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Se eu consegui, o Estadão também conseguiria - 2

16:22 | 27/11/08 | Rodrigo Alvares

Acabei de conversar com o repórter do Estadão que foi incumbido da responsabilidade de ligar para o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT/ SP), como o próprio me recomendou no post abaixo.

O que não me espantou foi que, ao invés de ligar para o escritório de Greenhalgh, ele obviamente tirou da agenda os números dos dois celulares para falar direto com o advogado, e não com seu assessor de imprensa.

Infelizmente, a caixa postal dos aparelhos impediu que o repórter falasse diretamente com Greenhalgh. Mesmo com todos os recados, o advogado não retornou ao repórter. Se isso não serve para escrever que “o advogado não foi localizao para comentar iniciativa”, desisto.

Objetivo de ação é obter auxílio do repórter, diz Greenhalgh

O ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh disse ontem, por nota, que o pedido que encaminhou à 1ª Vara Federal de Brasília ‘não é de busca e apreensão na casa de repórter, simplesmente’. ‘Trata-se de requerimento para que se tomem providências judiciais necessárias à execução de decisão que condena a União a abrir os arquivos da ditadura referentes ao episódio denominado Guerrilha do Araguaia.’ Ele ainda completou: ‘O objetivo é que o repórter preste esclarecimentos e auxílio aos autores da ação.’ (…)

‘O pedido é para que sejam ouvidos todos os que nos últimos anos revelaram-se portadores de informações que possam colaborar para a reconstrução dos acontecimentos’, explica, acrescentando que o jornalista do Estado Leonencio Nossa deve ser ouvido ‘por ser autor de reportagens sobre o tema’. (…)

Apesar de ter sido procurado, mas não encontrado, Greenhalgh protesta pelo fato de a reportagem ter sido publicada sem a sua opinião. Ele rejeita, ainda, qualquer paralelo de seu pedido com investidas contra a imprensa.”

Se eu consegui, o Estadão também conseguiria

8:49 | 27/11/08 | Rodrigo Alvares

Obviamente, não vou colocar as respostas do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh em azul, mas lá vai:

De: Camilo
Para: A Nova Corja
Data: 26 de novembro de 2008 18:28
Assunto: Re: Matéria Estadão

“Rodrigo, boa tarde!
Luiz Eduardo Greenhalgh responde objetivamente às suas indagações abaixo e em azul.
Um abraço,
Camilo”

—– Original Message —–
From: A Nova Corja
To: camilo@entrelinhas.net
Sent: Wednesday, November 26, 2008 3:15 PM
Subject: Matéria Estadão

Olá Camilo,

conversamos há pouco sobre a matéria do Estadão sobre a ação de Greenhalgh e em como ela estava errada. Então, tenho duas perguntas:

1) O que está errado no texto?

O texto informa em equivocadamente que há pedido de “busca e apreensão na casa de repórter”. Diante de reportagem do Jornal do Brasil informando que Sebastião Curió, conhecido por seus delitos cometidos na Guerrilha do Araguaia, repassou documentos ao jornalista Leonêncio Nossa do Estado de S.Paulo, na verdade, o que se pede é que Leonêncio Nossa seja ouvido e colabore com a reconstrução da verdade histórica de nosso país.

Se o jornalista possuir documentos referentes ao período, que os apresente. A mencionada busca e apreensão só ocorreria no caso de o repórter recursar-se a prestar informações à Justiça. Vale destacar que a ação já tramitou em julgado, não havendo mais recursos judiciais possíveis. Assim, a União deve abrir os arquivos e dar um passo definitivo de valorização da memória do Brasil.

2) Por que o Estadão não conseguiu entrar em contato com vocês?

Essa é uma pergunta que deve ser feita ao jornal O Estado de S.Paulo.

