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Os santos bovinos precisam ir para o matadouro

20:05 | 23/05/09 | Rodrigo Alvares

A jornalista Rosane de Oliveira levantou a lebre na edição que chega aos leitores neste domingo sobre as centenas de e-mails que Paulo Feijó (DEMO) guarda do tempo da campanha eleitoral, fora suas planilhas de doações e a dúvida dos aliados de Yeda Crusius em saber exatamente o que contém o laptop dele – “e num lendário pen drive no qual teria copiado informações sigilosas de 2006“.

O Serviço de Inteligência do Piratini monitora o Palacinho, endereço do gabinete do vice, há anos. Foi assim que flagrou a presença do carro usado pelo vereador Pedro Ruas estacionado à noite em frente ao prédio e tornou pública a existência de multas de milhares de reais.

Os assessores do vice-governador não podem usar seus telefones - no trabalho, em casa ou no celular, tá tudo grampeado - e têm sido vigiados dia e noite, a ponto de ameaçarem suas famílias. Do outro lado, sei que meus telefones residencial e o celular estão grampeados há uns bons meses. Imagina que coisa enfadonha ter que ouvir minhas conversas.

Aí hoje eu tenho de ler o fausto senador Pedro Simon (PMDB/RS) responsabilizar o ministro da Justiça, Tarso Genro, pelo vazamento de gravações feitas pela Polícia Federal. Neste sábado foram revelados diálogos entre Walna Villarins Meneses, assessora da governadora Yeda Crusius, e a indiciada na Operação Solidária Neide Bernardes.

No inquérito, Walna e Neide falam sobre “flores”, “arranjo”, “bonsai” e “projeto de jardim” — expressões que a PF considera serem códigos para dinheiro.

“O chefe da PF é o ministro Tarso, que é candidato ao Piratini. Isso está causando uma confusão, que não se sabe até que ponto é ou não é. Por que essas coisas, que já existiam, não apareceram há mais tempo?

- Senador Pedro Simon (PMDB/RS)

Da Zero Hora: “A Operação Solidária investiga suspeitas de irregularidades em licitações de obras de infraestrutura. (…) A cúpula do PMDB também está decidida a manter a posição de não assinar o requerimento de CPI feito pela oposição para investigar suspeitas de irregularidades no Piratini.

O pedido já tem 17 das 19 assinaturas exigidas para criação da comissão, mas nenhuma de deputados do PMDB, que somam nove parlamentares. Dois integrantes da bancada estão entre os alvos da Operação Solidária da PF: Alceu Moreira e Marco Alba (licenciado para comandar a Secretaria Estadual de Habitação).”

Engraçado ler isso, pois o senador agiu como um avestruz quando surgiu a gravação do Bu$atto a bragar que o Banrisul é, historicamente, do PMDB, na hora de os partidos dividirem quais órgãos públicos vão financiar a campanha do PP, PDT e o PTB.

Simon prometeu processar o Bubu, mas logo viu que aquilo era uma roubada - quando não é?. No meio disso, Bu$atto está lá na República de Santa Maria com Cezar Schirmer (PMDB/RS). Decerto esperando que esse ano e meio passe rápido e que em 2011 ninguém se lembre das barbaridades que ele disse ao vice-governador e durante a CPI da Rodin.

Simon que se dê por satisfeito se a oposição não emplacar uma CPI do Banrisul ou do DAER - que já estão no forno e prontinhas -para tocar mais horror nessa gurizada medonha. Os petistas não ficam muito atrás, mas eles nunca, pelo menos quando falamos mal deles, usaram o Banrisul para nos constranger juducialmente e nem o Guardião para nos espionar.

Peça um autógrafo de Bu$atto no seu celular

14:18 | 15/12/08 | Rodrigo Alvares

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Vota nóis - 3

10:54 | 26/11/08 | Rodrigo Alvares

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Ok, concordo que é chatice. Mas como hoje é o último dia para votar em nóis no The Bobs, aproveite e relembre isso, isso, isso e isso. Posts que lhe proporcionaram tantas risadas.

Mesmo quando a história era - e ainda é - séria.

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“Deus, quanto mais vou ter que chorar até pararem de usar essa foto?”

