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Vai faltar pé para atirar

22:31 | 14/10/08 | Rodrigo Alvares

Reprodução
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Kassab quer derrubar presidente Lula, diz panfleto distribuído por campanha de Marta (Folha)

A campanha da candidata Marta Suplicy (PT) distribuiu nesta terça-feira um panfleto acusando seu rival no segundo turno, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), de tentar derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No texto, Kassab é descrito como inimigo do presidente e que seu objetivo é acabar com os programas sociais implantados pelo governo federal. (…)

‘[Kassab] é cria de Maluf, associado de Pitta. Kassab é o inimigo do presidente Lula. Filiado ao DEM, antigo PFL, Kassab e seus aliados querem derrubar o presidente da República. Espalham o ódio contra o seu governo, querem voltar ao poder para acabar com as políticas sociais atuais‘, diz o texto.”

E tem mais dez dias pela frente. Hora de voltar para as ruas.

Candidatura calcinada

14:26 | 14/10/08 | Rodrigo Alvares

Que Marta Suplicy (PT) estava ferrada antes de subir ao palco do debate na Band, no último domingo, todos sabiam. Por mais “codificado” que seja, perguntar em uma propaganda se “Ele é casado? Tem filhos?” é de uma torpeza atroz. Não foi à toa que ficou se esganiçando para desestabilizar Gilberto Kassab (DEMO). Mas a coisa poderia ter sido bem pior, como informa Renata Lo Prete no Painel da Folha de hoje:

Discurso ensaiado

O comercial da campanha de Marta Suplicy que estreou no domingo não foi a primeira expressão do esforço do PT para levar a vida pessoal de Gilberto Kassab ao debate eleitoral. Em discurso na Assembléia na quinta-feira passada, o deputado petista Adriano Diogo qualificou o prefeito como um “clone que ninguém sabe o que pensa, ninguém sabe com quem é casado”.

Mais adiante em sua fala, Diogo se empolgou: “Amante não é o amor oficial do dia. Amante é o amor às escuras. Por exemplo, ninguém descobriu qual é o verdadeiro amor de Gilberto Kassab até hoje (…) Amante não é uma palavra muito adequada para a política. É para outras circunstâncias”.

Leituras 1. A campanha de Marta testou o comercial “Sabe se é casado? Sabe se tem filhos” antes de ir ao ar. Colaboradores da ex-prefeita dizem que, nos grupos de discussão, as questões levantadas pela peça não adquiriram a conotação que desde domingo dá dor de cabeça aos petistas.

Leituras 2. A direção nacional do PT contabilizava ontem dezenas de e-mails, alguns enviados por representantes da intelectualidade ligada ao partido, criticando duramente o comercial.”


“Marta, valeu a força. Beijo, me liga”

A pertinência em saber da opção sexual ou o que Kassab faz da vida não é de assunto público, alguns dizem. Respeito, mas discordo, na medida em que isso dá brechas para se criar uma cortina de fumaça e evitar que as pessoas saibam que seu prefeito consegue distinguir questões privadas de públicas. Acontece com Lula, deputados, senadores e até mesmo com Marta, que a essa altura deveria ter aprendido a lição e sido a primeira a cortar aquela propaganda.

Update 17h50: “Petistas fazem insultos homofóbicos contra eleitores de Kassab”

Late blogging - 2º turno São Paulo

9:20 | 13/10/08 | Rodrigo Alvares

Quando o debate dos candidatos à prefeitura de São Paulo começou com o repórter Fábio Pannunzio alertando para os telespectadores “relaxarem em casa pelas próximas duas horas”, eu percebi imediatamente que todo o circo armado pela Rede Bandeirantes ia entrar em chamas. Diferente do debate no primeiro turno, desta vez rolou acesso completo ao estúdio onde transcorreu o barraco. Mas eu deveria ter notado que aquilo não ia dar certo bem antes de me refugiar ali dentro.

