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Yeda mente e a culpa é dos outros

17:08 | 12/05/09 | Rodrigo Alvares

A assessoria do PSOL enviou nota depois de ir ao Ministério Público de Contas ver em que pé anda o tal processo da compra da Casa de Yeda:

MP de Contas ainda investiga compra de casa da governadora

Foto: Letícia Heinzelmann
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“A Yeda tá mentindo para todo mundo sobre a casa? Conta uma nova”

A deputada federal Luciana Genro, o presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, e o vereador e advogado Pedro Ruas foram nesta terça-feira, 12, ao Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas se interar sobre os rumos da ação de improbidade administrativa apresentada pelo partido em agosto de 2008, referente à compra da mansão da governadora Yeda Crusius.

Diante da notícia por parte do procurador-geral Geraldo Da Camino de que as investigações seguem abertas, as lideranças vão lhe enviar, com o pedido para que sejam anexadas à ação, cópias dos e-mails apresentados ontem à imprensa, durante entrevista coletiva.

As conversas via correio eletrônico, reveladas por um interlocutor oculto, mostram que o marido da governadora participou da arrecadação de fundos de caixa-dois para a campanha eleitoral tucana em 2006, e suspeita-se que parte desses recursos ainda tenham sido desviados para a compra da residência.

A casa adquirida por R$ 750 mil por Yeda estava avaliada em R$ 1,5 milhão e o proprietário já havia recusado oferta de R$ 1 milhão pelo imóvel. A mansão foi adquirida em 2006, quando Yeda ocupava o cargo de deputada federal e já era governadora eleita. O valor da propriedade é imcompátivel com os ganhos da então parlamentar e de seu marido, professor universitário.

Diferentemente do que Yeda vem dizendo à imprensa, portanto, as suspeitas sobre sua casa não estão extintas.

‘Ela disse, e é verdade, que o Ministério Público Estadual aprovou as contas. Mas isso foi feito por um procurador indicado pela própria governadora. Há ainda outra ação, esta sim apresentada pelo PSOL, no Ministério Público de Contas, que ainda está apurando os sinais aparentes de riqueza da governadora’, apontou Luciana Genro.”

Vamos estar registrando para você estar sabendo

16:00 | 04/03/09 | Leandro Demori

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Lembram disso?

Pois é.

Tudo mentira.

Ciao.

Desgovernando

14:54 | 23/10/08 | Walter Valdevino

Como você já leu na mídia má, feia e bobona da Zero Hora de hoje…

Diretoria da TVE é impedida de assumir

Por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ontem, o presidente e dois diretores nomeados pela governadora Yeda Crusius para comandar a TVE, na terça-feira da semana passada, não poderão ser empossados hoje como havia sido previsto.”

Pois bem. Pombo-lôco-correio bateu aqui nas vidraças da Nova Corja CORP. e avisou que a nova diretoria da TVE está esperando lá na sede da TV desde 15hs (agora são 16hs) para tomar posse, mas o desgoverno não mandou ninguém nem disse o que fazer (ou o que NÃO fazer).

Zzz…zzz…ronc…zzz.

Código de Ética peemedebista? Sério?

17:53 | 26/09/08 | Rodrigo Alvares

O PMDB bovino ainda não emitiu nota sobre a denúncia do TCE contra Luiz Fernando Záchia e não me deixa ler o artigo “Um sonho possível”, escrito por ele. Precisei recorrer ao código de ética do partido para entender algumas coisas. Sim, é difícil de acreditar, mas os partidos políticos têm códigos de ética internos para evitar pequenos percalços como o que agora atormenta Luiz Fernando Záchia:

Capítulo III

Dos Direitos, dos Deveres e da Disciplina Partidária

Art. 6º . Os filiados ao PMDB se comprometem, pelo só ato de filiação, a exercer suas atividades políticas visando à realização dos objetivos programáticos que se destinam à construção de uma Nação soberana e à consolidação de um regime democrático, pluralista e socialmente justo, onde a riqueza criada seja instrumento de bem-estar de todos. (…)

Cadê o Simon?

Art. 7º . São direitos dos filiados:

I - ter participação ativa no Partido e em seus processos de decisão; (…)

Cadê o Rigotto?

V - utilizar-se dos serviços colocados à disposição pelo Partido. (art. 8º)

Cadê o Padilh…ops, esse já foi.