Ainda espero aquele processo contra o Bu$atto

14:09 | 23/11/08 | Rodrigo Alvares

Simon vence o prêmio Congresso em Foco 2008

O presidente do PMDB/RS, senador Pedro Simon, foi o vencedor do Prêmio Congresso Em Foco 2008, na categoria combate à corrupção. A votação na internet, encerrada nesta quinta-feira, 20, durou 60 dias e conferiu ao parlamentar gaúcho 76.604 votos. Na seqüência foram escolhidos o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e os deputados federais Gustavo Fruet (PMDB-PR), Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Flávio Dino (PCdoB-PA).

“Não dá para dizer que a imprensa só fala em bandido, assassino, roubo, porque é o que o povo quer. Não é verdade. O povo, quando vê uma imprensa sadia, debatendo coisas positivas, se interessa muito“, declarou o senador ao saber do resultado da votação.

Simon também foi eleito o segundo senador mais bem avaliado por sua atuação parlamentar em 2008, atrás apenas do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Os candidatos ao prêmio são selecionados numa avaliação feita por 204 jornalistas especializados na cobertura política do Congresso Nacional. A premiação deste ano será entregue no dia 1º de dezembro, na sede da OAB, em Brasília.

Exílio mental. Bom fim de semana

13:32 | 14/11/08 | Rodrigo Alvares

Depressão profunda depois de ler isso:

Um Balanço Da Viagem Aos Estados Unidos

(…) Esse periodo foi para mim uma verdadeira escola de vida. Vi milhões de pessoas voluntarias se juntarem a uma causa, por acreditar nela, e transformarem o país. Vi que só assim a política pode avançar, na medida em que viabiliza uma forma mais democrática e ética de realizar e financiar campanhas, sem cabos eleitorais pagos, sem necessidade de caixa dois e outros subterfúgios.Vi que é preciso valores e causas para que a política se torne um instrumento de transformação da sociedade, e não apenas uma disputa de poder entre partidos.”

Nota do editor: já conversou com o Pedro Simon (PMDB) sobre isso? Ou com o José Otávio Germano (PP)? Ah é: esqueci: todos vocês estão grampeados. O Fala, Liderança alcançou outro patamar.

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“Decidi sair do Brasil para o que poderia chamar-se de um exílio voluntario, onde teria tempo para dedicar-me ao estudo e à reflexão. (…) Parece que cumpriu-se uma sina, vim fazer pequisa e observações e acabei envolvendo-me na política. Tive o privilégio de virar personagem de um dos mais belos acontecimentos democráticos da história recente da humanidade, cujas implicações políticas, econômicas, sociais e culturais haverão de influenciar a agenda mundial nos próximos anos.”

Nota do editor: o Germano Rigotto (PMDB) tomou o lugar da desgovernada? Perdi.

Não perca esse momento histórico, djóvem

9:15 | 11/11/08 | Rodrigo Alvares

10 de Novembro de 2008

De Nova York Para Porto Alegre

Estou no aeroporto JFK de Nova York, aguardando o voo da American Airlines para o Brasil. Concluo uma viagem que me trouxe muito aprendizado. Volto com o sentimento de missao cumprida. (…) Meu blog e o registro fidedigno de toda essa maravilhosa experiencia internacional. Amanha, com calma, farei um balanco melhor dessa passagem pelos Estados Unidos, que esta agora sendo concluida.

Postado por Cezar Busatto às 23:47 0 comentários

Marcadores: Eleições Americanas

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“Vocês não sabem a tortura que foi lá. Ainda não derubaram a Yeda? Sério?

Tu, djóvem porto-alegrense que não teve a emoção de receber os exilados políticos da Ditadura, recebe dos céus e de Paulo Feijó (DEMO) a chance de saber como é a recepção de uma espécie rara, da qual teus pais sempre falaram mas que tu nunca entendeu direito para o que servia: um exilado político voltará ao Bovinão.

Acolha nosso ex-chefe da Casa Civil Cezar Bu$atto (PP$) no Aeroporto Salgado Filho hoje. Escute sua história da traição perpetrada pelo vice-governador, reviva o momento máximo da perseguição política contra ele, pergunte ao vivo como funcionam os esquemas do Detran, do Banrusul, do Daer.

Grave e tire fotos, pois esse é um momento único e depois nem ele nem a imprensa bovina poderão dizer que foram enganados por não saberem onde estava o gravador e que tu é um mau caráter.

Mas, por favor, não se esqueça de acompanhar sua passeata no caminhão dos bombeiros em sua volta à casa de Yeda Crusius para tomar mais champanhe e articular os próximos movimentos contra os subversivos digitais.

