Tag ‘José Sarney’

Não me tirem para Pedro Simon

7:15 | 31/07/09 | Rodrigo Alvares

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Toca para o aeroporto

18:25 | 23/07/09 | Rodrigo Alvares

Mulher de Sarney cai e deve passar por cirurgia em SP (Folha)

A mulher do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Marly Sarney, sofreu um acidente na manhã desta quinta-feira e deve ser transferida na noite de hoje para o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Dona Marly, 77, deve passar por uma cirurgia, já que fraturou três costelas e também sofreu quatro fraturas na região do ombro. O presidente do Senado deve acompanhar a mulher durante todo o tratamento em São Paulo.

Segundo a assessoria do presidente do Senado, dona Marly teria tropeçado em um tapete e sofrido uma queda.

Os assessores não souberam informar se o acidente ocorreu na Ilha de Curupu, onde Sarney passa férias com a família, ou na residência deles em São Luís, no Maranhão. Mas disse que o presidente do Senado está muito abalado com o ocorrido e preocupado por causa da idade de sua mulher.”

De acordo com a Infraero, dois voos procedentes de São Luís devem aterrissar no aeroporto de Guarulhos por volta das 2h30 de amanhã. Sorte da dona Marly que o senador não é uma pessoa comum e já deve estar em algum jatinho.

O recesso parlamentar funcionou mesmo

11:50 | 22/07/09 | Rodrigo Alvares

“Ai, pai, tô adorando meu telefone”

- Maria Beatriz Sarney, filha de Fernando Sarney e neta de José Sarney

Gravação liga Sarney a atos secretos (Estadão)

Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos.

Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

Ouça os diálogos que ligam Sarney a atos secretos e a favores de Agaciel. Abaixo, trecho da conversa que deixa Sarney com as calças na mão:

Sarney - Alô?

FS - Benção, pai.

Sarney - Deus lhe abençõe. Olha, você não tinha me falado o negócio da Bia…

FS - Não, Não, ela falou comigo ontem.

Sarney - Mas ele (Bernardo, o irmão de Bia que deixaria o Senado) entrou logo com um pedido de demissão. Agora, pra…(é interrompido por Fernando)

FS - Eu falei com o Agaciel.

Sarney - Já falou com o Agaciel?

FS - Eu falei, falei.

Sarney - Tá.

FS - Pedi pro Agaciel segurar com ele. Agaciel tá com os dois currículos (do Bernardo e do Henrique) na mão dele, tá com tudo lá.

Sarney - Tá bom, eu vou falar com ele.

FS - Eu preveni. É só isso aí. É isso que eu queria. Que tu desse uma palavrinha com ele (Agaciel). Ele já tá sabendo, tá? Eu já…Se tu der resolve.”

Pelo “Fica, Sarney” e o “VoLLta, Simon”

14:31 | 14/07/09 | Rodrigo Alvares

Simon pensa em ir para casa (André Machado/ Zero Hora)

O plenário do Senado Federal faz neste momento uma catarse sobre sua crise. Na verdade a oposição no Senado Federal faz a catarse. (…) Os apartes são muitos.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) repetiu o que disse ontem ao Gaúcha Atualidade e disse que não basta mais o afastamento de Sarney. Quer que ele renuncie à presidência.

‘Estou morrendo de vergonha! Me dizem: vá para outro partido. Mas não tenho para onde ir meu Deus. Estou pensando em ir para casa. Não tenho mais nada a fazer aqui’, afirmou.”

Volte para o Bovinão, senador Simon. Se não deu para limpar a Casa em todos esses anos, tempo é o que não falta para colocar ordem no pasto que o senhor deixou em tão boas mãos.

Petrobrás besunta Mausoléu de Sarney

8:56 | 09/07/09 | Rodrigo Alvares

Fundação de Sarney dá verba
da Petrobrás a empresas fantasmas (Estadão)

Foto: ABr
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“Não vem querer sentar na janelinha, Suplicy. Eu que vou cantar para o Sarney”

Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.

A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos.

O projeto de Sarney foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005 e está em fase de prestação de contas na pasta. Antes da aprovação, o próprio Sarney chegou a enviar um bilhete ao então secretário executivo e hoje ministro da pasta, Juca Ferreira, pedindo para apressar a tramitação.

Em 14 de dezembro, o ministério comunicou que o projeto estava aprovado e, no dia seguinte, a Petrobrás anunciou a liberação do dinheiro. Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como ‘convidada’ e por isso não teve de passar pelo processo de seleção.