Art. 8º . São deveres dos filiados: (…)

III - manter conduta ética, pessoal e profissional, compatível com as responsabilidades partidárias, particularmente no exercício do mandato eletivo e de função pública;

Cadê o Fogaça?

IV - atuação permanente na vida política e social, no Parlamento e junto a todos os setores da sociedade, respeitadas as características e a autonomia dos movimentos sociais;

Cadê o Alceu Morei…tsc, de novo.

Parágrafo único - Os filiados detentores de mandato eletivo deverão quando convocados através da maioria dos membros do Diretório a que pertençam ou pelo Diretório Estadual, prestar contas de suas atividades. (art. 9º).”

Cadê o Pê Ême Dê Bê bovino?

Hora de se afastar da campanha, Záchia

12:05 | 26/09/08 | A Nova Corja

Enquanto parte da mídia bovina zzz… ronc… zzz… burp…zzz, a Rádio Guaíba anunciava ontem que o mi$terio$o investigado pelo TCE (aqui e aqui) é o deputado estadual Luiz Fernando Záchia (PMDB), coordenador da campanha de José Poeta Fogaça (PMDB).

Hoje, a mídia má, feia, bobona, golpista, paulista, horrorosa, golpista (já escrevi isso?) da Folha de S. Paulo traz todos os detalhes. Grifos, foteeeenhas e material imobiliário são culpa nossa:

Chefe da campanha de Fogaça é investigado

O TCE investiga suposto enriquecimento ilícito do deputado Luiz Záchia, que comprou imóveis de luxo

A compra de dois imóveis de luxo levou o deputado estadual Luiz Fernando Záchia (PMDB) a ser investigado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul por suspeita de enriquecimento ilícito.

Ex-presidente da Assembléia Legislativa gaúcha e ex-chefe da Casa Civil da governadora Yeda Crusius (PSDB), Záchia é o coordenador da campanha à reeleição do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).

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Flickr da Nova Corja: recomendo muito

As suspeitas recaem sobre a compra de um apartamento em Porto Alegre e de uma casa no município de Xangri-lá, balneário 130 km ao norte da capital. Nenhum deles está registrado no nome do deputado. A Folha visitou os dois.

Propriedades similares nos locais valem, somadas, entre R$ 1,4 milhão e R$ 1,6 milhão, segundo imobiliárias -mais do que o triplo dos bens que Záchia declarou à Justiça Eleitoral antes de concorrer à reeleição, em 2006 (R$ 438 mil).

O apartamento de Porto Alegre, onde Záchia vive atualmente, foi adquirido no ano passado, quando o deputado estava na Casa Civil, coordenando a articulação política da governadora tucana.

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Antes só tinhamos postado um pedaço, agora vai na íntegra para a apreciação bovina

O imóvel tem 234 m2 e fica num bairro de classe média alta. Imóveis estão à venda no mesmo prédio por valores entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão.

No cartório, o apartamento está em nome de Durafa Empreendimentos Imobiliários, que construiu o edifício.

Já a casa tem 222 m2 e fica no Carmel, um condomínio fechado que conta com um lago particular, próximo da praia de Atlântida, uma das mais badaladas do litoral gaúcho.

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Lembra dos patinhos?

Záchia comprou o terreno no condomínio em 2004 e construiu a casa.

Sem registro

No cartório de Xangri-lá, não há registro da existência de uma casa, só do terreno, que aparece como pertencente à Malpaso Empreendimentos Imobiliários, a incorporadora do condomínio. Casas são vendidas no local por R$ 600 mil.

A propriedade no litoral foi omitida da declaração de bens de 2006. Na ocasião, o deputado declarou apenas um apartamento em Porto Alegre (R$ 417 mil) e uma caderneta de poupança com R$ 21 mil.

O TCE-RS começou a investigar a evolução patrimonial de Záchia no início deste mês e mantém o caso sob sigilo.

O deputado é o segundo político gaúcho a ter as finanças devassadas pelo TCE -possibilidade que foi aberta em junho deste ano com a entrada em vigor de uma lei estadual que dá à corte o poder de examinar a evolução patrimonial de agentes públicos que apresentem sinais de enriquecimento incompatível com sua renda.