“Crise? Mas eu trouxe gráficos bacanas”

9:54 | 10/11/08 | Rodrigo Alvares

Eu desisiti de assistir ao Canal Livre com a desgovernadora Yeda Crusius (PSDB) na Band depois que o jornalista Marcelo Parada perguntou algo do tipo “Como que um estado com uma elite tão politizada chegou a esse desastre de trem econômico nos últimos 37 anos e como o seu governo fez para sair dela”?

Yeda sorriu e falou, enquanto eu gritava “Manda o Busatto responder” para a TV: “O que se pôde fazer”. Larguei de mão e fui ver o VT do jogo do Grêmio. Mas voltei depois que vi o gol. Se não fossem as perguntas feitas nos últimos minutos do programa, o PSDB poderia usá-lo na propaganda eleitoral de 2010, porque Yeda levou seus próprios gráficos para mostrar a bonança financeira do Rio Grande do Sul.

Até que finalmente comecei a ouvir perguntas sobre a crise permanente do desgoverno. E de Cezar Bu$atto (PP$). “Eu fui dormir de um jeito naquela sexta e acordei de outro. Vi que se tratava de uma crise parlamentar e montei uma Solução Parlamentar com representantes de partidos da base aliada”. Curioso, lembro que aquilo foi chamado de Gabinete de Crise - o que realmente era - e um bando de gente pulou fora antes mesmo de ele começar a agir.

Mas foi sobre a traição do vice-governador, Paulo Feijó (DEMO), contra Bu$atto que Yeda deixou claro para os jornalistas de São Paulo o que aconteceu: “Hoje ele é um político exilado, que teve de deixar o país para refazer sua vida”. É, tomou champanhe um dia depois de ser pego contando todas as trampas e falências do Bovinão nas últimas quatro décadas e foi cobrir a eleição nos EUA, aquele paraíso dos lobistas. Que dó.

Ao falar sobre a casa, disse que a comprou “como deputada” e que o vazamento do material do Ministério Público e da Polícia Federal foi motivado por interesses políticos e econômicos. A desgovernadora fez questão de deixar bem clara a sua disposição em resolver o assunto: “O que pedem, eu mostro”. Seu governo é transparente, afirma. Acreditamos, Yoda.

Sim, já contou umas nove histórias diferentes e se mostrou atônita ao argumentar que querem ligar as trampas da casa à CPI do Detran. Isso não é verdade, Yeda. E tu sabe muito bem disso. Pena não ter ninguém ali para te dizer que essa investigação é por causa dos problemas no financiamento da tua campanha e dos esforços que tem feito para driblá-los.

E aí, Bu$atto?

12:04 | 19/07/08 | Rodrigo Alvares

Pelo andar da carruagem é bem possível que Cezar Busatto retorne ao seu antigo cargo na prefeitura, no começo do ano que vem. Tu que está pensando em votar em Manuela D’Ávila (PCdoB) em outubro, não esqueça de que a jovem comunista vai precisar de toda a experiência no banditism..ops, na política que só o PPS de Berfran Rosado, Antônio Britto, Mario Bernd e Paulo Odone tem.

O Dirceu de Yeda

13:40 | 30/06/08 | Marcelo Träsel

Como esta Corja avisou há algumas semanas, o Barbicha citado nas gravações divulgadas pela CPI do Detran seria o marido de Yeda, Carlos Crusius. Pois a Folha de São Paulo foi atrás do assunto, conseguindo sabe-se lá como informações que a mídia bovina, mesmo com 100 vezes mais repórteres em Porto Alegre, não tinha. A matéria do jornal do Fumação é restrita a assinantes, mas você pode conferir os melhores momentos abaixo:

No auge da crise que derrubou quatro secretários de Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul, uma afirmação era ouvida amiúde nos corredores das secretarias de governo e no Palácio Piratini: “Chega de intermediários; Carlos Crusius na Casa Civil”.

Esse trecho aqui complica a vida da desgovernadora, caso surja algum tipo de irregularidade nas contas de campanha — digamos, por exemplo, o uso de sobras não declaradas para adquirir imóveis:

O trabalho de Crusius já era perceptível nos bastidores da campanha. Ele estava no seleto grupo que organizava a arrecadação. O marqueteiro do primeiro turno da campanha, Chico Santa Rita, o define como “um personagem estranho, que se metia em tudo, mas não resolvia nada”. “Volta e meia a gente ia fazer uma reunião da área de marketing e estava lá o Carlos Crusius; ia participar de uma reunião financeira, estava lá o Carlos Crusius; ia fazer uma reunião de plano de governo ou de pesquisa e estava lá o Carlos Crusius.”