Quero ser amigo de Daniel Dantas

15:03 | 26/11/08 | Rodrigo Alvares

Porque só isso explica. Vai a notícia na íntegra, para registrar que a demência não se restringe a constrangir blogs chinelos:

Greenhalgh pede busca na casa de repórter do ‘Estadão’

Clayton de Souza/ AE
greenhalgh_claytondesouzaae.jpg
“Sabe com quem você tá falando?”

O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh entrou com pedido na Justiça de recolhimento de documentos obtidos pelo Estado sobre a guerrilha do Araguaia. Greenhalgh pede a intimação do repórter Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília, para que forneça documentos repassados por militares que participaram dos combates entre as Forças Armadas e militantes do PC do B no Pará, nos anos 1970, sob pena de busca e apreensão na casa dele.

Greenhalgh é autor de um processo movido em 1982 em que pede esclarecimentos sobre a guerrilha. Fontes do Judiciário informaram que o pedido de busca e apreensão na casa do repórter chegou ontem à tarde à mesa de um juiz para o despacho. O procurador Rômulo Conrado deu parecer contrário ao pedido do advogado e ex-deputado federal, argumentando que o jornalista “não é parte integrante da lide, razão pela qual não pode figurar no pólo passivo do processo”.

Luiz Eduardo Greenhalgh não atendeu aos telefonemas realizados pela reportagem para seus celulares de Brasília e São Paulo. O ‘Estado’ deixou recados em sua caixa postal, mas Greenhalgh não respondeu às ligações. Houve ainda tentativa de contato em seu escritório na Bela Vista, centro de São Paulo, mas ninguém atendeu às chamadas.

O pedido de Greenhalgh, feito no dia 25 de junho, causou surpresa em setores do Ministério Público que trabalham para abrir os arquivos oficiais sobre as mortes no Araguaia. Reconhecido pelo trabalho em defesa das famílias dos mortos no Araguaia, o ex-deputado federal pelo PT foi recriminado por representantes do partido e assessores diretos do presidente Lula, em 2006, por repassar para jornalistas de Brasília documentos militares que supostamente constrangeriam a conduta do atual deputado e ex-guerrilheiro José Genoino durante a guerrilha do Araguaia.

Não havia nada contra Genoino nos documentos, como concluíram jornalistas que tiveram acesso ao material. Um assessor do governo disse ao Estado que o objetivo de Greenhalgh, que em 2006 disputava uma cadeira na Câmara, era tirar votos do colega de partido. Genoino foi preso logo no início dos combates e sofreu tortura.

A investida judicial de Greenhalgh não é a única a atingir jornalistas em tempos recentes. O delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, chegou a pedir em julho a prisão temporária da repórter Andréa Michael, da Folha de S.Paulo, a quem acusou de favorecer o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. O pedido de prisão - com busca e apreensão na casa da jornalista - foi negado pela Justiça.

Em fevereiro de 2003, o Estado começou uma nova apuração sobre o Araguaia, que ainda está em andamento. De lá para cá, o jornal só decidiu publicar histórias que estavam confirmadas e documentadas. Foi o caso da confirmação da prisão e execução da guerrilheira Dinalva Oliveira Teixeira, morta em 1974.

Neste período, o jornal fez uma série de 32 entrevistas com o ex-agente Sebastião Curió Rodrigues de Moura, todas gravadas. Também foram ouvidas dezenas de outras fontes, civis e militares. A polêmica trajetória militar e política de Curió e o destino dos guerrilheiros do Araguaia são os principais focos da pesquisa que está sendo feita.

Update: o endereço do escritório de Greenhalgh não fica mais na Bela Vista. Pelo o que me falaram no número que está no site do advogado, ele agora atua nas redondezas da Praça da República. Acabei de conversar com o assessor de imprensa dele, que me pediu para não publicar esse link porque a matéria está errada e eu deveria ouvir os dois lados. Pena que perdi o ensejo de perguntar por que não fizeram isso antes da reportagem ser publicada pelo Estadão, mas ele me pediu para enviar um e-mail com questões acerca do caso.

