojas e portanto não tem, fazem que vão buscar a mercadoria e fogem com o dinheiro. Um rapaz magrinho alto, com uma mancha no rosto anda trapaceando as pessoas, cuidado!
    Você pode ser a próxima vítima, alertem as pessoas, os seguranças, chamem a polícia, eles fumam crack nas galerias, rola drogas, roubo, mercadorias, um bando ladrões e viciados. Peço mais policiamento naquela área, pois caso contrário, vou dizer as pessoas que não entrem no camelódromo, um conhecido foi vítima, foi lesado, deu o dinheiro e nao viu a mercadoria.

    Rapaz alto, magrinho, com mancha no rosto, vende dvds, anda agindo impunemente dentro do camelódromo de Porto Alegre.

  54. marlon diz:

    camelódromo = resumo de POA

  55. A Nova Corja » Blog Archive » Bitoca no coração da ilegalidade diz:

    […] Foto: Divulgação “Flanelinha legalizado? Esperavam o que de quem fez o Camelódromo Aéreo?” […]

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