Embora tenha o cargo de presidente do Conselho de Comunicação do Estado, Crusius se finge sempre de barata morta (para não levar chinelada?):

Questionado sobre sua participação no governo, Crusius — avesso a entrevistas — diz que “marido é marido”. “Eu sou uma pessoa totalmente desimportante”, afirmou.

Parece que, ao contrário do presidente Lula, Yeda nem poderá argumentar que “não sabia de nada”. Ao menos o déspota cachaceiro não dividia a mesma cama com José Dirceu — até onde se sabe.

Veja, publica minha cartinha. Sou limpinho

20:17 | 22/06/08 | Rodrigo Alvares

O leitor Cezar Busatto teve sua carta publicada na seção da revista Veja desta semana:

“Não tenho absolutamente nada a ver com a fraude do Detran ou com eventuais irregularidades no Banrisul. Tenho quarenta anos de vida pública limpa como deputado estadual por três legislaturas, secretário de estado nos governos de Pedro Simon e Antônio Britto e secretário de da prefeitura de Porto Alegre no governo de José Fogaça.

Desafio alguém a provar que me envolvi em um caso de corrupção sequer em toda a minha vida. Mesmo trabalhando no âmbito da política tradicional, há muitos anos luto por uma reforma estrutural na política, com profissionalização do serviço público, democracia participativa, mais transparência e fiscalização da sociedade sobre os governos.

O que eu disse até as pedras sabem: o loteamento do estado pelos partidos é a porta de entrada de relações incestuosas, de promiscuidade entre os agentes públicos e os negócios e interesses privados. Essa é a origem de práticas ilícitas, de desvio de dinheiro público e de corrupção. Quantas CPIs já se fizeram no Rio Grande, no país afora e no governo federal? Esse foi o contexto da minha conversa com o vice-governador, que, com sua atitude de má-fé, omite as quase duas horas de diálogo que tivemos.

Questionado sobre isso, esse senhor diz que desgravou, diz que tratou de assunto particular, mas, como assim, conteúdo particular em conversa com alguém em quem ele diz não confiar e que por isso mesmo, grava?

Cezar Busatto

Porto Alegre, RS (Pensei que ele estivesse na Bahia, se recuperando do desgaste)

Incrível. Busatto conseguiu sepultar todas as escadas oferecidas pela mídia bovina com essas “Memórias do Desespero, Saí na Veja”.

A queda da desgovernadora

15:21 | 15/06/08 | Marcelo Träsel

Bip! Bip! Tsunami de lama a caminho

0:41 | 12/06/08 | Marcelo Träsel

Para não ser pego de surpresa com as implicações das declarações de seu ex-secretário de Governança e agora ex-chefe da Casa Civil, Cézar Bu$atto, o Poeta mandou instalar um sistema de alarme contra fenômenos naturais extremos na capital Bovina. Espera-se que o alarme soe com antecedência suficiente para que o peemedebista possa se refugiar por mais 16 anos em Brasília — onde aliás o clima é melhor para compor canções elogiando o pôr-do-sol do Guaíba.

Quer dizer, isso se alguém se lembrar que ele existe e resolver investigar.

Yoda torra dinheiro para comemorar crise

14:59 | 07/06/08 | Marcelo Träsel

A desgovernadora vive insistindo em aumentar impostos, porque o Rio Grande do Sul está com o orçamento estourado. Antes mesmo de assumir o Piratini ela tentou aumentar o ICMS, quebrando uma promessa de campanha.

Agora, em meio à crise causada pela CPI do Detran e a gravação em que Bu$atto tenta comprar a conivência do vice-governador Feijó, Yoda prefere carbonizar R$ 16.104,00 R$ 32.208,00 na compra de um minuto comercial na rede RBS (tabela de preços, o valor hachurado era apenas para 30 segundos — sabe como é, jornalista não sabe contar) do que falar com o programa RBS Notícias, que vai ao ar no mesmo horário das 19h.

Se ela desse uma coletiva no Piratini, sua versão dos fatos seria veiculada por todas as emissoras de rádio e televisão do Rio Grande do Sul — e provavelmente algumas do centro do país — de graça. E pensar que na campanha ela ainda se gabava de saber tocar um negócio, por ser economista.