A primeira a ser investigada foi a governadora Yeda Crusius, pela compra da casa em que vive, em Porto Alegre, por R$ 750 mil.
(GRACILIANO ROCHA)”

Mas não se deprima. Ainda é possível comprar um apê no mesmo prédio (R$ 995.000,00 = pobreza):

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Característcas:
- Sala Estar
- Sala Jantar
- Sacada
- Cozinha
- Dep. Empregada
- Lavanderia
- Lavabo
- Closet
- WC Auxiliar
- Hidromassagem
- Lareira
- Churrasqueira
- Gabinete
- Água Quente
- Gás Central
- Hall Entrada
- Depósito
- Elevador
- Piscina Adulto
- Piscina Infantil
- Salão de Festas
- Fitness
- Portaria 24hr
- Cerca Elétrica
- Alarme

UPDATE (12h09): Esqueci de dizer: já tem outro político bovino, também da mesma bancada, sendo investigado pelo TCE. Tédio no Bovinão = nunca.

UPDATE II (12h34):Tinha ficado faltando o “Outro lado” publicado Folha:

“O deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB) nega irregularidades na sua evolução patrimonial e diz que comprou os imóveis por R$ 975 mil, somando os dois, e que eles constam na declaração de imposto de renda do ano passado.

“Andaram dizendo [na denúncia] que eu comprei uma cobertura e uma casa na praia enquanto era chefe da Casa Civil e isso é uma sacanagem.”

(…)

Záchia diz que o apartamento em Porto Alegre custou R$ 675 mil. Ele afirma ter pago R$ 500 mil em abril de 2007 e parcelado o restante. O dinheiro, diz, veio da venda de outro apartamento e do FGTS de sua mulher.

Uma compra abaixo do valor de mercado foi a explicação para a casa de veraneio em Xangri-lá, no litoral. Záchia afirma ter comprado o terreno em 2004 parcelado com uma entrada de R$ 10 mil e o restante dividido em 24 parcelas. Ele alega que o apartamento segue em nome da Durafa Empreendimentos Imobiliários porque ainda não foi integralmente pago, e a casa de praia continua em nome da Malpaso por causa de problemas com o licenciamento municipal.

O dono da Malpaso, Solon Soares, disse que vendeu o terreno abaixo do preço de mercado por causa de “relações de amizade e família”. A Durafa não se manifestou. O procurador do TCE, Geraldo Da Camino, não comentou o caso alegando sigilo.”

UPDATE III (12h42): Só para constar, a prestação de contas do deputado em 2006:

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Papai Noel abra$$ou b€ijou

15:29 | 11/08/08 | Leandro Demori

Como antecipado por esta Corja [adoru jargão jornalísticu], João Luiz Papai Noel Vargas pediu o abra$$o b€ijo. Em reunião convocada no início da tarde de hoje, Papai Noel decidiu desobstruir a chaminé e comunicou aos demais conselheiros sobre sua decisão. O motivo é “não atingir a imagem” do TC€ Bovinóide.

Quem assume o saco de brinquedos é o vice-presidente da casa, Porfírio Peixoto, que acredita na inocência do Bom Velhinho. “Não basta ser a mulher de César, tem que provar isso”, disse o Peixoto. Pobre César.

Se mais detalhes, em instantes.

Impossível sobre (viver)

10:25 | 11/08/08 | Leandro Demori

O leitor, aquele ser estranho com o qual mantemos relação de amor & ódio, costuma ser melhor do que toda esta Corja quando o assunto é…, bem, quando o assunto é qualquer assunto. Se você não costuma ler os comentários considere-se demitido do universo - eles são melhores do que os próprios posts.

Abrimos a semana com a dica inestimável de um leitor bobão, que nos mostrou o mondo maravilhoso de pictogame [mentira, não mostrou, mas nos encheu de idéia].

Joguinho maroto pra quem manda beijo (!).

Papai Noel no Abra$$o

13:07 | 09/08/08 | Leandro Demori

Acordei de susto, pelo amor de deos, não façam mais isso. Um pombo-correio caiu morto em cima de mim, no meio do sono. Tenham mais compaixão, hoje pretendia dormir até o meio-dia e curtir aquela vida de vagabundo.

Além de ter arruinado meu descanso, a mensagem cifrada me deixou no meio do caminho. Quer dizer então que João Luiz Papai Noel Vargas vai pedir penico? Vai partir pro abra$$o? Na segunda-feira já, é? Hummm.

Melhor voltar a dormir.

[Atenção dono do animal, retirar o cadáver até domingo sob pena de panela].

Relatório do TC€ sobre Banrisul/FAURGS

18:15 | 02/07/08 | Walter Valdevino

Agora que vendemos nossa alma para a €squerda e andamos freqüentando coletivas de imprensa do P$OL, nada mais justo do que ganharmos alguns brinde$.

