Se tem uma coisa delícia sempre que estoura alguma maracutaia é quando o pessoal magoadinho resolve abrir a boca.
Lair Fer$t, o empresário que comandou toda a primeira fase do e$quema de roubalheira do Detran e foi pego com a boca na botija tentando sacar a merreca de R$ 200 mil na semana passada, resolveu falar. Lair, o ex-Mi$$, se desfiliou do P$DB há alguns dias e tem andado bastante magoadinho com a tucanagem desde que foi jogado para escanteio pela desgovernadora e pelo maior intelectual bovino, o Prof. Fernande$, da Con$ultoria Pen$ant.
Em mais um furo na mídia má local (zzz…zzz…zzz), Lair resolveu falar para a mídia má paulistóide. Em entrevista publicada na Folha de S. Paulo de hoje, Lair, que está prestes a fechar um acordo com o Ministério Público Federal em troca da retirada de parte das acusações contra ele, acusa diretamente a desgovernadora de reestruturar o esquema de fraude no Detran com a troca da Fatec pela Fundae.
Principais trechos da matéria e da entrevista:
“Acusado de desvio no Detran-RS muda versão e agora envolve Yeda
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O empresário Lair Ferst, acusado de ser um dos pivôs do desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, envolveu ontem pela primeira vez a governadora Yeda Crusius (PSDB) na fraude.
Uma semana depois de se desfiliar do PSDB, Ferst -que ajudou a coordenar a campanha de Yeda em 2006- afirmou em entrevista exclusiva à Folha que foi uma decisão da cúpula do governo reestruturar o esquema de desvio.
O empresário negocia com o Ministério Público Federal e com a Justiça implicar cerca de dez nomes de integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão do governo gaúcho, além de pessoas com foro privilegiado, em troca da retirada de parte das acusações contra ele.
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As novas informações que Ferst promete acrescentar se referem à chamada “fase dois” da fraude -quando o Detran substituiu, em maio de 2007, a Fatec pela Fundae, ambas fundações ligadas à Universidade de Santa Maria.
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Agora, Ferst afirma que era amigo da governadora e que foi recebido mais de uma vez por Yeda depois da posse. Segundo ele, a reestruturação da fraude, com a troca de fundações, foi decisão política do governo. “É público e notório que houve o envolvimento da governadora nesse processo”, disse ele.
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A reavaliação de sua estratégia de defesa ocorreu após o cancelamento do depoimento que prestaria à Justiça Federal no dia 20. Aprovada este ano, a lei 11.689 altera o curso do processo criminal, deixando para a última fase os depoimentos dos réus. Além da razão processual, Ferst mostra-se magoado com o “abandono” de tucanos.”
O trecho fatal da entrevista:
“FOLHA - A troca de fundações foi fruto de decisão do governo?
LAIR FERST - Não seria possível essa mudança sem orientação política de governo, sem respaldo político.
FOLHA - Do alto escalão?
FERST - Do governo como um todo, na sua plenitude.
FOLHA - Da governadora?
FERST - Na CPI do Detran, o próprio [ex-] presidente do Detran, Flávio Vaz Netto, disse que teve reuniões tratando deste assunto [com Yeda]. Ela se reuniu também com sindicatos de examinadores. É público e notório que houve o envolvimento da governadora neste processo. […] Aparecerão nomes que não foram nem citados no inquérito. Há vários personagens que não foram citados que poderão a ter sua participação esclarecida.”
O outro lado (zzz…zzz…zzz…):
“Por meio de sua assessoria de imprensa, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), que cumpria agenda em Brasília ontem, afirmou que não tomou conhecimento da fraude do Detran antes da deflagração da Operação Rodin, da Polícia Federal, em novembro do ano passado.
“Se ela tivesse tido conhecimento, teria feito o que sempre faz quando surge alguma denúncia: mandado apurar“, disse o assessor Joabel Pereira, repetindo um argumento já apresentado anteriormente pela governadora quando foi questionada sobre o assunto.
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Escalado pela tucana para falar sobre o papel de Ferst durante a campanha eleitoral de 2006, o deputado federal Cláudio Diaz (PSDB), um dos coordenadores da campanha, afirmou que o empresário não tinha participação em decisões importantes na eleição de 2006.
“Desconheço qualquer papel dele na coordenação, ele raramente aparecia no comitê. Vi o Lair eventualmente em alguma ação de rua“, disse o deputado tucano.”