Cheguei ao pátio da Band e vi alguns jornalistas se acotovelarem para garantir frases e fotos de Marta Suplicy (PT). Não estava nem um pouco interessado em entrar no curral, mas a curiosidade falou mais alto. Depois que a ex-prefeita saiu, dei uma volta por ali e ouvi algumas jornalistas tentando sincronizar o que ela havia dito: “…ela disse que queria saber se ele [Gilberto Kassab (DEMO)] é casado? Ô, baixaria”, comentou uma delas.

Lembrei do rega-bofe do debate anterior e fui conferir se os acepipes já estavam à disposição dos esfomeados, mas no caminho encontrei o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB). Deu dó. Ele estava na frente da porta do estúdio e ainda assim ninguém vinha falar com ele. Entretanto, para manter a tradição democrática, as pessoas não faziam lá muita questão de pegar os salgadinhos com um guardanapo, ou algo que o valha - inclusive o ex-ministro da Educação Paulo Renato (PSDB).

Robson Fernandjes/AE
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“Pedágio urbano? Mandei o projeto para a Câmara, mas nunca ouvi falar”

Se o nível estava assim do lado de fora, comecei a temer o que me esperava dentro do estúdio. Infelizmente, entrei lá bem na hora em que começou o horário polítco. Tudo corria tranqüilo, até que deixaram muda a fala do presidente Lula (PT) na propaganda de Marta, o que já pôs os petistas a reclamar.

Parecia uma sessão de cinema. Mesmo com seus lugares guardados, muita gente saía e deixava para uma amiga guardar o seu com uma bolsa. Como eu estava no lugar indicado como “Imprensa”, estranhei quando o vereador e pagodeiro Netinho de Paula sentou ao meu lado. Cinco minutos depois, correram com ele dali.

No palco, Kassab parecia muito mais à vontade do que Marta. Sorria quando aparecia o Kassabinho na sua propaganda. A petista não se medrou e tocou o horror no prefeito logo no primeiro bloco. Perguntava do seu passado, para fazer ligação com Celso Pitta, e queria saber quem era o verdadeiro Kassab. A estratégia teria dado certo se ela não tivesse insistido tanto nesse bordão.

Robson Fernandjes/AE
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“Também sei mexer os braços como o Kassabinho”

Era muita miudeza sendo discutida. Pudera. Uma cidade com os problemas de São Paulo, e os dois ficam discutindo se implementar tenéti banda larga na cidade vai custar mião ou bião. Óbvio, é preciso que instalem logo, urgente. Preciso usar meu laptop enquanto estiver nos engarrafamentos ou de pé no busão.

Foi a partir daí que a baixaria começou a imperar. A claque petista aplaudia e os kassabistas grasnavam “Vai gritar lá fora” e “Sai, PT”. Teve uma hora em que me irritei e perguntei para quem estava ao meu lado quem era o cara que não parava de gritar contra as hostes petistas, mas aí a Lúcia Hipólito (Beijo, me liga) me disse que era a Zulaiê Cobra (sem partido). Confesso que não esperava ver gente tão bem apessoada e letrada apresentar traços de completo transtorno circunstancial. Enquanto isso, notei que até a iluminação acima da petista era mais forte do que em Kassab.

No segundo bloco, Marta apelou pela primeira vez para Lula e levou mais apupos dos rivais. Antes bem altivo, Kassab começou a se mostrar tenso quando a ex-prefeita mencionou o movimento “Reage, Pitta”, que o demonista liderou para ajudar a defender seu então chefe. O problema é que Marta exagerava na dose e dava para ver que a tensão dela não ficava só no estúdio. Também ficava claro na tela da TV.

O penúltimo bloco começou com perguntas dos jornalistas da Band. Colocaram a crise global na roda e finalmente questionaram o orçamento da cidade - de R$ 29 bilhões. Mesmo com provas de que a prefeitura investe uma bolada no mercado financeiro e deve estar apavorada com a queda da Bovespa, Kassab quis dissuadir o espectador de que Marta não sabe o que é ter uma conta no banco e cuidar dela. Então, tá.

