Ética não é remédio para transtorno mental

16:34 | 20/02/09 | Rodrigo Alvares

Não basta mandar cartinha para o Paulo Sant’ana nem mencionar as agruras de Harry Potter em plena audiência no Piratini. A desgovernadora enviou nota de uma linha para resolver o tsunami de denúncias do PSOL, mas teve um artigo publicado hoje na página dois do Estadão em resposta a um editorial intitulado “Calote gaúcho” - sugiro entrar no link e ler o texto abaixo depois, dependendo de quanta raiva tu estejas disposto a ter.

Os gaúchos contra o calote

Yeda Crusius

No Rio Grande do Sul, o governo trabalha para equilibrar as contas públicas, ampliar investimentos e pagar dívidas, resgatando compromissos e dando atenção aos que mais necessitam do poder público. Não é por outro motivo que pagamos a 93% dos servidores do Executivo os reajustes salariais esperados desde 1995, antecipamos o pagamento do 13º salário com recursos próprios e pusemos em dia as contas com os fornecedores, alguns deles com atrasos de até 13 meses, e desoneramos do ICMS, por lei de dezembro de 2008, um total de 82% das empresas gaúchas, micro e pequenas. Depois de quase 40 anos de sucessivos déficits, comemoramos a realização de um resultado fiscal histórico ao final de 2008, com um superávit orçamentário de R$ 443 milhões.

O Rio Grande do Sul, assim procedendo, diz não ao calote histórico, mesmo sem que o desejasse, aos seus credores. Pois o mestre Aurélio, em seu dicionário da língua portuguesa, afirma que “caloteiro é aquele que não paga dívidas ou as contrai sem intenção de pagamento”. Recomenda-se buscar os antônimos, porque ali, sim, estará o adjetivo que qualifica a ação do governo do Estado.

O Rio Grande do Sul, com a sua Lei de Pagamento dos Precatórios, está resolvendo a questão da dívida injustamente adiada no seu pagamento. E, como em toda caminhada, é preciso um primeiro passo.

A questão dos precatórios é exemplo de como se administra honrando compromissos. A dívida - existente desde 1999 - chega a quase R$ 4 bilhões. São mais de 26 mil precatórios, dos quais mais de 4 mil classificados como de pequeno valor. Lamentar o tamanho dessa dívida, reclamar que não há como honrá-la e acompanhar o desespero dos credores não é do feitio de quem assumiu a administração pública com a disposição de enfrentar e resolver passivos históricos, e não neles se justificar.

(Alô, Bu$atto?)

Assim, com a Constituição na mão, vontade política e respeito aos credores, os gaúchos construíram uma solução, tendo a legalidade como premissa. De forma conjunta e articulada, os Poderes Executivo e Judiciário retomaram o pagamento dos precatórios. A iniciativa teve participação de representantes dos precatoristas e o acompanhamento da OAB-RS, daí resultando a Lei Estadual 13.114, aprovada em dezembro de 2008.

Essa ação é clara iniciativa de quem paga o que deve, mesmo que não seja o autor da dívida. Ela é, ao fim e ao cabo, pública. Uma questão de reconhecimento do direito dos credores e também social. Não há como deixar de citar a luta comovente das tricoteiras, viúvas e pensionistas que morreram tragicamente no voo 3054 da TAM, quando viajavam para buscar, com outras em igual situação, uma solução que o poder público tardava em lhes alcançar.

Engana-se o autor do editorial publicado em 16 de fevereiro com o estranho título Calote gaúcho. Estranho pelo objeto de que trata e sobre o qual aqui informamos, ao imaginar que a Caixa de Administração da Dívida Pública (Cadip) tenha poderes para atuar com exclusividade no mercado de precatórios. A lei apenas possibilita que a Cadip adquira precatórios, sem jamais lhes dar preferência e, muito menos, exclusividade. E na eventualidade da realização dos leilões, a operação deverá ter total transparência, inclusive com a publicação pela internet, como previsto em lei.

Mais importante é dizer que a possibilidade citada é apenas uma parte da proposta que prevê o pagamento de R$ 200 milhões de precatórios ao longo de 12 meses e já está em execução. Com toda a clareza e para que não pairem dúvidas de que não é apenas uma promessa, o Rio Grande do Sul entregou em dezembro ao Poder Judiciário R$ 27 milhões, recursos para quitar a totalidade dos precatórios classificados como de pequeno valor, que somam perto de 15% do total.