Enfim, karma puro. Aliás, tu tens alguma a fazer para Greenhalgh?

Funk do Greenhalgh

11:29 | 11/07/08 | Walter Valdevino

Não, não adianta ficar animadinho(a) porque não temos o Funk do Greenhalgh.

O título do post é só pressão para:

1) dizer que estamos de$e$perado$ atrás do áudio da conversa entre um dos envolvidos nas falcatruas do Detran bovina e suas duas amantes (dica do leitor Coorioso, chupado lá do blog da Rádio Gaúcha). O trecho que nos interessa:

- Oi, onde tu está, meu amorzinho?
- Tou no instituto, fazendo o cabelo. Depois, vou me depilar.
- Só não vai tirar da bucetinha que depois eu vou passar aí pra gente se ver.

2) fazer copy/paste do diálogo entre o ex-deputado e ad€vogado supremo do Pê Tê, Luiz Eduardo Greenhalgh, e o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Como você já está can$adinho de saber, a prisão de Greenhalgh e o pedido de busca e apreensão em sua residência foram rejeitados pela Ju$tiça Federal. Segundo as investigações da Polícia Federal, o ad€vogado era ligado a Daniel Dantas e atuava em favor do banco Opportunity (remember Unger, M.). No diálogo, realizado às 18h do dia 29 de maio de 2008, Greenhalgh liga para o cumpanhêru Carvalho para ver se descola, diretamente do centro du pudê, algumas informações sobre as investigações da PF:

Greenhalgh: Alô…
MNI: Luiz Eduardo Greenhalgh?
Greenhalgh: Sim…
MNI: É o Senhor Gilberto só um momento.
Gilberto: Luiz?
Greenhalgh: Oi…
Gilberto: O general me deu o retorno agora. É o seguinte: não há nenhuma pessoa designada na Presidência… na Abin… com esse nome. A placa do carro não existe, é fria, tá? Eles aqui acham que a única alternativa é que tenha sido caso de falsificarem documento. Eles não consideram possível que seja da Abin, eu não falei com o Luiz Fernando ainda, mas não tem jeito. A Polícia Federal não usa a PM, eles não se misturam de jeito nenhum, tá? Então eu acho que o mais provável é que o cara tava armando mesmo alguma coisa. Mas com documento falso, que também no Rio é muito comum, porque daqui não tem. Eu pedi, insisti, fiz com o máximo cuidado e tal.
Greenhalgh: Deixa eu te falar uma coisa. Tá ouvindo o grito da menina?
Gilberto: O grito da vida.
Greenhalgh: Isso é o grito da vida realmente, linda, mas deixa eu te falar: seria bom dar um toque no Luiz Fernando também, hein?
Gilberto: Eu vou dar, eu vou dar, amanhã cedo eu tenho que falar com ele. Vou levantar isso dai também.
Greenhalgh: Tem um delegado chamado Protógenes Queiroz que parece que é um cara meio descontrolado.
Gilberto: Ele tá onde o Protógenes agora?
Greenhalgh: Aí, tá ai em Brasília.
Gilberto: Ah, aqui em Brasília.
Greenhalgh: É o que saiu na Folha, na matéria da Andréa Michael. Mas eu tô indo amanhã pra reunião do diretório.
Gilberto: Eu te vejo lá, eu tou indo no diretório também.
Greenhalgh: Legal…
Gilberto: Que hora que tá marcada mesmo a reunião?
Greenhalgh: Nove horas.
Gilberto: Tá. Eu vejo você lá.
Greenhalgh: Grande abraço.
Gilberto: Valeu, Luiz…
Greenhalgh: Obrigado.”

O Con$elho €ditorial da Nova Corja exige a ampla divulgação de todos os áudios delícia da bandidági. Vai dizer que os trechos “o grito da vida” e “um delegado chamado Protógenes Queiroz que parece que é um cara meio descontrolado” não dariam um bom funk?