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Gaúcho é melhor em tudo XI

13:56 | 29/03/08 | Walter Valdevino

E a ad€vocacia bovina sempre superando seus próprios limites:

Para juiz, “Tapinha” descreve humilhação contra a mulher; já “Tapa na Cara” não

“Tapa na Cara” pode; “Tapinha”, não. Esse é o entendimento da Justiça Federal de Porto Alegre, que condenou a produtora Furacão 2000 Produções Artísticas –responsável pelo funk “Tapinha“, do refrão “Tapinha não dói“, sucesso de Mc Naldinho e Bella Furacão em rádios e casas noturnas do país no começo da década — a pagar R$ 500 mil por danos morais às mulheres.

Na mesma decisão, no entanto
, eximiu de responsabilidade a Sony Music pela música “Tapa na Cara”, do grupo Pagodart, lançada pela gravadora em CD.

(…)

Para o juiz Adriano Vitalino dos Santos, o tapa descrito no funk provocava dor física e abalo psíquico.

Na outra canção, o tapa era uma manifestação “artística” que aborda o masoquismo.

De acordo com o juiz Santos, a música “Tapinha” (Se te bota maluquinha/Um tapinha eu vou te dar porque: Dói, um tapinha não dói), de Mc Naldinho e Bella Furacão, descreve uma situação de um gesto humilhante.

(…)

Já sobre a música “Tapa na Cara” (Tapa na cara/Na cara mamãe/Se você quiser, ai eu vou te dar), o magistrado afirmou que a letra “apenas relata um encontro amoroso entre um homem e uma mulher, que implora ao parceiro para que lhe dê tapas durante o ato sexual“.

Na esfera privada, é vedada a quem quer que seja, Estado ou particular, a intromissão sem consentimento.”

A ação tramitava na Justiça Federal em Porto Alegre desde 2003.” (Folha Online)

O Con$elho €ditorial da Nova Corja, reunido em A$$embléia Geral Extraordinária para analisar a decisão do dotô Vitalino, ficou imobilizado e o máximo que conseguiu foi chegar à conclusão de que você, querido(a) leitor(a), DEVE clicar aqui.