Já ouvi palavras mais agradáveis da coréia do Beira-Rio em um Gre-Nal do que ontem, dentro do auditório. Tudo porque Kassab teve um pedido de direito de resposta aceito e os “juristas” da Band negaram três feitos por Marta. Mas eles estavam certos: ela demorou demais para pedir, e o prefeito, que trocava olhares lânguidos com seus marqueteiros, não bobeou.

Quais eram as acusações? Ah, o de sempre: mentiroso, corrupta, mensalão, pode escolher. A impressão é que o demonista precisava de demonstrações de apoio dos aliados para quase qualquer coisa que Marta falava.

A várzea ficou completa quando Kassab acusou Marta de fazer um debate pequeno, mas aí começou a falar dos dólares na cueca, de Delúbio Soares e sua mulher. Projeto para a cidade? Coisa para idiotas. Depois da terceira negativa, os petistas entraram em chamas e começaram a gritar que “A Band é Vendida”, “O Casoy é vendido”, “Marmelada”. Perdi a conta de quantas vezes pararam o debate. Parecia debate de centro acadêmico. Hmm, pensando bem, nunca vai deixar de ser.

Para completar, no último bloco Marta estava completamente esganiçada e espantou o tédio mortal ao discorrer sobre os problemas de acessibilidade nas calçadas “para os cadeirantes, os idosos e…os…que tem problema de QI“. Todos na platéia ficaram se olhando, sem saber o que dizer ou esboçar uma risada. Depois dessa, comecei a me concentrar na dor do meu siso. Fazer o que, eu estava cercado e precisava me isolar da demência de alguma maneira.

Pode contar com o voto do meu sindicato, Marta

17:10 | 10/10/08 | Rodrigo Alvares

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“Mas agora me deixa quieta que eu preciso trabalhar, OK”?

* Fotinho enviada pelo leitor Dante Sasso

Atos derradeiros da Gozadinha

19:50 | 03/06/08 | Walter Valdevino

Ansiosos para relaxar e gozar, os paulistóides catapultaram a ministra do Turismo $exual, Marta Gozadinha Suplicy, para o primeiro lugar na pesquisa Setcesp/Ibope para a disputa da prefeitura paulistóide, divulgada hoje.

Gozadinha aparece com 30% das intenções de voto, contra 28% de Alckmin, 13% de Ka$$ab, 9% de Maluf e 3% de Erundina e Soninha.

Mas, antes de sair do mini$tério (comenta-se que quarta-feira) e sejogarcomtudo na disputa, Gozadinha ainda teve tempo de nomear Mônica, a querida personagem de Mauricio de Sousa, como embaixadora do turismo du Braziu.

Cebolinha, o analfabeto, Cascão, o mendigo, e Magali, a bulímica, também ajudarão a divulgar no exterior o que o Braziu tem de melhor.

Abaixo, o registro fotográfico da cerimônia de nomeação com a sempre insuperável Agência Brasil, fotos de Wilson Dias (clique nas imagens para apreciações cirúrgicas mais detalhadas):

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A turma da mônica é um resumo
Do que está acontecendo por aí…

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Vamo embora, ta na hora
Vamo nessa, to com pressa
To sem tempo
Já to indo tchau

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Nós vamos mostrar que o movimento
Pra quem saber usar é um bom divertimento

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Vamos todos dançar
Numa sinfonia só
Essa harmonia me deixa doidão
Cebolinha!!!!

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A minha turminha
Tão bonitinha
Ela é tão sagrada!

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vamos sim ser amigos
eu gostaria muito de ser seu amigo
você quer?

