Um tour pelos Emirados Sáderes
17:41 | 29/01/09 | Rodrigo AlvaresTrechos do artigo de Eugênio Bucci publicado hoje no Estadão e que vem no ensejo de algo do qual me chamou a atenção nos últimos dias:
O Estado-anunciante
“Há duas semanas, nesse mesmo espaço, escrevi sobre o aumento das verbas públicas no mercado publicitário e chamei a atenção para os riscos que isso traz à democracia. Mais agressivo a cada dia, refeito em anunciante, assedia os veículos de imprensa com dinheiros poderosos. Para jornais e emissoras menores, mais vulneráveis, aparece como poder de cooptação, num convite sutil para que eles atenuem suas linhas editoriais e, assim, não comprometam seu faturamento. (…)
Está surgindo entre nós o Leviatã publicitário: o Estado-anunciante. (…) E quanto ao Estado-anunciante, que usa dinheiro público para promover a imagem de quem governa? Quem vai estudá-lo? Quem vai limitá-lo?”
A resposta claro, passa ao largo e chega a ser uma utopia começar a pensar nela. Se a TV Brasil é um fiasco completo, o que sobra para os “independentes”? Porque não são só os blogs que apoiam a desgovernadora Yeda Crusius que deitam e rolam com dinheiro público.
Enquanto alguns são sustentados por banners do Banrisul e da Assembléia Legislativa, outros deixaram de ser bestas e respondem a uma fatia bem mais lucrativa: a do entretenimento.



“Me desapropia do Epcot Center, joga no chão e me chama de Minnie”
Neste verão, alguns blogueiros do Bovinão aproveitam a última semana de janeiro em Belém, onde ocorre o Fórum Social Mundial. Os baluartes da “mídia independente” estão se divertindo na Disneylândia jurássica a serviço da Agência Carta Maior, famosa por bancar longas viagens de estudantes e jornalistas para coberturas de eventos de esquerda.
Há poucos anos, bancou a ida de estudantes de jornalismo de Porto Alegre à Venezuela, com tudo pago, para realizar uma “cobertura isenta” do FSM. Até aí tudo bem, não fosse a Carta Maior o veículo mais chapa-branca do Brasil, bancado por centenas de anúncios do governo federal, via Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Não há problema em lincar dois blogs porque seus autores publicaram e admitiram o passeio. Espero que, na volta, eles contem quanto custou a brincadeira para os contribuintes do país inteiro, pois acredito na boa vontade deles.
Até porque não adianta nada fazer pose na província contra a desgovernadora, RBS e alhures para ir ao outro lado do país surfar na marola e pagar de isento, como se tudo estivesse bem.




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