Painel da Folha, hoje:
“As favoritas
Apesar da baixa execução do PAC nos dois últimos anos (15%), o grupo que reúne as principais empreiteiras do país faturou R$ 1,7 bilhão em repasses diretos da União, em 2008, para tocar obras. O valor representa 20% de todo o investimento desembolsado pelo governo no Orçamento do ano passado.
Da lista de 16 empresas, somente duas construtoras, Queiroz Galvão e Delta, levaram meio bilhão de reais somadas -sem contabilizar a parte de ambas em consórcios. No caso da primeira, a maior fatia dos recursos saiu do Ministério dos Transportes, para manutenção e novas obras nas BRs (Alô, Yeda?). A segunda obteve recursos dos Transportes, Saúde e do Exército.
Bolo.
No caso dos consórcios envolvendo empreiteiras, foram transferidos R$ 206,4 milhões em 2008 para cinco grupos. O maior valor, de R$ 121,4 milhões, foi direcionado para o pacote de obras no Porto de Rio Grande (RS).”
Para parco entendedor (eu, claro), enquanto a desgovernada compra jatinhos para tentar um, sei lá, choque de ronco, os empresários da Metade Sul do Bovinão cansaram de décadas a esperar pelo Piratini e estão tocando o terror por aqueles lados.
O nível de empreendimentos em desenvolvimento - e os que estão prontos, como o Estaleiro de Rio Grande é o tipo de coisa que Yeda vai querer mostrar na campanha à reeleição. Mas não vai conseguir.
O problema, é que quando ela tentar, os locais já terão erguido uma estátua para eles mesmos e para Dilma Rousseff (PT) - já que o PAC terá fracassado miseravelmente por causa da falência mundial e o PT deve investir nela para garantir a eleição.
A solução para a ministra é investir urgente com o pouco que ainda tem na infraestrutura da região, um clamor da população. O PMDB pode ter todas as prefeituras da região e tentar enganar alguém com José Fogaça, mas todos por lá sabem que foi a oligarquia que tentou salvar a região.
Em 2010, a eleição no Bovinão passa direto pela antes abandonada Metade Sul do estado, quem diria.