Diálogo interceptado pela PF no dia 27 de abril, às 13h22 entre um certo Paulinho e o testa de ferro da Força Sindical no BNDES, Ricardo Tosto:
Paulinho: E aí galego? Estamos apanhando, mas vamos enfrentar esse povo que estão pisando na bola com nós aí.
Tosto: Quem é que está por trás disso, Paulinho?
Paulinho: Descobrir, né?
Tosto: Você não acha que tem alguém por trás?
Paulinho: Deve ter, né? Não é possível que os caras pegam indícios, né? Não é nem indício, né? O cara entra na minha sala, ou você… alguém citou teu nome.
Tosto: Negócio de doido, né. Desce o cacete aí…a Força…tudo…eu vou fazer uma carta pedindo afastamento do BNDES para que apurem melhor..tudo…E pedindo investigação no BNDES.
Paulinho: Você não devia pedir não. Não sai não, cara.
Tosto: Não. Não vou renunciar, vou pedir afastamento…temporário para facilitar a investigação.
Paulinho: Mas aí você tem que mandar lá para a Força. Nós não vamos concordar que vc saia não.
Tosto: Então aí tudo bem. E tem que fazer desagravo aí. Pô…organiza, põe o D’Urso para fazer desagravo. Quanto mais desagravo da sociedade civil é melhor.
Paulinho: Eu acho que vou convocar, não sei se vc viu o que saiu no Estadão de hoje. Eu vou falar com o Arlindo e vamos convocar o superintendente da PF lá na Câmara e também convocar o ministro da Justiça para eles se explicarem.
Tosto: Tá. E o Lula falou um absurdo de mim. Dá para vc falar com ele?
Paulinho: Na prática a declaração dele foi favorável.
Tosto: Mas dá uma palavrinha dele de novo…tenta aí…
Paulinho: Tô trabalhando.
O deputado se encolheu embaixo do adevogado e disse que tudo é “mera especulação”. Olha, se tiver outro Paulinho que tenha um trânsito desses no Congresso, na presidência, na OAB/SP, com Tarso Genro e com o superintendente da Polícia Federal em meio à república sindicalista instalada pelo PT, e que preparava um golpe de R$ 1,3 bilhão no BNDES, por favor me avisem.