O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu. ‘Processamento técnico e automação do acervo bibliográfico’, como diz um relatório de contas.” (…)

A Folha de S.Paulo de hoje publicou reportagem quase igual. Não entendi por que o Blog da Petrobrás não publicou as perguntas dos jornalistas desta vez. Devem ter cometido a audácia de telefonar para a assessoria da estatal, ao invés de enviar e-mails.

Crise? Não é comigo

15:45 | 03/07/09 | Rodrigo Alvares

Que mimo o texto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/MA-AP), na Folha de S.Paulo de hoje (para assinantes):

Pinotti, um vazio que fica

Neruda, quando Silvestre Revueltas morreu, disse num verso forte que sua impressão era que um carvalho tinha tombado no meio do tempo. Essa é a sensação que temos quando perdemos um amigo que não era só uma ligação sentimental, mas um homem que carregava qualidades e virtudes que envolvem nessa perda a sociedade, o patrimônio humano do País. (…)

Quando morre um homem como o professor Pinotti, ficamos menores em nossa paisagem humana e de valores.”

Foto: Fabio Motta/AE
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Todo o respeito a Pinotti, mas se ninguém caiu na história de que Sarney ocultou da Justiça Eleitoral uma casa de Brasília avaliada em R$ 4 milhões e culpou o contador, o excelentíssimo perdeu uma boa chance de tentar se defender de tantas denúncias.

Ainda bem que o capitão hereditário do Maranhão e do PMDB tem o apoio dos paladinos da Ética: Lula e seus senadores do PT, que como Sérgio Moraes (PTB/Ferradura), estão se lixando para tudo. Menos para 2010.

Para manter a tradição

14:06 | 02/07/09 | Rodrigo Alvares

Sarney empurra enquanto pode

18:40 | 01/07/09 | Rodrigo Alvares

Repórter do CQC é derrubado por
seguranças de Sarney (Último Segundo)

O repórter Danilo Gentili, do programa Custe o Que Custar (CQC) da Band, foi derrubado pelos seguranças do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), nesta quarta-feira. Na chegada do peemedebista à Casa, Gentili tentou perguntar a Sarney ‘como é não ser tão poderoso quanto se pensava’, quando foi agarrado e levado ao chão pelos policiais que escoltavam o mandatário do Congresso.

Foto: AE
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“Seguranca do Sarney acabou de fazer comigo o que queriam fazer com ele”

Mais tarde, após o encerramento da sessão plenária, Gentili e grande parte da imprensa nacional tentaram conseguir uma declaração de Sarney sobre seu possível afastamento.

Nessa ocasião os seguranças se limitaram a dar cotoveladas e chutes nos calcanhares do repórter do CQC que perguntava: ‘Se o senhor sair da presidência a crise vai acabar ou ficar pior que antes?‘.

Tanto para a reportagem do CQC quanto para os demais veículos de comunicação, Sarney se limitou a dizer: ‘Não vou falar, vocês estão me impedindo de andar’.”

Pedro Simon, Paladino da Ética

18:37 | 25/06/09 | Rodrigo Alvares

Foto: Agência Brasil
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“Se o Fogaça teve algum ato secreto? Nem isso ele conseguiu em 16 anos”

No pasto do cerrado é mais fácil

16:29 | 23/06/09 | Rodrigo Alvares

O senador Pedro Simon (PMDB/RS) acabou de falar no plenário do Senado que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB/AP-MA), deveria pedir afastamento de 60 dias por conta das eternas denúncias que nunca são decifradas.

De acordo com o ex-governador gaúcho, a opinião pública não aguenta mais a falta de explicação para as falcatruas nos editais, os atos secretos, as chantagens e o fato de que não aparece ninguém para a assumir as crianças. “O presidente ainda me vem com frases como ‘A crise não é minha, é do Senado inteiro. Mas isso é um absurdo, porque se é uma crise da Casa, então o presidente deveria ser o primeiro a querer resolver esse problema’”, bradou.

Gostei do que Simon disse. Ainda mais porque, se substituir alguns nomes, fatos e denúncias, é exatamente o que ele deveria ter feito há muito tempo sobre os escândalos que assolam o Bovinão.

Homilia do juízo final para José Sarney

18:40 | 16/06/09 | Rodrigo Alvares


“A crise é do Senado, não é minha”

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GATO

Não é preciso escrever nada sobre o papelão que José Sarney (PMDB/AP-MA) faz como presidente do Senado. Mas sempre teremos sua galhardia literária para entreter os imortais na Academia Brasileira de Letras.