Além de cópia do registro de imóvel da casa da desgovernadora Yoda e da ação por improbidade administrativa, também recebemos anteontem cópia de páginas interessantes do Relatório de Inspeção Extraordinária do Tribunal de Contas do Estado, que realizou auditoria no Banri$ul em busca das falcatruas do banco com a FAURGS, a fundação da Universidade Federal Bovina.

Como você já deveria saber, postamos aqui, em 5 partes (1, 2, 3, 4 e 5) os melhores momentos do dossiê que o vice-governador Paulo Feijó preparou sobre nossa querida instituição financeiro-bovina.

O relatório, portanto, complementa várias informações do dossiê com detalhes precisos sobre as falcatruas. Nele, você encontra algumas constatações $upimpa$ e bastante úteis, principalmente agora que nosso querido banco e seus banners estão na pauta do dia:

- “os contratos realizados pelo Banrisul com a FAURGS (…) foram celebrados de forma irregular, eis que firmados sem o devido processo licitatório, em flagrante infringência ao inciso XXI do art. 37 da Constituição Federal, bem como aos princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade, da isonomia e da moralidade.

- “na execução dos referidos contratos ocorreram ainda irregularidades como a subcontratação indevida dos objetos, aceita de forma passiva pelo Banrisul”.

- “as contratações efetuadas pela FAURGS, a exemplo dos contratos da Fundação com o Banco, foram todos realizados de forma direta, também sem processo licitatório, ou qualquer outro meio de seleção pública, fato que se constitui como um agravante à dispensa de licitação procedida pelo Banrisul, na medida em que a contratação de terceiros (…) caracteriza-se como burla ao processo licitatório“.

- “os contratos (…) de serviços de informática contínuos, essenciais e permanentes (…) deveriam ser executados por servidores do quadro permanente do Banco. Portanto, entende-se como irregular a terceirização dos serviços de informática promovida pelo Banrisul“.

- “as subcontratações efetuadas pela FAURGS (…) eram feitas através de Pessoas Jurídicas constituídas pelos profissionais contratados (quarteirização), fato que pode ser caracterizado como fraude trabalhista.”

- “nos contratos (…) realizados pelo Banrisul com a FAURGS, para prestação de serviços de consultoria relacionados ao projeto Banrisul Sempre (…) o Banrisul não fez, nem solicitou à FAURGS qualquer controle sobre as horas trabalhadas pelos consultores na consecução do objeto, apesar do significativo valor despendido através dos mesmos (R$ 19.780.511,01).”

- Um dos mais dementes de todos: “o Banco acertou com a FAURGS (intermediadora da empresa H9) o pagamento de um valor de R$ 1.793.600,00 (…) para ter acesso ao código-fonte de um software. Entretanto, o dispêndio de tal quantia pela Auditada não encontra justificativa na medida em que o software foi desenvolvido pela FAURGS (…) a pedido do próprio Banco, que pagou integralmente as despesas pelo desenvolvimento do software, de forma que a propriedade do mesmo, bem como o próprio código-fonte, deveriam, de acordo com as práticas de mercado, naturalmente pertencerem ao Banco“.

- “a FAURGS pratica evasão de tributos ao eximir-se indevidamente do pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro”.

- “a imunidade tributária que a FAURGS indevidamente se atribui constitui-se como vantagem desta (…) sobre os demais concorrentes [em “eventuais processos licitatórios”]”

- “a FAURGS cometeu infrigências a Resoluções do Conselho Federal de Contabilidade (…), em razão de ter omitido receitas nos seus Demonstrativos Contábeis relativos ao exercício de 2006, eis que informou ter auferido uma receita total de R$ 6.294.421,11, quando somente o Banrisul faturou o valor de R$ 24.233.743,65“.

- “as fundações de apoio freqüentemente apropriam-se da responsabilidade social e da força simbólica da “marca” das universidades a que estão vinculadas para firmar contratos com órgãos públicos (…) onde os verdadeiros interesses são somente privados“.

- “existe uma relação de simbiose entre a FAURGS e alguns de seus contratados (…), resultando em favorecimento direto a estes últimos, como se exemplifica pela relação mantida entre a Fundação e o Sr. Daniel de Oliveira Pinto“.

