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Certo que não vai dar em nada

11:16 | 29/07/09 | Rodrigo Alvares

Depoimento de Buchmann deve abrir
nova investigação (Correio do Povo)

Foto: Cristiano Estrela/CP
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Demorô

A Polícia Federal (PF) prepara estratégia para deflagrar o que pode ser denominada a Operação Rodin II. Hoje, o superintendente da Polícia Federal Ildo Gasparetto se reúne, em Santa Maria, com o delegado Gustavo Schneider, que conduziu a investigação da fraude do Detran. Denunciada em 2007, a fraude teria desviado R$ 44 milhões da autarquia, gerando uma CPI na Assembleia e que originou a Operação Rodin na PF.

Foi Schneider também quem tomou o depoimento de quase cinco horas do ex-diretor do Detran Sérgio Buchmann dois dias antes de ele ser demitido pela governadora Yeda Crusius. Buchmann teria feito declarações explosivas sobre a relação de empresas, em especial com a Atento Service, que prestava serviço de guincho para o Detran.

A empresa cobra uma suposta dívida de R$ 16 milhões, reconhecida pelo governo, que teria autorizado o pagamento à época da ex-presidente do Detran Estella Maris Simon, exonerada por se negar a pagá-la.

Gasparetto decidiu ir a Santa Maria após ler o conteúdo do depoimento de Buchmann, degravado de fitas de áudio e vídeo. No município, pretende decidir o destino das revelações do ex-presidente do Detran, também exonerado por supostamente não reconhecer a dívida com a Atento. Gasparetto poderá anexar o conteúdo do depoimento a inquéritos já existentes ou abrir nova operação investigatória.”

Certo que não vai dar em nada

11:54 | 21/03/09 | Rodrigo Alvares

A fonte ilegal de Padilha (Isto É)

Investigação da Polícia Federal e do Ministério Público descobre depósito de R$ 267 mil de empreiteira na conta do deputado do PMDB e o denuncia ao STF sob acusação de tráfico de influência

Um inquérito que tramita sob segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) mostra o envolvimento do ex-ministro dos Transportes e deputado Eliseu Padilha (PMDB/RS) em crimes de tráfico de influência e fraudes em licitação.

A Polícia Federal chegou ao nome do deputado peemedebista a partir da Operação Solidária, no Rio Grande do Sul, em 2007, que apontou irregularidades em contratos da merenda escolar em municípios gaúchos e indícios de fraude de R$ 300 milhões em obras públicas.

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Uma das empresas investigadas era a MAC Engenharia, do empresário Marco Antonio Camino, mencionado como operador do esquema fraudulento. A polícia descobriu vários telefonemas dele para Padilha, um dos parlamentares mais influentes no Congresso Nacional e no PMDB.

As escutas levaram à conclusão de que se tratava de tráfico de influência. ISTOÉ teve acesso aos relatórios da PF e a petições do Ministério Público Federal (MPF), que revelam um depósito de R$ 267 mil da MAC Engenharia na conta da empresa Fonte Consultoria Empresarial, cujos sócios são o deputado e sua esposa, Maria Eliane.

Numa das escutas transcritas no inquérito, Camino diz: “Aquele assunto que nós tratamos na terça-feira vai ser viabilizado 100, tá?”, Padilha tenta entender o que o empresário diz: “Não ouvi, cortou.” Camino repete: “Vai ser viabilizado 100.” Não se sabe exatamente sobre o que os dois falavam, já que as conversas eram sempre cifradas. Aliás, em quase todos os grampos os interlocutores agiam assim.

Ainda conforme a PF, com o uso de códigos nas licitações, os investigados direcionavam as obras importantes do Rio Grande do Sul para as empresas de interesse de Camino. Em outro diálogo, o empresário pede a Padilha que faça uma visita à MAC Engenharia. Camino demonstra interesse em conversar com o deputado do PMDB sobre licitações da Secretaria de Irrigação. Em nova conversa, Padilha faz referência a uma “boa notícia” que o empresário deu a ele.