Ao Estadão me cabe informar que, além disso, o plano gaúcho para a retomada do pagamento dos precatórios terá a possibilidade de negociação em Juntas de Conciliação, instaladas pelo Poder Judiciário Estadual e já existentes na Justiça do Trabalho. Informo também que a referida lei fez aumentar o montante dos recursos para esse fim, elevando para 100% a destinação da cobrança da dívida ativa para o Fundo dos Precatórios, que era de 10% até então. Assim os gaúchos dizem “não” ao histórico calote.

É preciso conhecer mais este Estado de tradição legalista, de cumprimento da legislação e de presença inequívoca na construção da grandeza nacional. São descritas em incontáveis registros a competência e a responsabilidade de seus Poderes constituídos, de suas instituições e das entidades ligadas diretamente à questão dos precatórios.

(Alô, Busatto?)

Esta lei é feita no momento em que o Estado paga dívidas e honra compromissos, recuperando o respeito não apenas no País, mas também no exterior. O Banco Mundial, ao conceder o maior empréstimo de sua história a um ente subnacional, atesta a responsabilidade e a credibilidade de todos os que retiraram da situação de inadimplente este grande Estado.

É hora de convidar a que conheçam o Rio Grande do Sul da coragem para fazer, da visão e responsabilidade pública e da retomada do crescimento. Um Estado a garantir os investimentos previstos em sua Lei Orçamentária para 2009, equilibrada, apesar da avassaladora crise mundial. Só quem honra os seus compromissos e tem ação de respeito público e eficiência administrativa consegue confirmar os seus investimentos no momento em que todos os anúncios são de contingenciamento.

Esse é o Rio Grande do Sul que o Estadão sempre soube reconhecer e por isso nós também o reconhecemos como mídia qualificada.

Yeda Crusius é governadora do Rio Grande do Sul

Chega. Desisto. Sairei para o ziriguidum (mentira: ODUJ muito). Só me liguem se acontecer algo parecido com o que andam nos encontrando no Google:

suicidioyeda2.jpg
Não temos a solução para tudo. Ainda

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Postado por Rodrigo Alvares, 16:34, 20/02/09, na(s) categoria(s) Desgovernada Yeda. Você pode acompanhar os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Deixe um comentário ou coloque um trackback em seu site.

21 comentários para “Ética não é remédio para transtorno mental”

  1. Adriana diz:

    Nooossa!!!! Que resposta grande para acusação de caloteira (não se deu ao trabalho de chamar o MP?) e sumiu de circulação para não apresentar defesa contra a dinamitação do PSOL!

  2. GBRL diz:

    Baita ideia. Vou fazer um leilão com meus credores também.

  3. adso diz:

    melhor lei da história. nunca ninguém superará.

  4. Lucio diz:

    Se com essa “denuncia”, de calote aos precatórios Yeda Casanova escreveu “lindo” artigo, a Zero Hora de amanhã ou melhor, a Dominical vai ser totalmente dedicada a defesa de Yeda…

    Não tem jeito… ter que fazer as malas e sumir daqui por pelo menos 22 meses (quem será o próximo???? dependendo já nem volto mais…)

    E por favor, alguem de o telefone da Pinel para essa Senhora…

  5. adso diz:

    capa da ZH: “YEDA É DIFAMADA PELO ESTADÃO.”
    (logo abaixo um banner do banrisul).
    gfdsgfsdgsah

  6. SBENTENAR diz:

    -O QUE O TUCANATO FAZ PARA REAVIVER A (DES)GOVERNADORA. O VAMPIRO DO SERRA, O QUE NÃO FOI DIFÍCIL, OBRIGOU ÖS MESQUITAS”A PUBLICAREM O TEXTO LATIFUNDIÁRIO PARA AMENIZAR AS ATABALHOADAS DOS GOVERNOS DO PSDB (PARAIBA E RS),O QUE IMPACTA NOS INTERESSES EM 2010. É SÓ TIRO NOS PÉS!!!

  7. André diz:

    Agora uma para animar o zirigindum bovino ! Confiram aí , é sobre os ga$to$ de um deputado (PTB), vou me abster de comentários : http://www.camara.gov.br/internet/Contas/VI/dep_vi.asp?id=512&nome=S%C9RGIO%20MORAES&anomes=2008 .