- “Estranha-se o fato de que uma empresa recém constituída (a H9 Projetos Serviços e Consultoria de Negócios Ltda. foi constituída em 21-09-2005), com capital registrado de apenas R$ 1.000,00, e que nunca tinha emitido nenhuma nota fiscal, tenha faturado no período de jan/06 a maio/2007, o significativo valor de R$ 6.984.600,00. Observa-se que das 27 notas fiscais emitidas no período (do no 001 a 027), 21 documentos fiscais foram emitidos contra a FAURGS, fazendo referência genérica ao Projeto “Reformulação do Banrisul“.

- “relação de favorecimento direto que há entre a FAURGS e alguns de seus contratados [”denúncia trazida a esta Corte de Contas pelo Sr. Vice-Governador” (…)]. Ocorre que o Sr. Daniel de Oliveira Pinto, sócio das Empresas LNXOPEN Informática Ltda. (participação de 28% das cotas) (…), e Execução Gestão e Consultoria em Informática Ltda. (participação de 50% das cotas) (…), empresas contratadas pela Fundação para a execução do contrato com o Banrisul, além de obter (para suas empresas) da FAURGS diversos Atestados de Capacidade Técnica convenientes (…) para participação em litações públicas relacionadas a serviços na área de informática, atua, também, como Procurador da FAURGS em processos licitatórios, nos quais poderia, inclusive, participar (através de suas empresas) como concorrente da Outorgante (FAURGS).”

- E disputando com a demência do código-fonte do software, temos, em explicação bastante didática, que… “consta que o consultor Villi Vitório Longhi, da Empresa MBS - Estratégias e Sistemas Ltda., teria, nos meses de junho e agosto de 2007, prestado 800 horas de consultoria, por mês, ao preço mensal de R$ 120.529,94 (R$ 150,66/hora). No mês de julho de 2007, teria prestado 792 horas de consultoria ao preço de R$ 119.324,69 (R$ 150,66). Ora, não seria logicamente possível ao consultor ter efetivamente prestado o número de horas informado (800 horas nos meses de junho e agosto e 792 horas no mês de julho) se um mês de 31 dias (o que não é o caso de junho que tem 30 dias) possui apenas 744 horas (31 x 24h)”.

Clica aqui para baixar o relatório em pdf delícia (tá um caos e com páginas fora de ordem, mas a diversão é garantida).

Tucanaram o TC€ paulistóide

12:13 | 03/06/08 | Walter Valdevino

Tá achando que é só o TC€ bovinóide que está tomado pela bandidagem político-partidária?

Do Estadão:

Conselheiro do TCE foi à Copa da França bancado pela Alstom

Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), coordenador da campanha eleitoral de Mário Covas em 1994 e chefe da Casa Civil do governo do Estado de 1995 a abril de 1997, viajou para a França em 1998 para assistir aos dois jogos finais da Copa do Mundo de futebol com despesas pagas por empresas do Grupo Alstom, cujos contratos com a Eletropaulo e o Metrô ele avaliou depois. Segundo investigações do Ministério Público da Suíça, a Alstom é suspeita de pagar propina a integrantes do governo tucano paulista da época para obter contratos e aditivos.

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Lembo-Lembo, Chuchuzinho e Robson Ex-secrétaire du gouverneur Marinho

A citação “R.M.” , identificando as letras como um “ex secrétaire du governeur“, aparece em anotações apreendidas na Alstom pelo Ministério Público da Suíça. “Realmente, nesse período (do governo Covas), R.M. sou eu. Mas nunca tive ingerência em contratos firmados pelo governo. Eu fazia a coordenação política na Casa Civil, tinha relacionamento com deputados, prefeituras, partidos e sociedade civil. Quem fazia o relacionamento com empresas era a Secretaria de Governo”, disse ontem Marinho ao Estado.

Sobre a viagem para a Copa com despesas pagas pela Alstom, ele disse: “Sou muito amigo de uma pessoa que foi diretora da Mecânica Pesada, do mesmo grupo, que ficava em Taubaté. Mas ele morava em São José dos Campos, onde fui prefeito“. A justificativa para aceitar a “cortesia” é que essas ações são normais. “Tanto que na Copa de 2014, no Brasil, com certeza a Vale do Rio Doce também vai trazer vários europeus para assistir aos jogos aqui, com tudo pago.” Marinho admitiu também que visitou empresas do Grupo Alstom na Europa: “Visitei a Alcatel, não posso negar”.”

Mais detalhes da falcatrua envolvendo a Alstom e os tucanóides paulistóides no resto da matéria.