O jeito é o povo do Maranhão - e do Amapá - lembrar todo o progresso que o jovem promissor do vídeo abaixo prometeu, mas não antes de contruir a ponte José Sarney, a Escola Municipal Presidente José Sarney, que fica na Rua José Sarney, e a avenida José Sarney.

Tudo pelo social

17:06 | 10/12/08 | Jones Rossi

 Dono do mar

Foram gastos R$ 5 milhões – mais R$ 500 mil de verba para distribuição – e seis anos para que o filme “O dono do mar”, adaptação para o cinema do livro homônimo escrito pelo senador José Sarney (PMDB-AP), ficasse pronto. Segundo o diretor, Odoryco Mendes (com Y mesmo, embora apareça grifado com “i” no material de divulgação do filme), a demora se deveu ao cuidado com os efeitos especiais. “Foram dois anos fazendo e várias vezes jogando fora”, afirmou.

O atraso causou constrangimentos aos atores. “Nos primeiros meses [após as filmagens] havia uma expectativa grande de ver o filme. Eu avisava minha mãe que estava para sair. Depois da décima vez, ela dava risada”, disse Jackyson Costa, que vive o pescador Antão Cristório, protagonista do filme. “Eu passava por mentirosa quando falava que tinha um filme no currículo”, afirmou Daniela Escobar, que faz Camborina, mulher de Cristório.

Outro problema, segundo Odoryco, era a concorrência nas salas de cinema com as grandes produções americanas. “Não adianta lançar ‘O dono do mar’ junto com ‘Homem-Aranha’. Todo mundo vai ver ‘Homem-Aranha‘. Até eu.”

Mas, pelo menos na pré-estréia realizada em São Paulo*, as três salas do HSBC Belas Artes lotaram com convidados (embora gente sem convite também tenha entrado nas sessões), inclusive o governador de São Paulo, José Serra.

Acompanhado do secretário de cultura, João Sayad, foi abordado pouco antes do início da sessão por Isadora Ribeiro, que pedia ajuda para ter sua filha inscrita em um programa do governo que dá um leite especial – que chega, segundo Isadora, a custar R$ 400 - a crianças com alergia. Serra pediu para que ela falasse com um assessor. Depois, na hora de se apresentar com o resto do elenco para o público, a atriz não esqueceu de agradecer ao “digníssimo e excelentíssimo” governador José Serra.

Poucos minutos depois, o próprio governador e o senador José Sarney estariam vendo Isadora, no papel de Maria das Águas, mostrando sua genitália para o pescador Antão Cristório, em uma cena de “O dono do mar”. Cristório é o personagem principal do filme, que retrata sua vida como pescador no litoral do Maranhão, cercado de mulheres e espíritos. Depois do assassinato do filho, Jerumenho (Sérgio Marone), Cristório fica desgostoso com a vida e passa a relembrar o passado.

Mesmo sem se tratar de uma pornochanchada, o protagonista mantém relações sexuais com todas as mulheres que possuem algum linha de diálogo no filme. Nem Pepita Rodriguez, mãe do ator Dado Dolabella, que interpreta uma anciã “velha, gorda e com os dentes estragados” – como a própria atriz definiu seu personagem – escapou da sanha de Cristório.

O pescador também rouba Camborina e a leva para morar com ele. Sem ser virgem, Camborina decide dar sua irmã Germana (Regiane Alves) como “dote” ao marido na noite de núpcias.

A amante de seu filho, vivida pela atriz Paula Franco, também é atacada por Cristório, que, em flashback, mantém relações com Quertide (Sâmara Felippo), seu primeiro amor. Isso sem contar a personagem de Isadora Ribeiro, que foi convidada a participar do filme por Odoryco durante o aniversário da cantora Débora Blando. “Maria das Águas é a inspiração das noites solitárias dos pescadores”, disse.

Alexandre Paternost (de “O quatrilho”) e Odilon Wagner compõem o “núcleo de realidade fantástica” do filme. Paternost é Querente, um pescador que não envelhece e volta e meia se transforma em um navegador português do século XVI. E Wagner é Aquimundo, um espírito que aparece para Cristório em alto-mar. Os efeitos especiais que “levaram dois anos” para serem feitos são mostrados quando os dois estão em cena, e lembram episódios antigos do Chapolin, daqueles em que ele “voava” em cena.

“É um filme difícil para o público. Papo cabeça de montão. Mas é sensual e engraçado”, resumiu o diretor Odoryco Mendes.

Depois de ver sua obra nas telas, José Sarney não parecia muito satisfeito. “Acho que fizeram um bom trabalho, mas a linguagem é outra. Não tem como comparar literatura com cinema”, afirmou.

*O filme foi lançado em 2007

O trailer você vê aqui