Final de junho de 2005. Ápice das revelações bombásticas sobre a bandidagem mensaleira petista. Nos bastidores da mídia má, feia, bobona, burguesa e golpista começa a circular a notícia de que José Genoino, Delúbio Soares e o publicitário carequinha Marcos Valério teriam sido avalistas de um empréstimo de R$ 2,4 milhões que o Pê Tê fez com o banco BMG em fevereiro de 2003, quando Genoino era presidente do partido e Delúbio, te$oureiro.
Genoino passa mais de uma semana repetindo milhares de vezes por dia a seguinte frase: “Não fui avalista do PT. Não fui avalista do PT. Não fui avalista do PT.”
Sábado, 02 de julho de 2005: a revista Veja (má, feia, bobona e golpista) publica o contrato que mostra a assinatura de Genoino como avalista do empréstimo do Pê Tê:

Fim. Acabou. Nossa salvação é que o modo Pê Tê de pensar tem um limite intransponível: os fatos.
Por que estou relembrando essa historinha? Primeiro, porque postei os documentos publicados pela Veja e até hoje, quase 3 anos depois, não apareceu nenhum petista para deixar um comentário por lá. Estou deprimido com isso, porque acho que esse post é o resumo de uma era, um sinal dos tempos. Segundo, porque não consigo ler qualquer coisa sobre essa demência do dossiê dos gastos do Príncipe sem lembrar do Genoino avalista.
Desde quinta-feira, sabe-se que foi José Aparecido Nunes Pires, pau mandado de Zé Dirceu e chefe da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil, o responsável pelo vazamento do dossiê. Mas nada supera o gostinho de ver a troca de emails entre Pires e André Eduardo da Silva Fernandes, a$$e$$or do $enador tucanóide Alvaro Dias, que a Veja publica na edição que começou a circular hoje (clica na imagem se for cego):

Segundo a revista, Fernandes, a$$e$$or de Alvaro Dias, é amigo de Pires da época da militância petista e até já foi ghost writer de Lula quando ele publicava artigos na mídia má, feia e bobona. Hoje, Fernandes é filiado ao P$DB, o que explica muita coisa sobre os tucanóides.

José Aparecido Nunes Pires: pau mandado do Zé. (Foto: Cristiano Mariz)
Para concluir, a revista lista as SEIS versões que o Pê Tê já divulgou sobre o dossiê:
“1) A Casa Civil diz que não existe dossiê algum, mas que vai apurar o vazamento das informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique.
2) O ministro Tarso Genro afirma que a Casa Civil produziu um “levantamento de dados universais” a pedido do Tribunal de Contas da União.
3) O ministro de Relações Institucionais, José Múcio, admite que a Casa Civil fez um levantamento de dados para subsidiar a CPI dos cartões
4) A ministra Dilma Roussef diz que o vazamento de dados sigilosos de FHC é crime e que os computadores do governo podem ter sido invadidos
5) O ministro Tarso Genro afirma que fazer dossiê não é crime e que a investigação deveria ter ficado restrita ao autor do vazamento.
6) A ministra Dilma Roussef, na semana passada, disse que os dados sobre o ex-presidente FHC não são mais sigilosos e, portanto, não haveria crime nem no vazamento.”