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eu vejo na tv:
desenhos e programas
jornais e noticiários
musicais e atrações
vejo entrevistas com o Maurício de Souza

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Sou a Mônica, sou a Mônica
Dentucinha e sabichona
Sou a Mônica, sou a Mônica
Tão teimosa e tão mandona

Mentalidade obesa e anotações rasteiras

16:43 | 01/04/08 | Rodrigo Alvares

Ontem mesmo me ocorreu sobre como a mentalidade obesa de quem mora em São Paulo precisa de uma drenagem linfática. Não são só as bundas gordas de quem dirige seu carro. No metrô, as pessoas se aboletam nas escadas rolantes e deixam as normais vazias.

Não é fácil mudar essa mentalidade - basta ver o fracasso do dia sem carro, no ano passado -, daí o cagaço de todos os pré-candidatos à prefeitura em falar sobre um projeto decente para esse caos. Mas bastou acordar hoje, ligar a TV e ver que um viaduto do Fura-Fila caiu durante a madrugada. Talvez isso tire os paulistóides dessa inércia que acaba pautando os jornais para cobrir “os recordes de congestionamento”. Mas duvido.

Se algum candidato fosse esperto mesmo, saltaria na frente e oficializaria sua chapa com o anúncio de soluções concretas para a cidade. Claro que é um exercício inútil de imaginação, mas vamos lá.

A última pessoa que poderia fazer isso é Marta Suplicy (PT). É inevitável esquecer o “Relaxa e goza” do caos aéreo e associá-lo à demência viária. Se as pessoas não querem voar com ela, imagine encarar as ruas ou entrar no metrô. Ela pode usar o argumento de que o governo federal vai ajudar e José Serra (PSDB) não vai negar essa grana. Mas serão dois anos encarniçados para a cidade com esses dois. Resultado: pouca evolução do quadro, para não escrever retrocesso, caso Serra não dispute - e não vai - a presidência.

O candidato que poderia sugerir um pedágio urbano, por exemplo, é Geraldo Alckmin (PSDB). É líder nas pesquisas, goza de um certo prestígio entre os paulistanos por encarar José Serra duas vezes seguidas e não está em cargo algum. Pode começar a campanha agora. Teve a sua chance em 2006, mas não soube bater pé e defender as privatizações do governo FHC, dizem. Se é por aí, também não vi Serra defender a gestão de Fernando Henrique, em 2002.

Então chegamos a Gilberto Kassab (Demo). Depois dessa queda do viaduto - na madruga, sem feridos -, dá para se dizer que tem mais sorte do que juízo. Assumiu a prefeitura para ser garoto de recados de Serra e tem se contentado com isso. Uma boa amostra são as medidas paliativas para ajustar o trânsito, como sincronizar as sinaleiras (hshshs). Baita projeto de estadista.

A vantagem para os mentalmente obesos é que Kassab já disse que “esta gestão não implantará o pedágio urbano”. Esta gestão. É bem plausível que Serra apóie o prefeito e use-o como escada para a candidatura em 2010. Kassab nega, mas acataria de bom grado uma ordem de Serra para implantar diversos mecanismos de arracadação para agilizar as obras no metrô e outras partes críticas de São Paulo.

A/C Marta Gozadinha

23:04 | 22/03/08 | Marcelo Träsel

O Ministério do Turismo existe para incentivar os viajantes a escolherem destinos brasileiros, como forma de fazer mais dinheiro girar em nossa economia. Um jeito de fazer isso seria convencer os brasileiros a fazer turismo dentro do país, em vez de aproveitar o dólar barato para ir comprar muamba em Miami.

O problema é que fica difícil se contrapor a argumentos econômicos como o que se vê abaixo (clique nas imagens):

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Porto Alegre-Guarulhos

 

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Porto Alegre-Ezeiza

Como explicar que custe menos da metade do preço viajar de Porto Alegre a Buenos Aires do que de Porto Alegre a São Paulo? E isso que o preço do vôo é para Guarulhos, não Congonhas. Num fim de semana. E que o tempo de vôo é maior para Buenos Aires. E que no Brasil existe liberdade tarifária para vôos domésticos e, agora, para vôos dentro da América do Sul. Será que ficará mais barato pegar um avião para Buenos Aires do que um táxi até o aeroporto Salgado Filho?