O inquérito indicou elos entre a Operação Solidária e a Operação Rodin, que levantou desvios de R$ 44 milhões no Detran gaúcho. (…) De acordo com a polícia, quem repassou estas informações ao empresário foram os deputados Padilha e José Otavio Germano (PP-RS).

A PF relata que o grupo teria montado um esquema para desviar dinheiro de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O advogado Eduardo Ferrão, que defende Padilha, confirmou à ISTOÉ que o deputado efetivamente recebeu dinheiro de Camino.

Mas os depósitos de R$ 100 mil, do diálogo grampeado, teriam sido feitos para pagamento de uma casa que Padilha teria vendido ao empreiteiro. Ferrão, porém, não explica o uso da linguagem codificada para tratar de algo tão corriqueiro. Quanto aos R$ 267 mil que Padilha teria recebido da MAC Engenharia, o advogado diz que o MPF trocou o nome da empresa ao transcrever o relatório da Receita Federal.”

Será que ainda está decorando o que vai falar?

17:01 | 24/11/08 | Rodrigo Alvares

Agora entendi a razão da “reunião interna” desde as 9h:

Governadora deve depor no Piratini sobre Caso Detran

A governadora Yeda Crusius irá depor no julgamento do processo da Operação Rodin, que tramita na Justiça Federal de Santa Maria. Ela foi arrolada como testemunha pela defesa do ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Flavio Vaz Netto.

Segundo a assessoria de imprensa do governo, o depoimento será marcado de acordo com a disponibilidade de Yeda, que será ouvida no Palácio Piratini. Vaz Netto esteve entre as 13 pessoas presas pela Polícia Federal em novembro do ano passado, na operação que trouxe à tona a fraude de mais de R$ 44 milhões no Detran.

Um dia após a prisão, Vaz Netto foi exonerado do cargo por Yeda. Em depoimento à CPI do Detran, ele disse que a demissão foi ‘atitude de extrema deslealdade da governadora’.”

Seria interessante que a assessoria do Piratini divulgasse a quantas anda a “reunião interna” - se Yeda começou a decorar o que falar, foi mudar o penteado, enfim - porque estou muito preocupado que a Agência de Fotos do site do desgoverno só tenha quatro delas à disposição hoje. Nenhuma com Yeda à frente das lentes.

Cartinha para auxí£io - A/C TC€

13:35 | 30/07/08 | Leandro Demori

Nós desta Corja A-MA-MOS comemorar datas. Depois de festejar o início oficial da campanha de Cezar Schirmer, chegou a vez de soltar fogos pela absolvição [óbvia] de João Luiz Papai Noel Vargas. Só para lembrar [já que faz tempo, foi anteontem], Santa Claus continua comandando a vala no TC€ Bovino.

Abaixo, alguns trechos comentados de uma cartinha bem-amor apreendida pela PF durante a operação Rodin. A carta, escrita pelo então reitor da Universidade de Santa Maria, Paulo Jorge Sarkis, é endereçada a José Otávio Fala, Liderança Germano. O objetivo da carta é fazer com que ZeÓ dê uma paratiquiétu em Lair Ferst, mas os trechos separados são mais interessantes. O emissário do documento é nosso estimado Papai Noel.

trecho_carta_1

Bons e competentes. BONS e COMPETENTES. Não tendi.

trecho_carta_2

Sarkis = poeta e sedutor.

trecho_carta_3

Concordamos. Sugerimos, aliás, que a prova aplicada no Bovinão sirva de modelo a toda a terra.

trecho_carta_4

Referência explícita à Maçonaria [nós avisamos]. Detalhe fatal para a sigla de “Grande Arquiteto do Universo”: GADU. Resumo do RS.

trecho_carta_5

Aqui vai aquela PERGUNTINHA BÁSICA aos nobres ¢onselheiros: o que demonhos um membro do Tribunal de Contas do Estado, que deveria estar FISCALIZANDO essas relações, faz como emissário da carta?

Jamais entendo o univer$o.