  8. Gustavo Nunes diz:

    A senhora de idade avançada Yeda Crusius ficou dois dias ausente de sua agenda tratando* da morte de Marcelo Cavalcante… Estranho não?!?!
    O pior é que nesse lance de precatórios… A cada 4 que forem pagos pelo governo com 25% de desconto… Economiza-se um… Ou seja, maracutaia da braba…
    É a inteligência do Estado sendo usufruída para feitos anti-democráticos e ameaçadores… O que explica Marchezan Jr. ter ficado sozinho na campanha para prefeito… Mas calcado em problemas pessoais alheios…
    Sabe-se lá se a inteligência não é usada para espionar Psol, PT e outros políticos.. Entretanto, que fazem pressões psicológicas… Ah! Disso eu não tenho dúvidas… Ou tudo é pura esquizofrenia estilo “Uma Mente Brilhante”? hauhauhauha Rindo para não chorar… Impeachment já!

  9. Fábio Carvalho diz:

    Da coluna Painel, da Folha de S. Paulo de domingo, a nota “Solteira”.

    “A nova onda de denúncias contra o governo gaúcho não é a única perturbação na vida de Yeda Crusius (PSDB). A tucana acaba de se separar do marido, que em 26 de janeiro já havia sido exonerado do comando do Conselho de Comunicação.”

  10. Ariela diz:

    Barbicha CC † tem sorte: ele poderia ter sido encontrado no fundo de um lago.

    Mas vem cá: também li a coluna e fiquei desfiando a barba: eles já não estavam separados?

  11. Fábio Carvalho diz:

    Ariela,

    Se estavam separados, eu te confesso que não sabia. Noves fora o fato de a governadora ser pessoa pública (e, portanto, sua privacidade ser “relativa”), não me interesso pelo fato de ela estar casada ou solteira.

    Mas acho relevante se houver a coincidência de data entre a separação do casal e a exoneração de Carlos Crusius do tal conselho. Se sim, Yeda não é um bom exemplo de separação entre o público e o privado. Ela terá pouca razão de reclamar de suítes inevitáveis, como a divisão da polêmica casa.

  12. Carmencita Bovineide diz:

    ele poderia ter sido encontrado no fundo de um lago

    Gente! Ela é mãe, acima de tudo. Jamais iria querer ver seus filhos tristes.

  13. André diz:

    Verbas indenizatórias Câmara dos Deputa. : máximo de R$ 180.000,00/ano .

    http://www2.camara.gov.br/transparencia/verbainden.html

    180000, PAULO ROBERTO, PTB, RS
    180000, LUIS CARLOS HEINZE, PP, RS
    179982.21, MENDES RIBEIRO FILHO, PMDB, RS
    179979.58, LUIZ CARLOS BUSATO, PTB, RS
    179929.80, MARIA DO ROSÁRIO, PT, RS
    179929.21, DARCISIO PERONDI, PMDB, RS
    179921.91, VIEIRA DA CUNHA, PDT, RS
    179833.05, ENIO BACCI, PDT, RS
    179520.00, SERGIO MORAES, PTB, RS
    179456.32, CLAUDIO DIAZ, PSDB, RS
    179284.84, IBSEN PINHEIRO, PMDB, RS
    179207.95, ONYX LORENZONI, PFL, RS

    Abra$$$O !!!! Em especial a Maria das Lágrimas http://www.camara.gov.br/internet/Contas/VI/dep_vi.asp?id=508&nome=MARIA%20DO%20ROS%C1RIO&anomes=2008. Tomou do povo bovino e brasileiro R$ 3900,00 em combustíveis - nos meses em que fazia campanha para derrubar o poeta da prefeitura .

  14. Max Colorati diz:

    verbas indezinatória = bolsa família dos congressistas.

  15. Ariela diz:

    Pois sim.
    Enquanto isso, ZH só no Carnaval, praia e futebol.
    Estado larval.

