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Respeitem a ordem da lista de jornalistas, pessoal

16:58 | 07/07/09 | Rodrigo Alvares

A desgovernadora Yeda Crusius está em Brasília, onde discursou no Senado sobre os 15 anos do Plano Real. Entretanto, como estava longe do pasto e sem seguranças, segue abaixo a série de relatos que o pessoal do Diários de Brasília fez sobre o Novo Jeyto de Tratar a Imprensa:

1)Assessores formam círculo de proteção a Yeda

Na ausência dos seguranças que ontem evitaram a aproximação de jornalistas, a governadora Yeda Crusius se valeu hoje dos assessores de imprensa do Piratini para criar um círculo de proteção em sua volta.

Ao se deslocar pelo Senado, onde participa dos festejos pelos 15 anos do Plano Real, Yeda foi sempre cercada pelo fotógrafo Jefferson Bernardes e pelas jornalistas Sandra Terra e Ana Jung. Bernardes chegou a afastar com o corpo o microfone da equipe da RBS TV que tentava ouvir a governadora. Em meio ao tumulto, Yeda foi lacônica.

‘Vou falar quando vocês falarem menos’, esquivou-se.

2) Yeda foge da imprensa

Yeda Crusius conseguiu escapar das perguntas dos jornalistas. Ajudada por um esquema montado por seus assessores, a governadora deixou o Senado pelo elevador restrito aos senadores e, fugindo da imprensa, rumou para um encontro com o advogado Eduardo Alckmin em algum lugar mantido em sigilo.

Reprodução
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Lair Ferst? Estou indo para o hangar, onde reuniões com clientes são normais”

3) ‘Para Yeda, ‘hoje é dia de festa’

Apesar dos despistes na imprensa, Yeda Crusius não conseguiu evitar que os jornalistas flagrassem seu encontro com o advogado Eduardo Alckmin. Eles se reuniram em um hangar do aeroporto internacional de Brasília.

Por cerca de uma hora e meia, Yeda e Alckmin discutiram os termos da reação às denuncias envolvendo o núcleo forte do Piratini. A jornalista Sandra Terra, também citada nas acusações, entregou um calhamaço de documentos ao advogado. Mais uma vez Yeda se negou a responder as indagações dos jornalistas.

‘Hoje é um dia de festa. Só vou falar quando vocês tiverem perguntas interessantes para fazer‘ declarou Yeda.”

Cuidado que ele pode ir para o Palacinho

15:31 | 27/01/09 | Rodrigo Alvares

Estou de férias”, diz Carlos Crusius após desligamento do governo

Foto: Jefferson Bernardes
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“Não pensem que vou continuar a tratar bem os jornalistas”

Da Zero Hora: “Afastado das discussões promovidas pela governadora Yeda Crusius para criar uma nova marca de gestão, o economista Carlos Crusius está sem função oficial no governo desde sexta-feira, quando Yeda determinou a extinção do Conselho de Comunicação, que era presidido por ele.

O fim do órgão ocorreu um dia depois de Crusius ter questionado publicamente, em um encontro do primeiro escalão, a proposta da empresa contratada para dar mais visibilidade às ações do Piratini. Abaixo, a melhor entrevista de 2009 até agora:

Zero Hora – O senhor pode falar ?

Carlos Crusius – Podemos falar, mas não sobre o assunto que tu queres que eu fale. Podemos falar sobre o tempo, sobre futebol…

ZH – Por que?

Crusius – Porque não vou falar.

ZH – Então vamos falar de outro assunto. Com a extinção do Conselho de Comunicação, o senhor segue no governo?

Crusius – Tu só queres saber dessas coisas. Eu não vou falar.

ZH – Pensei que o senhor não quisesse falar sobre o incidente ocorrido no seminário do governo.

Crusius – Hoje, eu não falo do governo nada, nada, nada.

ZH – O senhor não pode dizer se permanece no governo?

Crusius – Nada, nada, nada.

ZH – Sobre o que pode falar?

Crusius – Sobre o crescimento do PSDB. Eu sou diretor do Instituto Teotônio Vilela aqui (no Estado).

ZH – E sobre a nova marca do governo?

Crusius – Não vou falar nem sim, nem não, nada.

ZH – E quando o senhor vai poder falar sobre isso?

Crusius – Depois a gente vê. Tem todo o tempo do mundo. Não é que eu não possa falar. Eu não quero falar.

ZH – Essa é uma decisão sua?

Crusius – Minha, pessoal.

ZH – O senhor está magoado com o governo?

Crusius – De jeito maneira. Mas ora se vou estar magoado com o governo. Sou o primeiro dos militantes, sou o primeiro defensor desse governo, desse projeto da governadora. Nem pensar.

ZH – O senhor não quer falar de governo, não diz se continua no governo. Está de férias?

Crusius – Estou de férias. Mas eu não exercia nada remunerado. Até esse telefone, que tu descobriste não sei como, é particular.

ZH – O que o senhor não gostou da apresentação sobre a nova marca do governo feita no seminário de quinta-feira?

Crusius – Achei maravilhosa. Não tem nada.

ZH – O senhor achou maravilhosa?

Crusius – Isso. Isso.

ZH – Mas a sua reação foi outra.

Crusius – Não, não. Tá bom? Outro dia nós falamos.

Nada contra a competência de Carlos Crusius, mas eu adoraria saber por que diabos uma pessoa que não faz parte do governo participa de uma reunião do primeiro escalão para redefinir os rumos do desgoverno e ainda briga com a “chefe” na frente de todo mundo quando tiram o brinquedinho dele.