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Eu quero um PT para implodir

16:12 | 05/05/09 | Rodrigo Alvares

Os últimos dias têm sido dignos de acreditar na existência de um Bizarro PT. Se não tratasse do PT, claro. Em que mundo estamos quando Ricardo Berzoini (presidente nacional da sigla) vem a público dizer que “Tarso Genro precisa lembrar que o PT gaúcho faz parte do Brasil”? Ele deve estar cheio de moral (José Dirrrceu) para essa pachorra toda.

Logo quando os petistas gaúchos começam a sair do autismo para decidir quem será o candidato ao governo do Bovinão em 2010, Berzoini vem falar que eles devem respeitar o estatuto partidário e esperar o PMDB para firmar um acordo nacional da política de alianças.

Mas não deixa de ser engraçado ver os petistas cometerem o mesmo erro em nível nacional que seus pares bovinos, anos atrás. Vão gerar uma discussão completamente desnecessária e desunir o partido mais uma vez.

Se é para ficar nas regra$ interna$ dos petistas, não lembro de Berzoini ter sido repreendido depois de contratar Os Aloprados que participaram da compra dos documentos que vinculariam tucanos à máfia dos sanguessugas, em plena sucessão de 2006. O então presidente do diretório bovino David Stival e companhia foram condenados na Justiça pelo mensalão, ao menos.

Ninguém se iluda que Berzô defende essa demência sem saber como funciona a dinâmica política no RS. Se o PT gaúcho não tivesse cometido tantas cagadas nos últimos dez anos - nem vou listá-las agora -, o gritedo dos aliados do ministro da Justiça contra as declarações de Berzoini até faria algum sentido.

Segundo a Zero Hora de hoje, “o secretário nacional de finanças do PT, Paulo Ferreira, disse ontem que o diretório nacional, em 8 de maio, deverá aprovar uma resolução para ressaltar a ‘primazia das questões nacionais’. O texto deverá deixar claro que as decisões nos Estados não devem obstruir o diálogo nacional com o PMDB.”

Que graça: o PT vai esperar pelo PMDB com sua pré-candidata à presidência em meio a um tratamento de quimioterapia. A única questão nacional que lembro do PT aplicar com sucesso foi o mensalão. Não sobrou para ninguém, mesmo. Nem para o diretório gaúcho.

Foto: Marcelo Oliveira/ Ag.RBS
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“Que horas o Tarso, o Zé e a Yeda chegam, Olívio? Temos um acordo”

Óbvio que o mensalão lembra sempre uma pessoa em especial. José Dirceu postou no seu blog que admite participação nessa implosão do partido no Rio Grande do Sul:

Por uma tática nacional em 2010

Evitei entrar na polêmica gaúcha até agora por considerá-la divergências naturais do PT local (…). Lá, há várias visões e táticas eleitorais para 2010: candidatura própria; aliança com o PMDB; um nome novo ou um já testado para disputar as eleições ao governo; a definição, já no mês que vem, da candidatura ao governo; e Tarso Genro como candidato. (..)

Daí eu não entender porque Tarso Genro exige desculpas do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, por ter se posicionado pelo adiamento da decisão no Estado, levando em conta a questão nacional das alianças para o palanque de nossa candidata, Dilma Rousseff. Berzoini externou uma posição tão legítima quanto a dos que defendem a definição já!

Nesse debate, quero repelir o uso da expressão “manobra” pelo ministro da Justiça ao se referir a uma provável participação minha nessa defesa do adiamento. (…) Melhor é enfrentar o debate sobre como o partido vai disputar as eleições sem os aliados de sempre, PSB e PC do B, já que estes podem apoiar um candidato do PMDB (e o PTB e o PDT também).

Se esse candidato peemedebista for o atual prefeito e Porto Alegre, José Fogaça, o vice-prefeito José Fortunati (ex-petista) assumirá a prefeitura e, inevitavelmente, será candidato a reeleição em 2012.

Restaria ao PT, então, fazer alianças com o PSOL e o PSTU. Outra questão a ser discutida é sobre quem deve ser o candidato. Um novo nome ou as lideranças que já foram testadas e estão consolidadas, como Olívio Dutra - que abriu mão - ou Tarso Genro?