  16. Júlia Clark diz:

    “Yeda Crusius e a corrupção na mídia
    19.06.2008

    O jornalista Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, encontrou uma pista para explicar o tratamento cordial – e tardio – dispensado pela mídia hegemônica ao escândalo de corrupção no governo tucano de Yeda Crusius. Pesquisando os documentos que o Ministério Público Federal apresentou contra a quadrilha que roubou o Detran, ele descobriu que os líderes desta maracutaia investiram na formação de opinião pública favorável bancando anúncios publicitários nos jornais gaúchos. Um lobista do PSDB acusado de integrar a máfia diz, numa carta à governadora, que vários colunistas da mídia comercial foram pagos com dinheiro do esquema ilícito.

    Na página 56 do documento, o Ministério Público é taxativo: “O grupo investia não apenas na imagem de seus integrantes, mas também na própria formação de uma opinião pública favorável aos seus interesses, ou seja, aos projetos que objetivavam desenvolver. A busca de proximidade com jornais estaduais, os aportes financeiros destinados a controlar jornais de interesse regional, freqüentes contratações de agências de publicidade e mesmo a formação de empresas destinadas à publicidade são comportamentos periféricos adotados pela quadrilha para enuviar a opinião pública, dificultar o controle social e lhes conferir aparente imagem de lisura e idoneidade”.

    Colunistas ou mercenários?

    O documento não revela quais os jornais ou colunistas que prestaram o serviço sujo à máfia do Detran. Diante da gravidade da denúncia, o Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande Sul enviou pedido à CPI que apura o caso para que sejam nominados os profissionais e veículos, “pois não é justo que toda a categoria seja colocada sob suspeição”. Já os jornais estaduais – a rigor, existem apenas dois, Zero Hora e Correio do Povo – fingiram-se de mortos diante da grave revelação do MPF. Até agora, a imprensa gaúcha simplesmente nem citou o trecho do documento.

    Além das referências feitas pelo Ministério Público ao braço midiático da máfia, outro indício do envolvimento de jornalistas aparece numa carta do empresário Lair Ferst à governadora Crusius. Nela, o lobista tucano diz ser vítima de campanha difamatória por parte de integrantes da máfia e cita o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas, e José Antonio Fernandes. Segundo confessa, a quadrilha “conta com uma série de colunistas de vários jornais que tem remuneração paga por José Fernandes para plantar notícias”. As investigações da Polícia Federal indicam que Ferst se envolveu numa briga interna no grupo pelo controle da rapina do Detran.”
    (Observaório do Direito à Comunicação)

  17. Max Colorati diz:

    Júlia Clark, muito obrigado pela ´notícia.

    E depois chamam de ‘fedelhos de universidade’ quem se propõe a denunciar está MÁFIA DAS LETRAS.

  18. marlon diz:

    Barbicha foi pras CUCUIA:

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?newsID=a2415283.htm&tab=00014&uf=1

    Yoda totalmente transtornada.

  19. Anti-Retardado diz:

    O Brasil precisa da reformas política, tributária e principalmente da implantação pelos jornalistas de um conselho de ética que elimine e puna os bandidos que usurpam a nobre profissão de jornalista para cometer crimes.

  20. Gustavo Nunes diz:

    Gustavo Nunes, eu… Estudante de jornalismo… Diz: Pi&# no seu C´&!!!
    RETARDADO MOR!
    PERNA MANCA!

  21. mara rosa diz:

    É uma vergonha que alguem continue acreditando que esta sendo pago precatórios de pequeno valo, tudo é em conluio com o governo, vai para calculos e esquecem assim o governo ganha tempo. Mas é tempo de eleição espero que nosso povo gaucho seja um pouco mais inteligente ao votar e deixe de se iludir com sem vergonhas. Governadores sao pagos para trabalhar para o povo pena que entram e se encantam e acabam entrando no rolo, é a chamada politicagem de sem vergonhas. Tudo é uma mentira em quem vamos acreditar. Os precatorios podem estar sendo pagos a alguem ligado ao governo, eu estou esperando receber meu RPV mas nao faço parte dessa corja acho que nao vo receber. Mas as eleiçoes tao chegando espero que nosso povo nao se iluda com mais uma cambada de mentirosos, que so pensam no proprio bolso. Eu quero o que é meu, deficit zero sim no bolso dos funcionarios do estado que estao desmoralizados falo em saude, segurança(SUSEPE com minimas condições para trabalhar e o salario defasado, mas so valorizam a BRIGADA MILITAR) e educação Mas eu so um grao de areia na praia nao adianta minha indignação a maioria vence, que vença o melhor

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