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TV digital? Não, obrigado

13:16 | 25/08/08 | Leandro Demori

Em abril deste ano publicamos uma entrevista com Erlei Guimarães, diretor de conectividade da Positivo Informática, empresa que fabrica conversores para TV digital. As aspas são polêmicas e recomendo fortemente a leitura da conversa. Na época, a Positivo, inclusive, enviou e-mail para esta Corja dizendo que não havia dado a “suposta entrevista” e pedindo para “provarmos ou tirarmos do ar”.

Depois de rir MóóiTO e de mostrar que não temos a cara-de-pau para inventar declarações, publicamos mais uma entrevista, dessa vez com André Pase, que defendeu tese de doutorado sobre vídeo online como alternativa para a TV digital. Era mais assim um avancé.

Hoje, a Folha de S. Paulo publica uma reportagem que mostra a posição oficial da Rede Globo sobre o assunto. Para o diretor de engenharia da emissora carioca, Fernando Bittencourt, uma das principais inovações do sistema, a programação multicanal, não interessa.

Para a Globo, apesar de o sistema nipo-brasileiro de TV digital dar chance de transmitir quatro programações diferentes no mesmo espectro (em definição “standard”, em vez de alta definição), isso está fora de cogitação.

“A TV aberta sobrevive de publicidade –essa não sabe se é analógica ou digital, quem sabe é a gente. Nós não temos dinheiro novo na TV digital. Então, se você assumir a multiprogramação, significa que o dinheiro que a gente tem é o mesmo para produzir mais de um, dois programas.”

De acordo com Bittencourt, “não tem muita razão a multiprogramação”. “Com ela, você abre mão da alta definição –isso para mim é fatal. Entre uma e outra fico com a qualidade [de imagem].” Ao optar pela alta definição, as emissoras também evitam que novos “players” entrem em seu mercado.

Como tenho essa clara dificuldade [extrema, doentia, incurável] para entender qualquer coisa, me ajudem:
- TV digital no Braziu = ver o Faustão mais Faustão e a Hebe como ela realmente é [idosa];
- Multiprogramação com possibilidade de novos canais e grade segmentada? Não.
- Capacidade para mudar qualquer coisa sem o apoio da Globo? Esqueça.