Segundo a Rosane de Oliveira na Zero Hora de hoje, “o advogado Paulo Olímpio Gomes de Souza deve entregar hoje à tarde ao procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, os documentos sobre a origem dos recursos usados pela governadora Yeda Crusius para a compra de sua casa, no final de 2006“.
Enquanto não temos notícia dos documentos, aproveitamos para lembrar da representação do P$OL e do PV que deu origem ao pedido de explicação dos $$$$$$$ para a compra da casa e divulgar a que o Pê Tê também enviou a Geraldo da Camino em 10 de julho. Esta segunda representação engloba a questão da casa, as falcatruas do João Luiz Papai Noel Vargas, (presidente do TC€ bovino) e o caso da empresa MD Serviços de Segurança Ltda., envolvida com as falcatruas do Detran.
Você pode ler a representação do Pê Tê na íntegra, em pdf, aqui.
Para facilitar o serviço, colocamos abaixo os pontos mais interessantes relacionados à casa da desgovernadora e à evolução de seu patrimônio. Será que o desgoverno vai conseguir provar que a aritmética do Pê Tê está errada? Teve pelo menos uns 4 meses para isso…
1) A questão: “A governadora comprou a residência na Rua Araruama, uma casa de 467 metros quadrados em Porto Alegre dia 6 de dezembro de 2006, por R$ 750 mil, sendo avaliada em R$ 900 mil pela prefeitura da capital. No bairro Chácara das Pedras, onde se situa a residência da governadora, abriga mansões com avaliação de mercado girando em torno de R$ 1,3 a R$ 1,5 milhão.”
2) A alegação de Yoda: “A Governadora pagou um preço inferior ao avaliado pela prefeitura e ao valor praticado no mercado, através, segundo ela mesma da venda de alguns bens:
a) um veículo Passat;
b) um apartamento em Brasília, que possuía dívida decorrente de financiamento;
c) um apartamento em Capão da Canoa, que além de nunca ter estado em seu nome, tem registro de indisponibilidade pela Justiça desde 2002, devido a um processo de falência do co-proprietário, o que significa que não poderia ser alienado, doado, transferido ou dado como pagamento.
3) “A situação patrimonial em maio/2006“:

4) “A situação patrimonial em dezembro/2006” [apesar do “Abril/2008″ na tabela]:

5) Investimentos financeiros: “O total de valores e investimentos financeiros, que presume-se utilizados, foram atualizados pelo IGP-M, e acrescidos da taxa de 1% ao mês, assumindo-se que estavam aplicados.”

6) Apê em Bra$ília: “O Apartamento em Brasília possuía dívida imobiliária (alienação fiduciária). Mantendo-se as taxas praticadas pela CEF, o valor declarado da venda e calculando o saldo devedor para quitação, este possui valor líquido aproximado de R$ 206.922 mil:”

7) O Pa$$at: “O veículo PASSAT IRC 4554 que teria sido vendido, avaliado pelo melhor preço pela tabela FIPE/FGV, utilizada pelas seguradoras para estipular o valor de mercado importa em R$ 27.3 mil.”

OB$ no$$a: Na sua prestação de contas, a nossa querida desgovernadora declarou que seu estimado Passat Alemão 1998 custava R$ 43 mil em maio de 2006. Para tentar explicar a compra da casa nova, disse que vendeu o carrinho que está na foto abaixo, quando recebeu o então candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB) no Salgado Filho.

Carroça
Momento de silêncio profundo
Ok, vamos lá: longe de nós questionar a lisura da desgovernadora, mas achamos brabo que alguém tenha sido idiota o suficiente para pagar R$ 43 mil por esse carro.
Como existe internet para tudo, tu pode ver por quanto algumas pessoas se dispuseram a vender aqui e aqui. Agora é ver quanto o groupie de Yeda pagou pela carroça.
8) Resultado final da conta toda: “ATUALIZANDO A CONTA DE RECEITAS, AO VALOR DE MERCADO POSSÍVEL (DE FORMA EXTREMAMENTE GENEROSA) TEREMOS:”

Zzzz…zzzz…zzz…zzz.