É possível unificar o PT gaúcho, e mesmo com a candidatura Fogaça (apoiada por nossos ex-aliados) ter um palanque forte para Dilma, abrindo mão da candidatura ao Senado e a vice para outras correntes do partido que não a Mensagem ou a DS?

Faltou Dirceu contar quando Yeda Crusius será apeada do Piratini, já que tem tanta certeza da eleição de Fogaça com o apoio do PT gaúcho. Vai ser hilário se a desgovernada cair depois do tal acordo nacional, em fevereiro de 2010, e o PSDB resolver apoiar Fogaça para o governo do estado.

E os petistas gaúchos ali parados, sabendo que foram castrados por José Dirceu.

Força, Paulinho. José Dirceu te garante

18:46 | 08/05/08 | Rodrigo Alvares

Mais invenções da Mídia Má, Feia e Bobona no podcast de Diogo Mainardi:

Mordedores de grana do BNDES

Num telefonema grampeado pela PF, um dos acusados de participar do esquema de desvio de verbas do BNDES disse para outro:

- O cara é ligado ao José Dirceu e vai querer morder uma grana.

Ele se referia a um funcionário do BNDES. Qual deles? De acordo com o blogueiro César Maia, só pode se tratar de Élvio Gaspar. Recebi a mesma dica na semana passada. Fui furado por César Maia. Mas acrescento um dado: Élvio Gaspar está sendo investigado pela PF.

Primeiro: ele é ligado a José Dirceu. Mais precisamente, ele é ligado à turminha carioca de José Dirceu - gente como Waldomiro Diniz e Marcelo Sereno. Foi secretário de Planejamento do Rio de Janeiro, no governo de Benedita da Silva. No primeiro mandato de Lula, ganhou um cargo de comando no ministério do Planejamento. Depois disso, foi transferido para o BNDES. “

Uma jogadinha no Google basta para encontrar algumas referências ao sujeito. Como, por exemplo, esta resposta de Dirceu durante seu depoimento na Câmara em 2 de agosto de 2005, devidamente taquigrafada:

O SR. DEPUTADO NELSON MARQUEZELLI — (…) Quem é Élvio Gaspar, do BNDES? Trabalhou com Waldomiro Diniz, trabalhou com V.Exa.?

O SR. DEPUTADO JOSÉ DIRCEU — (…) Élvio Gaspar, se não me engano. Assim, conheço… Ele foi sub-Secretário de Planejamento do Governo Antony Garotinho, quando Jorge Bittar… Se eu não estou confundindo as pessoas. Eu não estou, não sei se estou confundindo as pessoas, porque não tenho referência. E trabalhou, sim, no BNDES. Nunca trabalhou comigo, nunca teve nenhuma relação comigo mais próxima. Ele é um servidor público. Com relação a Waldomiro Diniz, desconheço se ele tem relação ou não com Waldomiro. Nunca me chegou nenhuma denúncia na Casa Civil, até porque não é atribuição da Casa Civil sobre isso, sobre mensalão ou sobre Delúbio Soares ou Sílvio Pereira.
 
A história não deixa de ser irônica, como tudo que envolve o PT. Élvio é nada menos que um dos diretores do BNDES. Se alguém quiser ligar e conferir, aqui está o telefone. Só não entendo por que ninguém pede algum esclarecimento ao ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, sobre as bandalheiras no seu guarda-chuva.

Parabén$!

10:35 | 19/03/08 | Walter Valdevino

Dirceu comemora seus 62 anos com ministros e vice-presidente

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu comemorou seu aniversário de 62 anos com uma festa nesta terça-feira, 18, em Brasília, realizada na casa de uma assessora do Palácio do Planalto. A comemoração contou com a presença do vice-presidente da República, José Alencar, e vários ministros, como Dilma Rousseff. “Vim dar um abraço num velho amigo“, disse Alencar.

(…)

A senadora petista Ideli Salvatti (SC) chegou de carro oficial do Senado.

Além da mãe do PAC, marcaram presença os ministros José Múcio (Relações Institucionais), Hélio Costa (Comunicações) e Orlando Silva (Esportes). Entre os convidados estavam também os deputados José Genoino (SP), José Mentor (SP) e Paulo Rocha (PA), todos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão, esquema de compra de voto de parlamentares que foi, segundo o Ministério Público, encabeçado pelo anfitrião da noite.” (Estadão)